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Escândalos autarquicos - Braga

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Mesquita tem milhões em bens.
Antigo Presidente tem quinta em Vila Verde, onde produz vinho, e moradia de luxo em Braga.
Filhos têm também um extenso património.




Mesquita Machado, o histórico autarca de Braga tem um património avaliado em vários milhões de euros, mas na última declaração de rendimentos, referente a 2012, garantiu que num ano ganho apenas 116 mil euros, valor que dizia respeito a salários e pensões. O antigo presidente da Câmara de Braga que possui parte da Quinta do Salgueirô, localizada em Cabanelas, Vila Verde, que foi herdada pela mulher.

A quinta destina-se sobretudo à produção e comercialização de vinho, o que dará lucros muito elevados ao ex-autarca. A propriedade vale mais do que um milhão de euros.

Mesquita Machado tem ainda uma luxuosa moradia situada na rua Bernardino Machado, no centro de Braga. É lá que reside com a mulher. Também esta casa e os terrenos envolventes valem mais de um milhão de euros, apurou o Correio da Manhã.

A fortuna do antigo presidente de Braga - que esteve na câmara durante 37 anos - estende-se também aos filhos Ana Catarina Machado, Cláudia e Francisco. Possuem diversos apartamentos e carros.

Nos últimos anos, investiram também na compra de estabelecimentos comerciais no centro da cidade. Alguns deles acabaram por não ter os lucros desejados pelos filhos do ex-autarca e o encerramento foi um passo inevitável.

Filha compra farmácia por 450 mil euros.
Ana Catarina, filha de Mesquita Machado, é dona da Farmácia Coelho, na praça do Município, em Braga. A filha do antigo autarca pagou a pronto 150 mil dos 450 mil euros que custou a farmácia. Ana Catarina tem ainda dois andares com lojas na mesma rua. Possui ainda um escritório num outro prédio de Braga.

Vive no centro da cidade com a mulher.
O antigo presidente da Câmara Municipal e a mulher vivem numa luxuosa moradia na rua Bernardino Machado. A casa é rodeada por terrenos e chama a atenção de quem por ali passa. Para além do património imobiliário, o ex-autarca revelou ainda na última declaração de rendimentos que tem 256 mil euros em poupanças. Garantiu, em agosto deste ano ao Correio da Manhã, que leva uma "vida desafogada".


PORMENORES
Telefone vermelho - Mesquita Machado teve durante anos no seu gabinete na câmara de Braga o famoso telefone vermelho. Era uma linha directa à qual apenas tinham acesso algumas pessoas.

De 1976 a 2013 - Francisco Soares Mesquita Machado assumiu a presidência da Câmara Municipal de Braga em 1976, quando tinha 39 anos. Abandonou a autarquia nas últimas eleições, realizadas em Outubro de 2013.

Rendimentos em 2008 - Na declaração de rendimentos referente a 2008 e entregue no Tribunal Constitucional, Mesquita Machado revelou que ganhou 66 mil euros. Quatro anos depois, o valor quase duplicou.

Gestão criticada - A gestão de Mesquita Machado tem sido criticada. O actual executivo apresentou uma queixa-crime.

Investigação - A PJ investigou Mesquita Machado. O processo foi arquivado em 2008 pelo Ministério Público


De Ana Isabel Fonseca e Tania Laranho, no CM (7/11/14) na edição especial em papel


ADENDA
Contratos ruinosos levam autoridades policiais a pedir documentação à Câmara de Braga.

A Polícia Judiciária está a investigar vários negócios celebrados por Mesquita Machado enquanto esteve à frente da Câmara de Braga e este pode vir a responder por gestão danosa.

Nos últimos meses foi pedida diversa documentação ao actual executivo, relativa a contratos celebrados pelo antigo presidente.

Um dos negócios é a parceria público-privada (PPP) celebrada em 2008 com a Sociedade Gestora de Equipamentos de Braga (SGEB), que resultou num buraco de 103 milhões de euros para a câmara – o valor não estava contabilizado e a dívida da autarquia atinge os 253 milhões. A parceira público-privada é verdadeiramente ruinosa. Destinava-se à construção e requalificação de campos de futebol em 45 freguesias do concelho. No total, as obras custariam 50 milhões, mas o contrato celebrado – no qual a câmara se compromete a pagar rendas mensais de meio milhão de euros até 2033 – irá custar aos cofres da autarquia o dobro. E Braga passou a ter o maior índice de campos de futebol relvados por habitante do País.

A SGEB foi criada com o objectivo de, contornando a lei, permitir ao município fazer obras de milhões. A câmara não podia contrair empréstimos directos à Banca.

Construtoras como a Europa Ar-lindo e a Alexandre Barbosa e Borges comprometiam-se a iniciar com as construções, sendo que a câmara pagaria rendas mensais. As empresas teriam de avançar com pedidos de empréstimo à Banca, mas foi aí que a situação se complicou.

A concessão de crédito foi travada, o que fez com que muitas das obras que estavam estipuladas no âmbito da parceria estejam por cumprir. A Europa Ar-lindo acabou por avançar com um processo especial de revitalização, mas a câmara já está a pagar a sua parte.

Por Ana Isabel Fonseca, Tânia Laranjo/CM/ 27.10.2014

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