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A melhor defesa militar da História fica em Portugal

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Sim, podemos dizer que a melhor defesa (ou complexo de defesas) militar da História, ou pelo menos aquela que foi mais eficaz por ter sido intransponível, fica em Portugal. Provavelmente, quando se fala em grandes e eficazes defesas pensa-se em grandes e altos castelos medievais ou em arrojados e recortados fortes pós renascentistas.

Mas, aquela defesa a que me refiro não se assemelha a nada disso. Falo das Linhas de Torres Vedras, o complexo de fortificações construído para defender Lisboa durante as Invasões Francesas.

Este sistema era constituído por redutos, baterias, paliçadas, taludes e por um magistral aproveitamento do terreno, potenciando ainda mais os obstáculos naturais - os grandes declives e as linhas de água - na sua capacidade defensiva. No fundo, mais do que um majestoso e resplandecente conjunto de muralhas, morro, torres, baluartes e afins, a Linha de Torres Vedras era composta por elementos simples, improvisados - sem grande estética ou beleza -, pouco duráveis - dai pouco hoje sobrar -, mas que permitiam e davam uma confortável vantagem defensiva a quem as ocupasse.

Vantagem tão grande que nunca foi ultrapassada pelo exércitos agressores contra os quais foi construída - os exércitos de Napoleão. Para as Linhas de Torres Vedras foram construídas 152 fortificações, contendo 523 peças de artilharia, munições e outros mantimentos, muitas vias de ligação e sistemas próprios de comunicação - sistema de balões e bandeiras -, tal como sistemas de drenagem de águas e esgotos.


O projecto foi liderado e conduzidos pelos Ingleses - os velhos aliados da nação Lusa -, que vieram, propositadamente, no inicio do século XIX para ajudar no combate aos Franceses, mas executado por mão-de-obra nacional. Parece que foi também incrivelmente barato, tendo em conta o volume, complexidade e celeridade dos trabalhos. Estima-se que tenha custado, à moeda actual, 300.000 euros.

Passados hoje já quase 2 séculos sobre estas construções, que podemos nós aprender dela e por ela para a nossa actualidade? Será que somente com lideranças estrangeiras e força de trabalho nacional conseguimos construir algo barato, funcional e cumprindo os prazos? Bem, penso que não, pois isso seria demasiado pessimista! Mas parece-me que podemos concluir que, trabalhando em equipa, aproveitando os pontos mais fortes de todos os envolvidos e dos recursos disponíveis, tanto ontem como hoje, seremos capazes de feitos consideráveis.


Nota: A grande maioria destas informações foram retiradas do artigo "Adeus, Napoleão! - a defesa mais eficaz da história é Portuguesa" da edição de Novembro de 2010 da revista Super Interessante. O texto do artigo original pode ser consultado, quase na integra, no blogue "Clube de história de Valpaços" em: http://clubehistoriaesvalp.blogspot.com/2011/02/adeus-napoleao.html.
Micael Sousa - blog A Busca pela Sabedoria

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