Portugal Glorioso: Brasil
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História do Azulejo Português

 ● 27/10/17 coment
A palavra azulejo vem do árabe azzelij, que significa pequena pedra polida usada para desenhar mosaico bizantino do Próximo oriente. É comum, no entanto, relacionar-se o termo com a palavra azul (termo persa لاژور lazkward, lápis-lázuli) dado grande parte da produção portuguesa de azulejo caracterizar-se pelo emprego maioritário desta cor, mas a real origem da palavra é árabe.



Este termo designa uma peça de cerâmica de pouca espessura, geralmente, quadrada (originalmente fabricada nas medidas 15×15 ou menores formatos), em que uma das faces é vidrada, resultado da cozedura de um revestimento geralmente denominado como esmalte, que se torna impermeável e brilhante. Devido a essa impermeabilidade era, geralmente, usado em áreas molhadas também pelo seu baixo custo e pela resistência. Esta face pode ser monocromática ou policromática, lisa ou em relevo.

O azulejo é normalmente, utilizado em grande número como elemento associado à arquitectura em revestimento de superfícies interiores ou exteriores ou como elemento decorativo isolado. Os temas oscilam entre os relatos de episódios históricos, cenas mitológicas, iconografia religiosa e uma vasta gama de elementos decorativos espalhados em muitos temas (geométricos, vegetarianos etc) aplicados à parede, pavimentos e tectos de palácios, jardins, edifícios religiosos (igrejas, conventos), de habitação e públicos. Nas igrejas, o azulejo reveste todas as superfícies, mesmo tectos e abóbadas, e observa-se um complemento estético entre a talha dourada do período barroco português e as molduras ondulantes do azulejo.


Painel de azulejos de Jorge Colaço (1864 - 1942) na Estação de São Bento, Porto: 
Infante D. Henrique na conquista de Ceuta.



Estação de São Bento

Com diferentes características entre si, este material tornou-se um elemento de construção divulgado em diferentes países, assumindo-se em Portugal como um importante suporte para a expressão artística nacional ao longo de mais de cinco séculos, onde o azulejo transcende para algo mais do que um simples elemento decorativo de pouco valor intrínseco.

Este material convencional era usado, além do seu baixo custo, pelas suas fortes possibilidades de qualificar esteticamente um edifício de modo prático. Mas nele se reflecte, além da luz, o repertório do imaginário português, a sua preferência pela descrição realista, a sua atracção pelo intercâmbio cultural.

De forte sentido cenográfico descritivo e monumental, o azulejo é considerado hoje como uma das produções mais originais da cultura portuguesa, onde se dá a conhecer como num extenso livro ilustrado de grande riqueza cromática, não só a história, mas também a mentalidade e o gosto de cada época.


Lisboa, fachada de edifício revestido a azulejos.


Em Lisboa o Azulejo ultrapassou largamente a mera função utilitária ou o seu destino de Arte Ornamental, e atingiu o estatuto transcendente de Arte enquanto intervenção poética na criação das arquitecturas e das cidades. A utilização do azulejo e sua fabricação são as expressões mais fortes da Cultura em Portugal e uma das contribuições mais originais do génio dos portugueses para a Cultura Universal. (fonte: mondomoda - adaptação Portugal Glorioso)


Lisboa

Uma breve história da azulejaria portuguesa


Depois do terramoto de 1755, a reconstrução de Lisboa vai impor outro ritmo na produção de azulejos de padrão, hoje designados pombalinos, usados para decoração dos novos edifícios. Os azulejos são fabricados em série, combinando técnicas industriais e artesanais. Nos finais do século XVIII, o azulejo deixa de ser exclusivo da nobreza e do clero, a burguesia abastada faz as primeiras encomendas para as suas quintas e palácios, os painéis contam por vezes a história da família e até da sua ascensão social, como se vê no conjunto intitulado “História do Chapeleiro António Joaquim Carneiro”, exposto no museu Nacional do Azulejo”.

A partir do século XIX, o azulejo ganha mais visibilidade, sai dos palácios e das igrejas para as fachadas dos edifícios, numa estreita relação com a arquitectura. A paisagem urbana ilumina-se com a luz reflectida nas superfícies vidradas. A produção azulejar é intensa, são criadas novas fábricas em Lisboa, Porto e Aveiro. Mais tarde, já em pleno século XX, o azulejo entra nas estações de caminho de ferro e metro, alguns conjuntos são assinados por artistas consagrados. A tradição fez-se ainda mais popular, apresentando-se como solução decorativa para cozinhas e casas-de-banho, numa prova de resistência, inovação e renovação desta pequena peça de cerâmica.

video: História do Chapeleiro António Joaquim Carneiro.
Visita Guiada, Convento da Madre Deus, Lisboa. Paula Moura Pinheiro - RTP2

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História Concisa do Brasil - por José Hermano Saraiva

 ● 28/07/15 coment

"Muito obrigada. Sou uma professora brasileira e me emocionei com a narração da historia do meu país pelo estimado prof. Saraiva".  (Janete Oliveira, seguidora do PG).



O professor José Hermano Saraiva disserta sobre a história do Brasil, durante a visita às cidades de São Salvador da Baía e Brasília.

