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A coadopção da Teresinha

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A TERESINHA

1 – A Teresinha tinha 6 anos quando a mãe, vítima de cancro da mama, faleceu. Desde o ano de idade que vivia com a mãe, perto dos avós e dos tios maternos. Foram estes a passar mais tempo com ela, durante a doença da mãe. Acima de tudo os primos... de quem tanto gostava, e com quem brincava longas horas…

2 – Durante estes 5 anos teve sempre um relacionamento saudável com o pai. O facto de o pai viver com um companheiro, o Jorge, nunca foi motivo de comentário. Contudo, desde os tempos do divórcio, o pai e os avós maternos ficaram de relações cortadas.

Após o óbito da mãe, a Teresinha foi viver com o pai, e com o Jorge.

3 – Os avós maternos receberam então uma notificação para comparecer em Tribunal onde lhes foi comunicado que a sua "neta" tinha sido coadoptada pelo companheiro do pai, pelo que deixava de ser sua neta. Foi-lhes explicado que por efeito da coadopção os vínculos de filiação biológica cessam. 
É o regime legal aplicável (art. 1.986.º do C.C. – "Pela adopção plena, extinguem-se as relações familiares entre o adoptado e os seus ascendentes e colaterais naturais").

Nada podiam fazer. Choraram amargamente a perca desta neta (depois da filha) que definitivamente deixariam de ver e acompanhar. A Teresinha que tinha perdido a mãe, perdia também os avós, os tios e os primos de quem tanto gostava. Nunca mais pôde brincar com aqueles primos ou fazer viagens com o tio Zé e a tia Sandra que eram tão divertidos. A Teresinha tinha muitas saudades daquelas pessoas que nunca mais vira. Não percebia porque desapareceu do seu nome o apelido "Passos" (art. 1.988.º n.º1 – "O adoptado perde os seus apelidos de origem").

4 – Um dia perguntou ao pai porque mudara de nome. Foi-lhe dito que agora tinha outra família. Não percebeu e, calou… Na escola, via que os outros meninos tinham uma mãe e um pai, mas ela não.


5 – Quando chegou aos 16 anos de idade foi ao ginecologista, sozinha. Ficou muito embaraçada com as perguntas que lhe foram feitas sobre os seus antecedentes hereditários maternos. Nada sabia. Percebeu que o médico não a podia ajudar na prevenção de varias doenças... Estava confusa. Nada sabia da mãe. Teria morrido? Teria abandonado a filha?

6 – Até que um dia descobriu em casa, na gaveta de uma cómoda, um conjunto de papéis em cuja primeira pagina tinha escrito SENTENÇA. E leu... que "o superior interesse da criança impunha a adopção da menor pelo companheiro do pai, cessando de imediato os vínculos familiares biológicos maternos, nos termos do disposto no art. 1.986.º do C.C., tal como o apelido materno (Passos) (art. 1.988.º n.º1 do C.C.) que era agora substituído por... Tudo por remissão dos arts. X.º a Y.º da Lei Z/2013.

7 – O que mais a impressionara naquele escrito foi o facto de que quem a escrevia parecia estar contrariado com a decisão que estava a tomar. E, a dado passo escrevia "Na verdade, quando da discussão da lei Z/2013 na Assembleia da Republica o Conselho Superior da Magistratura e a Ordem dos Advogados emitiram parecer desfavorável à solução legislativa que agora se aplica. Porém, "Dura lex sede lex". A Teresinha não percebeu...

8 – Durante anos procurou a Família materna, em vão... Mas rapidamente consultou os Diários da Assembleia da Republica onde constavam os nomes dos deputados que tinham aprovado aquela lei que lhe tinha roubado os mimos da avó Rosa, as brincadeiras do avô Joaquim... e os primos. A Teresinha queria voltar ao tempo destes, que são sangue do seu sangue, mas não pode porque esses anos foram-lhe usurpados. Vive numa busca incessante pela sua identidade. Se as outras raparigas da sua idade sabem das doenças que a mãe e o pai tiveram, porque é que ela não pode saber? Porque lhe negam esse direito?

9 – Leu então num livro que "a adopção é uma generosa forma de ajudar crianças a quem faltam os pais e a família natural para lhes dar um projecto de vida. A adopção é sempre subsidiária". E perguntou – Onde está a minha família que nunca me faltou mas, de mim foi afastada por estatuição legal e decisão judicial?

