Portugal Glorioso: submarinos
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Salgado apanhado nas escutas a distribuir os milhões dos submarinos

 ● 19/08/15 coment  ●


Neste vídeo Ricardo Salgado afirma "não saber o que vai acontecer ao processo dos submarinos". Mas agora já sabemos. Por coincidência (ou não), no momento em que o vídeo foi divulgado no Jornal das 8H da TVI, já era público o arquivamento do inquérito por "inexistência de indícios de favorecimento do negócio" e porque os "factos susceptíveis de consubstanciar a prática de crimes de corrupção já se encontram prescritos desde Junho passado", referiu a estação televisiva citando uma publicação da Revista VISÃO. Que conveniente.... e oportuno.

Entretanto, a TVI divulgou outro excerto das gravações, no qual Ricardo Salgado fala dos 14 milhões alegadamente recebidos do construtor Zé Guilherme insistindo que "não recebeu comissão nenhuma" e recusando dar explicações adicionais aos seus pares por se tratar de "um assunto do foro pessoal".
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Cecília Meireles ARRASA Ana Gomes

 ● 17/02/15 coment  ●




A deputada Cecília Meireles intervém na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas Relativos à Aquisição de Equipamentos Militares (EH-101, P-3 Orion, C-295, torpedos, F-16, submarinos, Pandur II) durante a audição de Ana Gomes, deputada ao Parlamento Europeu.
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Negócio dos submarinos rendeu 27 Milhões de euros

 ● 30/01/15 coment  ●


O presidente da ESCOM, Helder Bataglia, confirmou que o negócio dos submarinos rendeu 27 milhões de euros em comissões que foram distribuídas pelo conselho de administraçao da empresa, pela família Espírito Santo e pelo consultor Miguel Horta e Costa. Ouvido no Parlamento, o presidente revelou ainda que os administradores da ESCOM receberam esse valor como bónus pelo trabalho desenvolvido. SICN

Paulo Morais: «Só mesmo no Parlamento português alguém pode assumir um crime e ficar impune»

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«Ana Gomes é mentirosa compulsiva» Paulo Portas

coment  ●

Paulo Portas recusa falar sobre a reunião que teve com Ricardo Salgado antes da queda do BES. Já sobre o pedido de abertura de instrução no caso dos submarinos, feito por Ana Gomes, o vice-primeiro-ministro diz que a socialista é "mentirosa compulsiva".


Entretanto, Ana Gomes respondeu esta tarde às afirmações de Paulo Portas, questionando quem estaria a mentir e publicando no seu Twitter uma citação do processo em que certos documentos, como a comunicação com as Bahamas, são identificadas como não tendo sido localizadas.

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Políticos escaparam à Justiça, mas afundaram-se com os submarinos num lodaçal

 ● 10/01/15 coment  ●

Processo arquivado! A Justiça portuguesa desistiu da acusação de corrupção no negócio dos submarinos. Embora ninguém tenha dúvidas de que houve corrupção. E da grossa. Como não se identificam individualmente os corruptos, então a responsabilidade terá de ser assumida politicamente por todos os governantes com intervenção no processo.

O caso assume múltiplas facetas. Por um lado, houve pagamento de subornos aos decisores da compra, o que foi inequivocamente provado pelos tribunais alemães. Não bastasse a existência de "luvas", o Estado português ainda desperdiçou os milhões a que Portugal tinha direito como contrapartidas. Deveriam ter sido realizadas encomendas a empresas nacionais por parte do consórcio vendedor. Mas, estranhamente, sucessivos governos abdicaram do cumprimento dos contratos. E até o modelo de financiamento da compra foi opaco. Portas exigiu que o BES integrasse o consórcio financiador e permitiu um aumento obsceno das margens de lucros bancárias: mais de 30 por cento. Inexplicavelmente, já na era de Sócrates, o governo afectou mil milhões ao pagamento deste descalabro.

