Portugal Glorioso

«Granadeiro levou à ruína do projecto PT, a soldo de Salgado»

 ● 30/08/19 coment



Com Henrique Granadeiro a presidente, a Portugal Telecom comprou 897 milhões de euros em dívida do Grupo Espírito Santo, um ruinoso investimento da PT na Rioforte, que levou à ruína do projecto PT. Fê-lo a soldo de Ricardo Salgado.

Nenhum dos dois foi preso; nem condenado; nem julgado. Estão ambos de férias, à custa dos portugueses que pagam todos estes desmandos. Entretanto há dois milhões de portugueses pobres (com rendimentos bem inferiores a 400 euros/mês), que nem sabem o que são férias. Isto é revoltante e insuportável!

Paulo de Morais
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«É por estas e por outras que o regime está a cair de podre» Paulo Morais

 ● 27/08/19 coment
Quando há conflito de interesses entre o Grupo Amorim e o Estado, de que lado está Ana Paz Ferreira?



Ana Paz Ferreira da Câmara Perestrelo de Oliveira é Presidente da Assembleia Geral da Galp Energia, porque é de confiança do Grupo Amorim.

Também é membro da Comissão Directiva do FUNDO DE RESOLUÇÃO bancário, "designada por acordo entre o Banco de Portugal e o Senhor Ministro das Finanças", logo da confiança do Governo.

Também é sócia da Eduardo Paz Ferreira & Associados, a sociedade de advogados de Eduardo Paz Ferreira (marido da ministra Van Dunnem), uma das sociedades que mais factura em pareceres e assessorias ao Estado português.

Quando há conflito de interesses entre o Grupo Amorim e o Estado, de que lado está Ana Paz Ferreira? A resposta nem é difícil de adivinhar! Mas, para seu descanso (dela), o problema não se levanta, porque os sucessivos governos assumem sempre como seus os interesses da Família Amorim. É por estas e por outras que o regime está a cair de podre.
Paulo de Morais
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«Património de Salgado continua intacto» Paulo Morais

 ● 26/08/19 coment
Depois de tanto ter prejudicado os portugueses, Salgado continua à solta e com o seu património pessoal multi-milionário intacto. (Paulo Morais)


foto: Nova Gente

ZERO EUROS é o montante que foi até hoje confiscado dos bens pessoais de Ricardo Salgado. Depois de tanto ter prejudicado os portugueses, RICARDO SALGADO continua à solta e com o seu património pessoal multi-milionário intacto.

Goza férias neste preciso momento, numa casa com 11 (onze) assoalhadas, com uma praia privativa, em Portugal. Salgado goza há cinco anos com a Justiça, goza com o Povo Português, que mansamente aceita tudo isto. E protegido pelo regime, pois é amigo de Marcelo, de António Costa, de Cavaco Silva, de Sócrates.

Recorde-se que Salgado esteve sempre ligado aos negócios mais obscuros e ilegais: intermediação na compra (corrupta) de submarinos aos alemães; tráfico de influências na privatização da EDP, destruição fraudulenta da Portugal Telecom, eventuais subornos a Sócrates e Vara; e tantos outros. No estrangeiro, surge como o banqueiro do escândalo Mensalão, no Brasil; e associado aos problemas do Petróleo de Angola. Salgado provocou a falência do BES, do BES Angola, do GES, da Rioforte, a desgraça da PT... um coveiro de empresas à custa das quais se tornou multi-milionário.

Mas... o que lhe aconteceu até hoje? Nada!
A conclusão é a de que Portugal não é um verdadeiro Estado de Direito! Porque há INTOCÁVEIS. E assim continuará esta democracia moribunda, enquanto Salgado usa o País como se fosse seu, a seu bel-prazer, na sua praia privada. Salgado humilha a Política e a Justiça. Os actores da Política e da Justiça não se queixam! E Salgado continua com o seu património intacto. Quanto lhe foi confiscado? ZERO!!! Que fez a Justiça até hoje?
Paulo de Morais

Comentário/Resposta

Marco Henriques: Não é verdade. Existem notícias de sobra sobre arrestos feitos ao património pessoal dos salgados, nomeadamente dos salgados que estavam nos órgãos de administração do GES/BES bem como o património do antigo GES/BES. (...) O resto é demagogia e populismo bacoco.
Paulo Morais: Agradeço o seu comentário e repito: ZERO EUROS é o montante que foi até hoje confiscado dos bens pessoais de Ricardo Salgado.
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«O maior problema das casas de banho das escolas públicas» Paulo Morais

 ● 24/08/19 coment
Portugal Glorioso

O Governo publicou um diploma que "prevê que as crianças transexuais acedam às casas de banho e balneários das escolas de acordo com a vontade que expressam".

