Portugal Glorioso: Lingua Portuguesa
Mostrar mensagens com a etiqueta Lingua Portuguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lingua Portuguesa. Mostrar todas as mensagens

Erros fatais de português! Saiba quais são

 ● 11/08/18 coment

Erros frequentes e fatais de português

Cuidado com os erros ortográficos, somos julgados pelo modo de escrever. Alguns são fatais e, quando escritos no Facebook, constituem justa causa para desamigamento. Saiba quais são os erros mais frequentes. Para isso, socorremo-nos do Dicionário de Erros Frequentes da Língua, de Manuel Monteiro, escritor, jornalista e revisor.



Hádes

Hades é o deus do mundo inferior e dos mortos, na mitologia grega, mas há quem insista em usá-lo em lugar de «hás de», a forma correcta da segunda pessoa do singular do presente do indicativo do verbo haver com a preposição de.

Esta-mos

«Estamos» é a conjugação, no presente do indicativo, da primeira pessoa do plural do verbo estar e é uma palavra só, sem hífen.

Derivado a

Derivado de. Devido a. Tão simples.

Á

Não! «À» leva acento grave. Algumas pessoas teimam no acento agudo, o que é uma injustiça para o grave, tão pouco usado na língua portuguesa. «À» é das poucas palavras que o tem. Façam-lhe justiça.

ou À

Por vezes confunde-se o «à» com o «há», sobretudo quando o verbo haver é usado para descrever a passagem do tempo. Quando queremos dizer que foi «há pouco tempo», usamos o h, há, do verbo haver. Já se quisermos dizer que precisamos de ir «às compras», dispensamos o h e vamos.

Grama / o ou a

Há o nome ou substantivo masculino grama, que é uma unidade de medida de massa e há o nome ou substantivo feminino grama, conceito semelhante a relva. Diz-se um grama, dois gramas, duzentos gramas.

Destrocar

«Destrocar» existe. É desmanchar a troca. Compra um bolo de chocolate e tem um inseto lá dentro. Devolve o bolo. Opera uma destroca, ou simplesmente, destroca. Deformação popular é empregar o verbo no sentido de trocar notas por moedas.

Há anos atrás

Há dois anos, há quatro jogos, há duas aulas. Acaso seria possível há duas semanas à frente ou ao lado?

A cerca, Acerca de, Há cerca de

A cerca media um metro.
O presidente recusa falar acerca de novas contratações.
Veja todas as notícias acerca do que se passa na Líbia.
Há cerca de doze anos, deixei de fumar.

Beje ou Beige

Beje é um erro ortográfico e beige é francês. A cor é «bege».

Bom ou Bem

Persistimos na confusão do adjectivo «bom» com o advérbio «bem». «Estás bom?» e «estás boa?». A pergunta deve ser: «Estás bem?» Quem utiliza o «bom» ou «boa» que faça o exercício de utilizar os antónimos: «Estamos/passaste mau/má?». Quando expressamos assentimento, aquiescência, digamos «está bem» - como dizemos «está mal» - e nunca «está bom».

Conselho ou Concelho

Damos um conselho. Os ministros reúnem-se num conselho de ministros. Temos conselhos científicos e outros órgãos colegiais. Temos os concelhos de Loures, de Sintra, ou seja, a ideia de circunscrição territorial.

Concerteza

Com certeza - duas palavras. Com ou sem certeza. Não existe «concerteza».

Constrangedor ou Confrangedor

Para tudo e mais alguma coisa, os portugueses dizem e escrevem «situação constrangedora». Constranger é impedir os movimentos, comprimir, subjugar, coagir. Constrangido é que foi forçado, obrigado, coagido. Confrangedor é aquilo que aflige, atormenta, angustia, «causa dor».

Despensa ou Dispensa

Despensa é o pequeno compartimento da casa onde guardamos os produtos alimentares. Dispensa é o ato de dispensar, a permissão para não executar um dever ou um trabalho.

