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«No céu estejas, Calouste Gulbenkian»

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O legado do Sr. Calouste Sarkis Gulbenkian...


Um arménio de grande inteligência, visão estratégica, política e cultural. Participou activamente na partilha do petróleo do Médio Oriente, região do Mundo onde tinha as suas ancestrais raízes. Das companhias que ajudava a formar ficava com 5%, assim acumulando uma imensa fortuna.

Em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, vem para Lisboa em busca da tranquilidade que não conseguia em Londres. Nunca mais abandonou Portugal, onde veio a morrer em 1955. Foi assim que uma boa parte da sua imensa fortuna passou a constituir, por seu testamento, a Fundação Calouste Gulbenkian, com sede em Lisboa. Esse legado, ao longo dos anos, tem-se comportado como um verdadeiro Ministério da Cultura, muito antes mesmo do Governo se ter lembrado de criar um ministério da cultura legal.

A vida cultural de Portugal teria sido necessariamente diferente se Gulbenkian nunca tivesse vindo para Portugal e se em consequência disso a Fundação não tivesse cá a sua sede.
(...)
Uma coisa é comum a todas as actividades da Fundação Gulbenkian: a promoção da cultura e da inteligência. Era portanto essa a matriz do seu fundador, que tinha o petróleo como “argumento”, “pano de fundo” e motor de toda a actividade que pretendeu que se desenvolvesse em seu nome. (fonte: Ao correr da pena)




Em 60 anos de Fundação Gulbenkian, as bibliotecas itinerantes tornaram-se um dos projectos mais emblemáticos da instituição. Terminaram em 2002, com muitas histórias e a pergunta "quando voltam?".

“Em maio de 1958, trabalhavam 15 bibliotecas itinerantes por todo o país. Mais tarde, em Dezembro de 1959, havia 81 340 leitores espalhados por 118 concelhos”, esclarece Maria Helena Borges, directora-adjunta do Programa Gulbenkian Língua e Cultura Portuguesas.

Os então jovens poetas, Herberto Hélder e Alexandre O’Neill, trabalharam com as bibliotecas itinerantes, como encarregados, orientando as leituras e as escolhas quando as dúvidas dos leitores eram mais que muitas. (fonte: Observador)

* * *
No céu estejas, Calouste Gulbenkian! Não esqueço que foi graças às bibliotecas itinerantes que eu, em menino, li livros à fartazana... os meus olhos nem queriam acreditar quando pedi pela primeira vez ao sr. da carrinha, se podia levar livros para casa: "Leva os que quiseres ó miúdo. Só tens que os devolver em bom estado, certo?" E lá ia eu feliz e contente devorar livros sobre livros. Vicio que perdura até hoje.
(Hermínius Lusitano)


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