Portugal Glorioso: Democracia
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«Dirigentes partidários, agarrados como lapas ao Estado»

 ● 19/01/19 coment
Paulo Morais: Agarrados como lapas ao Estado, os dirigentes partidários distribuem benesses e privilégios pelas empresas que os financiam e para as quais vão mais tarde como assalariados. (Partilho o meu artigo no publico).

A partidocracia destrói a democracia

Os partidos, que deveriam ser a essência da democracia, estão a aniquilá-la.

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Criados para representar as diferentes visões da sociedade, ao serviço do eleitorado, os partidos políticos estão em fase acelerada de degenerescência. São habitados por elites políticas que esqueceram os cidadãos e tudo fazem agora para manter os privilégios de que se foram apropriando. São os principais responsáveis pela abstenção, pelo desinteresse crónico pela política e pela crise da democracia.

Agarrados como lapas ao Estado, os dirigentes partidários distribuem benesses e privilégios pelas empresas que os financiam e para as quais vão mais tarde como assalariados. Foi o que sucedeu com as ruinosas parcerias público-privadas rodoviárias, cujo maior agente foi a Mota-Engil, que acabou a albergar quase todos os ex-governantes do sector das obras públicas: de Jorge Coelho a Seixas da Costa, do PS, a Valente de Oliveira e Ferreira do Amaral, do PSD.

O mesmo fenómeno de promiscuidade entre política e negócios marcou a onda de privatizações ao desbarato, manipuladas por políticos que hoje recebem tenças milionárias nas empresas que os próprios partidos privatizaram. O socialista Luís Amado preside à privatizada EDP, assessorado pelo social-democrata António Mexia e pela centrista Celeste Cardona. Para presidir à privatizada ANA, foi designado o ex-ministro José Luís Arnaut. A lista dos políticos de negócios é interminável, neste infernal sistema de portas giratórias que coloca o Estado ao serviço de interesses privados.
Paulo de Morais

adenda: 26-06-2019:
Com as Eleições Europeias, inicia-se uma maratona eleitoral. Como o sistema politico-eleitoral está capturado pelos partidos, as eleições não serão verdadeiramente democráticas. A abstenção, sintoma de desalento, continuará a crescer. A partidocracia destruiu a Democracia. (Paulo de Morais)
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«Ninguém se lembrou do 25 Novembro» Luís Pedro Nunes

 ● 19/12/16 coment


"É só para lembrar que é 25 de Novembro. Sim, o dia que após Vasco Lourenço, Melo Antunes e outros militares de Abril terem elaborado o Documento dos Nove a afirmar Portugal como uma Democracia - Eanes e Jaime Neves normalizaram a bagunça nos quartéis após um levantamento da PM e dos páras. Foi isto".
Luís Pedro Nunes. 25-NOV-18


"Só para avivar a memória: neste dia, em 1975, Jaime Neves e um punhado de Comandos impediram que isto se tornasse uma Albânia do ocidente. Fica o lembrete."
Luís Pedro Nunes. Eixo do Mal - 25-NOV-16.


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«Pretensos donos do 25 de Abril»

 ● 06/11/15 coment

Rui Veloso: Pretensos donos do 25 de Abril


Rui Veloso: Pretensos donos do 25 de Abril

Lamentável a terminologia que começa a despontar no FB dos saudosistas do PREC e pretensos donos do 25 de Abril. Em tudo decalcada da de 1975.

Eu tenho memória e não quero, nem admito que alguém, por eu pensar diferente e, por exemplo, achar que o 25 de Novembro foi tão importante ou quase, como o de Abril, me venha chamar de fascista, reaccionário, fora os termos mais recentes como homofóbico, muito usado para insultar seja quem for que faz uma graça ou dá uma opinião e tantos mais utilizados, como se fazia na altura. Tudo o que não era da cor, era extrema direita, fascista, fascistóide, a eliminar, a reeducar, eu sei lá..

Há muita gente neste país que não se revê nem dum lado nem doutro, como eu, nem quer. Assim como há muita gente séria e alguns bandidos em todos os partidos (proporcionalidade aplica-se aqui, quanto maior o partido mais possibilidade de haver mais bandidos)... Basta olhar para a abstenção, onde eu me coloquei muitas vezes por não acreditar nem nuns nem noutros, não ter sequer alternativa.

Não pode agora vir meia dúzia, só porque inebriada pelo perfume insidioso do poder, dizer que eu agora vou ter que pensar como eles, ou calar-me!! Isto não é a Venezuela!! Embora muitos dos que reabriram o livro Prec o quisessem e estivessem prontos a atropelar o mais básico direito da humanidade para conseguir os seus desígnios, a LIBERDADE!!

Eu tenho memória, lembro.

Há lugar para todos, não se convençam que agora o povo baixa as orelhas e não está vigilante, desde 75 até agora a mensagem tem sido clara. Quero que este governo seja bem sucedido (como quis fervorosamente para todos os outros, e deu no que deu), para bem de muitos portugueses que sofreram nos últimos 40 anos às mãos de políticos e partidos corruptos e sem escrúpulos, vindos todos sabemos de onde. Do famoso Arco que delapidou este país.

