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Faz hoje 320 anos que o Padre António Vieira faleceu

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Padre António Vieira, que nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1608, durante a ocupação da dinastia dos Filipes, morreu em S. Salvador da Baía no Brasil, em 18 de Julho de 1697, passam precisamente no dia de hoje, 320 anos!!!

Da vida e obra deste invulgar e heróico Português, todos os leitores deste blogue ou já leram, ou já ouviram falar.

Centre-mo-nos apenas em algumas curiosidades deste que foi um religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus, que defendeu não só os judeus, como a abolição da escravatura e da inquisição, de quem sofreu agravos.

Seu Pai, Cristóvão Vieira Ravasco que serviu na Marinha, foi para o Brasil em 1614 para assumir o cargo de escrivão em S.Salvaor da Baía e mandou vir a família em 1618.
Aluno brilhante graças à sua prodigiosa memória, ingressou na Companhia de Jesus como noviço em 1623.
Ainda no Brasil, enquanto sofria tentativas de ocupação por parte dos Holandeses, sobrou-lhe ainda tempo para estudar Teologia, Lógica, Metafísica e Matemática.

Logo após a Restauração da Independência veio em 1641 a Portugal, ingressando numa carreira Diplomática e posteriormente pregador e orador régio.
Graças à amizade e confiança que gerara em El-Rei D.João IV, este, mandou-o como embaixador aos Países Baixos resolver as querelas que tínhamos com eles no Nordeste do Brasil.
Fez outra viagem a França também na qualidade de embaixador.

Como os seus célebres sermões e pregações muitos deles a defenderem os judeus, não eram de agrado de muitos "senhores", resolveu voltar de novo ao Brasil.

Veio de novo a Portugal em 1654 para interceder junto de El-Rei a defesa dos direitos dos indígenas escravizados sendo que, nessa viagem. passou por trabalhos tormentosos junto aos Açores que, só por graça Divina, não naufragou.
Em Portugal, António Vieira tornou-se confessor de Dª. Luísa de Gusmão, que foi uma das heroínas da Restauração de Boa memória.

Viajou a Roma em 1669 com a intenção de defender a canonização dos "quarenta Mártires Jesuítas" e combater a Inquisição Portuguesa.
Regressou a Portugal depois de 6 anos em Roma mas, a defesa que fazia pelos Judeus, granjearam-lhe novos olhares de reprovação, e assim sendo, resolveu voltar ao Brasil de vez.

A sua valiosa obra de sermões foi impressa em 16 volumes, e cerca de 500 cartas foram publicadas em 3 volumes as quais foram  elogiadas até pela Inquisição, quem diria... a sua inimiga de estimação.

Muito doente e com o peso dos anos a fazerem lei, em 1694 já não conseguia escrever pelo seu punho.

Nos primeiros dias de Junho de 1697 começou a sua agonia, perdendo também a voz, vindo a morrer a 18 de Julho desse ano com a proveta idade de 89 anos, o que na época era invulgar.

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