Portugal Glorioso: Ricardo Araújo Pereira
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«Portugal não gastou quase nada em copos e mulheres»

 ● 22/03/17 coment

Ricardo Araújo Pereira responde a Dijsselbloem




O presidente do Centro de Estudos Políticos de Marvila contraria as declarações do presidente do Eurogrupo, segundo o qual os países do sul gastam todo o dinheiro em copos e mulheres: "Eu acho que a gente não gastou quase nada. Portugal devia gastar muito mais em gajas e pinga. O problema é que a malta gastou tudo em homens. Andámos a enfiar notas de 500 na cueca do Salgado".


video: Ricardo Araújo Pereira responde a Dijsselbloem:



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Ricardo Araújo goza com o Bloco: «Ninguém leva a sério alguém que fale assim»

 ● 28/04/16 coment
O Bloco de Esquerda recomenda a alteração da designação do Cartão de Cidadão para Cartão de Cidadania por considerar que o nome actual do documento "não respeita a identidade de género de mais de metade da população portuguesa". O BE refere que "o nome não cumpre as orientações de não discriminação, de promoção da igualdade entre homens e mulheres e de utilização de uma linguagem inclusiva".

Ricardo Araújo: «Ninguém leva a sério alguém que fale assim»




Ricardo Araújo: "Imaginem que Catarina Martins segue à risca este preceito e um dia diz: Portugueses e portuguesas, estamos aqui reunidos e reunidas porque estamos todos e todas preocupados e preocupadas com a questão dos desempregados e desempregadas", ninguém leva a sério uma pessoa que fale assim. Governo Sombra-16 Abril 2016

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Ricardo Araújo Pereira e as escutas a José Sócrates

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«Carlos Santos Silva diz que "Sócrates é um dos seus dez melhores amigos". Dez? Só está no Top 10?» Ricardo Araújo Pereira e as escutas a José Sócrates.
(Governo Sombra)
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Se Sócrates for culpado do que o acusam é o maior génio do crime

 ● 26/04/15 coment
A confirmar-se a acusação, José Sócrates tem 25 milhões de euros e, no entanto, vive da caridade dos amigos e viaja em económica. Afinal sempre há um português que vive abaixo das suas possibilidades. Um exemplo a seguir, portanto.



Rouba e não faz


Se José Sócrates for culpado do que o acusam é o maior génio do crime desde o professor Moriarty. Aquilo a que se costuma chamar um mestre da dissimulação. Eu já vi vários advogados de indivíduos que possuem 25 milhões de euros e não se parecem em nada com o patusco causídico que o antigo primeiro-ministro contratou. Estamos perante um nível de patusquicidade mesmo muito elevado. É o advogado ideal para milionários que desejam esconder a fortuna.

As outras aplicações do alegado dinheiro alegadamente obtido através de alegada corrupção também são desconcertantes. Gostava de propor um teste aos leitores. Coloquem-se no alegado lugar de José Sócrates e completem a seguinte frase: "Bom, agora que tenho 50 anos, vou aproveitar os vários milhões de euros que obtive ilegalmente para..." Quantos preencheram o espaço vazio com a expressão "... escrever uma aborrecida tese de 200 páginas sobre a prática da tortura no âmbito das sociedades democráticas"? Que repugnante corrupção é esta que desperdiça o dinheiro sujo na academia? Onde estão as jovens bailarinas de clubes nocturnos, o barco, o champanhe, os charutos acendidos com notas de banco? Que diabo, eu ganhei muito menos dinheiro muito mais honradamente e mesmo assim levo uma vida bastante mais dissoluta. Hoje em dia, com o acesso que temos ao que se passa pelo mundo, não há razão nenhuma para não se praticar uma corrupção bonita, moderna, com um investimento consistente em devassidão e álcool. Esbanjar dinheiro ilícito no desenvolvimento pessoal é francamente decepcionante.

O próprio alegado esquema é triste, na medida em que envolve um motorista que funciona como multibanco, um amigo que funciona como offshore e uma mãe que funciona como agente imobiliária.

Se é para continuarmos a precisar de pedir dinheiro à mãe e aos amigos, mais vale não entrar no mundo do crime. A criminalidade costuma ter a virtude de garantir ao criminoso uma certa independência financeira, que sempre enobrece.

Não é o caso, aqui.

Tudo isto faz com que, se o ex-primeiro-ministro for culpado, o regime não esteja em perigo, ao contrário do que se tem dito. A confirmar-se a acusação, José Sócrates tem 25 milhões de euros e, no entanto, vive da caridade dos amigos e viaja em económica. Afinal sempre há um português que vive abaixo das suas possibilidades. Um exemplo a seguir, portanto.

Ricardo Araújo Pereira (visão)
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Um cidadão passa cinco anos sem descontar para a segurança social

 ● 17/02/15 coment

Ideias para comédias

Ricardo Araújo Pereira (visão)



Após ter votado a lei de bases da segurança social, um deputado diz desconhecer as suas obrigações legais para com a segurança social.