Desfolhar

«Desfolhar» é tirar folhas ou pétalas. Quem desfolha livros... arranca as páginas. «Folhear» é ler apressadamente, virando as páginas com ritmo acima da leitura normal.

Evacuaram-se trinta pessoas

Evacuam-se espaços. Não se evacuam pessoas. As pessoas evacuam, claro está, no sentido de expelir excrementos. Etimologicamente, evacuar é esvaziar. Em situações extremas, as pessoas são desalojadas.

Fossemos

«Fossemos» - lemos a primeira vogal como u - é do verbo fossar, revolver a terra com o focinho. «Fôssemos» é do verbo ser e do verbo ir. A importância de um acento circunflexo.

Fidagal

Os inimigos são figadais. O ódio é figadal. Oriundo do fígado, profundo, íntimo. Fidagal não existe - temos «fidalgal», relativo a fidalgo.

Ir de encontro a, ou Ir ao encontro de

A política do Governo não foi de encontro às ideias da tróica. Foi ao encontro das ideias da tróica. «Ir de encontro a» significa tão só esbarrar fisicamente, implica colisão.

Insonsa

A palavra é «insossa». Insosso, do latim insulsu, «sem sal» «sem sabor».

Inclusivé

O termo em português é «inclusive», palavra latina que entrou tal qual na língua portuguesa. O seu antónimo é «exclusive».

Já agora

Tanto pode dizer «já» como «agora». «Já agora» é uma redundância não-intencional, ou seja, um lugar comum.

Losângulo

A palavra correcta é «losango» do francês losange.

Mal e porcamente

Leitor, quando emprega esta expressão, pretende transmitir a ideia de imundície? Pretende dizer mal e suinamente?, mal e sordidamente? A expressão original é «mal e parcamente» que significa «fez mal e, ainda por cima, fez pouco».

Morrer à fome

A expressão é «morrer de fome». Como morrer de tédio, de ciúmes, de riso. Ter morrido ao frio não significa que se tenha morrido de frio.

Onde

Onde é um locativo, localiza no espaço e por isso não deve substituir, como abusivamente tem feito, o «em que» ou o «na qual». Por exemplo: um período da minha vida onde, um filme onde, uma música onde, uma frase onde. Tudo errado. «Em que» e «na qual» seriam a fórmula adequada.

Ovelha ranhosa

A expressão idiomática é «ovelha ronhosa». Provém de «ronha» e não de «ranho».

Pedir para

Mnemónica: «pedir algo» e não «pedir para algo».
Exemplo: O juiz pediu que se calassem.

Pelos vistos

Estamos perante um particípio passado - no caso em apreço, do verbo ver. A expressão correcta é «pelo visto». Perante aquilo que foi visto.

Quanto muito

A expressão correcta é «quando muito», que significa "no máximo", "se tanto". Tem-se generalizado a expressão "quanto muito", certamente por influência formal de quanto mais, na sua acepção de "principalmente", "que fará". Também se emprega a expressão «quando menos», com o significado de "pelo menos", "ao menos".

Reavessemos

Correctamente, «reouvéssemos».

Saudades tuas

A expressão acertada e lógica «é saudades de ti».

Se não ou Senão

«Come menos doces, senão engordas»: a palavra senão utiliza-se sempre que queiramos transmitir a ideia de «caso contrário», «de outra forma», «de outro modo», «de contrário», «excepto», «defeito». Já «se não» tem outro sentido: «se não te apressas, chegas atrasado».

Sob ou Sobre

Alguém dorme «sob» a ponte se dormir debaixo da ponte e dorme «sobre» o jornal se o jornal estiver debaixo do seu corpo. A situação está sob controlo.

Ter a ver

A expressão é ter que ver. «Ter que ver» como «ter pouco que fazer».



EXERCÍCIO:

No texto seguinte há cinco erros. Sabe quais?
Hadem convir que todos os dias são cometidos verdadeiros atentados á língua portuguesa. Derivado a isso, resolve-mos ir há procura dos erros mais frequentes, e irritantes, de português.

