Posts do momento

Sistema de comunicações falhou, uma vez mais!

0 0  ● API


Pedrógão Grande - Falha do SIRESP pode ter comprometido socorro

O SIRESP, usado pelos bombeiros e por várias outras autoridades para comunicarem entre si, foi abaixo durante o incêndio. É o último problema de uma longa história de polémicas. Desta vez, a falha ficou a dever-se a problemas externos ao próprio sistema, mas o SIRESP tem um historial de complicações e polémicas de longos anos e não é a primeira vez que falha.

Sabe-se que a antena que suportam o sistema de comunicação para emergências falhou. Não se sabe quanto tempo durou o problema nem as consequências concretas dessa falha para o combate ao incêndio.

As falhas registadas no sistema de comunicações de emergência — já admitidas pelo secretário de Estado da Administração Interna — podem ter comprometido uma resposta mais rápida e eficaz por parte dos bombeiros, logo na tarde de sábado, nas primeiras horas do incêndio de Pedrógão Grande que, até às primeiras horas desta terça-feira de manhã, tinha provocado 64 mortes e 136 feridos.
[...]
Nessa mesma linha, o próprio primeiro-ministro assinou já um despacho exigindo explicações a três níveis: do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), António Costa quer informações sobre as condições meteorológicas; há que depurar a falha no SIRESP; e saber como foi possível que morressem quase 50 pessoas na EN236, carbonizadas dentro dos próprios carros ou na estrada, quando tentavam escapar às chamas que engoliram aquela via.

Garantindo que o sistema de comunicações “em momento algum esteve indisponível”, a GNR admite, no entanto, que a falha na rede criou “zonas de não cobertura”. E o presidente da Associação Nacional de Bombeiros levanta questões sobre as razões que terão resultado nas 64 mortes (números ainda provisórios). “São números com enorme gravidade que alguém tem de explicar”, considera Fernando Curto.

O mesmo representante dos Bombeiros reconheceu, esta segunda-feira, em entrevista à revista Exame Informática, que tem havido algumas dificuldades” em garantir a comunicação entre os vários intervenientes em situações de emergência. “Essa dificuldade é maior quando, efectivamente, as ligações entre bombeiros e as forças de segurança não funcionam como se esperava que funcionassem. Os bombeiros estão a operar com as suas próprias redes e com os seus próprios repetidores de comunicações”, disse Fernando Curto.

Faltam, neste momento, respostas por parte das autoridades. Respostas sobre quanto tempo durou a falha e que impacto teve esse período de vazio sobre a qualidade da resposta prestada pelos bombeiros. (observador)

SIRESP: 400 milhões de euros e não funciona quando é preciso!


De acordo com Miguel Sousa Tavares o SIRESP terá custado aos cofres do Estado mais de 400 milhões de euros(ver aqui). Ainda assim, tem um historial de problemas e polémicas.

As falhas no SIRESP e as mortes de bombeiros
Um dos episódios mais graves em que a equação “SIRESP+falhas de operação” se verificou resultou na morte de dois bombeiros de Carregal do Sal. Foi em Janeiro de 2014 que o Conselho Português da Protecção Civil (CPPC) deu a conhecer novos dados sobre os factos que estiveram na origem das duas mortes, nos incêndios do verão anterior. Na sequência da reportagem “Sem Rede”, emitida na TVI dias antes, o presidente do organismo garantiu que, “se o sistema funcionasse, os gritos de um dos intervenientes para tentar alertar aquela equipa [de que faziam parte os dois bombeiros, um homem e uma mulher] não seriam gritos, seriam comunicações via rádio. E os meios aéreos também não tinham contacto, não tinham forma de alertar aquela equipa”.

Um negócio de milhões na mira do Ministério Público
Em 2005, o Ministério Público (MP) decidiu abrir um inquérito ao contrato de adjudicação do SIRESP, por suspeitas de tráfico de influências e participação económica em negócio. A investigação acabou arquivada, mas ficaram no ar suspeitas sobre a forma como o consórcio liderado pela ex-SLN, do grupo Banco Português de Negócios liderado por José Oliveira e Costa, conseguiu o contrato de quase 500 milhões de euros. (observador)
ver: Contrato com o SIRESP - um insulto à inteligência!

Partilhe este artigo

Anterior
Prev Post
Seguinte
Next Post
comentários
0 comentários

0 comentários blogger

Enviar um comentário