A Teresa está muito triste.

10 – O pai e o Jorge entretanto divorciaram-se… e a Teresa é obrigada a ir passar os fins-de-semana a casa do Jorge… porque a Regulação das Responsabilidades Parentais assim o ditou.

11 – Teresinha, nós estamos aqui!

Isilda Pegado
Presidente da Federação Portuguesa pela Vida

PS- Se alguém que vier a ler este texto e tiver possibilidade de fazer chegar às mãos de todos os e deputadas que aprovaram esta aberração, agradeço.

por Fernando Tavares

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  1. Na prática e do ponto de vista jurídico, dado que a referência é para o Código Civil em vigor, se trocarmos o "companheiro" do Jorge por a "companheira" do Jorge, tudo se mantém.
    Todos os passos apresentados acima e todos os resultados. Com as mesmas condicionantes.
    Há tantas opiniões válidas e pega-se na de Isilda Pegado que já demonstrou não ter capacidade de argumentação! Enfim...

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    1. mas eu gostaria de saber a sua douta opinião servindo-se do tema da Isilda!!!

      Não vamos trocar o companheiro do jorge por uma companheira, ok?
      O caso presente é mesmo o dos panascas que à pobre Teresinha lhe coube em sorte...e como é???

      Será que o paneleiro tem direito a ficar aos fins de semana com a Teresinha, em vez dos seus avós, tios e primos de sangue???

      Este País está transformado numa panasquice da trampa, por isso estamos como estamos.

      Sabe qual é o problema?

      É haver paneleiros a mais na justiça, no governo, nos deputados, na comunicação social, nas artes e letras....que têm voz...porque chafurdam em demasia nesses corredores dos poderes.

      Num País em que o panasca Castelo Branco, é uma figura de topo e da elite...estamos conversados!!!

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    2. Caro Viriato,
      não fique tão "alterado". Isso é exclusivo das discussões sobre o nosso Benfica que eu sigo com extrema concordância! Neste tema não é necessário.

      Neste caso, limitei-me a expôr um argumento simples e que qualquer deputado (ao qual se apela no final) ou outra pessoa vê logo à partida. Ou seja, se a base de argumentação fosse esta, a discussão estaria condenada à partida. É o problema da maioria das argumentações dessa senhora, a qual não conheço pessoalmente...

      Sobre a minha "douta" opinião (obrigado pelo elogio implícito) também a posso transmitir. Não tenho nada a favor, mas também não tenho nada contra.
      Não possuo qualquer estudo científico, não conheço casos reais, portanto apenas teria opinião baseada no senso comum. E aí, meu caro, o dia-a-dia surpreende-me todos os dias, positiva e negativamente. Portanto, o senso comum não é grande princípio orientador de opinião.

      Eu sei que não quer trocar o companheiro pela companheira mas, pondo nos seus termos...será que a segunda mulher tem direito a ficar aos fins de semana com a Teresinha, em vez dos seus avós, tios e primos de sangue???

      Não sei se existem "paneleiros a mais" no país ou nesses sectores todos. Não pergunto a orientação sexual das pessoas com que me cruzo, portanto não o posso aferir. No entanto, não me parece que seja esse o real problema do país.

      Quanto á figura do Castelo Branco, estou em desacordo que ele seja uma figura de topo e da elite. Não me parece que seja alguém tomado em linha de conta seja para o que seja!

      Melhores cumprimentos e saudações benfiquistas,

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    3. Ok meu caro, Cada um tem a sua opinião, mas eu continuo a pensar que a COADOPÇÃO no caso presente é uma aberração parida por seres que só têm trampa na cabeça.

      O mal, nisto e noutras coisas, é haver maricas a mais nos corredores e nos cadeirões do poder!!!
      Cumprimentos e saudações Gloriosas.

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    4. O Viriato abona claramente em favor da morte súbita, da eutanásia, da esterilização para evitar a reprodução e do aborto - infelizmente, já é demasiado tarde...

      Pronto. >E agora aguardo os habituaus insultos de gente desta laia... Aos quais n tenho a mínima intenção de responder....

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    5. Há que saber reflectir sobre aquilo que se lê! Este texto ignorante mistura adopção e coadopção que são coisas diferentes e com estatutos completamente distintos também! É impressionante a quantidade de aberrações que se escrevem!!!

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  2. É uma vergonha que em pleno século XXI ainda se escrevam textos destes. A não ser, claro, que este isto se trate de um texto humorístico.