Muito bem, nada contra. Mas, já que estão preocupados com os poucos alunos transexuais no acesso às casas de banho, poderiam também preocupar-se com as CENTENAS DE MILHAR de alunos que não acedem com qualidade às casas de banho, pois AS CASAS DE BANHO DAS ESCOLAS PÚBLICAS NÃO DISPÕEM DE PAPEL HIGIÉNICO, TOALHAS DE MÃO, ÁGUA QUENTE, nem são limpas as vezes necessárias.

As casas de banho das escolas públicas estão com enormes problemas. E o maior não é certamente a discriminação a transexuais. É a limpeza e a manutenção. Resolvam primeiro os problemas tipo Terceiro Mundo e arvorem-se em modernos, quando tiverem alguma autoridade para tal. (Paulo de Morais)
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«Gondomar: Quinta do Ambrósio gerou margem de lucro de 300 por cento; em seis dias»

 ● 23/08/19 coment
Paulo Morais: Perante tantos casos de corrupção ao longo de tantos anos, Ambrósio, apetecia-me algo.

portugal glorioso

AMBRÓSIO: Na Câmara de Gondomar, com a participação ou patrocínio do então Presidente de Câmara Valentim Loureiro, um terreno agrícola, a Quinta do Ambrósio, foi adquirido por um milhão de euros. Quem adquiriu? Um filho e amigos de Valentim. A classificação do solo foi alterada, este é valorizado e em seis dias o terreno é vendido pelos protegidos de Valentim por cerca de quatro milhões. Estávamos em 2001. Esta operação de tráfico de terrenos, caucionada pela câmara, gerou uma margem de lucro de 300 por cento; em seis dias.

O terreno foi adquirido a um preço exorbitante por uma empresa pública, a STCP (Transportes Colectivos do Porto) cujo presidente de então dependia organicamente do próprio Valentim Loureiro. Na posse do terreno, a STCP deixou-o ao abandono. Até hoje.

Perante tantos casos de corrupção ao longo de tantos anos, Ambrósio, apetecia-me algo. Tomei a liberdade de pensar nisso. Talvez uma Revolução.
Paulo de Morais

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Paulo Morais: O que a greve dos Motoristas veio mostrar

 ● 22/08/19 coment
A recente (e futura) Greve dos Motoristas de Matérias Perigosas



A recente (e futura) Greve dos Motoristas de Matérias Perigosas veio mostrar que em Portugal vigoram salários de miséria. E, mesmo quando uma classe (justamente) se revolta e exige ser tratada com dignidade, uma parte significativa da opinião pública prefere um silêncio cúmplice.

Veio ainda a greve mostrar, à evidência, que a Esquerda nacional (PCP e Bloco de Esquerda) só defendem os trabalhadores quando estão na Oposição e acham que podem, com isso, ter ganhos eleitorais. Ou seja, não defendiam sinceramente os Trabalhadores, apenas usaram os Trabalhadores para chegar ao Poder e os desprezarem na primeira oportunidade - bem na tradição histórica dos seus antecessores dos regimes de Leste.
Paulo de Morais

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«Ontem os motoristas, hoje o pessoal da Ryanair, amanhã seremos nós»

 ● 20/08/19 coment
Como justificar que o governo português se coloque do lado de uma entidade patronal que, sistematicamente, viola a legislação laboral do nosso país? (Joana Amaral Dias)



O despacho interministerial que impõe serviços mínimos durante a paralisação dos tripulantes de cabine que afecta a Ryanair nos dias 21 a 25 de Agosto é, para o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), "abusivo dos direitos" dos trabalhadores da transportadora aérea irlandesa. (publico)

Ontem foram os motoristas, hoje o pessoal da Ryanair, amanhã seremos nós

Dá para explicar a imposição de serviços mínimos na greve de uma low cost irlandesa que não garante qualquer resposta de emergência, não belisca a soberania, não afecta o interesse nacional? Não dá mesmo.

Como justificar que o governo português se coloque do lado de uma entidade patronal que, sistematicamente, viola a legislação laboral do nosso país? Como desculpar um primeiro-ministro que defende os lucros de uma empresa privada e estrangeira em detrimento dos direitos de trabalhadores portugueses?!