São diversos os tipos de corrupção e envolvem os vários partidos: a compra decorre entre a governação de Guterres e a de Barroso; o financiamento é mal negociado por Portas e a despesa é mal assumida por Sócrates. Finalmente, o desleixo ao nível das contrapartidas é responsabilidade de todos: Guterres, Barroso, Sócrates e Passos.

Está tudo por esclarecer, mas os diferentes protagonistas políticos na área da Defesa apenas têm tido uma preocupação: escapar à Justiça. Enquanto continuam a controlar o setor, através de perversas redes de promiscuidade: o deputado Matos Correia, presidente da comissão parlamentar de Defesa, é advogado na sociedade de Rui Pena, ministro da Defesa de Guterres; José Luís Arnaut, ex-presidente da mesma comissão, é coincidentemente advogado do mesmo escritório.

Processo arquivado! Os políticos escaparam à Justiça, mas afundaram-se com os submarinos num lodaçal.

Paulo Morais
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«Os corruptos gozam de impunidade. Nunca são presos»

 ● 24/11/14 coment  ●
Livres da prisão

Mesmo quando há condenações a prisão efectiva, como aconteceu no caso ‘Face Oculta’, com Armando Vara, este sai em liberdade.



De acordo com os indicadores internacionais, Portugal é um dos países mais corruptos da Europa. Mas é, neste grupo, onde os corruptos gozam de maior impunidade e nunca são presos. E não é porque não haja crimes.

Como em Espanha, há também no nosso país inúmeros crimes urbanísticos, os escândalos sucedem-se: Parque Mayer em Lisboa, Vale do Galante na Figueira, edifício Cidade do Porto. E condenações por cá? Nenhumas… Enquanto isso, em Espanha, num só processo, o Malaya (corrupção urbanística entre Málaga e Ayamonte), foram presos mais de cem autarcas. Até a cantora Isabel Pantoja foi condenada a prisão. Ainda esta semana, houve buscas na casa do filho do poderoso Jordi Pujol e mais dezenas de prisões em Madrid. Mariano Rajoy veio até pedir desculpa pela corrupção que contaminou o partido do poder. Até na Grécia foi provada corrupção na aquisição de submarinos alemães, num processo similar ao português. Os alemães envolvidos foram sentenciados em duras penas, o ex-ministro grego da Defesa foi preso. Mas em terras lusas, apesar de os tribunais germânicos terem evidenciado a corrupção… zero presos.

Esta situação de total impunidade não é obra do acaso. Resulta, em primeiro lugar, da forma como se produz a legislação que controla os grandes negócios. Esta é elaborada, longe do Parlamento, pelas maiores sociedades de advogados, à luz dos interesses dos grandes grupos económicos, onde se podem prever já os crimes e também a forma de os amnistiar. Além disso, os procuradores não dispõem de meios para a investigação criminal. Os recursos para perícias são ridículos, a plataforma informática claudica, os tribunais não têm condições.

Mas, mesmo quando há condenações a prisão efectiva, como aconteceu no caso ‘Face Oculta’, com Armando Vara, este sai em liberdade. Porque o regime penal admite que um qualquer recurso suspenda a execução das penas.Por último, a promiscuidade entre política e negócios. Os políticos mais poderosos são cúmplices dos maiores criminosos de colarinho branco, e estes tornam-se intocáveis. Sabem que os subornos que pagam lhes garantem protecção. Neste jogo de monopólio, os maiores corruptos dispõem do cartão ‘você está livre da prisão’.
Paulo Morais 
CM
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Paulo Morais recomenda: A história completa dos submarinos

 ● 01/05/14 coment  ●



"A história completa dos submarinos. Um negócio ruinoso minado pela corrupção ao mais alto nível. Esta reportagem, emitida esta semana na televisão pública alemã, conta a história que se manteve até aqui no silêncio".  Paulo Morais

Corrupção - A Alma do Negócio
Reportagem de António Cascais para a Televisão Pública Alemã
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