Portugal Glorioso: António Costa
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«É um Portugal com pobreza máxima garantida» Paulo Morais

 ● 12/09/19
Rui Rio quer que o salário mínimo seja, em 2023, de cerca de 700 euros. António Costa diz que é difícil subir o salário mínimo.



Rui Rio quer que o salário mínimo seja, em 2023, de cerca de 700 euros. António Costa diz que é difícil subir o salário mínimo. Podemos pois ficar cientes que, garantidamente, os SALÁRIOS DE MISÉRIA continuarão em Portugal por muitos e péssimos anos.

É um Portugal com POBREZA MÁXIMA GARANTIDA! É este consenso, esta estabilidade, que lhes garante a sobrevivência de um regime moribundo, enquanto hipotecam o futuro de Portugal.
(Se os recursos vão para a corrupção, para a Banca, para os amigos, para as parcerias público-privadas, etc. - não podem chegar aos cidadãos)
Paulo de Morais

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«Ontem os motoristas, hoje o pessoal da Ryanair, amanhã seremos nós»

 ● 06/08/19
Como justificar que o governo português se coloque do lado de uma entidade patronal que, sistematicamente, viola a legislação laboral do nosso país? (Joana Amaral Dias)



O despacho interministerial que impõe serviços mínimos durante a paralisação dos tripulantes de cabine que afecta a Ryanair nos dias 21 a 25 de Agosto é, para o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), "abusivo dos direitos" dos trabalhadores da transportadora aérea irlandesa. (publico)

Ontem foram os motoristas, hoje o pessoal da Ryanair, amanhã seremos nós

Dá para explicar a imposição de serviços mínimos na greve de uma low cost irlandesa que não garante qualquer resposta de emergência, não belisca a soberania, não afecta o interesse nacional? Não dá mesmo.

Como justificar que o governo português se coloque do lado de uma entidade patronal que, sistematicamente, viola a legislação laboral do nosso país? Como desculpar um primeiro-ministro que defende os lucros de uma empresa privada e estrangeira em detrimento dos direitos de trabalhadores portugueses?!

Não se explica nem justifica nem desculpa. Mas percebe-se. Costa está do lado do dinheiro, continua a querer mostrar punho de ferro para comer os votos da direita dormente, o Bloco vive a líbido do poder e o PC foi engolido pela debulhadora rosa. Ontem foram os motoristas, hoje o pessoal da Ryanair, amanhã seremos nós. Estamos entregues aos bichos e, de novo, no salve-se quem puder. SOS.
Joana Amaral Dias
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Irá Costa chamar selvagem a este camarada de partido, tal como fez com os enfermeiros?

 ● 14/02/19

Os Grupos privados de Saúde, agora representados por um ex-assessor do Secretário-Geral do PS, querem mais e mais dinheiro.



Os Grupos privados de Saúde que ameaçam suspender o acordo com a ADSE são dirigidos, a nível nacional, por Óscar Gaspar, secretário de Estado da Saúde do Governo de José Sócrates. Os privados, agora representados por um ex-assessor do Secretário-Geral do Partido Socialista, querem mais e mais dinheiro.

Duas questões se levantam:
1. Irá António Costa chamar selvagem a este camarada de partido, tal como fez com os enfermeiros?
2. Irá ceder à pressão e pagar mais aos Hospitais Privados, quando o Governo afirma que "não há dinheiro" para nada?
3. Será isto afinal uma guerra de poder dentro do PS?
4. E no meio disto tudo, alguém se preocupa com os doentes?
Paulo de Morais

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«Este governo tem a sensibilidade social de um rinoceronte» Joana Amaral

 ● 03/12/18

Feliz Natal também para si, Sr. Primeiro Ministro


portugal glorioso

A Bolsa ou a vida

O governo decidiu não pagar as bolsas de mérito a estudantes pobres. Há miúdos carenciados com média acima de 14 no Secundário e que recebem um subsídio que é, frequentemente, aquela pequena ajuda que lhes permite concluir o ensino obrigatório. Portanto, o Estado tem esse compromisso com estas crianças e respectivas famílias que contam com este auxílio. Algumas até já compraram material escolar na expectativa de serem ressarcidos.

