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Governantes devem 6,6 milhões à banca

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Secretário de Estado da Economia confessa que se endividou para poder ir para o Governo até Setembro de 2015.

Treze membros do actual Governo têm empréstimos superiores a 170 mil euros e devem à Banca mais de 6,6 milhões de euros, segundo as declarações de rendimentos depositadas no Tribunal Constitucional (TC). A liderar a lista, estão os secretários de Estado da Economia , Leonardo Mathias, e das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro.

Leonardo Mathias declarou em 2013 um crédito superior a 1,6 milhões de euros da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e outro de 300 mil euros do BES, sucursal espanhola. Só para o crédito da CGD, a prestação mensal supera os sete mil euros.
Questionada sobre como fazia face a esta despesa, fonte do Ministério da Economia esclareceu que o empréstimo do BES "foi contraído para pagar as mensalidades da CGD e despesas da sua vida pessoal e familiar até Setembro de 2015".
A mesma fonte refere que, "em termos de património, o valor da habitação própria e da participação de 43,5% na Dunas Capital é superior ao total do passivo, reflectindo uma situação positiva e confortável".

Sobre Sérgio Monteiro, fonte do ministério explica que, por ser funcionário do Grupo CGD, beneficia de condições nos empréstimos. A dívida em Setembro de 2013 era de 877 718 euros e actualmente está nos 841 678 euros.
Tem uma prestação mensal de 2746,70 euros, que paga com recurso à sua poupança constituída antes de ir para o Governo.
Em 2010, declarou um rendimento superior a 257 mil euros.

Confira aqui a lista:

1 - Leonardo Mathias, Secretário de Estado da Economia tem uma moradia luxuosa na Quinta da Marinha, em Cascais.

2 - Sérgio Monteiro vive na zona da Expo, Lisboa. Antes do ir para o Governo, era administrador do Caixa Banco de Investimento.

3 - Nuno Vieira e Brito, Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar. Tem dois empréstimos do BCP, um de 464 102 euros e outro que é um crédito hipotecário de 208 757 euros.
Declarou vários bens e poupanças superiores a 76 mil euros.

4 - António Pires de Lima, Ministro da Economia - Declarou mais de 800 mil euros - O ministro da Economia declarou em 2013 um rendimento superior a 800 mil euros. Pires de Lima tem dois empréstimos, um de 170 822 euros no BCP e outro de 400 mil euros no BPI.
Tem mais de 1,8 milhões de euros em activos.

5 - Fernando leal da Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde - Tem um empréstimo à habitação no Santander superior a 400 mil euros, desde 2006. Tem mais de 200 mil euros em poupanças.
Declarou 50% da sociedade Indexalpha.

6 - M.ª Luís Albuquerque, Ministra das Finanças - Pediu empréstimo para construção. Maria Luís Albuquerque tem um crédito à construção da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no montante de 440 mil euros. Este empréstimo vence em Julho de 2047.
No Tribunal Constitucional, não declarou poupanças.

7 - Joaquim Cardoso da Costa, Sec. Estado para a Modernização Administrativa - Tem três empréstimos no Deutsche Bank: dois para habitação e um empréstimo confiança. Vencem em fevereiro de 2040.
Tem um seguro de vida de 29 mil euros.

8 - Manuel Pinto de Abreu, Secretário de Estado do Mar - Tem dois empréstimos para habitação, um de 42 500 euros no Santander e outro de 228 mil euros no BES.
Declarou mais de 190 mil euros em poupanças.

9 - Pedro Passos Coelho, Primeiro-ministro - Dois apartamentos em Massamá - O primeiro-ministro tem dois empréstimos à habitação. Um de 208 223 euros no BCP, que vence em novembro de 2040, e outro na CGD, de 35 720 euros – vence em 2016.

10 - António da Costa Moura, Secretário de Estado da Justiça - O seu crédito pertence à Caixa Geral de Depósitos. Declara três prédios urbanos – em Sesimbra, em Lisboa e no Porto.
Tem mais de 14 mil euros em PPR.

11 - Paulo Macedo, Ministro da Saúde - Os empréstimos, um de 70 936 euros e outro de 146 421 euros, são do BCP. Tem mais de 200 mil euros em poupanças.
Declara duas casas: em Lisboa e Benavente.

12 - António Leitão Amaro, Secretário de Estado da Administração Local - O crédito à habitação de 203 506 euros é do Banco BIC para um prédio urbano com quatro assoalhadas em Carnide, Lisboa. Não declara poupanças nem contas à ordem.

13 - José Diogo de Albuquerque, Secretário de Estado da Agricultura - Declara mais de 30 mil euros em poupanças. Tem dois prédios urbanos no Monte Estoril. O seu empréstimo à habitação vence em 2050. Não há referência ao banco.

Texto; Sónia Trigeirão/António Sérgio Azenha/Débora Carvalho/Correio da Manhã de hoje.

Ora aqui temos dois casos de graves prejuízos na ida dos "Samaritanos" para o Governo 
Se o Leonardo continuasse na SCHRODERS e o Sergio  no seu dourado gabinete da CGD, tinham menos chatices e mais dinheiro nos bolsos.
Isto deita por terra aquela ideia de que a rapaziada vai para o Governo só para se encher...a não ser que haja outros proveitos após estes "sacrifícios". Normalmente esta gente vai depois para poleiros, galhos e tachos mais elevados e banqueteados com inúmeras prebendas e mordomias, e é nisso, que está o ganho pela passagem governamental, como nos mostra este quadro editado pelo Expresso e datado de 2011;




Sabe quanto é que ganha um Secretário de Estado?
Vencimento: 3.914 euros, mais 1.370 euros de despesas de representação, dá um total de 5.284 euros. Um Ministro ganha 5.936 euros: 4.240 de vencimento e 1.696 euros de despesas de representação. Realmente não são "grandes espingardas" estes ordenados.

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