Portugal Glorioso

«Foi você que pediu este orçamento?» Joana Amaral

 ● 21/01/20

Convidado especial

A esquerda queixa-se do populismo depois de o ter convidado para jantar.
Joana Amaral Dias



Foi você que pediu este orçamento? Quem se sente representado quando o maior instrumento político conserva e aumenta os privilégios dos poderosos e castiga os que menos têm?

Desde logo continuam as injecções de capital nos bancos delinquentes financeiros, desde o BES ao BPN. Sim, leu bem, os de Ricardo Salgado e de Oliveira e Costa, sendo que ambos continuam soltos por aí.

Pois, uma das maiores rubricas deste orçamento, como habitualmente, refere-se às despesas excepcionais, 7 mil milhões que passam quase sem escrutínio, mesmo que seja uma verba superior à da Justiça, por exemplo.

Também continuam as ruinosas parcerias público-privadas, uma hemorragia dos cofres públicos que este governo quer até engrossar. Enquanto isso, a electricidade continua a ser taxada como bem de luxo (não admira que ainda se morra de frio), não se vinca a progressividade do IRS nem o englobamento dos rendimentos para promover maior equidade.

Também não consta a reposição do investimento público (lá vem mais degradação do serviço nacional de saúde). Claro que para manter esta aberração nada melhor do que o défice de meios na PJ e no combate à corrupção.

Enfim, a esquerda deixou passar e amanhã estará a carpir o aumento da extrema direita. Queixa-se do populismo depois de o ter convidado para jantar.
Joana Amaral Dias

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A NOS-Comunicações e o Luanda Leaks

Como é Lobo Xavier presidente da Comissão de Ética? Um artista dos negócios e da política. ÉTICA? (Paulo Morais)



A NOS-COMUNICAÇÕES E O LUANDA LEAKS:
Os administradores da NOS envolvidos na investigação, entre os quais o advogado de Isabel dos Santos, vão ser ouvidos pelas comissões de ética e "governance" na próxima semana. Mas... A COMISSÃO DE ÉTICA DA NOS É PRESIDIDA POR... ANTÓNIO LOBO XAVIER.

Lobo Xavier, que é conselheiro de Estado, a convite do Presidente, defende os interesses da Mota Engil, em Portugal e em Angola, de que é administrador.

É advogado na Morais Leitão, escritório de advogados que defende Manuel Vicente, no processo Fizz ou José Penedos, no Face Oculta.

É também vice-Presidente do BPI, onde defende os interesses espanhóis do CaixaBank.

Fala semanalmente na "Circulatura do Quadrado", onde contracena com Jorge Coelho, também da Mota-Engil. A sua posição de comentador e de conselheiro é um lugar privilegiado para defender os interesses dos clientes da sua sociedade advogados, da Mota, de angolanos corruptos ou de banqueiros espanhóis.

Como é Lobo Xavier presidente da Comissão de Ética?
Como ele bem diz - e sabe! -"existem redes mafiosas de tráfico de influência" na política. Um artista dos negócios e da política. ÉTICA?
Paulo de Morais


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Marques Mendes, comentador ou presidente da Assembleia da Caixa-Angola?

Ao comentar assuntos de Angola, deveria declarar este conflito de interesses. Para não fazer dos telespectadores estúpidos. (Paulo Morais)



Luís Marques Mendes atacou a angolana Isabel dos Santos, declarando que esta “fica literalmente cercada do ponto de vista judicial e mediático”, colocando-se do lado do Governo actual de Angola. Estaria tudo muito bem. Mas... foi esta uma opinião independente de comentador? Ou uma sessão de "graxa e manteiga" do Presidente da Assembleia da Caixa-Angola (o próprio Marques Mendes) a João Lourenço, com quem a Caixa Angola precisa de manter boas relações e desenvolver negócios?

Marques Mendes, ao comentar assuntos de Angola, deveria declarar este conflito de interesses. No mínimo, para não fazer dos telespectadores da SIC estúpidos.

