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O silêncio total deste voo é muito suspeito

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Em entrevista à Renascença, o piloto veterano Carlos Silva coloca várias questões sobre o que terá acontecido ao 777 da Malásia que se despenhou sobre o Índico. 



Porque deixaram de funcionar os equipamentos de aviso, por exemplo, sugerindo que não se tenha tratado de um acidente. Ao fim de duas semanas de dúvidas e especulações sobre o que teria acontecido ao desaparecido Boeing 777 da Malaysia Airlines, as autoridades malaias confirmaram finalmente que o avião, que levava 239 pessoas a bordo, caiu no Oceano Índico durante o trajecto que ligava as capitais da Malásia e da China, Kuala Lumpur e Pequim.


O avião era igual ao que há mais de 15 anos é tripulado por um português, Carlos Silva, ex-comandante das linhas aéreas de Singapura e piloto no activo, com quem a Renascença falou sobre o corredor sul onde o Boeing 777 despareceu.

Carlos Silva, que conta com 11 mil horas de voo aos comandos de um avião igual, estranha que o “Transponder” - um dos principais equipamentos de comunicação da aeronave e colocado numa zona de muito difícil acesso - tenha sido desligado. Questiona ainda que tenham deixado de funcionar outros equipamentos de aviso, sugerindo que não se tenha tratado de um acidente.

Já voou naquela zona?
Sim, é um corredor que conhecemos. Sabemos que é bastante vazio por não ter nenhum aeroporto à volta que nos possa dar suporte, portanto sabemos que temos de voar em condições muito especiais nas quais o avião tem de estar apto a voar o mais longe possível do aeroporto. No máximo, a 180 minutos, no caso de falhar um motor. As comunicações básicas nesta zona são feitas sobretudo por satélite e, depois, por alta frequência.

Pode dizer-se que é uma zona onde não é possível arriscar absolutamente nada?
A zona onde o avião terá caído é uma em que poucas companhias aéreas voam. Tem pouca população aérea, tem poucas comunicações, portanto é bastante remota.

Tem alguma tese sobre o que poderá ter acontecido?
Quanto mais se fala, mais são as hipóteses do que pode ter acontecido. A primeira questão que colocamos é por que razão não houve um aviso de “mayday”, que é emitido quando o piloto tem uma avaria ou urgência e tem de o reportar a toda a gente que estiver a ouvir. A possibilidade de que o avião tenha dado uma volta bastante acentuada e que tenha baixado de altitude sugere que eles terão tido algum problema técnico - poderia ter sido despressurização, poderia ter sido um fogo, fumo a bordo ou algo semelhante - mas depois tudo se complica.
Por que razão foi desligado o sistema do “Acars”, que é um sistema de satélite que comunica com o avião constantemente? Não é fácil desligar este sistema. Pior ainda é ter sido desligado também o “Transponder”, o sistema básico de radar. Este sistema não tem propriamente uma função de desligado, tem uma função de “standby”, no qual pode ser “interrogado”. Não consigo perceber como foi possível ter sido desligado, a não ser que alguém tivesse tido acesso directo ao compartimento electrónico onde está o “Transponder”, que fica por trás do cockpit. Essa porta é uma espécie de alçapão, que está fechado, e que está por baixo de uma carpete. Para o abrir é preciso uma chave “Allen” especial.

Quem quer que esteja naquela zona a mexer nesse alçapão com certeza que dá logo nas vistas, quer às pessoas que estão na cabine da frente, quer à tripulação. O silêncio total deste voo é também muito suspeito. Ultimamente, fala-se muito em intenção humana, ou seja, em desvio do avião.

Ou seja, se o avião tivesse caído numa situação dita “normal”, possivelmente saber-se-ia qual o ponto mais ou menos exacto da queda?


