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Verdadeiramente criminoso como o Estado trata o nosso dinheiro - Paulo Morais

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É importante que as pessoas percebam como os governos tratam os nossos impostos. A demagogia e a caça ao voto faz com que o governo ande 3 anos a roubar o povo nas PPP e depois na véspera de eleições dá-lhe umas migalhas, cortando um pouco nas rendas das PPP- e os donos das PPP aceitam o corte porque sabem que logo a seguir são compensados.
No primeiro gráfico, atentem na curiosidade que é a súbita quebra nas rendas a pagar pelo estado nos anos 2012 e 2013, e como essa quebra se deve às PPP rodoviárias, para imediatamente nos anos seguintes se assistir a uma subida vertiginosa, alcançando em 2015 o valor mais alto.

Não existe nenhuma lógica que explique esta quebra, a não ser a da negociação de uma parte significativa destas PPP ter sido feita pela dupla José Sócrates/Paulo Campos e de a mesma coincidir com um previsível ciclo eleitoral, pois se não tivesse ocorrido uma eleição legislativa antecipada em 2011, Sócrates teria governado até 2013, esperando nessa altura repetir a vitória eleitoral de 2009, em parte muito à conta da folga orçamental obtida com esta inesperada quebra nos anos imediatamente ao das eleições.

Portugal é o país “Campeão do Mundo” em parcerias publico-privadas (PPP), com o maior gasto em PPP em relação ao PIB (quase 11%) - (Fonte: Observatório PPP da Universidade Católica). As Parcerias Público-Privadas têm contribuído para um agravamento da dívida pública, com injustificadas taxas de rentabilidade para os consórcios privados que as promoveram.
ZITA PAIVA

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  1. O CONTRIBUINTE/CONSUMIDOR TEM DE SER DOTADO DUMA MAIOR CAPACIDADE NEGOCIAL
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    Existem empresários que compram empresas concorrentes com o objectivo de obter um certo domínio num determinado segmento do mercado... depois... ao alcançarem um certo domínio no seu segmento de mercado, forçam os fornecedores a baixar os preços, isto é, ou seja, reduziram a capacidade negocial do fornecedores.
    Existem políticos/marionetas que fazem o mesmo tipo de trabalho: leia-se, privatizam empresas estratégicas com o objectivo de reduzir a capacidade negocial do contribuinte/consumidor... beneficiando, desta forma, certos grupos económicos.
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    Exemplo 1: Há alguns anos atrás quiseram introduzir taxas em cada levantamento multibanco... todavia, no entanto, o banco público C.G.D. apresentava lucros sem ser necessário mais uma taxa... o pessoal que queria introduzir mais uma taxa lá teve de amochar!...
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    Exemplo 2: A EDP Renováveis vende a energia eólica a 60 euros o MWh em Espanha, nos Estados Unidos a cerca de 50 euros, e em Portugal vende a 100 euros... o contribuinte/consumidor, de mãos-atadas, tem de comer e calar!
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    RESUMINDO: uma empresa pública em concorrência no mercado, a apresentar lucro, confere ao contribuinte/consumidor uma elevada capacidade negocial!
    CONCLUINDO: por meio de referendo o contribuinte/consumidor deve decidir em que segmentos de mercado deve existir a concorrência de empresas públicas, isto é, ou seja, o contribuinte/consumidor deve decidir em que segmentos de mercado deve possuir uma maior capacidade negocial.
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    Não há necessidade do Estado possuir negócios do tipo cafés (etc), porque é fácil a um privado quebrar uma cartelização... agora, em produtos de primeira necessidade (sectores estratégicos) - que implicam um investimento inicial de muitos milhões - só a concorrência de empresas públicas é que permitirá combater eficazmente a cartelização privada.
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    P.S.2.
    http://concorrenciaaserio.blogspot.pt/
    http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/

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