Portugal Glorioso: FMI
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Correspondente estrangeiro arrasa EDP: "O que se passa em Portugal com a energia é gravíssimo"

 ● 18/10/18 coment

EDP: Uma realidade que tem esmagado os portugueses vista pelo correspondente alemão, Miguel Szymanski.


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«Catroga andou sempre de volta do governo a pressionar»
Esta remodelação aconteceu a pedido da EDP com o objectivo de remover o Secretário da Energia, Seguro Sanches. Precisamente o que Costa fez.

A remodelação governamental tem uma outra leitura; são sempre os mesmos 25 apelidos em Portugal. Eu como correspondente alemão acho estranhíssimo sempre a ouvir os mesmos apelidos - os Cravinhos, os Ferreiras, os Amarais... São sempre os mesmos nomes, sempre as mesmas famílias que têm de facto o poder politico!

O que a China fez, foi comprar o arco da governação em Portugal.
O que se passa com a EDP é gravíssimo! Isto é mais do que uma porta giratória entre a economia e a politica. Isto é um lobby fortíssimo com cinco[* ] ministros de peso, todos a forçar o governo a fazer exactamente o que a EDP quer.

[* ] Augusto Mateus, ministro da economia governo Guterres, também é membro do Conselho Supervisão da EDP.


Miguel Szymanski - RTP/Mundo Sem Muros/ep. 3319 Out/2018



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Relatório arrasa prestação do FMI em Portugal: «Fizeram mal as contas»

 ● 27/10/17 coment

Relatório arrasa actuação do FMI em Portugal. Apresentado por um órgão independente, o relatório revela que os técnicos da troika fizeram mal as contas. Diz que o FMI esteve sempre a olhar apenas para um lado da economia. Foi por isso que quando em 2011 o FMI chegou a Portugal acabou por fazer uma má avaliação das contas. Podia ser um mea-culpa, mas ainda não chegámos tão longe.
video-fonte|SIC Noticias



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«Portugal não gastou quase nada em copos e mulheres»

 ● 22/03/17 coment

Ricardo Araújo Pereira responde a Dijsselbloem




O presidente do Centro de Estudos Políticos de Marvila contraria as declarações do presidente do Eurogrupo, segundo o qual os países do sul gastam todo o dinheiro em copos e mulheres: "Eu acho que a gente não gastou quase nada. Portugal devia gastar muito mais em gajas e pinga. O problema é que a malta gastou tudo em homens. Andámos a enfiar notas de 500 na cueca do Salgado".


video: Ricardo Araújo Pereira responde a Dijsselbloem:



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«Portugal gasta mais em Juros do que em Educação e Saúde»

 ● 22/05/15 coment

Portugal gasta mais em Juros do que em Educação e Saúde



Roleta lusa

fonte cmjornal15

A forma como o governo lida com a dívida pública está a destruir a economia. Ter o pagamento de empréstimos como primeira das prioridades apenas beneficia o sector financeiro. Em Portugal (ou na Grécia!), é certo que a dívida pública deve ser paga. Mas de forma justa e sustentada. O que significa honrar apenas os créditos contraídos com juros decentes e que geraram investimentos socialmente úteis. E com limites anuais bem definidos.

O que não faz qualquer sentido é manter a situação actual. Hoje, o serviço da dívida é uma das maiores despesas do Estado português, sendo talvez esta rubrica a grande responsável pelo aumento de impostos, pela falência de empresas e pelas dificuldades sentidas pelas famílias. Portugal gasta mais em juros do que em Educação, mais do que no sistema público de Saúde.

É claro que a dívida do Estado deve ser assumida. Mas com muitas reservas. Em primeiro lugar, os contratos celebrados a juros verdadeiramente agiotas, da ordem dos 7%, devem ser reavaliados. Descontados os ganhos ilegítimos, pague-se apenas o remanescente. Por outro lado, empréstimos obtidos de forma equitativa, cujo capital foi aplicado em benefício colectivo, deverão ser pagos.