    Claramente não o é. Mas está de tal forma "bem" escrito que chega a dar vontade de rir.

    Normalmente tento ser imparcial e avaliar as coisas de forma fria. E não descarto a hipótese de existirem argumentos (válidos) contrários à co-adopção por homossexuais. Mas quererem moldar a opinião dos outros com recurso a textos falaciosos, parece-me demasiado.

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    1. Vergonha é um casos destes em pleno século XXI

      É o que eu digo. O Loby GAY e muito poderoso nos poderes e corredores do poder.
      Resumindo,
      Há panascas a mais a mandar!!!

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    2. Vergonha é a sua argumentação basear-se no seu pré-conceito. Ouviu o resumo da análise feita pelo bastonário da ordem dos psicólogos sobre a literatura científica dedicada ao tema da adopção de crianças por casais homoparentais? Duvido. O seu senso, que é comum, não tem de necessariamente ser BOM senso. A realidade é o que é, não o que preferimos que seja. E aberração mesmo, é alquem propor a referendo a MAIORIA decidir os direitos de uma minoria. Se fosse sempre assim ainda haveria escravos, seriam proibidos casamentos interraciais, as mulheres ainda não votavam, os imigrantes não teriam direitos alguns (e coitadito de si quando tentasse uma vida melhor lá fora).

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  3. So tenho a dizer que a sociedade em que vivemos para seus proprios interesses passam por cima de tudo e de todos para conveniencia propria. E com esta lei que foi votada no parlamento ,muito mais Terezinhas ira haver neste mundo.

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  4. Não sei se rir se chorar. Este senhor de Viseu parece-me ou do tempo do real viariato ou habitante da casa dos segredos.
    A vida da Teresinha é a vida de muitas "Teresinhas", filhas de casais ditos normais e divorciados. Mas, seguramente, a esta Teresinha teve e terá muito mais do que qualquer criança que nunca teve nem terá um colo nem um abraço nem uma família, seja ela com homens e mulheres, ou só de homens, ou só de mulheres. Parem e pensem e coloquem-se no lugar de uma criança que cresce numa instituição. Isso não é Loby Gay, mas é o quê?
    Senhor Viriato, pense bem, será que não anda por aí um "panasca, na sua família? E se um dia tiver um um, o que vai fazer? Acalme-se e reflita...ou então, para si, isto não passa de um espaço para "esvaziar".....aproveite para "esvaziar" contra os Lobys da sua Cidade....

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    1. A minha cidade está bem e recomenda-se! É o melhor sítio para se viver e ponto final.
      Sobre o outro assunto "panasca" ninguém me tira a minha democratíssima opinião.

      Há peneleiros a mais nos corredores do poder!!!

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    2. Estereótipo por estereótipo... Já que se brade aos ventos o estereótipo do paneleiro, já concerteza ouviu falar no estereótipo daquele que se mostra demasiado homofóbico, não já?

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  5. De acordo com o projecto de lei proposto, existindo filiação de pai e mãe não há co-adopção. Portanto a situação descrita é falsa e este texto apenas serve para promover a ignorância e o preconceito. Parabéns à autora por conseguir ser tão desonesta.

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    1. Caro Luis Aguiar
      mostra lá essa lei.

      ps. já não há pachorra para os ouvir os calimeros... sempre com a merda do "preconceito" na boca!
      epa, reclamem para o responsável máximo disto tudo, o "Criador da Natureza", Foi o gajo que inventou que para nascer um ser humano, tem que haver o truca truca entre um homem e uma mulher! Temos pena!
      Qualquer dia somos nós (que gostamos de "gajas") a ir para dentro do armário!?!?
      Isso é que era, não?

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    2. Não só mas a coadopção só funciona enquanto o pai está casado ou em união de facto com o tal outro homem. Se se divorciam, adeus.

      E lol tens medo de ser perseguido por gays? Cresce. Nem és perseguido por gente de outras raças e já temos leis de igualdade e contra a discriminação baseadas nelas.

      CREEESCEEEE

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    3. Caro Luis Aguiar mostra lá essa lei.

      Aqui está, retirado do site da Rádio Renascença e tudo, para não haver dúvidas quanto à sua veracidade: http://mediaserver2.rr.pt/NEWRR/projectops14848d1a.pdf

      Para evitar essa leitura tão incómoda, cito aqui o artigo relevante, Artigo 2º nº 3:
      "Não pode ser requerida a co-adoção se existir um segundo vínculo de filiação estabelecido em relação ao menor."