[adaptação PortugalGlorioso. fonte:noticiasmagazine.pt]
Ler mais

Erros comuns de português! Acabe com os «pontapés» na gramática

 ● 27/08/17 coment
Dar erros ortográficos pode ser desagradável mas não é uma fatalidade: é possível aprender e corrigir. No entanto, alguns erros, porque ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles. Para acabar de vez com os "pontapés" na gramática!



Mal cheiro, mau-humorado.

Mal opõe-se a bem; e mau a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

"Fazem" cinco anos.

Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

"Houveram" muitos acidentes.

Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

"Há" dez anos "atrás".

e atrás indicam passado na frase. Use apenas «há dez anos» ou «dez anos atrás».

Preferia ir “do que” ficar.

Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.

“Arrenda-se” casas.

O verbo concorda com o sujeito: Arrendam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.

Vive “às custas” do pai. 

O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não “em vias de”: Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

Todos somos “cidadões”. 

O plural de cidadão é «cidadãos». Veja outros: caracteres (de carácter), juniores, seniores, pães, alemães, capitães, gângsteres.

Vendeu “uma” grama de ouro.

Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.

Não viu “qualquer” risco.

É nenhum, e não “qualquer”, que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.

Não sabiam “aonde” ele estava. 

O certo: Não sabiam onde ele estava. "Aonde" usa-se com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?

“Obrigado”, disse a mulher.

Obrigado concorda com a pessoa: “Obrigada”, disse a mulher. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.

O governo “interviu”.

Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, conviesse, perfizera, entrevimos, etc.

Ela era “meia” louca.

Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.

A questão não tem nada “haver” contigo.

A questão, na verdade, não tem nada «a ver» ou «nada que ver». Da mesma forma: Tem tudo a ver contigo.

Ele foi um dos que “chegou” antes.

"Um dos que" faz a concordância no plural: Ele foi um dos que «chegaram» antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre «vibravam» com a vitória.

“Cerca de 18″ pessoas o saudaram.

Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exactos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.

À margem de "quaisqueres" negociações.

O plural de qualquer é quaisquer: À margem de «quaisquer» negociações. / Trata-se de palavra formada do pronome qual + quer, que significa coisa, lugar ou indivíduo indeterminado. No plural, apenas o primeiro elemento flexiona (qual / quais), mantendo-se invariável a forma verbal quer.

As pessoas “esperavam-o”.

Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.

Chegou “a” duas horas e partirá daqui “há” cinco minutos.

indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.

Blusa “em” seda.

Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.

Sentou “na” mesa para comer.

Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.

A moça estava ali “há” muito tempo.

Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali «havia» (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)

A temperatura chegou a 0 “graus”.

Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilómetro, zero hora.

A promoção veio “de encontro aos” seus desejos.

«Ao encontro de» é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.

Comeu frango “ao invés de” peixe.

Em vez de indica substituição: Comeu frango «em vez de» peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.

Se eu “ver” ele por aí...

O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.

Espero que “viagem” hoje.

Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também “comprimentar” alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).

O pai “sequer” foi avisado.

Sequer deve ser usado com negativa: O pai «nem sequer» foi avisado. / «Não disse sequer» o que pretendia. / Partiu «sem sequer» nos avisar.

“Causou-me” estranheza as palavras.

Use o certo: «Causaram-me» estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não “foi iniciado” esta noite as obras).

A realidade das pessoas “podem” mudar.

Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não “foram punidas”).

A pessoa “que ele gosta”.

Como se gosta de, o certo é: A pessoa «de que ele gosta». Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.

É hora “dele” chegar.

Não se deve fazer a contracção da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado… / Depois de esses fatos terem ocorrido…

Já “é” 8 horas.

Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não “são”) 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.

A festa começa às 8 “hrs.”

As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não “kms.”), 5 m, 10 kg.

idealgratis.com/curso/ adaptação Portugal Glorioso.
Ler mais

Ricardo Araújo goza com o Bloco: «Ninguém leva a sério alguém que fale assim»

 ● 28/04/16 coment
O Bloco de Esquerda recomenda a alteração da designação do Cartão de Cidadão para Cartão de Cidadania por considerar que o nome actual do documento "não respeita a identidade de género de mais de metade da população portuguesa". O BE refere que "o nome não cumpre as orientações de não discriminação, de promoção da igualdade entre homens e mulheres e de utilização de uma linguagem inclusiva".