Não se explica nem justifica nem desculpa. Mas percebe-se. Costa está do lado do dinheiro, continua a querer mostrar punho de ferro para comer os votos da direita dormente, o Bloco vive a líbido do poder e o PC foi engolido pela debulhadora rosa. Ontem foram os motoristas, hoje o pessoal da Ryanair, amanhã seremos nós. Estamos entregues aos bichos e, de novo, no salve-se quem puder. SOS.
Joana Amaral Dias
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Marques Mendes proclama vitória do Governo (que o nomeou e contratou)

 ● 19/08/19 coment
Greve dos motoristas. Opinião livre e desinteressada? ou contratada e nomeada? (Paulo Morais)



Marques Mendes, NOMEADO PELO ESTADO para os órgãos sociais da pública Caixa Geral de Depósitos - e membro da ABREU Advogados, sociedade que ganha milhões com a CGD, do Estado - veio proclamar a vitória do Governo (que o nomeou e contratou) na greve dos motoristas de matérias perigosas. Opinião livre e desinteressada? ou contratada e nomeada?
Paulo de Morais

Comentário/Resposta

Lurdes Silva: Pode ser que ainda chegue a sua vez.
Paulo de Morais: Não, Lurdes Silva, como sabe, se lê jornais, tenho recusado este tipo de convites. Nem todos aceitam ser serventuários do regime. Aconselho-a a ter pensamentos mais saudáveis.

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«Requiem pelo direito à greve em Portugal» Joana Amaral

 ● 17/08/19 coment
Joana Amaral Dias: Passadeira vermelha estendida para todos os populismos virulentos.



Bloco de esquerda, Partido Comunista Português, ala esquerda do PS, fãs cegos da geringonça - cubram a vossa cara de vergonha, o corpo de penas e alcatrão e ponham -se a andar. Traidores. Pérfidos.

Então, um governo supostamente de esquerda, suportado pela esquerda parlamentar, levou ao colo uma associação empresarial e, apoiando todas as suas posições, imiscuindo-se de um conflito entre privados, esmagou os trabalhadores. Partiu-lhes a espinha. O executivo impôs medidas violentas suportadas pela força repressiva, mobilizou o seu poder para quebrar uma greve, abalroando os direitos constitucionais.

Requiem pelo direito à greve em Portugal. Passadeira vermelha estendida para todos os populismos virulentos. O pior ainda está para vir.
Joana Amaral Dias

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«Situação económica dos trabalhadores portugueses é absolutamente insustentável»

 ● 16/08/19 coment

A greve dos camionistas - Raquel Varela



A greve dos motoristas de matérias perigosas esteve em análise na SICN, com Raquel Varela: "O Governo tomou medidas que são absolutamente intoleráveis, anti-democráticas e autoritárias que põem em causa o direito à greve. (...) A greve, sendo um direito constitucional, só pode ser posto em causa no que respeita a emergências. Mas, o que nós assistimos foi à utilização de serviços máximos para abastecer a Marina de Vilamoura..."


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Oliveira e Costa não foi ainda preso, está de férias!

 ● 14/08/19 coment
Nem devolveu um único euro do prejuízo que a burla que dirigiu custou aos portugueses: sete mil milhões (7 000 000 000). (Paulo Morais)

Portugal Glorioso

Oliveira e Costa foi CONDENADO a 14 anos de cadeia, na sequência da falência fraudulenta do BPN (Banco Português de Negócios), há já mais de dez anos, Mas Oliveira e Costa ... NÃO FOI AINDA PRESO, está de férias!!! Nem devolveu um único euro do prejuízo que a burla que dirigiu custou aos portugueses: sete mil milhões (7 000 000 000). Oliveira e Costa presidiu ao BPN, responsável pela "maior burla da história da Justiça portuguesa julgada até ao momento". Continua (e continuará?) tranquilamente a gozar a sua vida, mantém todos os seus privilégios. Entretanto, há dois milhões de PORTUGUESES POBRES, que continuam A PAGAR a factura das burlas de Oliveira e Costa & amigos.

Oliveira e Costa é intocável. Ele e alguns outros. Com este e outros exemplos, comprova-se que Portugal nem sequer já é um Estado de Direito e, por isso, nem tão-pouco é um Estado democrático!
(Continuarei a repetir este post, até que a Justiça acorde)
Paulo de Morais
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«Militares às ordens do Amaral dos transportes?» Paulo Morais

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perderam completamente o SENTIDO DE ESTADO




O Presidente da República (Comandante Supremo das Forças Armadas) permitiu que militares fardados sejam utilizados em serviços temporários de substituição de motorista e ajudante de motorista.

Militares às ordens do "Amaral dos transportes", como se fossem funcionários de empresas de trabalho temporário?

Esta situação não é permitida pela Constituição, não é digna e revela que Presidente, Ministro da Defesa e Chefes Militares perderam completamente o SENTIDO DE ESTADO.
(a foto é da LUSA e dá vergonha)
Paulo de Morais

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A imagem de militares fardados a conduzir camiões de privados

 ● 13/08/19 coment



A imagem de militares fardados a conduzir camiões de carga de privados (neste caso a TSA) tem um duplo significado:

Por um lado, o abandalhamento da função militar, com militares a cumprirem o papel de ajudantes de motorista da "Transportes J. Amaral". O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas jamais deveria permitir esta imagem deprimente.

