Portugal Glorioso: Saude
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«Os deputados que estão ligados a interesses privados na Saúde»

 ● 12/06/19 coment
Paulo Morais: Terão estes deputados legitimidade para votar (ou sequer discutir) livremente a Lei de Bases da Saúde?




INFORMO, COM VERGONHA ALHEIA, que, na Comissão Parlamentar de Saúde, estão ligados a interesses privados os Deputados:

António Sales (PS, Grupo Sanfil),
Fátima Ramos (PSD, ADFP),
Isabel Galriça Neto (CDS, LUZ Saúde),
Isaura Pedro (PSD, Clínica Doutor Benjamim Pedro),
José António Silva (PSD, João, Pedro & José António Silva),
Maria Antónia Almeida Santos (PS, Fundação Renal Portuguesa),
Ricardo Baptista Leite (PSD, Fundação Renal Portuguesa).

Irão estes senhores defender o Serviço Nacional de Saúde? Terão estes deputados legitimidade para votar (ou sequer discutir) livremente a Lei de Bases da Saúde? Como permitiram o Presidente da Assembleia e a sub-Comissão de Ética do Parlamento ter-se chegado a esta VERGONHA?
Paulo de Morais


* * * * * *
"A doutrina parlamentar é clara: impedir um deputado de participar nos trabalhos da Assembleia (mesmo que esteja em flagrante conflito de interesses) viola a integridade do seu mandato. No máximo, tem apenas de declarar o seu interesse (e participar à mesma), mas se nem isso fizer tudo bem.
Fazê-lo votar em manada às ordens do chefe? Pode ser. Impor a "disciplina de voto" que não tem qualquer consagração legal ou constitucional? Tudo bem. Contar os votos de quem não está sequer na sala a votar, desde que tenha picado o ponto e presumindo a sua obediência ao partido? É da praxe. Permitir a total promiscuidade entre interesses públicos e privados? É o resultado".
João Paulo Batalha
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Médico acusa indústria farmacêutica: Medicamentos mortais e crime organizado

 ● 11/08/18 coment

Médico acusa indústria farmacêutica

Medicamentos Mortais e Crime Organizado - Como a indústria farmacêutica corrompeu o Sistema de Saúde. Testemunho do médico dinamarquês, Peter Gotzsche, que acusou a Indústria farmacêutica de agir como a Máfia. "Medicamentos Mortais e Crime Organizado - Como a indústria farmacêutica corrompeu o Sistema de Saúde". (7 min.)

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O silêncio torna-nos mais inteligentes, criativos e seguros

 ● 27/10/17 coment

O silêncio é indispensável para regenerar o cérebro


Desde sempre que o silêncio tem sido fonte de estudos e reflexões. Ao mesmo tempo, saturamos os locais onde vivemos com tantos ruídos que é cada vez mais difícil encontrar o silêncio. Isso faz com que muitas pessoas, na ausência de sons, experimentem um abismo dentro si.

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Nos dias de hoje, somos abafados por toneladas de sons absolutamente inúteis.

Actualmente o nosso ouvido está hiperestimulado. O mais grave é que quase todos os estímulos auditivos que recebemos do exterior são alarmantes: carros, motorizadas, burburinhos, máquinas, obras, músicas estridentes, algazarras, apitos... enfim, nada que inspire tranquilidade. Além de incidir no nosso estado emocional, a ciência comprovou que isso também afecta o cérebro.

Segundo uma pesquisa realizada na Alemanha pelo "Research Center for Regenerative Therapies" de Dresden: existem processos cerebrais que só podem ser realizados em silêncio.

Ainda recentemente acreditava-se que os neurónios eram incapazes de se regenerar. Contudo, com o desenvolvimento da neurogénese comprovou-se que o cérebro, afinal, tem capacidade de regeneração. Não está, ainda, totalmente claro o que promove essa regeneração neurológica, mas já existem pistas valiosas a esse respeito e uma delas é o silêncio.

Experiências do silêncio em animais


Os cientistas alemães fizeram uma experiência com um grupo de ratos. A experiência consistia em deixá-los em completo silêncio durante duas horas por dia; ao mesmo tempo observavam os seus cérebros para descobrir se havia alguma mudança.

O resultado foi contundente! Após algum tempo submetidos a esta rotina, observou-se que em todos os ratos estudados houve um crescimento do número de células dentro do hipocampo - a região do cérebro que regula as emoções, a memória e a aprendizagem.