Ricardo Araújo: «Ninguém leva a sério alguém que fale assim»




Ricardo Araújo: "Imaginem que Catarina Martins segue à risca este preceito e um dia diz: Portugueses e portuguesas, estamos aqui reunidos e reunidas porque estamos todos e todas preocupados e preocupadas com a questão dos desempregados e desempregadas", ninguém leva a sério uma pessoa que fale assim. Governo Sombra-16 Abril 2016

Ler mais

«Portuguesas e Portugueses» é uma estupidez!

 ● 13/02/16 coment
"Portuguesas e portugueses" não é apenas um erro e um pleonasmo: é uma estupidez.

Portugal Glorioso
Miguel Esteves Cardoso, fonte: publico

Calem-se !

Cada vez que alguém, prestes a dirigir-se à população, arranca com "portuguesas e portugueses" dou comigo a gritar um grito fininho que me dá cabo dos ouvidos.

Cerro os punhos e rosno quando são machos com aquela condescendência oiticentista de dizer "portugueses e portuguesas" com a entoação de quem se orgulha em mostrar que se é moderno ao ponto de não se esquecer das mulheres. Diz aquele sorriso meio-engatatão, meio-paternal: "Ah pois! Eu faço questão de incluir o mulherio!"

Vamos lá por partes. Somos todos portugueses. Todos nós, seja de que sexo ou de que sexualidade formos, somos portugueses. Somos o povo português ou a população ou a nação portuguesa.

Como somos todos portugueses quando alguém fala em "portugueses e portuguesas" está a falar duas vezes das mulheres portuguesas. As mulheres estão obviamente incluídas nos portugueses. Mas, ao falar singularmente das portuguesas, está-se propositadamente a excluir os homens, como se as mulheres fossem portugueses de primeiro (ou de segundo, tanto faz) grau.

Somos todos seres humanos. As mulheres não são seres humanas. Quando se fala na língua portuguesa não se está a pensar apenas na língua que falam as portuguesas. É a língua dos portugueses e doutros povos menos idiotas.

"Portuguesas e portugueses" não é apenas um erro e um pleonasmo: é uma estupidez, uma piroseira e uma redundância que fede a um machismo ignorante e desconfortavelmente satisfeitinho.

Somos todos portugueses e basta.
Veja: Ricardo Araújo goza com o BE: «Ninguém leva a sério alguém que fale assim»

Ler mais

Juiz Rui Teixeira PROÍBE Acordo Ortográfico

 ● 28/07/15 coment

Rui Teixeira proíbe acordo ortográfico

Magistrado alega que as "actas não são uma foram do verbo atar" e que "os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso".

Portugal Glorioso

O juiz Rui Teixeira, colocado no Tribunal de Torres Vedras, "não quer os pareceres técnicos sociais com o novo Acordo Ortográfico", revela o Correio da Manhã.

O magistrado enviou uma nota à Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS) em Abril onde se podia ler, que esta "fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (...) a qual apenas vincula o Governo e não os tribunais".

A DGRS pediu um esclarecimento ao juiz, tendo este respondido que a "Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o Governo quis impor aos seus serviços', diz o juiz, acrescentando que "nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário", escreve o Correio da Manhã.
Ler mais

Aprenda a usar a vírgula com 4 regras simples

 ● 27/07/15 coment
Portugal Glorioso

A vírgula é um dos elementos que causa mais confusão na língua portuguesa. Nem toda a gente sabe ao certo onde deve e onde não deve usá-la. O motivo é simples, ensinaram-nos de forma errada: dizerem-nos que "a vírgula é usada para indicar pausa" ou "preste atenção como fala, quando fizer pausa use a vírgula", tudo isso é errado, pois cada um de nós fala de maneira diferente, usa pausas diferentes e, basicamente, decide como quer falar. (Apesar disso, devemos ter cuidado pois somos julgados pelo modo de falar).

