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Faz hoje 581 anos que morreu D.João I

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D.João I, filho ilegítimo de D.Pedro I e de D. Teresa Lourenço, (que foi dama de companhia da infeliz Inês de Castro) faleceu a 14 de Agosto de 1433, justamente 48 anos depois de se cobrir de glória na famosa Batalha de Aljubarrota.
Jaz na Capela do Fundador, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

Cronistas contemporâneos descrevem D. João I como um homem arguto, cioso em conservar o poder junto de si, mas ao mesmo tempo benevolente e de personalidade agradável. Na juventude, a educação que recebeu como Grão Mestre da Ordem de Aviz transformou-o num rei invulgarmente culto para a época.

O seu amor ao conhecimento passou também para os filhos, designados por Luís Vaz de Camões, nos Lusíadas, por «Ínclita geração»: o rei D. Duarte de Portugal foi poeta e escritor, D. Pedro, Duque de Coimbra o «Príncipe das Sete Partidas», foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo e muito viajado, e o Henrique, Duque de Viseu, «o navegador», investiu toda a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia, dando início à epopeia dos Descobrimentos.

A sua única filha,(fruto do casamento real) D. Isabel de Portugal, casou com o Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras.
No reinado de D. João I foram descobertas as ilhas de Porto Santo (1418), da Ilha da Madeira (1419) e dos Açores (1427), além de se fazerem expedições às Canárias. Teve início, igualmente, o povoamento dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

Foi cognominado O de Boa Memória, pela lembrança positiva do seu reinado na memória dos portugueses, também podendo ser chamado de O Bom ou O Grande.
Do seu casamento com Filipa de Lencastre (1359–1415) nasceram nove filhos. Destes, os seis que chegaram à idade adulta seriam lembrados como a ínclita geração:
- Branca (1388–1389)
- Afonso (1390–1400)
- Duarte I de Portugal (1391–1438), sucessor do pai no trono português, poeta e escritor
- Pedro, Duque de Coimbra (1392–1449), foi um dos infantes mais esclarecidos do seu tempo. Foi regente   durante a minoridade do seu sobrinho, o futuro Rei D. Afonso V e morreu na Batalha de Alfarrobeira
- Henrique, Duque de Viseu, O Navegador (1394–1460), investiu a sua fortuna em investigação relacionada   com navegação, náutica e cartografia
- Isabel, Duquesa da Borgonha (1397–1471) casou com Filipe III, Duque da Borgonha e entreteve uma    
  corte refinada e erudita nas suas terras
- Branca (1398)
- João, Infante de Portugal (1400–1442), Condestável de Portugal e avô de Isabel de Castela
- Fernando, o Infante Santo (1402–1437), morreu no cativeiro em Fez

D. João teve ainda dois filhos naturais de Inês Pires:
- Afonso I (1377–1461), primeiro duque de Bragança, casou com Beatriz Pereira de Alvim que era filha de D.Nuno Alvares Pereira e de Leonor de Alvim,dando origem à Casa de Bragança, que viria a reinar em Portugal três séculos mais tarde.
- Beatriz (ca. 1386–1447), casada com Thomas FitzAlan, 12.° Conde de Arundel

Fonte;Wikipedia

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