Constataram também que as novas células nervosas se incorporavam progressivamente ao sistema nervoso central, e que logo se especializavam em diferentes funções. Conclusão: o silêncio provocou uma mudança muito positiva no cérebro dos animais.

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O silêncio ajuda a estruturar a informação


O cérebro nunca descansa! Até mesmo quando estamos em estado de calma, completamente quietos ou a dormir, este maravilhoso órgão continua sempre a funcionar. Mas de forma diferente.

Quando o corpo descansa, desenvolvem-se outros processos que completam os que são realizados quando estamos activos. Basicamente, o que acontece é que se produz uma espécie de depuração: o cérebro avalia a informação e as experiências às quais foi exposto durante o dia, depois organiza e incorpora a informação relevante e descarta a que não é importante.

Este processo é completamente inconsciente, mas provoca efeitos no consciente. É por isso que às vezes encontramos respostas durante o sono, ou conseguimos ver as coisas de uma nova perspectiva depois de termos descansado algumas horas. O interessante de tudo isto, é que um processo semelhante também acontece quando estamos em silêncio.

A ausência de estímulos auditivos tem quase o mesmo efeito que o descanso. O silêncio, em geral, leva-nos a pensar em nós mesmos e isso depura as emoções e reafirma a identidade.

Importantes efeitos sobre o stress


O silêncio não só nos torna mais inteligentes, criativos e seguros, mas também tem efeitos muito positivos sobre os estados de angústia.

Os seres humanos são muito sensíveis ao ruído, tanto que por vezes acordamos sobressaltados por um objecto que caiu ou por um som estranho. Uma investigação realizada na Universidade de Cornell, concluiu que as crianças que vivem perto de aeroportos têm um elevado nível de stress. E não só, também têm a pressão arterial mais elevada e apresentam altos índices de cortisol, a hormona do stress.

Felizmente, o contrário também acontece! E isso ficou demonstrado numa investigação da Universidade de Pavia, na qual se concluiu que apenas dois minutos de silêncio absoluto são mais enriquecedores do que ouvir música relaxante. De facto, verificou-se que a pressão sanguínea diminuía, e que as pessoas se sentiam mais despertas e tranquilas após um pequeno banho de silêncio.

Como se vê, o silêncio produz grandes benefícios, tanto intelectuais quanto emocionais. Poderemos afirmar que experimentar o silêncio, ainda que por breves momentos ao dia, é um factor determinante para a saúde do cérebro e, com isso, um elemento decisivo para melhorar o nosso estado emocional, saúde e qualidade de vida.

Edição e adaptação Portugal Glorioso
fonte: A mente é maravilhosa https://amenteemaravilhosa.com.br/silencio-indispensavel-regenerar-cerebro/

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Médico lança alerta: Indústria farmacêutica age como a Máfia

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«Indústria farmacêutica age como o crime organizado», diz pesquisador

O médico dinamarquês Peter Gotzsche, 67 anos, não é homem de meias palavras. Compara a indústria farmacêutica ao crime organizado e considera-a uma ameaça à prática da medicina segura.

"Isto é um facto, não é uma acusação. Ela [a indústria] sabe que determinada acção é errada, criminosa, mas continua fazendo de novo e de novo. É o que a máfia faz. Esses crimes envolvem práticas como forjar evidências e fraudes", diz.

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Professor na Universidade de Copenhague e um dos que ajudaram a fundar a Cochrane (rede de cientistas que investigam a efectividade de tratamentos), acaba de lançar o livro "Medicamentos Mortais e Crime Organizado - Como a indústria farmacêutica corrompeu a assistência médica" (Bookman Editora). Recém traduzida para português, a obra tem causado alvoroço no meio médico.

Gotzsche reconhece os êxitos da indústria no desenvolvimento de drogas para tratar infecções, alguns tipos de cancro, doenças cardíacas, diabetes, mas expõe no livro dados que demonstram falhas na regulação de medicamentos e os riscos que muitos deles causam à saúde.

No início do mês, proferiu uma palestra no congresso mundial de medicina de família (Wonca), que ocorreu no Rio de Janeiro, onde deu uma entrevista à Folha.

O sr. compara a indústria farmacêutica ao crime organizado. É uma acusação muito séria. Já foi processado?

