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Os erros mais comuns de português! Acabe de vez com os «pontapés» na gramática

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Dar erros ortográficos pode ser desagradável mas não é um destino: é possível aprender e corrigir. No entanto, alguns erros, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles. Para acabar de vez com os "pontapés" na gramática!



1 – “Mal cheiro”, “mau-humorado”.
Mal opõe-se a bem; e mau a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

2 – “Fazem” cinco anos. 
Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

3 – “Houveram” muitos acidentes.
Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

4 – “Existe” muitas esperanças. 
Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objectos. / Sobravam ideias.

5 – Para “mim” fazer.
Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.

6 – Entre “eu” e você.
Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.

7 – "Há" dez anos "atrás".
e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.

8 – “Entrar dentro”. O certo: entrar em.
Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.

9 – “Venda à prazo”.
Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo.

10 – “Porque” você foi?
Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele atrasou-se porque o trânsito estava congestionado.

11 – Preferia ir “do que” ficar.
Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.

12 – O resultado do jogo, não o abateu.
Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O jornalista prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O jornalista prometeu novas denúncias.

13 – Não há regra sem “excessão”. O certo é excepção.
Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correcta:
paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente), “xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso” (vultoso), “cincoenta” (cinquenta), “zuar” (zoar), “frustado” (frustrado), “calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar), “benvindo” (bem-vindo), “ascenção” (ascensão), “impecilho” (empecilho), “envólucro” (invólucro).

14 – Partiu “o” óculos.
Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.

15 – “Arrenda-se” casas.
O verbo concorda com o sujeito: Arrendam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.

16 – “Tratam-se” de.
O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.

17 – Chegou “em” São Paulo.
Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.

18 – Atraso implicará “em” punição.
Implicar é directo no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.

19 – Vive “às custas” do pai. O certo: Vive à custa do pai.
Use também em via de, e não “em vias de”: Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

20 – Todos somos “cidadões”. O plural de cidadão é cidadãos.
Veja outros: caracteres (de carácter), juniores, seniores, pães, alemães, capitães, gângsteres.

21 – A última “secção” de cinema.
Secção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: secção eleitoral, secção de desporto, secção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.

22 – Vendeu “uma” grama de ouro.
Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.

23 – “Porisso”.
Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.

24 – Não viu “qualquer” risco.
É nenhum, e não “qualquer”, que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.

25 – A feira “inicia” amanhã.
Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.

26 – Soube que os homens “feriram-se”.
O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou… O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto… / Como as pessoas lhe haviam dito… / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.

27 – O peixe tem muito “espinho”. Peixe tem espinha.
Veja outras confusões deste tipo: O “fuzil” (fusível) queimou. / “ciclo” (círculo) vicioso, “cabeçário” (cabeçalho).

28 – Não sabiam “aonde” ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava.
Aonde usa-se com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?

29 – “Obrigado”, disse a moça.
Obrigado concorda com a pessoa: “Obrigada”, disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.

30 – O governo “interviu”.
Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, conviesse, perfizera, entrevimos, etc.

31 – Ela era “meia” louca.
Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.

32 – “Fica” você comigo.
Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.


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Nota: Esta compilação não está fechada. Participe! Deixe nos comentários outros erros comuns que queira juntar à lista.

Veja: Aprenda a usar a vírgula com 4 regras simples

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