«A grande farra dos banqueiros gangsters» Paulo Morais - Portugal Glorioso

«A grande farra dos banqueiros gangsters» Paulo Morais

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Banqueiros levam cheque maior para casa. A culpa é da CGD e do BCP


A GRANDE FARRA DOS BANKSTERS:
O Estado "enterrou" dezenas de milhares de milhões de euros de dinheiro dos contribuintes na Banca. Os banqueiros agora festejam e abotoam-se aos lucros, depois de fingirem que nada tiveram que ver com os prejuízos. São banqueiros gangsters, São Banksters.

Paulo de Morais



Banqueiros levam cheque maior para casa. A culpa é da CGD e do BCP.
Entre salários, bónus e outras benesses, receberam 14,8 milhões só num semestre. Os bancos estão a regressar aos lucros e a folha salarial dos gestores está a acompanhar.

A banca nacional está a recuperar. O malparado continua a pesar, mas aos poucos as contas das instituições financeiras vão passando do vermelho para o verde. O valor das remunerações também está a aumentar, alcançando os 14,8 milhões de euros no semestre. Há um aumento significativo face ao ano passado. Praticamente todos os bancos pagaram mais aos administradores, com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) a mais do que duplicar as remunerações (por causa da mudança das regras) e o BCP a crescer 30% depois de se libertar da ajuda estatal.

CGD, BCP, Santander Totta, Montepio e BPI entregaram 13,6 milhões de euros aos membros dos conselhos de administração durante a primeira metade do ano passado. O valor passou, este ano, para 14,8 milhões, de acordo com os dados publicados nos respectivos Relatórios e Contas do primeiro semestre de 2017, o que traduz um aumento de 8,4%. É muito? É pouco? Tendo em conta a taxa de inflação nos 12 meses terminados em Junho, de 1,07%, as remunerações cresceram quase oito vezes mais do que o aumento do custo de vida.

O cheque global engordou em 1,4 milhões de euros, mas o aumento não foi igual em todos os bancos — até houve um banco, o BPI, em que se assistiu a uma redução do valor pago –, com a CGD a ser responsável por mais de metade da diferença registada no espaço de apenas um ano. Na CGD, a remuneração dos órgãos de gestão e de fiscalização passou de 635 mil euros para 1,462 milhões. É um aumento de 130% que reflecte um antes e depois da passagem de António Domingues pelo banco do Estado.

Com a chegada de António Domingues à CGD, as regras de remuneração dos gestores do banco público mudaram, sendo que estes deixaram de estar abrangidos pelo Estatuto do Gestor Público que impunha o tecto do salário do primeiro-ministro ou, em alternativa, o vencimento do lugar de origem. O resultado de praticar “salários em linha com o sector” foi que a folha salarial dos administradores da Caixa aumentou de forma substancial. António Domingues passou a ganhar 30.214,29 euros brutos por mês, mais 13,6 mil euros do que o seu antecessor José de Matos. (...) Mas o salário ficou. Paulo Macedo, bem como os restantes administradores do banco, têm salários sem qualquer tipo de tecto, o que se reflecte nas contas do primeiro semestre da CGD.
fonte: economia online

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