Após ter passado anos a dar aulas de catequese, um catequista diz ter ficado com a ideia de que a obediência aos mandamentos era opcional.

Um cidadão passa cinco anos sem descontar para a segurança social. Depois chega a primeiro-ministro e manifesta grande preocupação com a sustentabilidade financeira da segurança social.

Um cidadão passa cinco anos sem tomar banho. Depois fica incomodado quando partilha o elevador com um vizinho que acabou de chegar do ginásio.

Um primeiro-ministro admite que cometeu irregularidades mas justifica-se dizendo que são irregularidades menores do que aquelas que o primeiro-ministro anterior é acusado de ter cometido.

Um aluno falha a entrega dos trabalhos de casa mas justifica-se dizendo que não procedeu tão mal como um aluno que, no ano anterior, tinha roubado a lancheira a outro menino. A professora lembra-lhe que o facto de outros terem cometido infracções maiores não o isenta de uma nota negativa. O aluno, mesmo sendo pequenino, compreende o argumento da professora.

Um primeiro-ministro apercebe-se, em 2012, que deve dinheiro ao Estado, mas acha que é mais oportuno fazer o pagamento apenas no fim do seu mandato, para não criar confusões. Ao mesmo tempo, o seu governo recorre a penhoras automáticas para executar mais rapidamente as dívidas fiscais.

Um verdugo apercebe-se, em 2012, que cometeu um delito parecido com os que são cometidos pelas pessoas que castiga com chibatadas. Passa a dar chibatadas com mais força, para transmitir a ideia de que a sua adesão à prática delituosa não significa que a aprove.

Um primeiro-ministro decide regularizar imediatamente a sua situação fiscal depois de perceber que o jornal Público descobriu aquilo que ele já sabe desde 2012. ?O ministro da segurança social considera a postura do primeiro-ministro muito digna.

Um criminoso decide confessar um crime cometido dez anos antes, e só depois de terem surgido provas absolutamente claras e indesmentíveis de que o cometeu. O seu advogado considera a postura do cliente muito digna.

Milhares de cidadãos falham o pagamento dos impostos na data estipulada e justificam-se dizendo que o jornal Público não teve a gentileza de os incentivar a saldar a dívida.

Um cidadão acumula dívidas e não recebe a respectiva notificação. O sistema que não o notifica durante cinco anos é o mesmo que não deixa passar cinco dias sem notificar os outros cidadãos devedores. O ministro da segurança social diz que o primeiro-ministro foi vítima de um erro do sistema.

Um cidadão ganha a lotaria. Os seus amigos dizem que foi vítima de um acaso da sorte.

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'Javard Air' (a melhor companhia aérea do mundo)

 ● 12/04/14 coment

Javard Air: Por falar em companhias aéreas low cost...




Tem-se falado muito em companhias aéreas low cost (precariedade dos trabalhadores, pilotos que pagam para voar, hipótese de no futuro passageiros viajarem em pé). Mas não há nada como ver aquilo a que alguns passageiros se têm de sujeitar. "Sou o vosso comandante e em nome da Javard Air, gostaria de vos dar as boas-vindas a bordo do nosso Cátia Vanessa".



Os 'Gato Fedorento' é um grupo de quatro humoristas portugueses composto por Diogo Quintela, Miguel Góis, Ricardo Araújo Pereira e Tiago Dores. Começaram através de "stand-up comedy" e mais tarde em vários programas na televisão portuguesa.
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Ricardo Araújo Pereira no Brasil

 ● 13/02/14 coment

Antes da sua actuação no "Risadaria", Ricardo esteve no programa de televisão "Altas Horas".



* * *
Ricardo Araújo Pereira no "Risadaria 2012", São Paulo.
Apesar da gravação ser amadora, vale muito a pena assistir.


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Ricardo Araújo Pereira escreve a José Sócrates

 ● 03/06/13 coment

Carta a José Sócrates


Caro eng. José Sócrates,
Espero que esta o encontre bem.
Li com atenção as suas cartas e foi apenas por falta de tempo que não respondi mais depressa. Lembro-me de, no fim do liceu, ter mantido alguma correspondência com antigos colegas mas, por uma razão ou por outra, a troca de cartas foi-se tornando cada vez mais rara, até que parou completamente. Não gostaria de cometer esse erro outra vez. Parece-me importante manter o contacto com as pessoas do nosso passado, como antigos colegas e antigos primeiros-ministros.

portugal glorioso
fonte: visao.sapo.pt

Tenho pensado bastante nas observações que vai fazendo. Esta última carta sensibilizou-me especialmente, na medida em que criticava a cobardia dos políticos, a cumplicidade dos jornalistas, o cinismo dos professores de Direito e o desprezo das pessoas decentes. Como creio que sabe, não pertenço a nenhuma das categorias citadas, e por isso fui deixado de fora do seu olhar crítico, pelo que lhe agradeço.

