Portugal Glorioso

«Angola a dar lições a Portugal no combate à Corrupção» Paulo Morais

 ● 07/11/19
UMA HUMILHAÇÃO PARA O ESTADO PORTUGUÊS.


Angola recupera mais de 5 mil milhões dólares em activos desviados
The money includes $3bn stolen from the country's sovereign wealth fund, according to the justice minister. (fonte: aljazeera)

O Estado Angolano recuperou CINCO MIL MILHÕES DE DÓLARES que tinham sido desviados, através de crimes de Corrupção e branqueamento de capitais. O Estado português recuperou DEZ MILHÕES DE EUROS, QUINHENTAS VEZES MENOS!

Até já vemos Angola a dar lições ao Estado português no Combate à Corrupção. PIOR É IMPOSSÍVEL.
Paulo de Morais


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Se Oliveira e Costa passar o Natal em liberdade

 ● 06/11/19
... todos os detidos com penas equivalentes (ou menores) devem poder também ir passar o Natal com os familiares. Recordo que Oliveira e Costa foi condenado a 14 anos de cadeia, mas não foi ainda preso. (Paulo Morais)



Dias Loureiro, Oliveira e Costa e Cavaco Silva

Se OLIVEIRA E COSTA passar o Natal em liberdade, todos os detidos com penas equivalentes (ou menores) devem poder também ir passar o Natal com os familiares. É de elementar Justiça.

Recordo que Oliveira e Costa (na foto com os seus gurus políticos) foi CONDENADO a 14 anos de cadeia, mas ... NÃO FOI AINDA PRESO. Nem devolveu um único euro do prejuízo que a burla que dirigiu custou aos portugueses: sete mil milhões (7 000 000 000). Oliveira e Costa presidiu ao BPN, responsável pela "maior burla da história da Justiça portuguesa julgada até ao momento". Continua (e continuará?) tranquilamente a gozar a sua vida, mantém todos os seus privilégios, passará um Natal confortável, com a Família.

Entretanto, há milhares de presos com delitos menores que não passarão o seu Natal em casa, mas sim nos Estabelecimentos prisionais. Além disso, há ainda dois milhões de PORTUGUESES POBRES, que continuam A PAGAR a factura das burlas de Oliveira e Costa & amigos - e que, por isso, terão um Natal mais pobre e mais triste.

Paulo de Morais
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«Luís Amado, dos negócios estrangeiros aos negócios... dos estrangeiros»

Luís Amado é agora chairman da EDP, empregado do Estado chinês. (Paulo Morais)



LUÍS AMADO, dos NEGÓCIOS ESTRANGEIROS AOS NEGÓCIOS... DOS ESTRANGEIROS. Amado foi Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, mas passou a Representante dos NEGÓCIOS DOS ESTRANGEIROS.

É agora chairman da EDP, empregado do Estado Chinês. Antes, presidiu ao Banif, Ainda enquanto diplomata, apadrinhou a entrada dos governantes corruptos da Guiné Equatorial na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, porque, segundo se dizia, os capitais da Guiné Equatorial iriam salvar o Banif, o banco a que presidia.

A entrada na CPLP teria assim uma espécie de jóia de entrada no clube, uns milhões no capital social do Banif. O capital nunca chegou, mas a Guiné Equatorial mantém-se na CPLP. O Banif faliu e foi entregue aos espanhóis do Banco Santander Em Portugal e na CPLP, sempre ao serviço de interesses externos, chineses, equato-guineenses ou espanhóis.

Paulo de Morais
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Negócios suspeitos - Paulo Morais

 ● 19/10/19

O regresso dos grandes negócios com dinheiro do Estado

Partilho o programa 'Negócios da Semana' de 20 de Novembro, em que participei. Em debate José Gomes Ferreira, João Paulo Batalha, Eduardo Dâmaso, Manuel Carvalho e eu. Convido a ver e comentar. Todos os comentários e críticas são bem-vindos.
(Paulo de Morais)




Negócios do Governo sob suspeita - fonte: SIC Noticias
Convidados: Manuel Carvalho, director do Público; Eduardo Dâmaso, director da Sábado; João Paulo Batalha, presidente da Associação Cívica "Integridade e Transparência", e Paulo Morais, professor universitário.



