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Banco de Portugal: «Desta vez estou MESMO assustado!» Carlos Paz

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Banco de Portugal – Desta vez estou MESMO assustado!

O Banco de Portugal tem como sua principal função a supervisão do sistema financeiro. Esta supervisão divide-se em duas componentes:
- Supervisão comportamental, que tem várias missões, sendo a principal o assegurar que os Bancos “se portam bem” quer no seu relacionamento com os clientes (nomeadamente de retalho), quer no seu cuidado com o papel-moeda;
- Supervisão prudencial, que tem como principal missão o assegurar que os Banqueiros “se portam bem":
-- Não desviam fundos;
-- Não escondem prejuízos;
-- Não se deixam corromper nas decisões de crédito;
-- Não corrompem decisores para influenciar negócios;
-- Não operam em “economia de casino” com as economias dos clientes;
-- Etc…
O que sabemos do Banco de Portugal é que, se a primeira função (comportamental) é cumprida razoavelmente a preceito (pelo menos sem grandes queixas dos clientes da Banca), a segunda função (prudencial) foi um ABSOLUTO FALHANÇO pelo menos desde a entrada no Euro.
Acumularam-se as falhas (que NÓS todos temos de PAGAR - já pagámos, estamos a pagar e vamos pagar por mais uns anos) no BPN, no BANIF, no BES e, agora, na CGD.
Pelo caminho ficaram também as falhas no Montepio, no BPI e, principalmente, no BCP.
A destruição de “capital” na Banca Portuguesa em geral, seja por incompetência, seja por incúria, seja por soberba, seja por CRIME, praticamente não tem paralelo em toda a zona euro (nem mesmo em Itália ou na Irlanda).

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São casos a mais. São falhas a mais. É INCOMPETÊNCIA a mais.

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Em plena crise de “resolução” do BES a área de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal ficou sob fogo cerrado de todos os lados: havia INCOMPETÊNCIA a mais!
Em resposta, o Banco de Portugal, para “acalmar” a opinião pública (e publicada) reorganizou a área e o seu responsável saiu do BdP para ir trabalhar para uma empresa de auditoria (contratada para assessorar o próprio BdP).
Foi então substituído o responsável da área do DESCALABRO e as coisas “acalmaram” na opinião publicada (havia um NOVO responsável, podia ser que fosse FINALMENTE funcionar).

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Passaram um par de anos. Agora, depois da “poeira assentar” o tal novo responsável da área resolveu interromper a sua colaboração com o BdP e, portanto, ficou de novo vago o lugar de responsável pela área de supervisão prudencial (a tal dos DESCALABROS).
Era necessário então arranjar um substituto para aquele que é o mais importante lugar operacional de toda a estrutura do Banco de Portugal.
E quem foi o escolhido?
INACREDITAVELMENTE regressa ao BdP o ANTERIOR responsável (o tal que saiu no meio do turbilhão)!
Supervisor do Banco de Portugal regressa com “conflito ético-moral”
Luís Ferreira da Costa volta à instituição. Na consultora PwC, onde esteve até agora, trabalhou para os bancos que agora volta a supervisionar. (noticia no "dinheiro vivo").


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Relembro que foram casos a mais. Foram falhas a mais. Foi INCOMPETÊNCIA a mais.
A promoção da INCOMPETÊNCIA começa a ser assustadora.
É demasiada INCOMPETÊNCIA na gestão da INCOMPETÊNCIA.
Bem sei que a ideia é ainda mais assustadora, mas será que o objectivo é MESMO que NÃO FUNCIONE?!?

Carlos Paz
professor de economia

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