Peter Gotzsche - Não, porque isto é um facto, não é uma acusação. A indústria sabe que determinada acção é errada, criminosa, mas continua fazendo de novo e de novo. É o que a máfia faz. Esses crimes envolvem práticas como forjar evidências, extorsões e fraudes. Está bem documentado.

Eles dizem que os exemplos que cito no meu livro são velhos, que as práticas hoje são outras. Mas é mentira. Eu documentei crimes cometidos pelas dez maiores farmacêuticas entre 2007 e 2012. Esses crimes estão crescendo, e isso não é surpresa.

Por outro lado, a indústria produz drogas que trazem benefícios, certo?

Sim, alguns medicamentos trazem grandes benefícios. mas o meu livro não é sobre os já bem conhecidos benefícios que algumas drogas trazem. O livro é sobre as falhas de todo um sistema, da descoberta, produção, marketing e regulação das drogas.

O sr. é especialmente crítico em relação à área da psiquiatria. Porquê?

As drogas psicotrópicas têm provocado muitos danos aos pacientes e podem se tornar ainda piores quando eles tentam interrompê-las porque aparecem os sintomas da abstinência, mas os psiquiatras muitas vezes negam isso. Eles aprenderam com a indústria farmacêutica que nunca devem culpar a droga, mas sim a doença.

Não conheço outra especialidade médica onde haja tanto excesso de diagnóstico e de tratamento ou onde os danos dos medicamentos sejam tão debilitantes e persistentes em relação aos benefícios. Felizmente, alguns dos psiquiatras já perceberam que a sua especialidade está em crise, então há esperança.

Mas essas drogas passam pelo crivo de agências reguladoras, que levam em conta os riscos e benefícios. Ou não?

Os reguladores têm feito um trabalho muito pobre por diferentes razões. Elas falam com a indústria farmacêutica, mas não falam com os pacientes. Para ter uma nova droga aprovada só é preciso provar que ela é melhor do que placebo, mas os efeitos colaterais não são levados muito em conta.

Esses danos são pouco estudados. Quanto mais se estudar, mais hipóteses haverá de encontrar problemas. Uma droga precisa de ser efectiva e segura, mas isso não acontece em muitos casos.

Qual a saída?

O processo de regulação tem que ser melhorado. É preciso que as agências tenham mais independência e transparência e também encorajar as iniciativas que exponham as ligações das farmacêuticas com médicos e outros profissionais da saúde, associações de pacientes e periódicos científicos.

Qual a principal mensagem para pacientes e médicos?

Não confiem nos estudos publicados pela indústria farmacêutica. Muitas drogas são ineficazes e muito mais perigosas do que as pessoas imaginam. É uma tragédia dupla: as pessoas morrem por causa de medicamentos e muitas vezes nem precisariam deles. Por essa razão, os médicos devem prescrever menos remédios do que fazem hoje.

Veja o video: Medicamentos mortais e crime organizado Testemunho, na primeira pessoa, do Dr. Peter Gotzsche.
Fonte: Folha de S.Paulo - adaptação Portugal Glorioso.
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Máfia do Sangue: Isto já é demasiado grave para ficar no mexerico, diz Clara Alves

 ● 20/12/16 coment

Clara Ferreira Alves: Isto já é demasiado grave para ficar no mexerico»




"NOS ÚLTIMOS ANOS HOUVE COISAS ATERRADORAS E ÚNICAS NA HISTÓRIA DA DEMOCRACIA PORTUGUESA".

Clara Ferreira Alves no "O Eixo do Mal".

"Tivemos um primeiro-ministro com os amigos menos recomendáveis de que há memória. (...) Há aqui um grupo de pessoas que praticava actos de alta corrupção... a este nível e com esta escala, não há memória na História da democracia portuguesa. (...) Há uma pergunta que deve ser feita e que eu gostava de ver respondida: Porque é que a Octapharma contratou José Sócrates?"
video:

Actualização: 9-Nov-2018

Máfia do Sangue. Juiz recusa passar e-mails apreendidos na Operação Marquês

O juiz Ivo Rosa, responsável pela fase de instrução do processo da Operação Marquês, recusou entregar ao Ministério Público os e-mails que tinham sido apreendidos a Paulo Lalanda e Castro, antigo patrão de José Sócrates que chegou a ser arguido neste caso. Esta correspondência serviria de prova no processo Máfia do Sangue.


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O mito do colesterol - Medidas para reduzir o risco cardiovascular

 ● 27/07/15 coment
Se o aumento da taxa de colesterol é um meio que o organismo encontra para se proteger, então baixar a sua taxa com medicamentos não parece boa ideia.

