«Vergonha! A Altice está-se borrifando» Joana Amaral Dias - Portugal Glorioso

«Vergonha! A Altice está-se borrifando» Joana Amaral Dias

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Subiu oficialmente para 113 o número de mortos dos incêndios.
Na esquecida aldeia da Macieira (Sertã), a cidadã Maria Martins, de 80 anos, sentiu-se mal e o marido (com pouca visão e mobilidade) andou mais de dois quilómetros a pé, pela floresta, para pedir ajuda porque continuam sem fixo em casa.



113 não é número
A Altice está-se borrifando para quem não lhes dá grande lucro.


Subiu oficialmente para 113 o número de mortos dos incêndios do Verão passado.
Na esquecida aldeia da Macieira (Sertã), a cidadã Maria Martins, de 80 anos, sentiu-se mal e o marido (com pouca visão e mobilidade) andou mais de dois quilómetros a pé, pela floresta, para pedir ajuda porque continuam sem fixo em casa. Quando os bombeiros chegaram, a sua mulher já estava morta. Este casal esperou meses a fio e pediu insistentemente para que voltassem a ligar o telefone. Só que não ligaram.

Pois é. A Altice está-se borrifando para quem não lhes dá grande lucro. Vergonha!
De resto, a multinacional francesa foi sempre sacudindo a água do capote perante as suas muitas falhas nas tragédias de 2017 e nada lhe acontecerá por não ter cumprido o serviço a que está obrigada, tal como não sucedeu ao SIRESP, que até viu mesmo os seus contratos renovados.

Enfim, há sectores que são decisivamente estratégicos para qualquer Nação digna desse nome e que, em circunstância alguma, podem ser entregues aos privados e a estrangeiros que visam apenas lucrar.

113. Como é? Há ou não o regresso deste bens preciosos das redes de emergência, protecção civil e telecomunicações para as mãos do Estado? Ou ainda esperam pelo 114, 115, 116…. ? Alô, Portugal? Está aí alguém?

Joana Amaral Dias, CM.

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