Áustria expulsa 60 líderes muçulmanos e fecha sete mesquitas - Portugal Glorioso

Áustria expulsa 60 líderes muçulmanos e fecha sete mesquitas

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"As sociedades paralelas, o Islão político e a radicalização não têm lugar no nosso país", disse Kurz.


Também as famílias dos imãs podem ser expulsas do país, anunciou o chanceler austríaco. O número pode chegar aos 150


Até 60 imãs financiados a partir do estrangeiro podem ser expulsos da Áustria. O anúncio foi feito esta sexta-feira por Sebastian Kurz, chanceler do país, que justificou a decisão com o facto de se tratar de uma operação contra àquilo a que chamou "Islão político".

"As sociedades paralelas, o Islão político e a radicalização não têm lugar no nosso país", disse Kurz. Provavelmente, também as famílias dos imãs expulsos vão ser forçadas a abandonar a Áustria. No total, refere o jornal "The Local", cerca de 150 pessoas estão em risco de perderem o direito de residência.

A juntar à lista, Kurz confirmou ainda que vão ser encerradas sete mesquitas. As decisões, explicou, foram tomadas na sequência de uma investigação da autoridade de assuntos religiosos, que encontrou imagens de crianças vestidas de soldados a recriarem uma das primeiras batalhas da I Guerra Mundial. Segundo o diário "El País", as fotografias mostravam os miúdos com roupa camuflada, a saudar a bandeira da Turquia.

A mesquita no centro da polémica e que fez desencadear as decisões do Governo é gerida pelas Associações Culturais Turco-Islâmicas, que também já lamentou as imagens divulgadas.

Entretanto, o porta-voz da presidência turca já criticou a decisão da Áustria, considerando-a como "racista" e "anti-islâmica". "Fechar sete mesquitas e deportar imãs com uma fraca justificação é o reflexo do "anti-islão, racismo e onda de populismo discriminatório que se vive no país", descreveu Ibrahim Kalin nas redes sociais. (Expresso)

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