O mito do colesterol

Na luta contra as doenças cardiovasculares, sempre que se pensa em arteriosclerose é admitido, desde há muito tempo, que o culpado é o colesterol que se vai depositando nas artérias, entupindo-as progressivamente a uma velocidade proporcional ao seu nível no sangue. Ora a verdade é que esta teoria não repousa em nenhum dado científico bem sustentado.

Na realidade, não só a investigação comprova que três quartos das pessoas que têm o primeiro ataque cardíaco têm níveis normais de colesterol, como estudos recentes indicam que os tratamentos, em muitas situações, acabam por ser bem mais nocivos.

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Reportando-nos exclusivamente aos problemas cardiovasculares, têm-se negligenciado muitas vezes a importância dos numerosos efeitos secundários provocados pelos tratamentos para baixar o colesterol, essencialmente perda de memória, fraqueza muscular e ligamentosa, impotência sexual e diabetes tipo2, alterações digestivas e hepáticas, dores de cabeça, edemas, vertigens, alterações cognitivas e alergias cutâneas.

No caso das estatinas, drogas que bloqueiam, no fígado, a enzima responsável pela produção do colesterol, essencial para a nossa sobrevivência, talvez nos dias que correm os medicamentos que mais se vendem em todo o mundo, utilizadas para baixar o colesterol total e a fracção LDL do colesterol, (sendo que este último, embora não seja mais que um transportador do colesterol do fígado, onde ele é fabricado, para os tecidos que dele têm necessidade é considerado ridiculamente “mau colesterol”, em contraponto com a fracção HDL, considerada “bom colesterol”, outro mero transportador do mesmo colesterol, dos tecidos que o utilizaram, para o fígado - a sua central de fabrico e reciclagem), o risco de diabetes e obesidade resultante da sua toma foi ainda há pouco tempo denunciado pela comunidade científica.

Assim, em Março de 2012 a Agência Europeia do Medicamentos (EMA) reconheceu a gravidade do efeito diabetogénico das estatinas e recomendou aos laboratórios que os seus efeitos secundários passem a ser claramente anotados nas normas de utilização, norma que, parece, nem sempre cumprida.

Mas não é tudo. Começa a aparecer cada vez mais evidência mostrando que as estatinas pioram também a saúde cardíaca, revelando não só que não seguras como também não são muito eficazes. Um estudo recentemente publicado, revelou, em contraste com o aquilo que é hoje comummente aceite (a redução do colesterol com estatinas diminuem a arterioesclerose), que estas drogas podem, pelo contrário, estimular a arteriosclerose e a insuficiência cardíaca (Expert Review of Clinical Pharmacology.2015 Mar;8(2):189-99).

Alguns mecanismos fisiológicos discutidos no estudo mostraram que as estatinas podem piorar a saúde do coração de várias formas:

- Inibindo a função da vitamina K2, necessária para proteger as artérias da calcificação;

- Danificando a mitocôndria, prejudicando a produção de ATP (responsável pela energia do músculo cardíaco).

- interferindo com a produção de CoQ10, como se referirá mais adiante;

- O mesmo com proteínas contendo selénium, tais como a glutationa peroxidase, cruciais para prevenir o dano oxidativo do tecido muscular.

Considerando todos estes riscos, os autores concluíram que “as epidemias da insuficiência cardíaca e arteriosclerose, quais pragas do mundo moderno, podem ser paradoxalmente agravadas pelo uso difuso de estatinas. Nós propomos que os correntes manuais de tratamento com estatinas sejam criticamente reavaliados”.

No que diz respeito às doenças cardiovasculares, em que o colesterol teima em aparecer como o mau da fita, há uma grande incerteza sobre as suas causas e têm surgido as teorias mais contraditórias.

Sabe-se que aquilo a que se chama “placa” ateromatosa, que reduz o diâmetro das artérias, é principalmente constituída por células compostas pelo tecido muscular liso das artérias (proliferarando anormalmente), cálcio, ferro e colesterol, sendo este minoritário, funcionando como um curativo qual penso reparador do desgaste provocado pela inflamação da parede das artérias, esta sim a verdadeira má da fita nesta questão da formação da placa ateromatosa e da consequente arteriosclerose. Daí a importância do seu biomarcador – a PCR (Proteína C Reativa) – estar abaixo de 0,5. Quem o tem abaixo deste valor pode comer gorduras à vontade.