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    4. É isso mesmo, Luis Aguiar.
      A criatura andou a espremer os miolos para arranjar um caso que se adaptasse à sua idealogia, mas não conseguiu.

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  6. Acho que estão todos a esquecer-se do mais importante, não é o tribunal que decide se a teresinha passa ou não tempo com a família, é o pai! Não é a coadpção que impede a Teresinha de passar tempo com os avós e com os primos, é o pai que não deixa. Se os pais deixam os filhos em casa de amigos, porque que o pai da teresinha não a haveria de deixar passar tempo com os avós maternos e respectiva família. Isso é culpa do pai e não da lei.

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  7. Mas alguém tem dúvidas de que há muito tempo que este país é governado e comandado por essa escomalha que é o LobyGay,que em vez de se preocuparem com quem os elegeu,o povo, estão mais preocupados é com paneleirisses e afins?

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  8. Algo que me chamou à atenção, apesar de ser uma história fictícia e, pelo que li, com muitas falhas, é o facto de a Teresinha ter ido ao ginecologista sozinha. Imaginemos uma menina adoptada por dois homens homossexuais. Vem-lhe o período, o seu corpo começa a modificar, etc. Quem é que lhe vai explicar todas essas modificações? A menos que haja uma entidade feminina por perto, a menina ficará confusa e sem saber o que fazer, pois os homens, sejam heteros ou homos, não percebem nada sobre o corpo feminino. Foi apenas um exemplo e é o meu ponto de vista.
    Concordo com o Viriato quando diz que há demasiados "panascas" no poder. Mas Viriato, permita-me que lhe dê um conselho... Não se enerve tanto lol

    (Pessoas a chamar-me preconceituosa antiquada em 3... 2... 1...)

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    1. Desculpe-me, mas é absurdo dizer que "os homens não percebem nada sobre o corpo feminino". Hoje em dia, felizmente, o assunto já não é tabu como costumava ser, e o conhecimento sobre o que acontece em relação ao dito corpo feminino está mais do que difundido. Mais que não seja, está lá o/a ginecologista para discutir qualquer dúvida que surja à referida menina. E a própria menina aprende sobre as modificações em questão na escola. É matéria lecionada na disciplina de Ciências desde o 5º ano.
      Não tenho qualquer interesse em chamar-lhe preconceituosa antiquada, mas aconselharia a desvincular-se de insultos do nível da palavra "panasca". Haja respeito acima de qualquer outra coisa.

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    2. Caro senhor, não fui eu quem usou a palavra "panasca", daí ter escrito entre aspas. Portanto, não faltei ao respeito a ninguém nem foi essa a minha intenção. Só pretendi apresentar o meu ponto de vista, mas, infelizmente, a liberdade de expressão só é aceite para aquilo que interessa.
      Mesmo que se aprenda todas essas matérias nas escolas, creio que é essencial haver a presença de pessoas de ambos os sexos.
      E mais, não chamei "absurdo" a ninguém, portanto creio que não seja a palavra mais adequada. Se quer que não se usa certos e determinados termos, então não faça o mesmo, pois isso é um paradoxo.
      E mais não digo.

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    3. Ha pessoas que ainda nao sairam do armario!! Helloooooo!! Entao se um.casal.homo.nao sabe explicar a menarca entao tambem.nao ha medicos homens, nem.profs de ciencias nem de biologia!!! Toda a gente sabe que os obstetras e os ginocologistas sao mulheres!! LoooooooL santa estupidez que por aqui vai. Nojo. De pessoas que pensam assim tenho nojo.
      Em relacao ao texto....é pobreeeeee e muito miudinho. Uma vergonha.

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  9. Boa noite

    1º Qual é o pai que impede uma filha de 6 anos, após a morte da mãe, de estar com a família e ter o apoio que precisa?

    2º O que interessa se o pai tem um companheiro ou uma companheira?

    3º Se fosse uma mulher: assinavam os papéis da adopção, a Teresinha tornava-se "filha" dela e deixava à mesma de ver a família da mãe falecida, e mais tarde, quando o pai e a madrasta se separassem, iria na mesma ter de passar tempo com ambos.