Eis que Costa e Centeno decidem pagar apenas 50%, ao mesmo tempo que se vangloriam de embolsar totalmente o FMI ou de alcançar o Défice Zero. Os nossos estudantes que vingam apesar das suas dificuldades económicas são menos dignos de receberem o que lhes é devido?! Estão menos necessitados? O PS já se esqueceu como prometeu apostar na educação e recuperar a drenagem de jovens para o estrangeiro? Oferece manuais escolares a todos (desfavorecidos e muito ricos) mas corta nos que mais precisados e que, ainda por cima, se esforçam?

Este governo tem a sensibilidade social de um rinoceronte, as prioridades políticas de uma máquina de calcular. Não estima a meritocracia ou as bolsas de estudo. Deve preferir as bolsas de ar, as bolsas de valores, as bolsas das cunhas e dos amiguismos. Feliz Natal também para si, Sr. Primeiro Ministro.
Joana Amaral Dias (face)

adenda:
O Polígrafo foi verificar se eu que disse era verdade ou mentira. Confirmou que é verdade ;) Trata-se de um projecto jornalístico com o objectivo de apurar a verdade no espaço público e escrutinou uma das minhas crónicas para o jornal (partilhada em vários sítios, nomeadamente no site Portugal Glorioso). Nele lamento a retirada, pelo governo, das bolsas de mérito aos estudantes pobres.
Joana Amaral Dias
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«Mercenários da politica partidária» Moita Flores

 ● 09/09/18
Moita Flores arrasa governantes: Não é a meritocracia que comanda. E quem é competente, não pode estar a ser comandado pelos mercenários da politica partidária - gente sem currículo, sem experiência vivida, gente sem nada!




Intervenção de Moita Flores sobre o incêndio de Monchique: Populações de idosos, populações abandonadas, em aflição... não é caso para falarmos em bolos de aniversário quando estamos perante situações com esta dimensão trágica. Aprendemos alguma coisa, é verdade. Mas aprendemos muito pouco em relação à dimensão da tragédia que ocorreu o ano passado, de tal maneira que isto é "um bolo de aniversário em que uma vela não se apagou". Quando se chega a este tipo de argumentário, percebe-se o nível de obscenidade a que nós chegámos.


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Carta a um irmão político - Ricardo Costa

 ● 08/05/14
"Uma carta, uma aula, uma lição de sã convivência, uma crónica que deveria ser obrigatoriamente distribuída a todos os deputados e lideres de Partidos deste país. Que os futuros políticos se revejam nela. Parabéns Ricardo Costa por esta aula de verdadeira democracia." (Comentário de Osvaldo B. Ribeiro).


fonte: expresso2014

Ainda me lembro da noite em que ouvi pela primeira vez a palavra sectário. Devia ter aí uns catorze ou quinze anos e não fazia a mínima ideia do que aquilo queria dizer. Mas pelo ar com que empregavas a expressão, não devia ser coisa boa. Aliás, inserida na frase "os seus amigos sectários...", não podia mesmo ser coisa boa. E pela cara com que o nosso pai a recebia, a coisa não era mesmo boa. Como militante do PCP que o pai era há décadas, ele já devia ter ouvido esse ataque umas mil vezes. Como militante socialista que tu eras há uns sete ou oito anos, já a terias proferido algumas vezes.

Não sei se era coisa da faculdade de Direito onde andavas, com a JS e a JCP a disputar a Associação de Estudantes como se fosse a coisa mais importante do mundo, se eram assuntos mais vastos da esquerda, daqueles que ainda hoje ocupam a cabeça de tanta gente, sem progresso ou resultado aparente. Sei apenas que olhava para vocês com admiração pelo empenho com que discutiam, mas sempre com a impressão de que gostava muito mais de assistir do que participar. Às vezes, o meu tio João juntava-se às discussões, e como militante da primeira hora do PSD, fazia com que tudo aquilo se tornasse num diálogo ainda mais interessante e ainda mais impossível. Cresci a ver e a ouvir isso e não tenho dúvidas de que vocês os três, cada um com a sua dose, são responsáveis parciais pelo que acabou por ser o meu trabalho. Foi um treino forçado, mas intensivo.

