Todos os helicópteros Kamov do Estado estão parados - Portugal Glorioso

Todos os helicópteros Kamov do Estado estão parados

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A Everjets exige ao Estado o pagamento de oito milhões de euros por incumprimento do contrato dos Kamov, isto porque o contrato inicial, de 2015, previa a operação e manutenção das seis aeronaves e só três estavam operacionais.



Todos os helicópteros Kamov do Estado estão parados

E agora, o único helicóptero Kamov que restava, avariou. A empresa que tem o contrato com o Estado para a manutenção e operação dos aparelhos garante que estarem todos em terra é uma situação momentânea, uma vez que o trabalho de manutenção estará a terminar. Ainda assim, esclarece que um dos helicópteros "está pronto e o outro ficará a qualquer momento". "Estamos tranquilos", insiste Ricardo Dias, presidente da Everjets, a empresa que pôs o Estado em tribunal.

Dos seis helicópteros Kamov do Estado, dois foram enviados para manutenção, no final do ano passado, devido à elevada utilização que tiveram durante o combate aos incêndios do último verão; dois estão avariados e em reparação; um sofreu um acidente grave, ainda em 2012, e até hoje não foi reparado por causa dos elevados custos associados.

Também a Autoridade Nacional de Protecção Civil enfrentará consequências por não ter ao seu dispor estes aparelhos. Em relação aos restantes que se encontram parados há mais anos, o Governo promete a sua recuperação mas não lançou o concurso para uma obra que durará cerca de quatro meses.

O aparelho em questão estava ao serviço do INEM a partir da base de Santa Comba Dão, que se vê assim sem este recurso.

O PÚBLICO questionou tanto a ANPC como o Ministério da Administração Interna (MAI) sobre este assunto, mas não obteve respostas em tempo útil. O ministério remete as explicações para a próxima quarta, quando o ministro Eduardo Cabrita for ouvido no Parlamento.

Segundo o jornal, a Everjets já contestou esta decisão, mas o regulador não cede. O segundo Kamov não foi substituído por nenhuma aeronave "por estar dentro dos tempos de inoperacionalidade" estabelecidos no contrato e o terceiro não foi substituído e a empresa diz que não tem de o fazer.

A Everjets exige ao Estado o pagamento de oito milhões de euros por incumprimento do contrato dos Kamov, isto porque o contrato inicial, de 2015, previa a operação e manutenção das seis aeronaves e só três estavam operacionais.
tomarnoticias.com
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Kamov, uma história que não larga os tribunais
A contratação destes helicópteros do Estado tem longa vida nos tribunais portugueses.

A compra, operação e manutenção dos Kamov tem sido um bico-de-obra para a Justiça. Além das dúvidas lançadas há anos sobre a compra destes aparelhos, neste momento, as duas empresas que tiveram um contrato para garantir o funcionamento destes seis helicópteros, Everjets e Heliportugal, puseram o Estado em tribunal e a resolução pode vir a pesar no dinheiro público.

A Everjets exige ao Estado o pagamento de oito milhões de euros por incumprimento do contrato dos Kamov, isto porque o contrato inicial, de 2015, previa a operação e manutenção das seis aeronaves e só três estavam operacionais.

Este contrato, de 46 milhões de euros com a Everjets, está ele próprio a ser investigado pelo Ministério Público a reboque do caso vistos gold. Isto porque a empresa Everjets foi vendida pelo empresário Pedro Silva, líder do grupo Ricon, ao empresário Domingos Névoa, dono da Bragaparques, dias antes da formalização do contrato de 46 milhões com o Estado, em 2015.
Publico

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