Portugal Glorioso

Depois dos 'Luanda papers', os 'Beijing leaks' - Miguel Szymanski

 ● 12/01/20
Comparado com a dimensão, os métodos e os objectivos da China em Portugal, o "caso Isabel dos Santos" é quase risível.


Depois dos 'Luanda papers', os 'Beijing leaks'

Pequim e os patinhos portugueses em quatro parágrafos:

Será que um dia um 'whistleblower' fará chegar a um consórcio internacional de jornalistas documentos com aquilo que cá em Portugal fingimos que não vemos, como por exemplo a composição dos órgãos sociais da EDP vendida a um grupo financeiro controlado por Beijing (dez ex-ministros do PS, PSD e CDS na gestão, conselho de administração etc) ou com os 'perdões de dívidas' de centenas de milhões de euros pelo Estado português a empresas chinesas?

Da EDP à banca, da Fidelidade à ferrovia, da Mota-Engil ao imobiliário, do minério ao mar Portugal vende-se lentamente à China, ano após ano, mês após mês. Os governos de turno fingem não saber que os fundos e os grupos chineses que investem em Portugal e compram 'vistos gold' têm uma característica comum: a obediência incondicional à estratégia de Beijing.

Será que um dia teremos um 'Beijing leaks' e descobriremos, boquiabertos de indignação, que o Politburo chinês além da violação sistemática dos direitos humanos dirige em Portugal uma máquina de manipulação da opinião pública, de corrupção e de armadilhas financeiras?

Comparado com a dimensão, os métodos e os objectivos da China em Portugal, o "caso Isabel dos Santos" é quase risível. O sistema político-económico, sob pressão externa ou interna, pode sacrificar e deixar cair uma Isabel dos Santos, um Ricardo Espírito Santo Salgado, meia dúzia de gestores ou até um ex-primeiro-ministro sem que o jogo seja interrompido. Mas o peso de Beijing já é tão grande que Portugal se ameaça transformar num bazar chinês à volta de um imenso pagode.

Miguel Szymanski, 23-01-2020
https://www.facebook.com/miguelszymanski/posts/10222186655764188

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«Angola está num beco sem saída» Paulo Morais

O povo angolano, esse, continuará na miséria, sem usufruir das riquezas que lhes pertence. Angola está num beco sem saída.


Isabel dos Santos admite ser candidata à presidência de Angola. A empresária e filha do antigo presidente José Eduardo dos Santos considera que está a ser objeto de perseguição judicial em Luanda para ser neutralizada politicamente. O Tribunal de Luanda arrestou as suas contas bancárias e as suas participações em empresas por considerar que os seus negócios prejudicaram o Estado mais de mil milhões de euros. Vitor Gonçalves entrevistou Isabel dos Santos em Londres. (RTP)

ANGOLA: UM PAÍS, DOIS ESTADOS que se digladiam, um POVO POBRE E NA MISÉRIA.

Há dois Estados em Angola. Um Estado que gira em torno da histórica Sonangol, liderado por Manuel Vicente - que inclui o Presidente João Lourenço, o governo em funções, o banqueiro Álvaro Sobrinho, os seus parceiros chineses e os governantes portugueses.

Um outro é dominado pelo ex-Presidente Eduardo dos Santos, a maioria do MPLA, a própria Isabel dos Santos e os seus amigos russos. Estes grupos irão digladiar, lutar pela supremacia no uso e abuso dos recursos naturais de Angola.

O povo angolano, esse, continuará na miséria, sem usufruir das riquezas que lhes pertence, no grupo dos países com a maior mortalidade infantil no mundo, passando fome, sem presente e - pior! - sem esperança no futuro. Angola está num beco sem saída.

Paulo de Morais
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Bataglia: Uma peça importante para se perceber o Luanda Leaks

Bataglia num negócio de 27 milhões - compra de submarinos aos alemães - desviou 21 milhões. Ou seja, cerca de 80%.



HELDER BATAGLIA, presidente da empresa ESCOM (vendida à SONANGOL), num negócio de 27 milhões - compra de submarinos aos alemães - desviou 21 milhões. Ou seja, cerca de 80%. A isto chama-se administração danosa, o que é crime. No entanto, até hoje a Justiça portuguesa nunca o acusou.

veja: «Só mesmo no Parlamento português alguém pode assumir um crime e ficar impune»

O negócio em questão não era, aliás, um qualquer. Consistia na assessoria à empresa que vendeu submarinos a Portugal, a Ferrostal, em matéria das contrapartidas ao estado português. Estas seriam a compensação à economia nacional decorrente da venda deste material militar.

Pois a assessoria terá sido tão boa que as contrapartidas ainda não apareceram. Dos 27 milhões facturados, Bataglia desviou 16 milhões para a administração e accionistas da Escom e mais cinco para os Espírito Santo. Prejudicou objectivamente a Escom que, com problemas financeiros insolúveis, acabou por ser vendida à SONANGOL.

BATAGLIA afirmou ainda em tempos que os problemas da Escom resultaram de perdas com as explorações de diamantes em Angola. Conseguir ter prejuízos a vender diamantes é obra, o que só se consegue justificar por gestão danosa.

Com sobranceria, Bataglia ainda se assume como precursor das relações económicas entre Angola e China. Mas oculta que o seu parceiro nesta aproximação à China, Sam Pa (entretanto preso na China), então presidente da China Sonangol, está na lista de alvos de sanções económicas dos EUA, por promover a corrupção no tráfico de diamantes. Uma peça importante para se perceber o LUANDA LEAKS (fase 2).
Paulo de Morais

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«Inacreditável. É facílimo traficar crianças na Europa» Joana Amaral

 ● 09/01/20
Como alguns saberão adoptei um bebé de dois anos. Manda a lei que só depois de seis meses seja decretada a adopção plena. É a situação em que nos encontramos.