Mas não podemos simplesmente decidir onde tem e onde não tem vírgula. Ela tem poder demais para ser arbitrária. Para saber o enorme poder da vírgula, vamos ver este pequeno vídeo:


Viu como a vírgula é importante? Pois bem, existem algumas regras para o uso da vírgula, e elas são baseadas na gramática. Calma, não se assuste! O meu objectivo aqui é "triturar" a gramática para que não estrague os seus dentes.
fonte: Prof. André Gazola. edição e adaptação PG

1. Use a vírgula para separar elementos que se poderiam listar


Veja esta frase:
João Maria Ricardo Pedro e Augusto foram almoçar.

Note que os nomes das pessoas podem ser separados numa lista;
Foram almoçar:
  • João
  • Maria
  • Ricardo
  • Pedro
  • Augusto
Isso significa que devem ser separados por vírgula na frase original:

João, Maria, Ricardo, Pedro e Augusto foram almoçar.

Note que antes de "e Augusto" não tem vírgula. Regra geral, não se usa vírgula antes de "e". Há um caso específico que explico mais à frente.

2. Use a vírgula para separar explicações que estão no meio da frase


Explicações que interrompem a frase são mudanças de pensamento e devem ser separadas por vírgula. Exemplos:

Mário, o jovem que traz o pão, não veio hoje.

Dá-se uma explicação sobre quem é Mário. Se tivéssemos que classificar sintaticamente o trecho, seria um 'aposto'.

Eu e tu, que somos amigos, não devemos guerrear.

O trecho explica algo sobre "eu e tu", portanto deve estar entre vírgulas. A classificação do trecho seria oração adjectiva explicativa.

3. Use a vírgula para separar o lugar, o tempo ou o modo que vier no início da frase


Quando um tipo específico de expressão - aquela que indica tempo, lugar, modo e outros - iniciar a frase, usa-se vírgula. Noutras palavras, separa-se o adjunto adverbial antecipado. Exemplos:

Lá fora, o sol está de rachar!

"Lá fora" é uma expressão que indica "lugar". Um adjunto adverbial de lugar.

Na semana passada, jantaram todos no restaurante.

"Na semana passada" indica tempo. Adjunto adverbial de tempo.

De um modo geral, não gostamos de pessoas estranhas.

"De um modo geral" é sinónimo de "geralmente", adjunto adverbial de modo, por isso tem vírgula.

4. Use a vírgula para separar orações independentes


Orações independentes são aquelas que têm sentido, mesmo estando fora do texto. Já vimos um tipo dessas, que são as orações coordenadas assindéticas, mas também há outros casos. Vamos ver os exemplos:

Acendeu um cigarro, cruzou as pernas, estalou as unhas, demorou o olhar em Mana Maria.

Neste exemplo, cada vírgula separa uma oração independente. Elas são coordenadas assindéticas.

Eu gosto muito de chocolate, mas não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, porém não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, contudo não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, no entanto não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, entretanto não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, todavia não posso comer para não engordar.

Portanto, antes de todas essas palavras, chamadas de conjunções adversativas, tem vírgula. Para quem goste de saber os nomes, chamam-se orações coordenadas sindéticas adversativas.

Agora só mais duas coisinhas..

Quando é que se usa vírgula antes de "e"?

Vimos em cima que, regra geral, não se usa vírgula antes de "e". Há só um caso em que se usa vírgula, que é quando a frase depois do "e" fala de uma pessoa, coisa, ou objecto (sujeito) diferente da que vem antes dele. Assim:

O sol já ia fraco, e a tarde era amena.

Note que a primeira frase fala do sol, enquanto a segunda fala da tarde. Os sujeitos são diferentes. Portanto, usamos vírgula. Outro exemplo:

A mulher morreu, e cada um dos filhos procurou o seu destino.

O mesmo caso, a primeira oração diz respeito à mulher, a segunda aos filhos.

Existem casos em que a vírgula é opcional?