Adenda 26-01-2020: 
Marques Mendes é membro dos órgãos sociais da Caixa Geral de Angola. Esqueceu-se de fazer essa declaração de interesses, ao comentar Angola, o Luanda Leaks (e a própria Caixa) na SIC. Mas não se esqueceu de elogiar o novo regime de Angola. Um esquecimento selectivo.

ANGOLA CONNECTION 1: Luis Marques Mendes, como jurista, integra a Sociedade ABREU Advogados, com escritório (Desk) em Luanda (lmm@abreuadvogados.com). É ainda membro dos órgãos sociais da Caixa Geral de Angola. Com tantos interesses em Luanda , a sua opinião sobre Angola e "Luanda leaks" é informada. Mas não é certamente independente!
Paulo de Morais
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Escolhe a Árvore Europeia de 2020

 ● 20/01/20

Este castanheiro representa Portugal no concurso Árvore Europeia de 2020. Votações ainda se encontram a decorrer.


Castanheiro de Vales
ESPÉCIE: CASTANHEIRO (CASTANEA SATIVA)
IDADE: 1 000 ANOS
REGIÃO: TRESMINAS, VILA POUCA DE AGUIAR, VILA REAL, PORTUGAL.
Entre paisagens agrícolas e florestas de encantar chegamos à aldeia de Vales onde encontramos um magnífico castanheiro. Com 4,5 m de largura do tronco é uma das mais grossas árvores do nosso país, cuja cavidade do tronco guarda muitas histórias do tempo em que o castanheiro era local das brincadeiras de crianças e se tornou memória de gerações de adultos. Admite-se que o castanheiro tenha mais de mil anos e tenha sido cultivado pelos romanos nos tempos em que ali exploravam as minas de ouro. (fonte:ambiente-magazine)

VOTAÇÕES PARA A ÁRVORE EUROPEIA DE 2020 AINDA SE ENCONTRAM A DECORRER

Depois de dois anos consecutivos no pódio do Tree of the Year, encontra-se a decorrer a eleição da Árvore Europeia do Ano 2020, com o Castanheiro de Vales a representar Portugal. De acordo com a nota enviada à imprensa, esta 10.ª edição do concurso europeu conta com a participação de 16 países.

Durante o mês de Fevereiro, todos podem escolher a árvore preferida através de um sistema de votação online e cada votante selecciona duas árvores para a Árvore Europeia do Ano.

Segundo os resultados mais recentes, o Castanheiro de Vales ocupa o 6.º lugar com 10 731 votos. Em 1.º lugar está o Guardião da Vila Inundada, da República Checa, com 30 105 votos. A partir do dia 23 e até ao final das votações os resultados estarão ocultos.

O concurso Tree of the Year valoriza a importância das árvores no património natural e cultural da Europa bem como os ecossistemas que estas providenciam. O concurso não procura a árvore mais bonita, mas aquela que tem uma história enraizada na vida e no trabalho das pessoas e da comunidade que a envolve.

Para votar na árvore portuguesa, pode fazê-lo aqui.


video reportagem SIC Noticias.

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«O advogado de Azeredo Lopes: o ideal para o caso Tancos»

Germano Marques da Silva, um advogado de armas.


Foto DN | Edição PG.

O Advogado de Azeredo Lopes, Germano Marques da Silva (aqui juntos) facturou ao tristemente famoso GRUPO LENA 413.895 Euros, em troca de serviços jurídicos que nunca prestou às empresas do Grupo.

UM ADVOGADO... DE ARMAS. O ideal para o caso "Tancos".

Paulo de Morais

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«Liga deverá cessar já este contrato com a NOS» Paulo Morais

A MAIOR PATROCINADORA DA LIGA é ISABEL DOS SANTOS, através da NOS. A bem da decência: ou Isabel dos Santos sai da NOS ou a Liga deve rejeitar o patrocínio.



ISABEL DOS SANTOS é a MAIOR PATROCINADORA DA PRIMEIRA LIGA DE FUTEBOL PORTUGUÊS, através da NOS.

Na NOS, a accionista de referência é Isabel dos Santos e os administradores mais importantes estão também envolvidos no escândalo "LUANDA LEAKS": O PRESIDENTE DA NOS, ​Jorge Brito Pereira, os Administradores ​Mário Leite da Silva e Paula Oliveira estão no centro do furacão do desvio de dinheiros da Sonangol.