Passaram trinta anos. Tu nunca largaste a política nem o PS. O meu tio João morreu no ano passado com as quotas e o fervor pelo PSD em dia. E o pai, claro, morreu sem nunca deixar o PCP, apesar de todas as dúvidas a que fomos assistindo, de ter votado como votou no Congresso do Porto - acho que ao lado do Miguel Portas - e de tudo o que se passou nos anos seguintes, com alguns dos melhores amigos dele a saírem do partido. À maneira dele, lidou bem com isso. Manteve os amigos e nunca confundiu as coisas. Lembro-me do desgosto que ele teve quando o Lima de Freitas apoiou o Freitas do Amaral em 1986. Mas lembro-me ainda melhor de como, ano após ano, eles os dois mais o David Mourão Ferreira, conversavam noite fora na Praia do Carvoeiro, esquecendo as divergências políticas e lembrando tudo o que os unia e divertia.

ANDÁMOS E ANDAMOS EM BARRICADAS DIFERENTES. E É ASSIM QUE TEM QUE SER. TEMOS A VANTAGEM DE SABER QUE NUNCA TEREMOS DE FAZER UM FRENTE A FRENTE, MAS TEMOS A DESVANTAGEM DE SABER QUE O EXPRESSO TE VAI CAIR EM CIMA DE QUANDO EM VEZ E QUE TU VAIS TENTAR CAIR EM CIMA DO EXPRESSO

Podia seguir página abaixo, com exemplos destes. Mas lembro apenas mais um, quando o pai ficava tardes à conversa com a Helena Sacadura Cabral, que encontrava quando ia almoçar a um pequeno restaurante nas Janelas Verdes. E só lembro isso porque, além das óbvias divergências políticas deles e da ainda mais óbvia amizade, a Helena tinha em casa um problema bicudo, aquele que todos os portugueses conhecem, o do Paulo e do Miguel Portas. E só lembro isto, porque na terça-feira à noite, pouco tempo depois de termos falado pela primeira vez ao telefone - já tu eras candidato e já eu tinha posto o meu lugar no Expresso à disposição da administração e da redação -, a Constança Cunha e Sá ligou-me a a dizer "ouve lá, vocês só têm que fazer como o Paulo e o Miguel".

A Constança não podia ter sido nem mais genuína nem mais simpática. Mas não sei se a coisa é assim tão simples, muito menos se é mais mais fácil ou difícil. Eles foram jornalistas mas foram sempre políticos. Tu nunca foste jornalista e eu nunca fui político. Andámos e andamos em barricadas diferentes. E é assim que tem que ser. Temos a vantagem de saber que nunca teremos de fazer um frente a frente, mas temos a desvantagem de saber que o Expresso te vai cair em cima de quando em vez e que tu vais tentar cair em cima do Expresso. Não sei se vai haver Congresso e não faço a mínima ideia se o vais ganhar. Mas sei que agora é diferente.

O Expresso já teve um desafio maior pela frente, quando Francisco Balsemão foi para o governo e depois para primeiro-ministro. O jornal passou com distinção na prova. Foi impiedoso, às vezes demais, e fê-lo com estilo e com estrondo. Não gosto de falar em nome da redação onde trabalho, mas conhecendo os meus colegas, sei que não lhes passa pela cabeça fazer alguma coisa diferente. Presumo que estejas preparado para isso. Eu estou. Ou melhor, vou estando.

Outro dia, na homenagem que fizeram ao pai na Casa de Goa, o Vasco Vieira de Almeida lembrou, como só ele é capaz de o fazer, como o pai combinava a ortodoxia marxista com uma permanente discussão de tudo e com todos. Sei que ele ia ficar aflito ao ver-nos chocar. Mas não ia esperar outra coisa de nós. Se alguma coisa correr mal, podemos pedir ao Vasco para arbitrar. Boa sorte.
Ricardo Costa
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