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«Salário mínimo português é dos mais baixos da UE»

Joana Amaral Dias: Portugal foi o 6º país do mundo que mais perdeu poder de compra na última década.



António Costa prometeu um salário mínimo de 750 euros em 2023 e houve quem achasse muito. Sucede que o salário mínimo português é o oitavo mais baixo da UE.

Na Suíça é 3258, no Luxemburgo: 2071. É 21% inferior ao da Grécia e 62% inferior ao da Alemanha. Também muito inferior ao Espanhol, agora de 1050 euros. Aliás, quando foram estabelecidos, o salário mínimo português era 80% do espanhol e agora começa a aproximar-se de apenas metade.

Ora se Portugal foi o 6º país do mundo onde o peso dos rendimentos do trabalho no PIB mais caiu entre 2004 e 2017, isso deve-se sobretudo à redução do emprego, ao fraco crescimento dos salários quando comparado com o aumento da produtividade e à generalização do trabalho precário.

Portanto, 750 em 2023 é pouco, é magro, e importa, entretanto, apostar forte na mudança do paradigma da economia, com mais formação, mais empregos qualificados e melhor gestão!
Joana Amaral Dias


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Paulo Morais: Uma praga que dura há 150 anos!

PROMISCUIDADE: Esta é uma PRAGA que dura há cento e cinquenta anos!


BANCO CRÉDITO PREDIAL (início do séc XX):
O governo e outros altos cargos da Companhia se tornaram um exclusivo dos partidos Regenerador e Progressista. E, como mais nenhum outro, quem mais ordenava na Companhia era José Luciano de Castro, chefe do Partido Progressista – de tal modo assim sucedia que, mesmo quando assumiu cargos de ministro e de Presidente do Conselho, manteve a sua influência sobre a Companhia e legou responsabilidades ao líder do Partido Regenerador, Hintze Ribeiro.

Enquanto os cargos mais relevantes do governo da Companhia eram irmãmente partilhados pelos fiéis dos dois partidos e dos dois líderes políticos, alguns acionistas inquietavam-se e acusavam o Governador José Luciano de Castro (bem como Hintze, seu interino) de "arrastar a Companhia para as manobras políticas da sua convivência". E a elite partidária não queria abrir mão de "um dos mais apetecíveis e rendosos lugares exteriores à política".

Ora Progressistas, ora Regeneradores, o rotativismo na administração era não apenas um fiel retrato da política no país, mas também consequência directa da dança das cadeiras nos governos da nação. (Oliveira, J.D.)
(na foto, Mota Pinto, Paulo Macedo e Marques Mendes, dirigentes do PSD nomeados pelo Governo cessante do PS para a Caixa Geral de Depósitos, no início do Século XXI):
Quando acabará esta promiscuidade? Vamos aguardar mais cem anos?
Paulo de Morais
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«Sócrates foi dos que mais danos causaram ao país» Paulo Morais


(foto TVI: Dias Loureiro a apresentar o livro "O Menino de Ouro" (biografia de Sócrates)
O 'MENINO DE OURO' DE DIAS LOUREIRO
Dias Loureiro declarou-se "emocionado" com o "lado dos afectos" retratado na biografia. Dias Loureiro elogiou-lhe também a "sensatez" e a "prudência" e ainda o seu "optimismo": "O optimismo de Sócrates faz muito bem a Portugal". (fonte DN)