Mas o esforço de pagamento deve ser limitado a 3% do PIB, à semelhança do que sucede na maioria dos países cumpridores. O que não é admissível é que os portugueses vejam cativa mais de 5% da riqueza criada no país com o serviço de dívida. Aliás, desviar uma fatia exagerada do orçamento para o pagamento de dívidas do passado é profundamente antidemocrático, pois inibe os governos de cumprirem os seus próprios programas, legitimados em eleições. Deverá existir pois uma cláusula que imponha um limite.

Não é admissível que se castigue todo um povo com uma carga fiscal excessiva, pobreza e fome, apenas para pagar dívidas resultantes de governações irresponsáveis. Da mesma forma que não é aceitável que uma família deixe de comer, e seja abandonada à sua má sorte, apenas porque os avós se endividaram a jogar na roleta num qualquer casino.

Paulo de Morais
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Islândia saiu da crise porque «não deu ouvidos» à UE

 ● 17/02/15 coment
O presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson, atribui parte do sucesso da recuperação da Islândia ao facto de o país não ter dado ouvidos aos organismos internacionais, especialmente à Comissão Europeia, que recomendavam a aplicação de medidas de austeridade.


Fonte: jornaldenegocios

O colapso da banca em 2008 arrancou mais de 10% da riqueza da Islândia em apenas dois anos e mais do que duplicou a taxa de desemprego para o nível recorde de 11,9%. No entanto, a Islândia foi um dos países europeus que mais depressa sacudiu a poeira da crise, tendo a economia regressado ao crescimento em 2011.

Assente no turismo, nas exportações de peixe e na indústria de alumínio, a economia islandesa recuperou o terreno perdido. A taxa de desemprego oscila, actualmente, entre 3% e 4%, e o Governo antecipa um crescimento de 3,3% do PIB este ano.

O presidente do país, Olafur Ragnar Grimsson (na foto), atribui parte do sucesso ao facto de não terem dado ouvidos aos organismos internacionais, especialmente a Comissão Europeia, que recomendavam a aplicação de medidas de austeridade para suportar a recuperação económica. O presidente sublinhou que, no caso da Islândia, a União Europeia se equivocou. "Porque deveriam ter razão noutros casos?", acrescentou.

Numa conferência realizada esta quinta-feira, em Espanha, Olafur Grimssom recomendou à União Europeia que retire conclusões sobre a crise e a recuperação da ilha, frisando que é necessário manter o equilíbrio entre "a democracia" e os "interesses económicos". "Os interesses económicos numa mão e a democracia na outra", frisou, citado pelo El País.

Questionado sobre a situação da Grécia, o responsável defendeu que a população não deve sofrer com os duros cortes orçamentais, e referiu a estratégia usada pelo seu país, que passou por renegociar a dívida – depois de um referendo em que os islandeses recusaram pagar pelos erros dos seus bancos – e desvalorizar a moeda. No entanto, a ilha manteve rigorosos controlos de capital desde 2008, e só agora começa a pensar eliminar as restrições que impossibilitam a livre circulação de fundos.

Recorde-se que, em 2008, a Islândia necessitou de recorrer ao FMI para obter financiamento, tendo sido dos primeiros países a ser alvo de um resgate na sequência da crise que teve início com a falência do Lehman Brothers.

Contudo, a recuperação foi muito rápida. Em Agosto de 2011, a Islândia já estava a terminar o programa de ajustamento do FMI, e com palavras elogiosas ao País. "O programa apoiado pelo Fundo foi um sucesso e os objectivos foram cumpridos", escreviam os técnicos na última avaliação do programa. A economia regressou ao crescimento logo nesse ano e o desemprego começou a cair. A moeda estabilizou, assim como a dívida.

Durante o programa de resgate, a Islândia deu também início às negociações para aderir à União Europeia mas, no ano passado, decidiu rompê-las. O presidente assegura agora que essa opção "não está esquecida", visto que uma parte da população ainda defende essa integração.

Olafur Grissom explicou ainda que a economia está hoje apoiada no turismo e nas exportações de peixe, sobretudo bacalhau. A indústria turística está a crescer há três anos, a um ritmo de 15% a 20%. O país, que tem 320 mil habitantes, recebe todos os anos cerca de um milhão de turistas, provenientes da Europa e Estados Unidos, e agora também da Ásia.
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«A melhor solução é a Alemanha fora da Zona Euro» diz Nobel da economia

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"O maior problema para a Europa não é a Grécia, mas sim a Alemanha"


Segundo o Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, a crise que alguns países europeus hoje sofrem, é consequência das políticas erróneas da União Europeia que apenas beneficiam um membro: a Alemanha.