Sabiam que é facílimo traficar crianças na Europa? É canja. E é escandaloso.

Certamente que todos já ouviram falar sobre este crime hediondo e os supostos esforços da União Europeia para o combater. Contudo, da minha experiência, só posso dizer-vos que é tudo treta.

Como alguns saberão adoptei um bebé de dois anos. Manda a lei que só depois de seis meses da criança estar com os pais adoptivos seja decretada a adopção plena. É a situação em que nos encontramos. Ou seja, durante esta fase para viajar com o Diniz tenho que levar o seu passaporte (onde ainda constam os nomes dos pais biológicos) e um documento emitido pelo tribunal que me declara curadora do menor.

Assim, ao sair e entrar do país, os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras confirmarão que embora não seja mãe "oficial" do menino, sou sua tutora legal. Muito bem.

Sucede que este mês viajámos para Cuba via Madrid e nem uma única vez (a sair de Espanha, a entrar em Cuba, a sair de Cuba ou a entrar em Espanha ) me pediram o referido documento do tribunal.

Portanto, o Diniz tanto podia estar à minha guarda como não estar. Podia estar a ser traficado para exploração laboral, sexual, ou outra coisa qualquer que nunca nenhuma autoridade mostrou qualquer interesse.

Repito - no passaporte dele está o nome da mãe e do pai biológicos. Isto é inacreditável. Supostamente até pais divorciados têm que levar uma autorização do outro progenitor e, todavia, eu sai e entrei no Espaço Schengen com um menor que, no passaporte, não é meu filho, nem sobrinho nem coisa nenhuma, sem qualquer pergunta ou resistência.
Alô, Europa! Está aí alguém?!
Joana Amaral Dias
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«Lobo Xavier também se dedicou à arte. Um artista, portanto!»

 ● 03/01/20

Lobo Xavier é sócio da empresa que vendeu a polémica escultura.

Este comentador e conselheiro de Estado também se dedicou à arte. Um artista, portanto!» (Paulo Morais)



A Câmara de Matosinhos já apresentou uma queixa-crime contra ato de vandalismo sobre a obra A Linha do Mar de Cabrita Reis, que custou à autarquia 300 mil euros. Artista fala em "assinatura política". (Observador)

António LOBO XAVIER é sócio da empresa ARMAZÉM 10 que, por ajuste directo, vendeu esta "obra de arte" à Câmara de Matosinhos - por ajuste directo, claro.

Para além de administrador do BPI, da Mota-Engil, advogado de negócios (e muitas outras) - este comentador e conselheiro de Estado também se dedicou à arte. Um artista, portanto!
Paulo de Morais
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«Alguma coisa de muito grave se passa no Novo Banco»

 ● 02/01/20
O que se passa, afinal, nesta instituição bancária?! (Joana Amaral Dias)



O Novo Banco sobrevive à conta de injecções de dinheiro público mas dá-se ao luxo de perdoar as dívidas ao Rei dos Cogumelos, como já tinha acontecido com a clínica Maló, entre outros. De resto, depois de já termos injectado 7 mil milhões no BES, Ricardo Salgado continua à solta.

Enfim, os contribuintes financiam os delinquentes financeiros que, por sua vez, sustentam alguns delinquentes empresariais que pululam por aí.

No meio disto, o Novo Banco parece um poço sem fundo e o Governo não está nada preocupado em fechar a torneira. Antes pelo contrário e até fez questão que a respectiva auditoria fosse reduzida aos mínimos e se tornasse quase inútil.

O que se passa, afinal, nesta instituição bancária?! Vamos ficando a saber de algumas notícias a conta gotas, como o facto do património do BES ter sido vendido ao desbarato (seguradoras, hotéis, imóveis) dando lucros chorudos aos fundos abutres.

Ou que umas dezenas de milhões decorrentes do processo judicial que estavam à guarda do Novo Banco desapareceram (o juiz Carlos Alexandre já ordenou a sua reposição). Vamos sabendo a espaços mas temos direito a saber tudo. Tudinho. Afinal, só agora vamos injectar nesta podridão mais 600 milhões. Certo?
- Joana Amaral Dias

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Montepio: 'Buraco' de mil milhões

 ● 01/12/19
Joana Amaral Dias: Mais mil milhões para o Montepio. Tudo graças ao delinquente financeiro Tomás Correia que fez do Banco um albergue de patifes...



Mais 700 milhões para o Novo Banco, não é? Pois é. E, em breve, mais mil milhões (no mínimo) para o Montepio. Tudo graças ao delinquente financeiro Tomás Correia (e seus muchachos, vulgo coutada do PS e maçónica) que quando esteve à frente do Banco fez dele um albergue de patifes (em conluio com Salgado e Sócrates), levando a instituição a perdas gigantes e a ser um covil de burlas, luvas e todos o tipo de esquemas.

Depois, este banqueiro avantesma que declarou não conseguir sobreviver com 60 mil euros mensais, também foi um descarrilamento à frente da Mutualista. Agora, ou os seus associados aumentam as suas contribuições, assumem um corte nos benefícios, ou vem a dita intervenção do Estado.
VEJA: Novo administrador do Montepio na lista dos devedores do Banco Portugal
Como o governo já eliminou as primeiras hipóteses e os ratos já começaram a abandonar o navio... No mercado é que não vão financiar-se de certeza posto que os investidores que emprestaram 500 milhões ao BCP a 3,8%, não arriscaram 150 milhões no Montepio, a 10,5%. Enfim, já sabem. Não há dinheiro. Urgências fechadas, saúde pública medíocre, creches atoladas, milhares em risco de pobreza. Se fossem bancos, já tinham sido todos salvos. (Joana Amaral Dias)

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