JOSÉ SÓCRATES foi dos que mais danos causaram ao país. A sua governação fica manchada pela corrupção e pela promiscuidade entre interesses privados e gestão pública. Foi no seu consulado que se contratou a maioria das parcerias público-privadas. Neste modelo de negócio, o Governo garantiu aos seus concessionários rentabilidades milionárias a troco de risco... zero!
veja: «Sócrates hipotecou finanças públicas até 2035»
Foi também Sócrates que nacionalizou o Banco Português de Negócios (BPN), assumindo todos os prejuízos (sete mil milhões) e deixando o património intacto na mão dos antigos donos, Oliveira e Costa, Dias Loureiro e amigos. (estão gratos, até hoje).
Sócrates foi primeiro-ministro há dez anos e os casos de corrupção em que esteve envolvido ainda não começaram a ser julgados. Ainda nem sequer se sabe se vai haver julgamento, ainda vamos na instrução! Que Justiça é esta que nunca chega?
Paulo de Morais

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«Ministra da Justiça - atitude inadmissível num Estado de Direito» Paulo Morais


Ministra da Justiça visita mãe cabo-verdiana que abandonou bebé no lixo. "Saio daqui confortada com a ideia de que está tudo a funcionar como devia", disse Francisca Van Dunem.

A Ministra da Justiça, ao visitar a mãe que abandonou bebé no lixo, tomou uma atitude INADMISSÍVEL num Estado de Direito Democrático. A Ministra DESRESPEITA O PODER JUDICIAL, quando se solidariza com um cidadão que foi alvo de uma medida de prisão preventiva, decidida, com independência, por um Juiz de Direito.

E, quando vai verificar, in loco, as condições de tratamento de uma prisioneira em particular, DESRESPEITA TODOS OS PRESOS, os treze mil reclusos que vivem em condições miseráveis, nos diversos Estabelecimentos Prisionais de Portugal, onde nem sequer há uma alimentação condigna e um apoio sanitário digo desse nome.

Porque optou o Governo por apoiar esta reclusa em particular?
Para se mostrar hipocritamente solidário, com uma cidadã que suscita alguma compaixão em parte da opinião pública; e ainda para, aproveitando ainda o facto de a "mãe" ser cabo-verdiana, exibir a cor da pele da Ministra (uma manifestação de puro racismo) como aparente forma de ecumenismo étnico de esquerda. Esta é uma atitude desumana e vil, que deve ser por todos denunciada.

— Paulo de Morais

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Web Summit recebe subsídio público de 11 milhões euros - Joana Amaral

Uma área que se diz o magma do empreendedorismo e do mérito mas depois precisa tanto da mama do Estado. (Joana Amaral Dias)



A Web Summit recebe um subsídio público de 11 milhões de euros anuais e, naturalmente, os lucros de Paddy Cosgrave aumentaram 16 vezes desde que veio para Portugal.

Além disso, desde 2016 que o governo sustenta a chamada Rede Nacional de Incubadoras que dá ajuda financeira a projectos de startups e financia também investidores, frequentemente estrangeiros, que queiram apostar nestas startups. Enfim, uma área que se diz o magma do empreendedorismo e do mérito mas depois precisa tanto da mama do Estado...

Como se não bastasse, a websummit vive à custa de trabalho voluntário, não pago. Este trabalho gratuito ainda lhe rende mais 115 mil euros posto que garante o funcionamento da feira e os voluntários nem sequer recebem ajudas de deslocação e alojamento. Muitos deles - como, aliás muitos dos visitantes da websummit - vão iludidos e acreditam num el dourado, embarcam na cantiga do enriquecimento fácil e rápido da inovação tecnológica, no Euromilhões.

Sucede que uma em cada três startups fecha ao fim de um ano, outro terço fecha antes de fazer sete anos e geram bem mais lucros do que empregos.

Custa ver um governo e uma câmara ditos de esquerda apoiar esta websummit que vive à custa do nosso dinheiro e de trabalho não pago. O papel do Estado na economia tem de passar pelo investimento reprodutivo e não por híbridos de feira das vaidades com casino dona branca tailandês.

Ah, sim. O sr. Websummit disse que Portugal também é uma start up. Iá. Está-se bem. Beam me up, Paddy. E passa para cá 900 anos de história.
Joana Amaral Dias


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Caso Sócrates: Portugal está perante duas perplexidades - Joana Amaral

 ● 17/10/19
Cinco anos depois, após a acusação de 31 crimes e do sumiço de 34 milhões, ainda estamos na fase de instrução.



