Portugal Glorioso: Litio
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«Galamba, o mini-Sócrates: chapada de luva branca» - Joana Amaral

 ● 14/11/19


Para lá do Marão mandam os que lá estão. O ditado aplica-se como uma luva (branca) à lição que a população de Boticas deu a Galamba, o mini-Sócrates.

As populações já perceberam que as explorações de lítio exigem-lhes gigantes sacrifícios, expropriações miseráveis, minas a céu aberto, pouco emprego, pouca riqueza e uma enorme destruição ambiental e paisagística.

Claro que a treta do argumento de que já existia um contrato não colhe (estamos fartos de ver o Estado a rasgar compromissos com trabalhadores, contribuintes e cidadãos em geral) e que o agora falta é passar esta luta de local a nacional, fazendo-a acompanhar por um combate jurídico nomeadamente na linha do direito ambiental. Vamos lá!
Joana Amaral Dias

video:


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Negócios suspeitos - Paulo Morais

 ● 19/10/19

O regresso dos grandes negócios com dinheiro do Estado

Partilho o programa 'Negócios da Semana' de 20 de Novembro, em que participei. Em debate José Gomes Ferreira, João Paulo Batalha, Eduardo Dâmaso, Manuel Carvalho e eu. Convido a ver e comentar. Todos os comentários e críticas são bem-vindos.
(Paulo de Morais)




Negócios do Governo sob suspeita - fonte: SIC Noticias
Convidados: Manuel Carvalho, director do Público; Eduardo Dâmaso, director da Sábado; João Paulo Batalha, presidente da Associação Cívica "Integridade e Transparência", e Paulo Morais, professor universitário.



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Negócios da China - Miguel Szymanski

 ● 11/10/19
Negócio do Lítio em Portugal

Negócios da China 'as usual'

Miguel Szymanski

Primeiro pensei que fosse uma rábula do Ricardo Araújo Pereira: o contrato de concessão da exploração de lítio, o mais cobiçado minério no país, vai durante os próximos 35 anos para uma empresa que tem a sede numa junta de freguesia do PS?

Depois percebi: este é mesmo um secretário de Estado a fazer o papel de zeloso cumpridor das leis que obrigam um pobre político a entregar o negócio da década a uma empresa de vão de escada ligada de forma pouco transparente a ex-governantes do seu partido.

Finalmente: este é o secretário de Estado que ficou com a pasta da energia porque a EDP, controlada por investidores chineses, se queixou da política do seu antecessor (as queixas foram feitas publicamente por um ex-ministro da Finanças e um ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal que agora representam os interesses chineses na antiga empresa pública e levou à substituição do anterior secretário de Estado que exigia à EDP o pagamento de uma dívida de várias centenas de milhões de euros entretanto perdoada).

Os 'investidores chineses', leia-se Beijing, cobiçam também o lítio.
Agora adivinhem a quem a empresa de vão de escada vai acabar por ceder a sua posição de concessionária em troca de algumas dezenas de milhões euros de lucro imediato "vindo do nada", como sempre neste tipo de negócios?

Comédia burlesca pura a partir do minuto 17 deste Sexta às 9: [ver video].
Miguel Szymanski

Excerto do 'Sexta às 9' [versão integral aqui: ep.2618 Out.19]


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Corrida ao Lítio em Portugal - Suspeitas de corrupção

 ● 09/10/19
O já conhecido como 'petróleo branco' é o lítio e o nosso país tem grandes reservas. A febre, claro, já está a medrar nas cabeças corruptas. (Joana Amaral Dias)



Há uma corrida ao ouro em Portugal. O já conhecido como petróleo branco é o lítio (componente essencial para as baterias) e o nosso país supostamente tem grandes reservas - as maiores da Europa e as quintas mundiais. A febre, claro, já está a medrar nas cabeças corruptas e, nomeadamente, já originou uma investigação do Ministério Público sobre uma concessão em Montalegre de 350 milhões euros, por 35 anos, sem estudo de impacto ambiental e a uma empresa constituída três dias antes (facto que o Secretário de Estado da energia João Galamba, o mini Sócrates, insiste em sacudir).

Pois é, o far West é pródigo em parir ganância, sendo que a exploração mineira do lítio além do mais traz consigo graves problemas ambientais como agravamento significativo das emissões, poluição dos lençóis freáticos, redução da biodiversidade, contaminação dos solos e alteração drástica da paisagem. Portanto, há que ponderar bem se é este o modelo de desenvolvimento económico que queremos - ah e não vale a pena atirar já com a cenoura da criação de emprego.

As minas são capital intensivo -, por exemplo nas do Barroso vão ser gerados 3 centenas de empregos. Ou seja, o que se propõe é prejudicar directamente 150 pessoas das três aldeias limítrofes; esventrar um tesouro patrimonial classificado Património Agrícola Mundial pela FAO; por uns eventuais 300 empregos por 11 anos de actividade?! Pensemos bem. (Joana Amaral Dias)

video..


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