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A entrevista é COBARDE e não desculpa a gravidade dos factos

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IMUNIDADE/IMPUNIDADE:

Estes jovens iraquianos têm direito a defenderem-se e a explicar as suas razões. Mas não podem querer politizar o caso. Não é por serem filhos de um Embaixador, nem por serem muçulmanos que estão sob o olhar de muita gente. Crimes são factos, comportamentos intencionais punidos pela lei. Os crimes precisam de ser provados e, por isso mesmo, há perguntas que não podem deixar de ser feitas. A primeira: Como podem dois menores conduzir um automóvel, ainda por cima com matrícula diplomática, sem terem idade para possuir carta de condução?

Admito que tenha existido uma rixa prévia ao dramático evento que vitimou o jovem Ruben. Mas não houve uma reacção desproporcionada? Espancar alguém deixando-o entre a vida e a morte e não revelar sinais de terem sido agredidos é capaz de demonstrar que a brutalidade do evento excedeu largamente níveis de conflitualidade equitativos.

A entrevista dada por estes dois jovens agressores é uma versão que não desculpa a gravidade dos factos. Se fosse verdade o que eles proclamam, seguramente seriam os próprios, assim como o pai/embaixador que pediriam o levantamento da imunidade diplomática para que as autoridades judiciárias pudessem investigar até às últimas consequências.

A entrevista é, ainda, cobarde. Se não fosse a imunidade diplomática, tal como quaisquer outros agressores, teriam sido presentes a juiz de instrução criminal e, aí, dariam a entrevista que lhes permitia recuperar a dignidade. De frente para a Justiça!
(Francisco Moita Flores)
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