São ainda administradores na NOS os serventuários de confiança de Isabel, a saber, ​António Domingues e Lobo Xavier. A NOS tem a cara e a gestão de Isabel dos Santos.

A Liga de Clubes deverá, a bem da decência, cessar já este contrato de patrocínio. Os adeptos de futebol, os espectadores, dirigentes e comentadores que tanto exigem a verdade desportiva (e bem!), devem também exigir transparência financeira (nos negócios do futebol) e patrocinadores "limpos". O peso social do fenómenos futebolístico assim o exige: ou Isabel dos Santos sai da NOS ou a Liga deve rejeitar o patrocínio.
Paulo de Morais
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A gestão que destrói o SNS - Testemunho de um médico, que manterei anónimo

 ● 16/01/20

Raquel Varela: «A gestão que destrói o SNS e o país»



"Hoje fui chamado à parte pelo Director de Serviço. Parece que continuo na lista vermelha de quem imprime as prescrições. Mas continuo e continuarei a fazê-lo, excepto nas doentes quase saudáveis com pouca medicação ou que tenham apreendido bem a mensagem. Sem qualquer exaltação, expliquei que já tenho uma lista de livros extra-medicina preparados e que for decidida alguma pena preferia a prisão. Com condescendência, o meu Director apenas rematou: “mas tenha cuidado, porque nos monitorizam e pode ter consequências”. Apesar de tudo fiquei contente: consegui com a minha resposta que a conversa terminasse agradavelmente e no imediato.

Recordei então que há uns meses, tinha circulado em todo o hospital uma mensagem carinhosa do Serviço de Informática, na qual eu e uns quantos colegas (de várias especialidades), tínhamos sido advertidos com uma listagem, colorida com as cores do semáforo, conforme o nosso bom comportamento na impressão de receituário. No final, vinha uma nota para explicarmos o porquê de muitos de nós figurarmos na triste percentagem correspondente ao vermelho. Felizmente, da grande maioria que se encontra neste barco, houve um sorriso.

Da parte de uma colega, seguiu ainda uma resposta, enumerando os vários porquês: doentes que não recebem a mensagem telefónica (nos recantos do hospital a rede por vezes não é a mais adequada), doentes envelhecidos, doentes com menor literacia (uma vez que a mensagem telefónica não explica a posologia, ficando os doentes à mercê de boas ou más farmácias). Mas sinceramente já acho estas explicações um esforço inglório.

Registamos assim no presente um upgrade, pela teimosia de mantermos o nosso comportamento para melhor defesa do doente, em que saltamos da interpelação dos próprios para acções via direcções de Serviço. Mascaradas de boas intenções, com promessas de ganhos em qualidade e saúde, não há na verdade uma procura de efectivas soluções, como simples acções de melhoria de redes ou aquisição de novos computadores... subsiste apenas a busca de um controlo coercivo de um comportamento, com o objectivo último e cimeiro de atingir a liderança nos “hospitais sem papel”. Quem sabe para concorrer e ganhar este ano um prémio de eficiência da tutela. Afinal não é para isso que todos trabalhamos?"
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Nota minha como investigadora: 
Este testemunho revela a introdução de métodos de gestão das fábricas automóveis nos Hospitais para vigiar e controlar os actos médicos, retirando capacidade de autonomia aos médicos; se não resistirem – como fez este médico – o caminho é a baixa auto-estima, perda de sentido do trabalho, depressão, burnout; revela a intenção de minar equipas, com o “vermelho” a ser conhecido de todos os outros, na realidade é uma mistura de perda de confiança uns nos outros, e um tipo de denúncia que configura algo como assédio moral colectivo, inculcando medo nos que não cumpram; responsabiliza o médico resistente por “consequências” para toda a unidade, ele pode ser responsável pela diminuição de financiamento, ou outras represálias por não cumprir o exigido; releva que o trabalho vivo, e real, nunca é igual ao trabalho prescrito – se este médico cumprir o que lhe foi exigido pela gestão não consegue tratar bem os seus doentes; revela enfim, politicamente, que a gestão profissional é um desastre em termos de utilização de recursos.

