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Foi há 516 anos: Rainha D. Leonor funda a Misericórdia de Lisboa

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A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi fundada em 15 de Agosto de 1498, sendo a primeira das Misericórdias de Portugal. Nessa data a Rainha D. Leonor instituiu a Irmandade de Invocação a Nossa Senhora da Misericórdia, na Sé de Lisboa.

Leonor de Avis ou Leonor de Portugal ou Leonor de Lencastre ou Infanta Leonor, e mais recentemente, no estrangeiro, "Leonor de Viseu", do nome do título secundário de seu pai o infante Fernando de Portugal, Duque de Viseu, foi uma princesa portuguesa da Casa de Avis, e rainha de Portugal a partir de 1481, pelo casamento com seu primo D.João II de Portugal, o Príncipe Perfeito.

Pela sua vida exemplar, pela prática constante da misericórdia, e mais virtudes cristãs, alcançou de alguns historiadores o epíteto de "Princesa Perfeitíssima", inspirado no cognome do rei seu marido, a cuja altura sempre se soube manter para o juízo da história.

Foi irmã de D.Manuel que reinou Portugal de forma Venturosa, assim que seu marido e primo se finou.

Sofreu a desventura de ver dois dos seus irmãos assassinados pelas mãos do próprio Rei seu marido.

Descendente da Ínclita Geração, entre a vasta prole de João I e da sua Rainha Filipa de Lencastre. Leonor foi sem dúvida uma das mais notáveis soberanas portuguesas de todos os tempos, pela sua vida, importância, influência, obra, e legado aos vindouros.
Leonor reinou no apogeu da fortuna da expansão portuguesa, quando Lisboa se transformara na capital europeia do comércio de riquezas exóticas: e foi por isso mesmo no seu tempo a mais rica princesa da Europa, conforme demonstra uma obra recente a respeito da administração da sua grande casa.

Essa grande fortuna, que cresceu exponencialmente com a chegada à Índia e com o comércio ultramarino, visto seu pai ter sido filho adoptivo e herdeiro universal do Infante D.Henrique, o Navegador, e das grandes mercês que recebeu dos reis seu marido e seu irmão, empregou-a depois de viúva na prática da caridade constante, da devoção verdadeira, no patrocínio de obras religiosas, e sobretudo na assistência social aos pobres: assim, encorajou, fomentou e financiou o projecto de Frei Miguel Contreiras de estabelecimento de Misericórdias gerida por irmandades em todo o reino, notável iniciativa precursora em toda a Europa.
A rede de Misericórdias portuguesa chegou até aos nossos dias, sempre activa no papel social e caritativo a que a rainha a destinou.

Apoiou D. Manuel na fundação do Hospital de Todos os Santos, no Rossio de Lisboa, o melhor hospital da Europa no seu tempo; e esteve ainda na origem da fundação do Hospital Termal das Caldas da Rainha, cuja construção e funcionamento custeou, e que dela tira o seu nome. 

O mais belo e notável dos monumentos, ou edifícios que a rainha ordenou fossem construídos, e onde repousa, o Convento da Madre de Deus, em estilo gótico manuelino, abriga hoje o Museu Nacional do Azulejo, constituindo um dos mais ricos patrimónios culturais portugueses.
Fonte; Wikipédia


Rainha D.Leonor pelo prof. José Hermano Saraiva
excerto de 2 minutos
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