História Concisa do Brasil - Eu sei que isto é polémico, há muita gente que diz: "não, já havia Brasil há muito tempo". Claro que havia Brasil. Eu não lhes vou falar propriamente do Brasil. Vou lhes falar da história do Brasil, que é outra coisa.
O Brasil havia desde a formação do mundo... quando se formou deste lado do Atlântico esta imensa região que mais tarde se viria a chamar Brasil. Mas história... a história começa com os primeiros documentos escritos. A carta de Pêro Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel, é o primeiro documento escrito sobre a história do Brasil.
(José Hermano Saraiva)



Dois terços do mundo foram descobertos pelos portugueses

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Raul Solnado no Brasil: «A Guerra»

 ● 05/07/14 coment

A História da minha ida à guerra de 1908 - Raul Solnado



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Este filme é uma preciosidade: Um genial "sketch" gravado há 50 anos no Brasil e que continua perfeitamente actual. "A Guerra de 1908"-TV Record Brasil. O vinil que reunia "A Guerra de 1908" e "A História da Minha Vida", editado em Abril de 1962, bateu todos os recordes de vendas de discos.

Bravo! Obrigado por tudo.
Raul Solnado: 19 Outubro 1929, Lisboa | 08 Agosto 2009, Lisboa.
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Nunca julgue os outros pela aparência

 ● 08/05/14 coment

Não julgue os outros pela aparência




Um concorrente apresenta-se para dançar "A morte do Cisne" num programa de televisão e, por causa da sua aparência humilde, é desacreditado pelo júri. No final, o jovem arrasa com uma brilhante actuação! EMOCIONANTE.


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'Javard Air' (a melhor companhia aérea do mundo)

 ● 12/04/14 coment

Javard Air: Por falar em companhias aéreas low cost...




Tem-se falado muito em companhias aéreas low cost (precariedade dos trabalhadores, pilotos que pagam para voar, hipótese de no futuro passageiros viajarem em pé). Mas não há nada como ver aquilo a que alguns passageiros se têm de sujeitar. "Sou o vosso comandante e em nome da Javard Air, gostaria de vos dar as boas-vindas a bordo do nosso Cátia Vanessa".



Os 'Gato Fedorento' é um grupo de quatro humoristas portugueses composto por Diogo Quintela, Miguel Góis, Ricardo Araújo Pereira e Tiago Dores. Começaram através de "stand-up comedy" e mais tarde em vários programas na televisão portuguesa.
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Portugal segundo os Brasileiros - Lisboa

 ● 23/03/14 coment


Brasileiros em Lisboa


O programa "O Mundo Segundo os Brasileiros" visita Lisboa, e mostra como vivem os brasileiros que escolheram esta terra para morar e trabalhar. Vai conhecer a elegante Avenida da Liberdade, repleta de hotéis de luxo, lojas, teatros e alguns dos melhores cafés do país. Isto e muito mais nos é apresentado pelo olhar dos brasileiros. Um documentário interessante.




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Ricardo Araújo Pereira no Brasil

 ● 13/02/14 coment

Antes da sua actuação no "Risadaria", Ricardo esteve no programa de televisão "Altas Horas".



* * *
Ricardo Araújo Pereira no "Risadaria 2012", São Paulo.
Apesar da gravação ser amadora, vale muito a pena assistir.


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«O brasileiro é o português à solta» Agostinho da Silva

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O homem não nasce para trabalhar, nasce para criar, para ser o tal poeta à solta.

Agostinho da Silva




Agostinho da Silva foi um grande pensador e filósofo português do século XX.
Exibindo uma sabedoria clara e simples durante toda a sua vida, promoveu o diálogo aberto com todas as pessoas. Grande defensor da liberdade e da criatividade individual, desmantelou todos os dogmas e certezas das sociedades, num processo de dar continuidade efectiva à construção de uma sociedade livre em que cada homem se possa realizar sem opressões. Construiu um sonho que continua a ser possível por via da não negação convincente de todos os que se lhe tentaram opor.

Autor de muitos ensaios, caracterizados por pequenos textos objectivos, Agostinho da Silva foi também protagonista de muitas entrevistas eternizadas pela sabedoria das suas respostas. Vamos ver uma dessas entrevistas:

"Conversas vadias" com Agostinho da Silva - Ep. 1



Agostinho da Silva no Brasil
Em 1947, instala-se definitivamente no Brasil, onde vive até 1969.
Em 1948, começa a trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, estudando entomologia, e ensinando simultaneamente na Faculdade Fluminense de Filosofia. Colabora com Jaime Cortesão na pesquisa sobre Alexandre de Gusmão. De 1952 a 1954, ensina na Universidade Federal da Paraíba em João Pessoa e também em Pernambuco.

Em 1954, novamente com Jaime Cortesão, ajuda a organizar a Exposição do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo. É um dos fundadores da Universidade Federal de Santa Catarina em Florianópolis, cria o Centro de Estudos Afro-Orientais e ensina Filosofia do Teatro na Universidade Federal da Bahia, tornando-se em 1961 assessor para a política externa do presidente Jânio Quadros. Participa na criação da Universidade de Brasília e do seu Centro Brasileiro de Estudos Portugueses no ano de 1962 e, dois anos mais tarde, cria a Casa Paulo Dias Adorno em Cachoeira e idealiza o Museu do Atlântico Sul em Salvador da Bahia. (ver mais na: wikipedia)
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