Na verdade revela o seguinte: o valor de uso (tratar bem um doente) é incompatível com o valor de troca (fazer os hospitais dar lucro directo ou indirecto, na famosa “contenção de custos”, que é o alimento dos juros hiper lucrativos da dívida pública – daí o remate final do médico “estamos a trabalhar para o prémio da tutela”).

Gosto sempre de citar o professor Coimbra de Matos, que muito nos tem ensinado na equipa de estudo das condições de trabalho, quando diz que “é preciso uma revolução contra a violência”, explicando que esta violência e este caos diário, a competição e a desconfiança, em vez da cooperação. minam a vida e a saúde mental dos profissionais, e a revolução – dizer não – é um tempo de empoderamento e reacção organizada das pessoas a este caos. Ele diz mais, as pessoas com saúde mental não se adaptam a maus ambientes, mudam-nos.
Raquel Varela
https://raquelcardeiravarela.wordpress.com/2020/01/15/a-gestao-que-destroi-o-sns-e-o-pais/


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Humilhação merecida! Marcelo abandalhou a função presidencial

 ● 12/01/20
Esta CAPA é uma humilhação para Marcelo. Humilhação merecida. (Paulo Morais)



Imagem revista VISAO | 2020-01-09 | Edição PG.

Esta CAPA/notícia é uma HUMILHAÇÃO para Marcelo Rebelo de Sousa. HUMILHAÇÃO merecida. Marcelo banalizou (abandalhou) a função presidencial.

Justifica (e legitima) que qualquer famoso "artista da TV ou da cassete pirata" lhe queira disputar o lugar. Pôs-se a jeito.
Paulo de Morais


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Depois dos 'Luanda papers', os 'Beijing leaks' - Miguel Szymanski

Comparado com a dimensão, os métodos e os objectivos da China em Portugal, o "caso Isabel dos Santos" é quase risível.


Depois dos 'Luanda papers', os 'Beijing leaks'

Pequim e os patinhos portugueses em quatro parágrafos:

Será que um dia um 'whistleblower' fará chegar a um consórcio internacional de jornalistas documentos com aquilo que cá em Portugal fingimos que não vemos, como por exemplo a composição dos órgãos sociais da EDP vendida a um grupo financeiro controlado por Beijing (dez ex-ministros do PS, PSD e CDS na gestão, conselho de administração etc) ou com os 'perdões de dívidas' de centenas de milhões de euros pelo Estado português a empresas chinesas?

Da EDP à banca, da Fidelidade à ferrovia, da Mota-Engil ao imobiliário, do minério ao mar Portugal vende-se lentamente à China, ano após ano, mês após mês. Os governos de turno fingem não saber que os fundos e os grupos chineses que investem em Portugal e compram 'vistos gold' têm uma característica comum: a obediência incondicional à estratégia de Beijing.

Será que um dia teremos um 'Beijing leaks' e descobriremos, boquiabertos de indignação, que o Politburo chinês além da violação sistemática dos direitos humanos dirige em Portugal uma máquina de manipulação da opinião pública, de corrupção e de armadilhas financeiras?

Comparado com a dimensão, os métodos e os objectivos da China em Portugal, o "caso Isabel dos Santos" é quase risível. O sistema político-económico, sob pressão externa ou interna, pode sacrificar e deixar cair uma Isabel dos Santos, um Ricardo Espírito Santo Salgado, meia dúzia de gestores ou até um ex-primeiro-ministro sem que o jogo seja interrompido. Mas o peso de Beijing já é tão grande que Portugal se ameaça transformar num bazar chinês à volta de um imenso pagode.

Miguel Szymanski, 23-01-2020
https://www.facebook.com/miguelszymanski/posts/10222186655764188

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«Angola está num beco sem saída» Paulo Morais

O povo angolano, esse, continuará na miséria, sem usufruir das riquezas que lhes pertence. Angola está num beco sem saída.