As críticas que faz ao funcionamento da justiça parecem-me muito pertinentes. Portugal precisava que um homem como o sr. estivesse, digamos, sete anos à frente do Governo, talvez quatro dos quais com maioria absoluta, para fazer uma reforma séria do sistema judicial. É uma pena não termos essa possibilidade. Na minha opinião, os primeiros-ministros deviam ser presos antes, e não depois dos mandatos. Estagiavam durante dois meses numa cadeia, três num hospital e um semestre numa escola. O contacto directo com a realidade dá-nos perspectivas novas, mais informadas, e acirra o ímpeto reformista.

Julgo que é possível estabelecer um paralelo entre o processo de Josef K., a personagem de Kafka, e o de José Sócrates, ou Josef S. - sendo que a sua história é mais complexa: tanto Josef K. como Josef S. se vêem confrontados com decisões judiciais autoritárias e, em certos aspectos, até grotescas, mas Josef K. nunca teve amigos como Alberto Martins e Alberto Costa a tutelar a justiça, nem governou o seu país. Era apenas vítima. Ser simultaneamente vítima e carrasco deve ser mais perturbador. Ao contrário do que muitas vezes se diz, Joseph-Ignace Guillotin, o inventor da guilhotina, não foi guilhotinado. Essa ironia foi reservada para si, que é agora acusado por um sistema que ajudou a conceber e conservar.

Compreendo quase todas as suas queixas. Na verdade, a ironia que identifiquei acima não é a única do seu caso. Ao que parece, o facto de um amigo lhe ter disponibilizado um apartamento de 225 metros quadrados em Paris fez com que o Ministério Público lhe disponibilizasse um apartamento de 9 metros quadrados em Évora. Obrigam-no a aceitar aquilo que o acusam de ter aceitado. É duro. E irónico. Uma pessoa tolera tudo, menos figuras de estilo.

Considero, no entanto, que algumas das suas análises são menos acertadas. Por exemplo, quando diz, sobre a intenção da prisão preventiva: "(...) já não és um cidadão face às instituições; és um 'recluso' que enfrenta as 'autoridades': a tua palavra já não vale o mesmo que a nossa." Aqui para nós, se lhe roubaram o valor da palavra não terão levado grande tesouro, uma vez que a sua palavra já não valia o mesmo que a nossa desde aquela promessa dos 150 mil empregos.

Espero que não leve a mal esta franqueza. Estou certo de que voltaremos a falar.

Cumprimentos,

Ricardo

Veja: Ricardo Araújo Pereira e as escutas a Sócrates

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Ricardo Araújo Pereira escreve ao primeiro-ministro

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Um parecer

Caro sr. primeiro-ministro,

O conjunto de medidas que me enviou para apreciação parece-me extraordinário. Confiscar as pensões dos idosos é muito inteligente. Em 2015, ano das próximas eleições legislativas, muitos velhotes já não estarão cá para votar. Tem-se observado que uma coisa que os idosos fazem muito é falecer. É uma espécie de passatempo, competindo em popularidade com o dominó. E, se lhes cortarmos na pensão, essa tendência agrava-se bastante. Ora, gente defunta não penaliza o governo nas urnas. Essa tem sido uma vantagem da democracia bastante descurada por vários governos, mas não pelo seu. Por outro lado, mesmo que cheguem vivos às eleições, há uma probabilidade forte de os velhotes não se lembrarem de quem lhes cortou o dinheiro da reforma.


fonte: visao.sapo.pt

O grande problema das sociedades modernas são os velhos. Trabalham pouco e gastam demais. Entregam-se a um consumismo desenfreado, sobretudo no que toca a drogas. São compradas na farmácia, mas não deixam de ser drogas. A culpa é da medicina, que lhes prolonga a vida muito para além da data da reforma. Chegam a passar dois e três anos repimpados a desfrutar das suas pensões. A esperança de vida destrói a nossa esperança numa boa vida, uma vez que o dinheiro gasto em pensões poderia estar a se aplicado onde realmente interessa, como os swaps, as PPP e o BPN.

Se me permite, gostaria de acrescentar algumas ideias para ajudar a minimizar o efeito negativo dos velhos na sociedade portuguesa:

1. Aumento da idade da reforma para os 85 anos. Os contestatários do costume dirão que se trata de uma barbaridade, e que acrescentar 20 anos à idade da reforma é muito. Perguntem aos próprios velhos. Estão sempre a queixar-se de que a vida passa a correr e que vinte anos não são nada. É verdade: 20 anos não são nada. Respeitemos a opinião dos idosos, pois é neles que está a sabedoria.

2. Exportação de velhos. O velho português é típico e pitoresco. Bem promovido, pode ter grande aceitação lá fora, quer para fazer pequenos trabalhos, quer apenas para enfeitar um alpendre, ou um jardim.


3. Convencer a artista Joana Vasconcelos a assinar 2.500 velhos e pô-los em exposição no MoMA, em Nova Iorque.

Creio que são propostas valiosas para o melhoramento da sociedade portuguesa, mantendo o espírito humanista que tem norteado as suas políticas.

Cordialmente,

Nicolau Maquiavel
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