Existe um caso. Lembra-se do item .3? Se a expressão de tempo, modo, lugar etc. não for uma expressão, mas sim uma palavra só, então a vírgula é facultativa. Vai depender do sentido, do ritmo, da velocidade que queremos dar à frase. Exemplos:

Depois vamos sair para jantar.
Depois, vamos sair para jantar.

Geralmente gosto de almoçar em casa.
Geralmente, gosto de almoçar em casa.

Na semana passada, jantaram todos no restaurante.
Na semana passada jantaram todos no restaurante.

Note que este último é o mesmo exemplo do item 3. Sem a vírgula a frase também fica correcta.

Não se usa a vírgula!

Com as regras acima, seguramente que vai acertar 99% dos casos em que precisará da vírgula. Atenção! Um erro (imperdoável) muito comum que acontece é separar o sujeito e o predicado com vírgula.

Errado:
João, gosta de comer batatas.
Alice, Maria e Luísa, querem ir para a escola amanhã.
Certo:
João gosta de comer batatas.
Alice, Maria e Luísa querem ir para a escola amanhã.

Exercício sobre vírgula e pontuação


O sr. Alfredo escreveu o seu testamento. Infelizmente esqueceu-se da pontuação e o texto ficou assim:
Deixo a minha fortuna ao meu sobrinho não à minha irmã jamais pagarei a conta do alfaiate nada aos pobres

Reescreva o testamento 4 vezes. Em cada uma delas deve dar a herança para alguém diferente. Pode usar qualquer sinal de pontuação, mas não pode mudar a ordem das palavras. É um exercício interessante e tem várias formas de ser resolvido. Escreva as suas tentativas aqui nos comentários.
Ler mais

O poder de uma simples frase!

 ● 07/05/14 coment


Na rua, um sem-abrigo cego pede esmola com um cartaz que diz:"Sou cego. Ajude-me, por favor". As pessoas passam na sua frente completamente indiferentes ao seu pedido. Entretanto, um estranho aproxima-se, altera-lhe o texto do cartaz, e, como por magia, a sorte do pedinte muda radicalmente!

Acima de tudo, as palavras que dizemos devem ser verdadeiras, positivas e úteis, para que tenham bom impacto no receptor. Por isso, palavras certas são aquelas que tocam mentes e corações, potenciam respostas e acções positivas, geram atitudes e comportamentos benéficos para nós e para os outros, mudam o mundo para melhor.
(Ana Santiago)

Ler mais

Sermão com mais de 360 anos e tão actual

 ● 19/03/14 coment

Sermão do Bom Ladrão


O Sermão do Bom Ladrão foi proferido em 1655 na Igreja da Misericórdia (hoje, Conceição Velha), perante o Rei D. João IV, a sua corte e os maiores dignitários do reino - juízes, ministros e conselheiros.

Desassombrado, o texto critica todos aqueles que se valem do poder público para enriquecer de forma ilícita; denuncia escândalos no governo, gestões fraudulentas e reclama contra a falta de punições. Quando se lê parece que estamos nos tempos actuais. Uma visão perfeita do comportamento imoral da época que parece não ter acabado até aos nossos dias. Aqui fica um pequeno excerto:


Padre António Vieira - pintura de Cândido Portinari.

"Levarem os Reis consigo ao paraíso os ladrões, não só não é companhia indecente, mas acção tão gloriosa e verdadeiramente real. (...) Mas o que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os Reis levaram consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os Reis ao inferno.
(...)
O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera.

Não só são ladrões os que roubam bolsas; (...) os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título, são aqueles a quem os Reis encomendam exércitos e legiões, ou o governo das províncias ou a administração das cidades, os quais, pela manha, pela força, roubam e despojam os povos.
Os outros ladrões roubam um homem; estes roubam cidades e reinos: os outros furtam correndo risco; estes sem temor nem perigo: os outros, se furtam, são enforcados; estes furtam e enforcam os outros".