Isabel dos Santos admite ser candidata à presidência de Angola. A empresária e filha do antigo presidente José Eduardo dos Santos considera que está a ser objeto de perseguição judicial em Luanda para ser neutralizada politicamente. O Tribunal de Luanda arrestou as suas contas bancárias e as suas participações em empresas por considerar que os seus negócios prejudicaram o Estado mais de mil milhões de euros. Vitor Gonçalves entrevistou Isabel dos Santos em Londres. (RTP)

ANGOLA: UM PAÍS, DOIS ESTADOS que se digladiam, um POVO POBRE E NA MISÉRIA.

Há dois Estados em Angola. Um Estado que gira em torno da histórica Sonangol, liderado por Manuel Vicente - que inclui o Presidente João Lourenço, o governo em funções, o banqueiro Álvaro Sobrinho, os seus parceiros chineses e os governantes portugueses.

Um outro é dominado pelo ex-Presidente Eduardo dos Santos, a maioria do MPLA, a própria Isabel dos Santos e os seus amigos russos. Estes grupos irão digladiar, lutar pela supremacia no uso e abuso dos recursos naturais de Angola.

O povo angolano, esse, continuará na miséria, sem usufruir das riquezas que lhes pertence, no grupo dos países com a maior mortalidade infantil no mundo, passando fome, sem presente e - pior! - sem esperança no futuro. Angola está num beco sem saída.

Paulo de Morais
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Bataglia: Uma peça importante para se perceber o Luanda Leaks

Bataglia num negócio de 27 milhões - compra de submarinos aos alemães - desviou 21 milhões. Ou seja, cerca de 80%.



HELDER BATAGLIA, presidente da empresa ESCOM (vendida à SONANGOL), num negócio de 27 milhões - compra de submarinos aos alemães - desviou 21 milhões. Ou seja, cerca de 80%. A isto chama-se administração danosa, o que é crime. No entanto, até hoje a Justiça portuguesa nunca o acusou.

veja: «Só mesmo no Parlamento português alguém pode assumir um crime e ficar impune»

O negócio em questão não era, aliás, um qualquer. Consistia na assessoria à empresa que vendeu submarinos a Portugal, a Ferrostal, em matéria das contrapartidas ao estado português. Estas seriam a compensação à economia nacional decorrente da venda deste material militar.

Pois a assessoria terá sido tão boa que as contrapartidas ainda não apareceram. Dos 27 milhões facturados, Bataglia desviou 16 milhões para a administração e accionistas da Escom e mais cinco para os Espírito Santo. Prejudicou objectivamente a Escom que, com problemas financeiros insolúveis, acabou por ser vendida à SONANGOL.

BATAGLIA afirmou ainda em tempos que os problemas da Escom resultaram de perdas com as explorações de diamantes em Angola. Conseguir ter prejuízos a vender diamantes é obra, o que só se consegue justificar por gestão danosa.

Com sobranceria, Bataglia ainda se assume como precursor das relações económicas entre Angola e China. Mas oculta que o seu parceiro nesta aproximação à China, Sam Pa (entretanto preso na China), então presidente da China Sonangol, está na lista de alvos de sanções económicas dos EUA, por promover a corrupção no tráfico de diamantes. Uma peça importante para se perceber o LUANDA LEAKS (fase 2).
Paulo de Morais

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«Inacreditável. É facílimo traficar crianças na Europa» Joana Amaral

 ● 09/01/20
Como alguns saberão adoptei um bebé de dois anos. Manda a lei que só depois de seis meses seja decretada a adopção plena. É a situação em que nos encontramos.



Sabiam que é facílimo traficar crianças na Europa? É canja. E é escandaloso.

Certamente que todos já ouviram falar sobre este crime hediondo e os supostos esforços da União Europeia para o combater. Contudo, da minha experiência, só posso dizer-vos que é tudo treta.

Como alguns saberão adoptei um bebé de dois anos. Manda a lei que só depois de seis meses da criança estar com os pais adoptivos seja decretada a adopção plena. É a situação em que nos encontramos. Ou seja, durante esta fase para viajar com o Diniz tenho que levar o seu passaporte (onde ainda constam os nomes dos pais biológicos) e um documento emitido pelo tribunal que me declara curadora do menor.

