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Maravilhas de Portugal - Mangualde

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O Primeiro Foral de Mangualde

Mangualde recebeu foral antes da formação da nossa Nacionalidade. D. Henrique concedeu esse foral às terras de Azurara da Beira em 1102. Mangualde era conhecido nessa época pelo nome de Azurara da Beira.

O foral fixava as limitações do concelho de Azurara da Beira, muito parecidas com as actuais limitações do concelho de Mangualde excepto a Nascente que aumentou com a anexação do concelho de Tavares: A Norte o Rio Dão e a Sul o Rio Mondego.

O Foral também fixava as contribuições que os peões tinham de pagar:

- Um moio de pão para quem tivesse um jugo de bois ou dois quarteiros de pão se tivesse somente um boi.

- A décima parte do vinho que juntasse no lagar.

- Um coelho por cada caçada.

- Um lombo e duas costelas se caçasse um porco (javali).

- A décima parte do dinheiro recebido pela venda de propriedades.

O foral referia que os cavaleiros não pagavam foral, mas tinham que respeitar algumas regras: Cada cavaleiro era obrigado a ter um cavalo destinado a acompanhar as visitas reais e a participar nas lutas contra os mouros. Se perdesse o cavalo, tinha 3 anos para arranjar outro. Se não cumprisse com as suas obrigações, passava à condição de peão.

O foral indicava as multas a pagar por quem não cumprisse as regras estabelecidas: Quem entrasse no concelho com mão armada em perseguição de foragidos, pagava mil e quinhentos moios, ou se o não fizesse, cortavam-lhe as mãos ou arrancavam-lhe os olhos.

O fim desta multa era atrair pessoas para o concelho, mesmo que fossem assassinos ou outros criminosos. Os delinquentes do concelho pagavam somente metade da multa. O concelho já tinha instituições municipais que administravam os negócios públicos do concelho e julgavam as pessoas.

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