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«Só pode esperar de mim uma atitude: obviamente, demito-o» Paulo Morais

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Obviamente demito-o.


Os candidatos tudo prometem em campanha e, uma vez no poder, esquecem os seus compromissos eleitorais.

Prometi uma decisão relativamente à minha intervenção política e aqui está: sou candidato às Presidenciais 2016. A minha candidatura tem por objectivo combater a corrupção, que destrói o regime, defender a transparência nas contas públicas e travar um combate feroz à mentira reinante na política.

A luta contra a corrupção será o primeiro dos combates. Foi a corrupção que trouxe a crise e a pobreza. O próximo Presidente da República tem de liderar uma estratégia global de combate ao fenómeno de forma transversal, envolvendo os poderes legislativo, executivo e judicial. Terá de ser impedida a promiscuidade que transformou o Parlamento numa central de negócios, com os deputados a usarem o cargo em benefício dos grupos económicos que lhes garantem tenças generosas. As Leis mais importantes não poderão mais ser elaboradas nas grandes sociedades de advogados, em função dos grandes interesses instalados. A Justiça tem de ser dotada de meios e deve começar a recuperar os bens que nos têm sido retirados pela via da corrupção. Em casos tão graves como os do BPN ou do BES, o Estado tem de confiscar as fortunas dos responsáveis.

O Presidente tem de promover a transparência da vida pública. Os cidadãos têm direito a conhecer, de forma acessível, a estrutura de custos do Estado. O Presidente deve ainda vetar o pagamento, pela via do OE, de despesas ilegais, nomeadamente as das parcerias público-privadas, cujas rendas constam de anexos confidenciais.

Finalmente, temos uma política onde a mentira tem sido uma marca recorrente. Os candidatos tudo prometem em campanha e, uma vez no poder, esquecem os seus compromisso eleitorais. Nos últimos governos, o exercício da mentira tem sido constante. Durão Barroso anunciou um choque fiscal com descida de impostos, mas, uma vez no governo, aumentou-os. Tal como Sócrates, que também assumira não aumentar a carga fiscal. E o mesmo fez Passos Coelho. Tais comportamentos, demagógicos e populistas, não podem ser tolerados. A ser Presidente, um primeiro-ministro que faça o contrário do que anunciou, violando o seu compromisso com o povo, só pode esperar de mim uma atitude: obviamente, demito-o!

PAULO MORAIS

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