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«A única forma de acabar com isto é destruir o Estado Islâmico»

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"Mais do que a abertura de fronteiras, é inevitável uma intervenção militar internacional para pôr fim ao conflito que gerou a crise de refugiados".
Entrevista de Luís Amado ao DN.




Como tem visto e o que espera que sejam os próximos desenvolvimentos na crise dos migrantes?

Há problemas que não têm solução. Outros têm solução no tempo e outros com que é preciso conviver e gerir a agitação política e diplomática. Aqui, vamos ver os governos a gesticular muito, mas a dimensão da situação vai exigir uma ação estruturada e que envolva a comunidade internacional no seu conjunto. Vamos ter tensões internas na União Europeia, sobretudo nas sociedades mais atingidas pela pressão migratória, e temos de aprender a conviver, a gerir a situação.

Este é um conflito que vai prolongar-se no tempo.

O problema da desestabilização do Médio Oriente vai ocupar uma ou duas décadas. Serão anos marcados por conflitos e alguma guerra mais séria. Temos de estar preparados. Países como Irão, Arábia Saudita, Turquia e Egito e outros, que têm processos de renovação política em curso - Iraque, Líbia, Líbano e Síria - vão seguramente agudizar os problemas nos próximos anos. Esta é uma questão de médio/longo prazo, em que haverá conflitos, processos de radicalização muito graves que estabelecerão uma pressão cada vez maior nas fronteiras.

A Europa está a responder bem a essa pressão?

Na questão fronteiriça não há outra solução senão abrir portas. Merkel tem estado bem. Tomou a única posição possível. É sem dúvida uma circunstância extraordinária. Se promovemos uma agenda de responsabilidade pelas pessoas e depois as deixássemos morrer à nossa porta nunca mais a Europa levantava a cabeça. Temos mesmo de abrir a fronteira. Mas a pressão a prazo só pode crescer: quanto mais abrirmos a porta mais teremos de a abrir. Schengen resistirá?
Entrevista na íntegra na edição impressa ou no e-paper do DN

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