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Soares: Por Sócrates “ainda me vou bater”

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Observador: "Soares: Por Sócrates “ainda me vou bater”

Na apresentação do livro de entrevistas de Mário Mesquita, “Mário Soares na construção da democracia”, o antigo chefe de Estado volta a acusar a justiça, mas sobretudo o juiz Carlos Alexandre que ordenou a prisão preventiva: “Porque é que está preso? Porque é que há um juiz que é capaz de dizer que ele merece estar preso, sem nunca ter sido julgado?”.
Na apresentação do livro, Soares voltou a considerar a prisão de Sócrates “uma infâmia, esta situação em que está preso um ex-primeiro-ministro sem nunca ter sido julgado. É coisa que não é aceitável”. É como não é aceitável, Soares, que diz que se vai afastar da vida política ativa deixa um recado: “Por isto ainda me vou bater”.

Observador, "o descaramento não tem limites":

Um antigo membro do Conselho de Administração de uma empresa de construção “emprestou” dinheiro a um antigo PM de um governo que exerceu funções durante o período em que essa empresa beneficiou de contratos de obras públicas. Foi isto que aconteceu. Será normal?

Os empréstimos poderiam ter vindo de um amigo sem relações empresariais com o Estado no seu passado. Ou de um amigo com fortuna feita no estrangeiro. Mas não. Foi um amigo que trabalhou numa empresa que ganhou muito dinheiro com contratos públicos durante os últimos governos do PS. Nenhum socialista, nenhum membro do PS, nenhum amigo de Sócrates acha isto estranho? Acham normal? A solidariedade socialista exprime-se através de envelopes com dinheiro? Será um hábito corrente? Ainda não ouvi um único socialista mostrar a mais leve estranheza pelo facto de um antigo PM ter recebido envelopes de dinheiro.

Mário Soares é o salafrário da República. Um indivíduo que perdeu a noção básica e substancial do que significa um Estado de Direito e que tem a distinta lata em proclamar publicamente que "Portugal não é uma democracia". Isso para além de proferir disparates jurídicos em catadupa que envergonhariam um estudante de direito penal de primeiro ano. Mário Soares tem gozado de um estatuto de impunidade inadmissível e só justificável pela poltranice dos jornalistas que temos.

Portugal seria uma democracia, para Mário Soares, se o poder judicial se pusesse de cócoras como se pôs, aquando do escândalo de corrupção do fax de Macau que o envolveu directamente enquanto presidente da República, tal como denunciado por Rui Mateus, um dos fundadores do PS e companheiro de recolha de fundos de Mário Soares, junto dos alemães, nos anos setenta e oitenta.
Rui Mateus escreveu um livro que foi rapidamente censurado, nunca reeditado e foi logo tratado como um pária. Desapareceu misteriosamente da cena pública e o salafrário da República devia ser obrigado a responder publicamente por isso, explicando o que se passou, porque saberá melhor que ninguém o que aconteceu.
Em vez disso, sustentado numa impunidade mediática continua a ofender, insultar e vilipendiar os poderes institucionais do Estado de Direito que prenderam um seu correligionário, por motivos que se suspeita serem inconfessáveis mas que não andarão longe daqueloutros que motivaram o afastamento do tal Rui Mateus: pânico por temer que o PS se desconjunte e desapareça.

Desapareça, sr. Soares!

NB. O epíteto "salafrário" é mais suave do que o epíteto de "voyou" com que o semanário francês, Marianne, de esquerda, brindou em tempos o então presidente da república francesa, Sarkozy, devido à ampla liberdade de expressão. Em França, tal passou como um acto legítimo de exercício dessa liberdade.

fonte: portadaloja.blogspot.pt/
publicado aqui no PG por, Herminius Lusitano 

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