    Resumo: Se querem tentar arranjar apoio para acabar com esta "aberração" (palavras de Isilda Pegado), não será certamente com uma história que seria igual se os intervenientes fossem de sexos diferentes. Aqui apenas demonstra o péssimo pai que este senhor é, porque nenhum pai que ponha em primeiro lugar um filho o afastava da família após o falecimento da sua mãe. Este pai fez claramente o que era melhor para si, tratando a filha como se fosse um objecto que pode mudar de "donos".
    Por sua vez, a família da mãe da criança também poderia ter lutado por ela (o que não sabemos se fez, pois isso certamente não beneficiava a história, e por sua vez a autora da mesma).

    Deixem de ser preconceituosos e pensem antes de acreditarem em tudo o que lêem. Podem até não concordar com a lei em causa, mas daí a acharem que esta história faz sentido...

    Obrigada a quem leu.

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  10. Uma questão para quem argumenta que uma criança tem de ser educada por um homem e uma mulher: em caso de viuvez, como é, retira-se a criança ao progenitor sobrevivo e entrega-se a uma família "normal"?

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  11. Este post revela uma grande ignorância, para além de outras características que me abstenho de dizer, por parte da pessoa que o escreveu. Primeiro porque esta questão nunca se colocaria apenas no caso da co-adopção entre pessoas do mesmo sexo, mas em todos os casos de adopção quando houvesse um progenitor falecido. Por outro lado, a lei precavê estas situações, obrigando a que os ascendentes do lado do progenitor falecido sejam ouvidos e que estes mantenham laços de afectividade com a criança.

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  12. Há que saber reflectir sobre aquilo que se lê! Este texto ignorante mistura adopção e coadopção que são coisas diferentes e com estatutos completamente distintos também! É impressionante a quantidade de aberrações que se escrevem!!!

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  13. Ora, então .... e se fosse assim?
    A Mãe da Teresinha morreu e, passado algum tempo, a Teresinha foi morar como o Pai e o seu companheiro ..... que adorava.
    O companheiro do Pai enchia-a de mimos e a Teresinha adorava aquele homem que lhe sorria quando a ia acordar de manhã e a levava à Escola e lhe lia todos os dias uma história no final do dia que a fazia adormecer com um sorriso de felicidade nos lábios.
    Acontece que, e a vida tem mesmo destas coisas incríveis, o Pai da Teresinha morreu também, tendo o seu companheiro, porque não havia coadopção, sido obrigado a entregar a criança aos Avós que ela nunca tinha visto e que, desde a morte da sua filha, tinham desaparecido da sua vivência, até porque não conseguiam admitir a nova estrutura familiar do anterior genro.
    Teve a Teresinha de ir viver com quem não conhecia, como quem não gostava e até, com que, pela idade que tinha, já não estava habituada a contar histórias, nem a passear à beira mar, nem de andar de carrinhos de choques em feira com tantas cores, como a Teresinha se lembrava de fazer com o companheiro do Pai.
    Pior .... nunca mais a Teresinha foi autorizada a ver o Jorge, que também foi proibido de com ela contactar, uma vez que nenhum direito lhe assistia.
    Está a Teresinha triste e .... cheia de saudades da vida que tanto gostava e que tanta felicidade lhes trazia.
    Gostaram? Eu não! É tão imbecil como argumento como a história original!!!! Tenham juízo por favor!

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    1. Não vi melhor resposta que a sua! É tal e qual isso...

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    2. Esta resposta fez-me lembrar um programa que dava na TV em que o final eram os telespectadores que escolhiam.Boa resposta!

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  14. Desculpem-me a ignorância!!!! se este caso em vez de ser o Companheiro Jorge fosse a companheira Maria, já não haveria problema da Teresa ter perdido o contacto com a família????????????????????????????

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  15. Pelo caminho que isto está a levar, com tanta parcialidade e falta de senso, ainda alguém vai dizer que a culpada disto tudo é a mãe, que não tinha nada que morrer, muito menos contrair cancro da mama. Haja sapiência...

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  16. Este texto revela uma profunda idiota, nada mais. É trocar o casal gay por um casal hetero, e os problemas são exactamente os mesmos. Se alguém tem alguma coisa contra isto, que use argumentos decentes que não sejam deitados abaixo com a facilidade com que eu faço o pequeno almoço todos os dias.

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  17. A minha questão é a seguinte: uma criança que seja adotada por um casal homossexual, também vai para a escola e todos nós sabemos que existem crianças e jovens que conseguem ser muito agressivos psicologicamente para com os outros e depois essa criança pode vir a ser alvo de muita pressão psicológica que a pode transtornar. E eu só acho que se deve ponderar essa questão, pelo superior interesse da criança.