"O maior problema para a Europa não é a Grécia, mas sim a Alemanha", considera o economista e professor norte-americano, Nobel da economia 2001, Joseph Stiglitz.

"A maioria dos economistas são unânimes, consideram que a melhor solução para a Europa é a Alemanha fora Zona Euro", disse em entrevista à CNBC .

"A Grécia não é a única economia que tem problemas com a moeda única, também enfrentam dificuldades a Espanha e Portugal. Praticamente o único país que tem beneficiado com o Euro tem sido a Alemanha", assegura Stiglitz.

Em relação à Grécia, o Prémio Nobel considera que a Europa tem de dar uma trégua àquele país e reduzir sua dívida. "A Grécia cometeu alguns erros... mas a Europa cometeu erros ainda maiores", diz Stiglitz. "O medicamento prescrito [à Grécia] foi na verdade um veneno, causando um aumento da dívida e um declínio no crescimento".

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Juncker: «Pecámos contra a dignidade de Portugal»

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O Presidente da Comissão Europeia admitiu que a troika não tem legitimidade democrática e criticou a postura da anterior comissão, liderada por Durão Barroso.



Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, acusou a troika de beliscar a dignidade dos portugueses e acusou a anterior Comissão Europeia, liderada por Durão Barroso, de confiar "cegamente".

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«Enquanto somos distraídos com conversas da treta»

 ● 08/05/14 coment
Enquanto somos distraídos com conversas da treta, outro mundo está aí, bizarro, impune...

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Mete medo!

Francisco Moita Flores, fonte: CM

Enquanto somos distraídos com conversas da treta, todas elas dissimulando e escondendo a realidade, iludindo a verdade e ocupando a paródia politiqueira, tal como esta história de como saímos do esforço comum que fizemos com a troika, se à irlandesa, se à portuguesa, se à grega, outro mundo está aí, bizarro, impune, que dá cada vez mais razão ao autor do livro ‘A Suíça lava mais branco’.

Jean Ziegler, uma das referências mundiais do estudo das estruturas do Estado, admite que a curto prazo a principal organização criminosa de um país, sem referências éticas e judiciais bem firmes, é o próprio Estado. O Estado-Máfia que é, em si próprio, o promotor do crime organizado em grande escala. Não se passa uma semana em que as notícias não confirmem esta caminhada apressada para a evidência absoluta deste Estado-Bandido, cada vez mais dilacerado.

Ainda ontem, era noticiado que milhões de euros de fundos comunitários destinados às PME tinham escapado para contas bancárias nas Caraíbas. No arranque da semana, as notícias davam conta de que mais um grupo de funcionários do sistema de Saúde, logo funcionários do Estado, conseguira desviar milhões de euros. Na semana anterior, já fora notícia a absolvição de todos os intervenientes no chamado processo dos submarinos.

Os corruptores presos na Alemanha, os corrompidos, gente inocente aqui, na nossa terra. Na mesma semana, ficámos a saber que o Estado assumiu mais dezenas de milhões de euros desse buraco sem fundo que é o BPN. Das célebres PPP já nem vale a pena falar, embora a sangria de dinheiro do Estado não pare.

Isto é a ponta do icebergue. Se saímos à irlandesa desta terrível relação com a troika ou com programa cautelar é coisa irrelevante se esta hemorragia não parar. Se os negócios do Estado continuarem a ser movimentados nos interesses de alguns e bem se sabe até onde o negócio pode levar.

Veja-se esta entrada nos PALOP de uma das mais terríveis ditaduras do mundo apenas com a finalidade de salvar um banco. É cada vez mais evidente que não há negócio anunciado que não tenha comprador acertado. É cada vez mais evidente que não fomos nós que vivemos acima das nossas possibilidades durante muitos anos. Cada vez é mais claro que o Estado permitiu que um punhado de gente poderosa roubasse acima das nossas possibilidades durante muitos anos.
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