Joana Amaral ARRASA Eduardo Catroga - Portugal Glorioso

Joana Amaral ARRASA Eduardo Catroga

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É preciso ter muito topete e soberba pegajosa para pavonear-se balofo e andar por aí, tal é a impunidade, a jactar-se da riqueza que acumulou à custa de explorar o país. Eduardo Catroga encarna bem o regime pútrido.




(Entrevista na edição 727 da Revista SÁBADO)

Eduardo Catroga deu uma entrevista onde balsou: "Tenho uma base patrimonial de tal forma que podia viver sem ordenado e sem pensões." Enfim, mais um escarro à cara de muitos portugueses que, mesmo com os seus salários, mesmo com as suas pensões, não conseguem (ou mal conseguem) sobreviver.

É preciso ter muito topete e soberba pegajosa para pavonear-se balofo e andar por aí, tal é a impunidade, a jactar-se da riqueza que acumulou à custa de explorar o país.

Mas enfim, não nos devíamos espantar pois este é o fidalgote que se referiu às negociações com a troika como pelos púbicos e que se ofereceu a António Costa para fazer contactos com o mesmo pudor de um sevandija.

Eduardo Catroga encarna bem o regime pútrido. Foi gestor no Grupo Mello, ministro das Finanças de Cavaco Silva e pai das primeiras parcerias-publico-privadas que chupam os cofres públicos. Voltou à vida política após Passos Coelho ter assumido a liderança do PSD, coordenando o Programa de Governo e negociando o memorando da troika.

O acordo foi desastroso e, ainda por cima, cravejado de falhas técnicas, mas claro que, novamente, Catroga não foi alvo de qualquer responsabilização política. Pelo contrário. Na fúria privatizadora da época, entregou a maior fatia da eléctrica portuguesa ao gigante energético China Three Gorges e depois, como não há almoços grátis, foi promovido a Chairman da EDP.

Mais promiscuidade nem numa orgia romana narrada por Petrónio.

Eduardo, Edu, Dudu, agora de saída da empresa, diz que podia viver sem salário. Grande porra. Para além do obeso pé-de-meia que terá encaixado, sai da eléctrica mas continua a trabalhar para regime ditatorial chinês, mantendo o salário que diz não precisar. Aí uns 600 mil ao ano. Já agora, a pensão é cerca de 9 mil por mês. E não, não foi para isto que fizemos o 25 de Abril.

Joana Amaral Dias

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