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  18. TANTA GENTE A ATRACAR DE POPA!!!!!!!

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  19. qualquer dia temos que pedir desculpa por gostar de "gajas" !!!?!?
    às tantas, parece que o loby gay gosta de apanhar na tromba! É que estão sistematicamente a afrontar a inteligência das pessoas com birras de meninos mimados e burgueses.E para esses só à chapada.

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  20. Sendo homem casado, pai de filhos e com um amigo gay posso dizer que estou literalmente enojado com este texto....
    Parece-me que a D. Isilda teve sérios problemas na sua formação enquanto ser humano. Lamento pelos pais dela que não a conseguiram educar e formar melhor.

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  21. Meu Deus! o que por aqui vai! ... O maior problema da Teresinha foi não poder contactar mais a família materna! Como em qualquer família, é normal que as crianças vão a casa dos avós, convivam com os primos, com os tios, etc... Essa quebra de laços que já estavam estabelecidos é que me parece grave. Como em tudo na vida, tem que haver bom senso e muitas vezes, infelizmente, esse fica pelo caminho

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  22. Carissimo anónimo que falou da "agressão psicológica" que iriam sofrer as crianças co-adoptadas por casais homo: esta seria só mais uma razão para isso....

    A verdade é que as crianças/jovens, até mesmo os adultos, hoje em dia são agressivos! Ponto!
    Eles vão fazer tanta agressão psicológica a estas crianças como fazem as gordinhos, aos caixas-de-óculos, aos dentes metálicos, ao rapaz que é mais baixinho que todos ou mais fraco, à miuda bonitinha mas timida que todos os dias é assediada, ou à menina que teve um problema de saúde e perdeu o cabelo (que foi o meu caso)...
    Essa agressão vai haver, por razão ou outra, e esses encontram sempre uma razão!

    E o problema, obviamente, não está na diferença de cada um ou então teriamos que usar ideias hitlerianas e aspirar a uma raça pura e sem defeitos para travar este bulling. O problema vem, essencialmente de dois sitios: a falta de poder que os professores têm em travar estas situações, uma vez que se repreenderem um aluno, hoje em dia, o mais provável é serem eles prórpios repreendidos também, e os pais da criança ainda fazem uma reportagem sensacionalista para a TV a dizer que o filho foi mal tratado por um professor; a segunda, vem mesmo de dentro de casa, dos valores e da educação que é dada e transmitida.

    Independentemente da minha opinião concreta sobre o assunto, duas coisas: acho que quem é contra tem que fazer um muito melhor trabalho de casa do que aquele que se vê aqui para poder expor a sua opinião validamente; e ao senhor que nada mais consegues dizer a não ser "panisgas no poder": olhe, trate-se! E aprenda que não é insultando dessa maneira quem quer que seja (com ou sem razão) que vai ser ouvido ou levado a sério! O facto de tratar assim aqueles que despreza, só torna o seu argumento inválido, ridiculo, pouco provido de fundamentação e aquilo a que eu chamo "taberneiro", de pessoa inculta e com um problema sério de fobias e discriminação!

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  23. Sabem que mais, manipulação estupida de uma eventual história de vida, e muita confusão entre imensas coisas.

    Quem escreve é claro/a no que pretende, enviezar o pensamento, mas isso já nós sabemos.

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  24. Então se a co-adopção não existe, como é que este caso pode ser real? Alguém consegue responder a esta, genuína, questão?

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  25. Eu só gostaria que fizessem um referendo sobre este tema a todas as crianças e jovens do país porque gostava de saber qual a opinião deles e se eles gostariam de ser adotados por um casal gay. Acima de tudo, acho que todas as crianças devem ser ouvidas a esse respeito porque é o interesse delas que deve ser tutelado, e não o dos adultos.

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  26. É triste o pensamento tacanho de quem escreveu, de quem passa um texto manipulador de mentes fracas, e com muito pouco alcance na visão.

    Aliás... Este blog como um todo é prova de mentes muito fraquinhas.

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    1. Tacanho e fraquinho és tu ó panasca...
      Mas alguém do blogue te chamou???

      Não era melhor gastares o teu tempo a passear no Eduardo VII em vez de leres este blogue?
      Nós não queremos o teu prejuízo....

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