9 de Outubro de 1261 nasce D. Dinis - Portugal Glorioso

9 de Outubro de 1261 nasce D. Dinis

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D. Dinis nasceu em 9 de Outubro de 1261, e morreu a 7 de Janeiro de 1325.



Sexto rei de Portugal.
Filho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela.
A doença de seu pai preparou-o bem cedo para governar. Foi aclamado em Lisboa em 1279, para iniciar um longo reinado de quarenta e seis anos, inteligente e progressivo.

Lutou contra os privilégios que limitavam a sua autoridade. Em 1282 estabeleceu que só junto do rei e das Cortes se podiam fazer as apelações de quaisquer juizes,  um ano depois revogou doações feitas antes da maioridade. Em 1284 recorreu às inquirições, a que outras se seguiram. Em 1290 foram condenadas todas as usurpações.

Quando subiu ao trono, estava a coroa em litígio com a Santa Sé motivado por abusos do clero em relação à propriedade real. D. Dinis por acordo diplomático, obteve a concordata após a qual os litígios passaram a ser resolvidos pelo rei e os seus prelados.

Apoiou os cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago, que pretendiam separar-se do seu mestre castelhano. Salvou a Ordem dos Templários em Portugal, passando a chamar-lhes Ordem de Cristo.

Travou guerra com Castela, mas dela desistiu depois de obter as vilas de Moura e Serpa, territórios para lá do Guadiana e a reforma das fronteiras de Ribacoa, através do Tratado de Alcanizes em 1297, onde foram definidas as fronteiras que perduram até aos dias de hoje, excepto Olivença "perdida" em 1801 aquando da célebre guerra das laranjas. Nesse tratado foram ainda consertados dois casamentos; do seu filho  D.Afonso IV  com Dª. Beatriz de Castela, e da sua filha Infanta Dª. Constança com D.Fernando IV de Leão e Castela.

Percorreu cidades a vilas, em que fortificou os seus direitos, zelou pela justiça e organizou a defesa em todas as comarcas. Fomentou todos os meios de uma riqueza nacional, na extracção de prata, estanho, ferro, exigindo em troca um quinto do minério a um décimo de ferro puro. Desenvolveu as feiras, protegeu a exportação de produtos agrícolas para a Flandres, Inglaterra e França. Exportações que abrangiam ainda sal e peixe salgado. Em troca vinham minérios e tecidos.

Estabeleceu com a Inglaterra um tratado de comércio, em 1308. Foi o grande impulsionador da nossa marinha, embora fosse à agricultura que dedicou maior atenção. A exploração das terras estava na posse das ordens religiosas. D. Dinis procurou interessar nelas todo o povo, pelo que facilitou distribuições de terras. Fundou aldeias, estabeleceu toda uma série de preciosas medidas tendentes a fomentarem a agricultura, adoptando vários sistemas consoante as regiões a as províncias.

Deve-se ainda a D. Dinis um grande impulso na cultura nacional. Entre várias medidas tomadas, deve citar-se a Magna Charta Priveligiorum, primeiro estatuto da universidade, a tradução de muitas obras, etc. A sua corte foi um dos centros literários mais notáveis da Península.

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D. Dinis nasceu em 9 de Outubro de 1261, e morreu em Santarém a 7 de Janeiro de 1325.
Casou em 1288 com D. Isabel de Aragão, mais conhecida por Rainha Santa (nasceu em Saragoça, 1270; morreu em Estremoz a 4 de Julho de 1336; enterrada em Santa Clara de Coimbra), filha de Pedro III e de D. Constança, reis de Aragão.
Fonte: Portal da História

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