Sendo assim, se o aumento da taxa de colesterol é um meio que o organismo encontra para se proteger, então baixar a sua taxa com medicamentos, estatinas ou quaisquer outros, não parece boa ideia.

Se as taxas estiverem elevadas, tal deverá ser sempre considerado como um problema essencialmente de estilo de vida, que se corrigirá, prioritariamente, modificando o comportamento e a alimentação (de relevar a toma diária de 3 gramas diários de Ómega 3).

As únicas pessoas que podem tirar partido das estatinas são as que sofrem de hipercolesterolémia familiar, uma doença rara que dá uma taxa elevada de colesterol (para cima de 330) qualquer que seja a alimentação e o modo de vida. Se se tiver que as tomar, dever-se-á tomar também CoQ10 ou ubiquinol, co-enzimas também anti-oxidantes cuja produção está igualmente bloqueada pelas estatinas.

Para reduzir o risco cardiovascular, as melhores medidas a tomar são:


- Substituir a alimentação industrial, transformada e artificial, por alimentos frescos pouco cozinhados, se possível biológicos, cultivados localmente;

- Aumentar o consumo de gorduras boas para a saúde como o abacate, peixes gordos, ovos biológicos inteiros, gordura de noz de coco, nozes, amêndoas, avelãs e azeite, de forma que o rácio entre o ómega 3 e o ómega 6 ande entre 1/1 e 1/5 (e não 1/20 como acontece com a actual alimentação ocidental);

- Optimizar a ingestão de cálcio, magnésio, sódio e potássio, optando sempre que possível por legumes biológicos;

- Monitorar a taxa de vitamina D optando pela exposição ao sol – conseguir-se-ão níveis óptimos com uma exposição de 20 minutos em pelo menos ¾ partes do corpo -, acompanhada de vitamina K2 para evitar a calcificação das artérias;

- Restaurar os níveis hormonais, principalmente da testosterona, com hormonas bio-idênticas;

- Parar de fumar e não beber mais de um copo de vinho tinto por dia;

- Fazer exercício físico regularmente;

- Cuidar da higiene bucal e dentária – as pessoas com má higiene da sua boca têm 70% de risco de desenvolver uma doença cardíaca em contraponto com as pessoas que lavam os dentes pelo menos duas vezes por dia;

-Evitar as estatinas (salvo no caso da hipercolesterolémia familiar), que fazem baixar as taxas de colesterol artificialmente, sem esforço, mas com o risco de numerosos efeitos indesejáveis, como se referiu.

- Melhorar a sensibilidade à insulina – para tal optar por um regime com índice glicémico baixo como a batata-doce (melhor que a batata), o mel (melhor que o açúcar), as leguminosas como as ervilhas, os feijões e as favas (melhor que os cereais).

Com esta finalidade, considerar também o ácido alfa-lipóico (400 mg/dia).

O colesterol é uma molécula natural produzida 70% pelo organismo, principalmente pelo fígado, (os restantes 30% provêm dos alimentos), que o utiliza como um verdadeiro cimento: ao nível dos músculos, para os reparar quando estão fragilizados depois dum exercício físico; ao nível do cérebro, para ajudar os neurónios a melhor comunicar entre si; ao nível das artérias, para as reparar quando são lesadas.

Ele é uma das substâncias mais importantes, não só indispensável à regeneração das células e à formação das suas membranas, à metabolização de vitaminas como a A, D, E e K, à produção de ácidos biliares importantes na digestão das gorduras, essencial, como se disse, para o cérebro (contém cerca de 25 % de todo o colesterol do corpo, sendo critico na formação das sinapses que permitem o pensamento, a aprendizagem e a formação da memória) como à síntese de hormonas tão vitais para a nossa existência como as hormonas sexuais – testosterona, progesterona e estrogéneo (há quem considere que ter taxas de colesterol elevado a partir dos 65 anos é sinal de longa vida e de virilidade...), as hormonas do stress – glucocorticóides como o cortisol, e à mais importante de todas – a vitamina D, como as hormonas sexuais ela também uma hormona esteróide, sendo que uma pele com níveis insuficientes de colesterol não é capaz de a produzir.

Manuel Pinto Coelho - médico, doutorado em Ciências da Educação e diplomado em medicina anti-envelhecimento (fonte: publico).
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