Portugal Glorioso: privatizações
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«Passos Coelho, o privatizador» Paulo Morais

 ● 27/10/17 coment  ●
Passos Coelho está de saída da presidência do PSD e do Parlamento. Irá passar à história.



Passos Coelho irá passar à história como o privatizador.

Como Primeiro-Ministro, foi forte com os fracos, impôs austeridade, baixa de salários, aumentos brutais de impostos. E pareceu tirar nisso algum gozo. Mas foi fraco com os fortes. Permitiu todo o tipo de negócios aos grandes grupos económicos. Privatizou tudo: BPN, EDP e REN, Fidelidade, ANA, CTT, EGF, e também a TAP. Alienou ao desbarato o património público, numa sequência de processos manchados pela promiscuidade entre decisores públicos que venderam e os adquirentes privados. A primeira venda em saldo foi a do BPN aos angolanos.

Veio a seguir a EDP, entregue de mão beijada aos chineses. O conflito de interesses entre privados e públicos nem sequer foi disfarçado. Com a REN, passou-se o mesmo. Resultado: o estado chinês é agora um dos maiores patrões no nosso país e detém, em monopólio, um recurso estratégico vital, a rede eléctrica.

E a saga continuou.

Na alienação da Empresa Geral de Fomento, líder na gestão de resíduos urbanos, o governo foi assessorado pela sociedade de advogados Morais Leitão. E o concurso foi ganho pela Mota-Engil, cujos advogados eram os mesmos. Estranha foi ainda a privatização dos CTT. Lucros garantidos para o novo dono, a Goldman Sachs do social-democrata Luís Arnaut.

Passos Coelho chegou ao ponto de entregar a ANA (Aeroportos e Navegação Aérea) ao grupo Vinci, que poderá exercer o direito de construir o novo aeroporto em Alcochete, onde apenas se pode aceder pela ponte Vasco da Gama, cujo proprietário é... a mesma Vinci.

Passos Coelho foi para mim uma das maiores decepções em toda a minha vida pública. Mas certamente não decepcionou os empresários que foram beneficiados pelos "saldos" de empresas públicas; que certamente irão agora agradecer a Passos Coelho com um lugar na Administração de uma qualquer empresa.

Paulo de Morais
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Água: negócio capturado por interesses económicos gananciosos

 ● 27/04/17 coment  ●
A água, que deveria constituir um serviço público essencial, e que constitui até um direito humano, está pois a transformar-se gradualmente num negócio capturado por interesses económicos gananciosos.



Água: negócio inquinado


A água é a riqueza nacional maior do século XXI. Mas este património colectivo está em vias de ser totalmente transferido para privados.

Nos últimos anos, foram já inúmeros concelhos que alienaram o negócio da distribuição de água, através de malfadadas parcerias público-privadas. Em Paços de Ferreira, Barcelos e muitos outros municípios, os autarcas assinaram contratos ruinosos, garantindo preços elevados na água a pagar pelos consumidores, ao mesmo tempo que se vinculavam a consumos colectivos mínimos.

Os cidadãos começam então a suportar preços elevados; e, quando o consumo não atinge os valores previstos, as Câmaras assumem os custos, a título de indemnizações compensatórias. Neste modelo, os cidadãos pagam sempre: de forma directa, enquanto consumidores, ou indirectamente enquanto contribuintes.

Os concessionários privados garantem rendas fixas num negócio em regime de monopólio. Ainda por cima, num serviço de primeira necessidade, de que os cidadãos não podem ser privados. Sabendo disto, os privados renegociarão os contratos sempre em situação de força, face a entidades públicas vulneráveis.

A agravar tudo isto, alguns contratos são celebrados por prazos obscenos. Em Vila Nova de Gaia, a concessão do serviço já vai em vinte e cinco anos e, em Braga, os parceiros privados da empresa municipal AGERE (nomeadamente a DST) têm rentabilidades obscenas garantidas por cinquenta anos!

É inaceitável que autarcas eleitos por mandatos de apenas quatro anos possam comprometer os orçamentos municipais ao longo de duas gerações.

A água, que deveria constituir um serviço público essencial, e que constitui até um direito humano, está pois a transformar-se gradualmente num negócio capturado por interesses económicos gananciosos.

Paulo de Morais, frentecivica.blogspot.pt/
veja: UE privatiza água em Portugal secretamente!

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Privatizações: Os rostos da promiscuidade absoluta - Paulo Morais

 ● 17/03/16 coment  ●


Paulo Morais na Gulbenkian: Privatizações feitas em total promiscuidade, suspeitos oportunistas. "Isto já é mais do que promiscuidade absoluta, é simples identidade”, remata Morais.
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UE privatiza água em Portugal secretamente!

 ● 17/02/15 coment  ●

Privatização da água está a avançar em Portugal a passos largos, como a UE planeou. Este vídeo é aterrador. Os preços da água privatizada disparam, veja no video os relatos dos utentes. É preciso desmascarar esta situação a todo o custo.- partilhem!

Água - Operação Secreta: UE Promove a Privatização da Água
Já existem em Portugal vários exemplos, (relatados no video) do quanto esta privatização, pode lesar os cidadãos. Na Argentina privatizaram as águas e o resultado foi catastrófico, não cumpriram os contratos nem as obras necessárias, e 800 mil pessoas ficaram sem água potável e 1 milhão sem esgotos. Quando os bens essenciais são privatizados, deixam de ser essenciais, e passam apenas a ser mantidos em zonas lucrativas.
por ZITA PAIVA

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