Cinco anos depois, após a acusação de 31 crimes e do sumiço de 34 milhões supostamente para os bolsos de um ex primeiro ministro, Portugal pasma perante a morosidade do processo na justiça. Mas fica igualmente perplexo perante a decadência de Sócrates que nada tem a apresentar se não a sua bacoca indignação, nenhuma prova a esgrimir ficando-se pelo insulto adjectivante cuspido fácil, nenhuma evidência da sua inocência mas tão só a sua ira, resquício fossilizado dos tempos da prepotência. Preparem-se. Agora vão ser mais quatro dias disto. E ainda nem sequer chegámos ao julgamento. - Joana Amaral Dias

video...

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«A questão é de protagonismo mediático. E ciúmes!» - Paulo Morais

Tudo porque o PCP e Bloco não querem que os pequenos partidos surjam nos telejornais. Esta é que é a verdadeira questão.



Os três partidos com deputados únicos (LIVRE, Iniciativa Liberal e CHEGA) estão impedidos de intervir nos debates quinzenais no Parlamento com o primeiro-ministro. Tudo porque o PCP e Bloco de Esquerda (partido que se alimenta de e para a comunicação social) não querem que os pequenos partidos surjam nos telejornais nos dias em que António Costa vai ao Parlamento - tirando o protagonismo mediático (em declínio) às dirigentes telegénicas do Bloco e ao simpático Jerónimo.

Esta é que é a verdadeira questão. Se fosse para falar no Parlamento, nem haveria problema; mas ter na televisão alguém mais exuberante e excêntrico, ou interessante e cativante do que o Bloco - nem pensar! A questão que aqui se levanta não é de democraticidade parlamentar, mas de protagonismo mediático. E ciúmes!

SUGESTÃO À DIRECÇÃO DA RTP:
Está decidido que os pequenos partidos, com deputados únicos, não vão intervir nos debates quinzenais com o primeiro-ministro. Penso que a RTP poderia corrigir este "entorse" democrático, convidando os partidos "Livre", "Iniciativa Liberal" e "Chega" a comentar o debate quinzenal, no Telejornal desse dia. Não falarão no Parlamento, mas poderiam exprimir as suas ideias na pública RTP.

Seria bom para os Partidos novos, para os telespectadores que ouviriam ideias diferentes, mais frescas e menos maçadoras. Além disso, seria uma manifestação de liberdade por parte de um órgão de comunicação social habitualmente alinhado com o poder. E ainda traria audiência ao canal... Esperemos para TVer.
Paulo de Morais



Adenda 13-11-2019:
Os deputados do Chega, do Iniciativa Liberal e do Livre disporão de um minuto e meio para intervir no debate com António Costa. Venceu o mínimo bom senso, contra a decisão anterior. De quem? De um grupo de trabalho liderado pelo vice-presidente do Parlamento, o bloquista José Manuel Pureza, que havia decidido silenciar parlamentares democraticamente eleitos. Contra a vontade de Pureza, recuperou-se (alguma) pureza da Democracia.
Paulo de Morais
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«Pires Veloso - sempre do lado certo da barricada» Paulo Morais

Tive o gosto e a honra de ser seu Amigo. (Paulo Morais)



O General Pires Veloso (1926—2014), teve o papel central no 25 de Novembro. Defendeu, a partir do Porto, a Liberdade e a Democracia que então perigava. Como hoje, por razões distintas, a Liberdade estava ameaçada.

Pires Veloso esteve, ao longo da vida, sempre do lado certo da barricada.
Antes do 25 de Abril, protegendo os seus soldados das arbitrariedades do regime e das perseguições políticas de que eram alvo. Em S. Tomé, como último Governador, pensando nos interesses de Portugal e do povo são-tomense. Como Comandante da Região Militar Norte, em 1975, defendendo a manutenção da liberdade e da democracia.