Assim, ao sair e entrar do país, os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras confirmarão que embora não seja mãe "oficial" do menino, sou sua tutora legal. Muito bem.

Sucede que este mês viajámos para Cuba via Madrid e nem uma única vez (a sair de Espanha, a entrar em Cuba, a sair de Cuba ou a entrar em Espanha ) me pediram o referido documento do tribunal.

Portanto, o Diniz tanto podia estar à minha guarda como não estar. Podia estar a ser traficado para exploração laboral, sexual, ou outra coisa qualquer que nunca nenhuma autoridade mostrou qualquer interesse.

Repito - no passaporte dele está o nome da mãe e do pai biológicos. Isto é inacreditável. Supostamente até pais divorciados têm que levar uma autorização do outro progenitor e, todavia, eu sai e entrei no Espaço Schengen com um menor que, no passaporte, não é meu filho, nem sobrinho nem coisa nenhuma, sem qualquer pergunta ou resistência.
Alô, Europa! Está aí alguém?!
Joana Amaral Dias
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«Lobo Xavier também se dedicou à arte. Um artista, portanto!»

 ● 03/01/20

Lobo Xavier é sócio da empresa que vendeu a polémica escultura.

Este comentador e conselheiro de Estado também se dedicou à arte. Um artista, portanto!» (Paulo Morais)



A Câmara de Matosinhos já apresentou uma queixa-crime contra ato de vandalismo sobre a obra A Linha do Mar de Cabrita Reis, que custou à autarquia 300 mil euros. Artista fala em "assinatura política". (Observador)

António LOBO XAVIER é sócio da empresa ARMAZÉM 10 que, por ajuste directo, vendeu esta "obra de arte" à Câmara de Matosinhos - por ajuste directo, claro.

Para além de administrador do BPI, da Mota-Engil, advogado de negócios (e muitas outras) - este comentador e conselheiro de Estado também se dedicou à arte. Um artista, portanto!
Paulo de Morais
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«Alguma coisa de muito grave se passa no Novo Banco»

 ● 02/01/20
O que se passa, afinal, nesta instituição bancária?! (Joana Amaral Dias)



O Novo Banco sobrevive à conta de injecções de dinheiro público mas dá-se ao luxo de perdoar as dívidas ao Rei dos Cogumelos, como já tinha acontecido com a clínica Maló, entre outros. De resto, depois de já termos injectado 7 mil milhões no BES, Ricardo Salgado continua à solta.

Enfim, os contribuintes financiam os delinquentes financeiros que, por sua vez, sustentam alguns delinquentes empresariais que pululam por aí.

No meio disto, o Novo Banco parece um poço sem fundo e o Governo não está nada preocupado em fechar a torneira. Antes pelo contrário e até fez questão que a respectiva auditoria fosse reduzida aos mínimos e se tornasse quase inútil.

O que se passa, afinal, nesta instituição bancária?! Vamos ficando a saber de algumas notícias a conta gotas, como o facto do património do BES ter sido vendido ao desbarato (seguradoras, hotéis, imóveis) dando lucros chorudos aos fundos abutres.

Ou que umas dezenas de milhões decorrentes do processo judicial que estavam à guarda do Novo Banco desapareceram (o juiz Carlos Alexandre já ordenou a sua reposição). Vamos sabendo a espaços mas temos direito a saber tudo. Tudinho. Afinal, só agora vamos injectar nesta podridão mais 600 milhões. Certo?
- Joana Amaral Dias

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Montepio: 'Buraco' de mil milhões

 ● 01/12/19
Joana Amaral Dias: Mais mil milhões para o Montepio. Tudo graças ao delinquente financeiro Tomás Correia que fez do Banco um albergue de patifes...



Mais 700 milhões para o Novo Banco, não é? Pois é. E, em breve, mais mil milhões (no mínimo) para o Montepio. Tudo graças ao delinquente financeiro Tomás Correia (e seus muchachos, vulgo coutada do PS e maçónica) que quando esteve à frente do Banco fez dele um albergue de patifes (em conluio com Salgado e Sócrates), levando a instituição a perdas gigantes e a ser um covil de burlas, luvas e todos o tipo de esquemas.