****
António Vieira, um dos maiores religiosos, filósofos, escritores e oradores portugueses do século XVII, nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro 1608, e morreu na Bahia a 18 de Julho 1697, com 89 anos. Deixou cerca de 700 cartas e 200 sermões.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha
A Igreja da Conceição Velha resultou da reconstrução da Igreja da Misericórdia, destruída pelo terramoto de 1775. O seu Portal é o que resta da antiga Misericórdia.
Ler mais

Rainha da Suécia «Falo português quando estou feliz»

 ● 28/11/13 coment

«Falo português quando estou feliz»

A soberana da Suécia adora comida brasileira, especialmente feijoada, farofa e vatapá, e carrega boas lembranças da infância em terras paulistanas. Não se incomoda que a tratem por tu. Continua a falar português, um dos seis idiomas que domina fluentemente e quase sem sotaque.



Simples e sempre com um sorriso nos lábios, Sílvia não veste o manto da personagem de um conto-de-fadas moderno. Conheceu o Rei Carl Gustav quando trabalhava como intérprete na Olimpíada de Munique, em 1972. Foi amor à primeira vista, mas faz questão de dizer que a vida de Rainha não é nada fácil. É o que conta na entrevista à Gente, concedida durante o trajecto que a levou da capital Paulista até São Vicente, onde visitou um segundo projecto apoiado pela sua fundação. Publicamos um excerto dessa entrevista:

Como é que a senhora consegue manter um português tão bom e fluente?
Desde que a minha mãe morreu não tenho tanta possibilidade de falar português, mas continuo a falar com os meus três irmãos. Falamos sempre por telefone e na maioria das vezes comunicamos em português. É a língua que falamos quando nos sentimos bem, quando estamos felizes. Quando temos algum problema, falamos em alemão. O português tem algo especial, é a língua do coração.
(...)
Sou espontânea. Os suecos são muito disciplinados. Também são um povo caloroso, mas com os amigos, na intimidade. Não gostam de exteriorizar isso. Eu tenho facilidade de falar com as pessoas, de estar com as pessoas, mesmo com a barreira do protocolo.

A Rainha come feijoada?
Foi a primeira coisa que desejei comer, assim que aqui cheguei. Comi uma deliciosa feijoada com farofa. Gosto muito de uma farofinha, é obrigatório. Também faço de vez em quando no palácio. O meu marido gosta muito de vatapá, aprendi a fazer com a minha mãe, é uma delícia.
Entrevista de Eliane Trindade - revista GENTE 2003 Brasil.

Adenda:
Rainha da Suécia voltou a falar Português em visita à Madeira.
Objectivo da terceira visita a Portugal da Rainha Sílvia, prendeu-se com o apoio que dá a uma instituição de solidariedade. Mas teve oportunidade de falar Português, a língua que aprendeu quando viveu em jovem no Brasil.
02-03-2017 | TVI24

****
Ascendência Real; o seu avô materno era Artur Floriano de Toledo (1873-1935), um descendente do rei Afonso III de Portugal e sua concubina Maria Peres de Enxara. Artur era o bisneto de Antónia de Almeida de Aguiar, uma descendente de umas famílias de fidalgos estabelecidas em São Paulo, durante o período colonial Português, entre eles a família Alvarenga de Lamego, Portugal. Também é de muito distante ascendência ameríndia brasileira. Um de seus antepassados ​​era o chefe indígena Tibiriçá de Piratininga. (wikipedia)
Ler mais

Afinal onde moras? - Miguel Esteves Cardoso

 ● 12/06/13 coment
Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo, há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide. Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu. Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!

Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide. Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais.

É a injustiça do endereço.

Portugal Glorioso
Miguel Esteves Cardoso, fonte publico

Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja. Ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.

Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...)

Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.

De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar? Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.

Imagine-se o impacto de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.

Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho). E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).

É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro?

Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda. Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?

É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra". Ninguém é do Porto ou de Lisboa. Toda a gente é de outra terra qualquer.

Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir. Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).

É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away..."). Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa. Verá que não é bem atendido. (...)

Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima !!!

Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros. Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo: Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)

Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).
Ler mais