Tive o gosto e a honra de ser seu Amigo, aprendi muito nas longas conversas, nas tertúlias que partilhávamos, beneficiei muito dos seus conselhos. Recordo com Saudade um Amigo. Homenageio, um Herói, Patriota, um Exemplo raro de Homem Probo, na Política Nacional.

—Paulo de Morais
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Raquel Varela: O Chega quer proibir o sindicalismo

Escusam de me vir com a conversa da esquerda que não actua – é verdade, a nossa esquerda é deprimente, e o que dizer de um Partido dos animais, numa altura em que as pessoas sofrem mais do que muitos animais...


O Chega quer proibir o sindicalismo

Fui ler o Programa do Chega – propõe a generalização dos despedimentos sem justa causa, e a proibição do sindicalismo, o fim do SNS e da escola pública, está tudo em baixo em link. Depois de enganados pelo PS e pelo PSD, desiludidos pelo PCP e o BE, ou adormecidos pelo PAN, desistindo da humanidade, os portugueses têm este Ventura como um “tipo que diz umas verdades”. Tive a paciência de ler tudo – agradeço a parte cómica em que Ventura defende vender as escolas aos professores…ou dar – caso não possuam poupança para as comprarem…

Salazar era o braço direito do grupo CUF, Mello etc, gente que toda a vida falou de empreendedorismo e viveu na sombra do Estado, enriqueceram única e exclusivamente à custa de baixos salários em Portugal, e trabalho compulsivo nas colónias. Esse tipo de trabalho era garantido com a proibição de sindicatos decretada por Salazar. Salazar estava ameaçado de uma revolução social – a partir da Espanha revolucionária – quando apoiou o líder fascista Rolão Preto, um cão de guarda que ficava com a tarefa de chefiar uma milícia, os camisas azuis, cuja função era – oficial e oficiosamente – perseguir revolucionários ou gente que defendia os direitos do trabalho. Quando Rolão Preto fez o serviço Salazar mandou prendê-lo. Hitler fez o mesmo com as SA, a milícia de homens musculados. Primeiro usou-os para matar dirigentes políticos de esquerda, a seguir mandou matar e prender os membros das SA. Para que pudesse pôr o Estado ao serviço das empresas privadas como a Bayer, Thyssen etc, agora usando o trabalho escravo (campos de concentração) sem a oposição dos lideres revolucionários. Cumprido o serviço sujo pelas SA cadeia com eles, que as empresas têm mais que fazer, é o lucro pá e a culpa era dos comunistas – mata-se e tudo fica impecável, um país sério. Milhares de desempregados, trabalhadores puseram-se, desesperados, ao serviço dos Rolão Preto e das SA, para depois acabarem dizimados, presos, torturados pelos amos que serviram, os seus donos, que os manipularam com a suposta sinceridade da violência e de dizer “umas verdades”.

O programa do Chega tem 16 linhas sobre saúde – prevê a total privatização da saúde e da educação -, e 1 linha – não estou a brincar – é 1 linha, não é 1 página, sobre trabalho. O que diz lá? Proibir o tempo de dedicação dos dirigentes sindicais, mesmo que 1 hora por mês. Todo o tempo, ou seja, trata-se de proibir o sindicalismo em Portugal de facto. Sobre salários miseráveis, condições de trabalho miseráveis, burnout, assédio moral, má alimentação, habitação, tudo relacionado com os baixos salários, zero, está lá escrito zero. Mais à frente noutra secção pode ler-se a defesa dos despedimentos por qualquer razão, sem justa causa. Sobre trabalho há uma linha – proibir os trabalhares de se organizarem. Quem vai ser o Rolão Preto deste Ventura, que enriquecerá á conta do Estado onde, agora na Assembleia, já se instalou?

Aqui vos deixo o link, página 51 – é preciso sublinhar que os media entrevistam este Senhor como se de um político democrata se tratasse.