Depois, este banqueiro avantesma que declarou não conseguir sobreviver com 60 mil euros mensais, também foi um descarrilamento à frente da Mutualista. Agora, ou os seus associados aumentam as suas contribuições, assumem um corte nos benefícios, ou vem a dita intervenção do Estado.
VEJA: Novo administrador do Montepio na lista dos devedores do Banco Portugal
Como o governo já eliminou as primeiras hipóteses e os ratos já começaram a abandonar o navio... No mercado é que não vão financiar-se de certeza posto que os investidores que emprestaram 500 milhões ao BCP a 3,8%, não arriscaram 150 milhões no Montepio, a 10,5%. Enfim, já sabem. Não há dinheiro. Urgências fechadas, saúde pública medíocre, creches atoladas, milhares em risco de pobreza. Se fossem bancos, já tinham sido todos salvos. (Joana Amaral Dias)

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Portugal perde 620 milhões com fuga fiscal das multinacionais

 ● 26/11/19
Estado português fecha os olhos às multinacionais e perde milhões de euros em impostos que ficam por cobrar.



Não há dinheiro para a saúde ou para descongelar carreiras, não é? Mas há dinheiro para fechar os olhos à fuga fiscal das multinacionais.

Portugal perde mais de 620 milhões de euros por ano - 11% da receita em IRC - em impostos sobre as empresas para paraísos fiscais na UE, com o Luxemburgo, a Irlanda ou Holanda. Isto enquanto acossa os pequenos Empresários e os contribuintes em geral.

E, mesmo assim, o Governo português bloqueia a lei que poderia evitar essa sangria, essas manobras de transferência de lucros.

Isto é, há uma directiva europeia de 2017 que obriga as grandes empresas a declarar publicamente os seus volumes de negócios e impostos pagos em todos os países em que operam, aumentando o escrutínio do planeamento fiscal agressivo que, frequentemente, é eufemismo para fraude.

Entre esses Estados que impedem este necessário progresso estão alguns dos mais conhecidos "refúgios fiscais" europeus: Malta, Chipre, Irlanda, Luxemburgo. E... Portugal. Bonito.
Joana Amaral Dias

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Temos a maior fuga para offshores e o maior aumento de milionários - Joana Amaral

Enquanto isso, os ricos fogem aos impostos e, pior ainda, impõem o dividir para reinar, colocam roto contra nu, pobre contra remediado.


Estocolmo português

São os assalariados e os pensionistas que pagam Portugal.
Joana Amaral Dias


Portugal é o terceiro país da UE que mais desvia dinheiro para offshores. E o número de milionários lusos aumentará 49% até 2024, um crescimento só superado por três nações (e que nem significa mais riqueza - há apenas uma enorme subida do valor do imobiliário).

Se já sabíamos que são salários e pensões que cobrem 90% da receita de IRS, não sobram dúvidas: são os trabalhadores, os pequenos empresários, os reformados, que redistribuem entre si a pouca riqueza que auferem. São os assalariados e os pensionistas que pagam Portugal. A poderosa máquina debulhadora fiscal é mole e distraída com uns, pai tirano e exterminador implacável com outros. Paraísos fiscais para os privilegiados, infernos tributários para quem trabalha.

Pois é. Enquanto isso, os ricos queixam-se da carga fiscal, fogem aos impostos e, pior ainda, impõem o dividir para reinar, colocam roto contra nu, pobre contra remediado. Se entre 2001 e 2016 foram desviados 50 mil milhões pelos mais abonados, a base da pirâmide alimentar, o mexilhão, continua a repetir que o problema é o RSI, os emigrantes, ciganos, desempregados, funcionários públicos.