Se o avião tivesse mantido as comunicações, haveria algum alerta nos radares de terra porque o avião iria mudar de altitude. Iria mudar de velocidade e de direcção em relação ao ponto em que ia voar. Isso sugere logo um alerta, porque, evidentemente, os sistemas de radar estão ali para permitir que cada avião voe segundo as restantes aeronaves. Quando um avião sai de uma rota e entra numa diagonal, cortando várias rotas que são bastante activas naquela zona, os alarmes vão soar - além de não ter havido um aviso do piloto. Por outro lado, se fosse um fogo, um fumo ou uma emergência repentina ou estrutural, seja o que for, o avião teria sido destruído de seguida. Uma explosão, danos parciais ou completos da fuselagem, pressupõe que tivesse caído em terra ou em mar. Pedaços do avião seriam vistos. Ainda mais à noite, quando uma explosão é perfeitamente visível

Realmente as interrogações são muitas e muito difíceis de explicar em outro artigo podemos ler:


Um "blip" e uma lei física ajudaram a descobrir o destino do voo MH370
Um fraco “blip” captado por um satélite a 36.000 quilómetros de distância da Terra e uma lei física do século XIX foram as chaves para concluir que o voo MH370 da Malaysia Airlines caiu num ponto remoto do Oceano Índico.
O primeiro-ministro malaio, Najib Razak, disse esta segunda-feira que não restavam dúvidas de que o Boeing 777, que desapareceu dia 8 de Março, despenhou-se no mar. Por trás desta certeza estão milhares de cálculos minuciosos feitos a partir de sinais que o avião continuou a emitir, apesar de ter todos os sistemas de comunicação desligados.

Eram simples “apertos de mão” — ou “pings” — entre o avião e um satélite da empresa Inmarsat, que presta serviços de comunicação via satélite para navios e aviões em praticamente qualquer zona do globo. São sinais com muito pouca informação. Mas dão alguns dados neste caso essenciais: identificam a aeronave, mostram que os sistemas eléctricos estão operacionais e determinam o ângulo de elevação do satélite em relação ao avião.

Foi com base nestes dados que se chegou à conclusão de que o avião continuou a voar por mais de cinco horas depois do último registo de contacto via radar. O voo tinha saído de Kuala Lumpur às 0h41, com destino a Pequim, foi identificado por um radar militar às 2h15 e o último “ping” com o satélite do Inmarsat ocorreu às 8h11. Pelo menos até aí, portanto, o avião estava no ar.
Este último “aperto de mão” forneceu dois arcos possíveis de onde o avião poderia estar naquele preciso momento. Um deles estendia-se Ásia adentro, quase até ao Cazaquistão, o outro seguia para baixo, para o Oceano Índico.

Os técnicos do Inmarsat analisaram então a alteração da frequência das ondas sonoras dos diferentes “pings” horários que o avião transmitiu desde o último contacto por radar.
“Observámos o efeito Doppler, que é a alteração na frequência devido ao movimento de um satélite na sua órbita”, explicou Chris McLaughlin, vice-presidente da Inmarsat, citado pelo jornal britânico The Telegraph. O efeito Doppler é o mesmo que faz o som de uma ambulância mudar à medida que se aproxima e depois se afasta de um observador.
Os dados do avião foram ainda comparados com os “apertos de mão” de outros Boeing 777 que tinham percorrido as mesmas áreas no passado. O resultado apontou o arco sul como sendo o caminho que o voo MH370 tomou.

Se tivesse continuado a voar, o avião teria enviado outro “ping” às 9h11 — o que não ocorreu. Seria impossível desligar o equipamento que o emitia. E entre as 8h11 e as 9h11, o combustível da aeronave teria necessariamente acabado. Daí a conclusão de que o aparelho de facto despenhou-se no mar, a mais de 2000 quilómetros de Perth, na costa oeste da Austrália.

Suspeitas
Serviços secretos chineses terão feito o desvio do avião, com tecnologia de ponta,baseada num  "drone"  previamente instalado no avião. Após terem "gaseado todos os passageiros e tripulação" ao fim de 40 minutos de voo, tomaram o comando do aparelho num simulador de voo, já preparado para o efeito colocando o  aparelho a baixa altitude rumo em linha recta para a mais remota zona do Indico, no sistema de piloto automático. 
Isto porquê? É que a bordo seguiam 20 especialistas dos EUA em chips e agregação de dados que vigiavam a China.  Repare-se que os EUA sempre se mantiverem muito silenciosos sobre esta matéria, tendo vindo a  colaborar na busca com aviões e navios mas sem manifestarem opiniões técnicas. Se existe país com sofisticação tecnológica de satélites, é sem dúvida os EUA, o que ainda torna mais denso o mistério, os americanos nada terem detectado! O avião acabou por se despenhar pela natural  falta de combustível

Coincidência? Talvez.

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  1. Curiosa notícia hoje vinda no DN
    Especialistas chineses alertam para custos elevados das operações em busca do voo MH370 da Malaysia Airlines.

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