P.S. Escusam de me vir com a conversa da esquerda que não actua – é verdade, a nossa esquerda é deprimente, e o que dizer de um Partido dos animais, numa altura em que as pessoas sofrem mais do que muitos animais, e o que dizer do mais importante, do PS e do PSD que, no poder, deixaram este Estado de coisas – quem isso não admite não poderá encontrar soluções. Mas mais deprimente é vir um Partido como o Chega defender a flexibilização total dos despedimentos – e em cima disso defender a proibição de os contestar. Isto é capitalismo selvagem mais ditadura, é o come e cala, numa palavra é isso o Chega. Se com os partidos actuais tantos portugueses – justamente- se sentem enganados, que dizer deste advogado bem falante Ventura que os manipula como se fosse um senhor honesto a defender a pátria, e nada mais propõe a não ser a legalização da semi-escravatura que já grassa em tantos locais de trabalho onde de facto os trabalhadores já têm medo de se organizar?
Raquel Varela
https://raquelcardeiravarela.wordpress.com/2019/11/14/o-chega-quer-proibir-o-sindicalismo/
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Trofa: Joana Lima, um caso típico de abuso de poder - Paulo Morais

Como prémio por este percurso, foi agora eleita DEPUTADA.




JOANA LIMA foi presidente de Câmara na Trofa. Entregou as reparações de automóveis camarários a um SOBRINHO, cedeu à sua IRMÃ o fornecimento de flores, deu a exploração do bar das piscinas municipais a um AMIGO. Um caso típico de abuso de poder. Como prémio por este percurso, foi agora eleita DEPUTADA.
Paulo de Morais



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«Talone e Faria Oliveira regulam-se a si mesmos» Paulo Morais


Os REGULADOS QUE SUPERVISIONAM OS SEUS REGULADORES:

João Talone gere a empresa de gestão de fundos "Magnum Capital", cuja actividade é supervisionada pelo Banco de Portugal; Faria de Oliveira preside a Associação Portuguesa de Bancos, que defende os interesses dos bancos, que são também supervisionados pelo Banco de Portugal.

Estes gestores têm a sua actividade supervisionada pela Administração do Banco de Portugal, que é, por sua vez, superiormente aconselhada pelo Conselho Consultivo do Banco de Portugal, coincidentemente integrado por TALONE e OLIVEIRA.

Assim, Talone e Oliveira aconselham aqueles que os supervisionam. São Homens que se regulam a si mesmos, de forma pseudo-"independente", n' UM SISTEMA QUE NÃO REGULA BEM!
Paulo de Morais
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Negócios da China - Miguel Szymanski

 ● 11/10/19
Negócio do Lítio em Portugal

Negócios da China 'as usual'

Miguel Szymanski

Primeiro pensei que fosse uma rábula do Ricardo Araújo Pereira: o contrato de concessão da exploração de lítio, o mais cobiçado minério no país, vai durante os próximos 35 anos para uma empresa que tem a sede numa junta de freguesia do PS?

Depois percebi: este é mesmo um secretário de Estado a fazer o papel de zeloso cumpridor das leis que obrigam um pobre político a entregar o negócio da década a uma empresa de vão de escada ligada de forma pouco transparente a ex-governantes do seu partido.

Finalmente: este é o secretário de Estado que ficou com a pasta da energia porque a EDP, controlada por investidores chineses, se queixou da política do seu antecessor (as queixas foram feitas publicamente por um ex-ministro da Finanças e um ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal que agora representam os interesses chineses na antiga empresa pública e levou à substituição do anterior secretário de Estado que exigia à EDP o pagamento de uma dívida de várias centenas de milhões de euros entretanto perdoada).

Os 'investidores chineses', leia-se Beijing, cobiçam também o lítio.
Agora adivinhem a quem a empresa de vão de escada vai acabar por ceder a sua posição de concessionária em troca de algumas dezenas de milhões euros de lucro imediato "vindo do nada", como sempre neste tipo de negócios?