Temos a maior fuga para offshores e o maior aumento de milionários. Mas também é entre os portugueses que há maior prevalência do Síndrome de Estocolmo.
Joana Amaral Dias
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Transparência tratada à porta fechada: Não faltava mais nada - Joana Amaral

 ● 15/11/19
Transparência tratada à porta fechada no Parlamento



No parlamento, a comissão da transparência quer reuniões à porta fechada. Isto seria cómico se não fosse trágico. Enfim, na anterior legislatura, esta comissão passou mais de 1000 dias sem fazer raspas, zero, nadica e, já na recta final, mais ou menos à sorrelfa, lá passou uns diplomas que, no que toca a conflitos de interesses, prestação de contas, faltas, viagens e subsídios dos deputados, deixou tudo na mesma ou pior.

Muitas vezes, pior. Nesse período, um dos parlamentares que se destacou pela sua destreza na sabotagem foi Jorge Lacão. Agora, este mesmo já histórico do PS foi indicado para presidente da Comissão de Transparência, ou seja, devidamente premiado pelo boicote. Lindo.

É que não faltava mais nada. Ainda por cima, as reuniões públicas são a norma nas comissões do Parlamento, frequentemente com transmissão em directo na AR-TV | canal Parlamento. Lacão está tão fora do que são as boas práticas e a regra nos parlamentos pela Europa fora em termos de escrutínio e responsabilização que fala até em porta fechada por questões preventivas.

Isto é sarna, minha gente. Sarna. Bom, resta esperar que os demais deputados se oponham veementemente a mais esta tentativa de mandar a democracia para o esgoto.

Nota: Jorge Lacão diz mesmo: "tem que ser à porta fechada, porque há assuntos que têm que ser cozinhados!!!". (Joana Amaral Dias)

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«Como é possível este ladrão ainda não estar preso?» Paulo Morais

COMO É POSSÍVEL Ricardo Salgado ainda não estar preso? Como mantém o seu património quase intacto?



COMO É POSSÍVEL este LADRÃO ainda não estar preso? E não ter sequer sido julgado, mais de cinco anos passados sobre a resolução-falência do Banco Espírito Santo?

Ricardo Salgado actuou sempre com impunidade, dispõe do cartão "VOCÊ ESTÁ LIVRE DA PRISÃO" – nas costas do cartão está lista dos políticos e jornalistas que foi comprando ao longo de décadas.
(...)
E que dizem sobre esta impu\nidade absoluta de Salgado o seu amigo Marcelo Rebelo de Sousa? E António Costa, Rui Rio, Catarina Martins, Assunção Cristas e Jerónimo de Sousa? Porque estão todos quedos e mudos, perante o maior escândalo financeiro deste Regime?
Paulo de Morais

Adenda:07-01-2020


Ontem, na Abertura do Ano Judicial, ninguém explicou COMO É POSSÍVEL RICARDO SALGADO AINDA NÃO ESTAR PRESO. E não ter sequer sido julgado, mais de cinco anos passados sobre a resolução-falência do Banco Espírito Santo. E não ter devolvido o património que foi extorquindo aos portugueses.
— Paulo de Morais

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PPP: «Milhões e milhões roubados aos contribuintes»

 ● 14/11/19

Joana Amaral Dias: "É o bar aberto para o regabofe"



Quando este governo se põe a ulular sobre o combate à corrupção significa que prepara nova burla, mais um saque e outro esbulho. Agora, com a alteração de alguns artigos da lei das PPP, designadamente da análise custo benefício, fica a porta escancarada para os privados viverem ainda mais na mama do Estado.

As parcerias público-privadas passam a ser decididas sem critérios pré-estabelecidos, caso a caso e à porta fechada em pequeno círculo do conselho de ministros, implodindo os mecanismos de fiscalização.

Reparem: as PPP’s têm sido um beberrão dos dinheiros públicos, sobretudo as rodoviárias, com milhões e milhões roubados aos contribuintes. As PPPs custaram e custarão muito dinheiro, pois o seu prazo ainda durará mais 20 anos.

Custo, risco, prejuízo, incerteza, tudo do lado do Estado. Já lucros e benefícios para os privados, pois claro. E agora vai piorar. Bem vindos ao Portugal 2020.
últimas: Cinco ex-governantes de Sócrates arguidos nas PPP

Joana Amaral na CMTV: Alterações ao regime das PPP


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