Mas tenho, infelizmente, muitas dúvidas. As diferenças são, provavelmente, insanáveis. É como se, ao fim de muitos anos, pusessem uma banda de música pimba a tocar com um grupo de jazz. Os instrumentos até podem ser os mesmos, o que se faz com eles é outra música.
Nobre povo, nação espezinhada, é o que é.

texto de Rui Veloso partilhado no FB (apenas) para amigos. Este post, um exclusivo Portugal Glorioso, foi-nos amavelmente cedido e autorizado, pelo próprio, a quem agradecemos.

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Pára tudo, JÁ! Portugal, 41 anos depois do 25 Abril

 ● 25/04/15 coment




A Verdade Sem Medos!
Excerto de 4 min, Expresso da Meia-Noite - Tema: 25 de Abril. - Maria José Morgado, Procuradora-geral Adjunta - Maria de Sousa, Cientista - Joana Amaral Dias, Psicóloga - Hélia Correia, Escritora.

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«Classe politica com privilégios maiores que no tempo da ditadura» Paulo Morais

 ● 19/03/15 coment

A tortura dos 40

O regime democrático saído do 25 de Abril está já moribundo. As liberdades conquistadas em 1974 parecem garantidas, como o direito de expressão e reunião. Mas a democratização prometida está longe de ser alcançada.

O povo tem sede duma justiça que nunca chega. A Assembleia da República, sede da democracia, abastardou-se com negócios. O poder é hoje exercido não pelo povo, mas pelos grandes grupos económicos, com predomínio dos financeiros, dos construtores e promotores imobiliários.

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As eleições não geram verdadeiras alternativas, apenas permitem a alternância no poder dos maiores partidos. A distribuição de benesses, cargos, "tachos", é prática generalizada. A classe política usufrui, em democracia, de privilégios bem maiores do que no tempo da ditadura fascista.

O regime estruturou-se de forma a incentivar e promover a corrupção. Os escândalos sucederam-se com prejuízos incalculáveis: Expo 98, Euro 2004, BPN, BES, Banif, submarinos, Freeport, parcerias público-privadas…

Em termos económicos, então, foi o descalabro. Portugal poderia ser um país desenvolvido, com uma economia estruturada, mas o tecido produtivo, salvo raras excepções, é hoje muito débil. Apesar dos fundos a que o país teve acesso com a integração na Europa desenvolvida, nos anos 80. Esses apoios foram desviados e desbaratados. Os escassos recursos são hoje maioritariamente confiscados às empresas e cidadãos, através de impostos infindáveis.

Ao fim de quarenta anos, a vida em Portugal poderia ser tranquila, as famílias deveriam viver com conforto, dignidade e ternura. Mas o nosso quotidiano transformou-se numa permanente tortura.

Paulo de Morais, 25 Abril 2016.
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Paulo Morais: Houve um erro no nosso regime

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«Com o 25 Abril conquistou-se a liberdade, mas não se construiu a democracia»

(30 segundos com Paulo de Morais)



"Houve um erro no nosso regime: as pessoas achavam que a liberdade e a democracia se conquistava. Não é verdade. A liberdade conquista-se, mas a democracia constrói-se. E o facto é que estas pessoas que têm estado ao leme do destino da politica em Portugal, têm vindo a destruir a democracia, quando acabam por utilizar a sua actividade politica para beneficiar negócios".
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Salgueiro Maia: o herói de Abril que recusou mordomias e privilégios

 ● 08/05/14 coment

O herói de Abril que recusou mordomias e privilégios


Dia 1 de Julho de 1944 nasceu Salgueiro Maia, em Castelo de Vide. Foi um dos principais capitães intervenientes na Revolução do 25 de Abril de 1974. Comandou a coluna que saiu de Santarém em direcção a Lisboa, ocupou o Terreiro do Paço e cercou o quartel do Carmo, onde se havia refugiado Marcelo Caetano. Foi ele quem escoltou Marcelo Caetano até ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil.


A 25 de Novembro de 1975 sai da Escola Prática de Cavalaria, comandando um grupo de carros às ordens do Presidente da República. Será depois transferido para os Açores só voltando a Santarém em 1979 onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santarém.

A 24 de Setembro de 1983 recebe a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e, a título póstumo, o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Também a titulo póstumo, recebe em 1992 e em 2007 a Medalha de Ouro de Santarém.


IMAGEM: © Eduardo Gajeiro, 25 Abril 1974, Capitão Salgueiro Maia no Largo do Carmo fala com a população

Ao longo da sua vida, recusou sempre mordomias, privilégios e outras prebendas com que a maior parte dos chamados "Capitães de Abril" se banquetearam. Para este honroso militar, bastou-lhe o dever cumprido. Com o posto de Tenente-Coronel, faleceu a 4 de Abril de 1992, a três meses de fazer 48 anos, praticamente na flor da idade; O Criador teima em chamar os BONS cedo demais.

A Salgueiro Maia

Aquele que na hora da vitória
Respeitou o vencido

Aquele que deu tudo e não pediu a paga

Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite

Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício

Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
Como antes dele mas também por ele
Pessoa disse.


Sophia de Mello Breyner Andresen
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