Comédia burlesca pura a partir do minuto 17 deste Sexta às 9: [ver video].
Miguel Szymanski

Excerto do 'Sexta às 9' [versão integral aqui: ep.2618 Out.19]


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«Aguiar-Branco nunca soube o que são conflitos de interesses» - Paulo Morais

Ou seja, tinha acesso por duas vias à empresa Metro do Porto, que contratava a sua sociedade de advogados.


(foto: JN)

AGUIAR-BRANCO, José Pedro:
A Sociedade de Advogados que dirige desde sempre era contratada pela empresa do METRO DO PORTO, ao mesmo tempo que era deputado no Parlamento e Presidente da Assembleia Municipal do Porto. À época, a tutela da empresa do Metro do Porto era conjunta, entre as câmaras da Área Metropolitana do Porto e o Governo, controlado pelo Parlamento.

Ou seja, tinha acesso por duas vias (Câmara do Porto e Parlamento) à empresa Metro do Porto, que contratava a sua sociedade de advogados. Aguiar-Branco nunca soube o que são conflitos de interesses. Com esta postura, foi mais tarde nomeado Ministro de Santana Lopes e de Passos Coelho.
Paulo de Morais
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Falta de água: ministro do ambiente, absolutamente impotente perante Espanha

Tejo sem água, barragens secas, catástrofe ambiental. E quem nos protege? (Joana Amaral Dias)



Tejo sem água, barragens secas, catástrofe ambiental no Sever e Pônsul. Tudo isto devido às alterações climáticas, a uma crónica falta de monitorização pelo Estado português e às suas dificuldades em defender os nossos interesses perante Espanha.

O ministro do ambiente e o ministro dos negócios estrangeiros mostram-se absolutamente impotentes perante a força espanhola e a ganância das hidroeléctricas. Afinal, se estas não descarregassem água quando querem e lhes apetece, quando lhes dá jeito e não quando serve as populações, não existiram grande parte destes problemas. Aliás, se houvesse regulação seria possível triplicar o caudal.

Assim, estamos a braços com um enorme impacto sobre a fauna e flora, sobre a qualidade de vida nas zonas ribeirinhas, sobre o turismo. E quem nos protege?
Joana Amaral Dias



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«Mesquita continua incólume como se fosse um imperador»

 ● 10/10/19
Mesquita Machado foi, neste ano de 2019, condenado por participação económica.



MESQUITA MACHADO ex- Presidente da Câmara de Braga durante mais de três décadas, foi, neste ano de 2019, condenado por participação económica em negócio no caso da expropriação do quarteirão das Convertidas – propriedade de sua filha (coincidentemente!).

O Tribunal considerou que Mesquita Machado, também arguido em outros processos, teve "intenção directa" de favorecer patrimonialmente a filha, lesando o erário público.

Mesquita Machado tem uma longa carreira política, sempre ligado à corrupção. Já em 1983 (há 36 anos!), por exemplo, se demitia de secretário de Estado do Fomento Cooperativo, na sequência de acusações de corrupção. Mesquita continua incólume, até hoje, como se fosse um imperador!
Paulo de Morais

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Comunidades Intermunicipais? NÃO! - Paulo Morais

Foram criadas no tempo de Durão Barroso e deveriam ter assumido competências de alguns ministérios, que assim seriam extintas.



CIM? NÃO! As Comunidades Intermunicipais (CIM) são organismos públicos inúteis. Inúteis e muito caros. Devem ser extintas. Foram criadas no tempo de Durão Barroso e deveriam ter assumido competências de alguns ministérios e das comissões de coordenação e desenvolvimento regional, que assim seriam extintas.

O modelo foi abandonado pelos governos de Sócrates.

Mas as CIM sobrevivem, mesmo sem competências relevantes. Criam empregos, muitos empregos, encomendam estudos caros aos amigos dos Partidos. Organizam seminários para apresentar estudos e fazem mais estudos para justificar mais seminários. Se fossem extintas, ninguém lhes sentiria a falta.

Paulo de Morais
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