E, por outro... Se há requisição civil, os motoristas requisitados deveriam garantir o serviço diário, como habitualmente; logo, não faria sentido convocar qualquer reforço de pessoal suplementar. Mas... se ele acaba por ser necessário, isto significa que o serviço diário, habitual, assenta numa sobrecarga de trabalhos, em jornadas de muito mais de oito horas. Ao reconhecer que é necessário mais motoristas do que o habitual para o trabalho diário necessário... O GOVERNO RECONHECE, implicitamente, A RAZÃO DA GREVE DOS MOTORISTAS.
Paulo de Morais

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«Furar a greve e manter os lucros da Galp e da Repsol é uma defesa da democracia»

 ● 12/08/19 coment

Os camionistas e a democracia




Segundo percebi a greve dos camionistas por salários de 850 euros é uma ameaça à democracia. Mas ameaçar com o exército para furar a greve e manter os lucros da Galp e da Repsol é uma defesa da democracia. Deixem dar-vos uma pequena lição de história - os vossos direitos elementares democráticos foram todos conquistados por ”operários brutos”. Todos. Até o direito a votar ou a dizer barbaridades.

Em 1 ano o Governo alterou a lei laboral para pior - com o aumento do período experimental - mandou uma camião de vidros escuros de furas greves para Setúbal, fez uma requisição civil aos enfermeiros e agora ameaçam com a tropa contra uma greve por salários que, a rigor, são baixíssimos, porque 850 euros é um salário de mera reprodução biológica, e para quem viva numa cidade não dá sequer para pagar casa e comer. A democracia formal Schumpeteriana vem ao de cima rapidamente, explicando os defensores do Estado e da Geringonça ao povo ignorante que têm o direito democrático de ficar calados. Não poder pagar casa, alimentar decentemente os filhos, devem ir pedir prestações sociais de mão estendida e humilhante. E, se lhes passar pela cabeça questionar a total ausência de democracia no dia a dia das suas vidas, esmagadas, levam com a força bruta do Estado.

Gosto sempre de lembrar que não existe "democracia-burguesa", palavra cassete, aliás. É que a democracia foi conquistada historicamente contra a burguesia pelo movimento operário, que obrigou os burgueses (e a aristocracia) a aceitarem, à força, pelas mãos dos operários sujos e brutos, o sufrágio universal, o direito à greve. Numa palavra os operários explicaram à força que era preciso um conjunto de leis para impedir o uso sistemático da força por parte do poder, ou seja, o mínimo de liberdades e garantias formais.

veja: Fisco perdoa milhões à Banca e Energia

A greve não é justa, é justíssima. Eu não viveria com 850 euros. Nem nenhum político em Portugal o faz. Nem nenhum patrão o faz. Há 20 anos estes homens ganhavam 2 salários mínimos e meio e eram contratados pela Galp e pela Shell. Agora ganham o salário mínimo e são sub contratados por vários intermediários que democraticamente lhes pagam menos de metade. Os portugueses em vez da tradicional inveja, ver quem ganha menos e é mais miserável, ou ter o desplante de os acusar de falta de democracia, risível - é preciso não saber nada de história para o afirmar! - deviam olhar os camionistas e agradecer-lhes. É que este punhado de algumas centenas não se resignam ao miserabilíssimo modelo social português, o país onde todos os dias as pessoas são humildadas, assediadas e levadas ao limite das suas forças nos locais de trabalho - e onde podem democraticamente continuar a suportar todo o tipo de atropelos aos seus direitos fundamentais. Porque quando se entra na porta das empresas a democracia acabou. Sobrando aos trabalhadores uma única forma de se manterem vivos e dignos - pararem de trabalhar. Chama-se a isso greve. Ou seja, repor a democracia.

Se esta greve for furada pelo exército devemos aos camionistas, que resistam, a democracia. Já lhes devemos algo a esta altura, terem mostrado aos patrões que há limites à brutalidade laboral em que há muito se transformou o país.
https://raquelcardeiravarela.wordpress.com
Raquel Varela

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«Não precisamos de um Marcelo folclórico» Paulo Morais

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O DIREITO À GREVE EM PERIGO:

É um direito garantido pela Constituição (CRP), no seu artigo 57º. E só aos "trabalhadores (compete) definir o âmbito de interesses a defender através da greve" (CRP).

Ao impor serviços mínimos (na greve dos motoristas de pesados) muito para além dos "indispensáveis para ocorrer à satisfação de necessidades sociais impreteríveis" (CRP), imiscuindo-se no conflito e arbitrando a favor da entidade patronal, contra os trabalhadores - o Governo na prática anula a defesa dos interesses dos trabalhadores que justificam a greve.

Está assim o Governo a violar a Constituição. O Presidente da República (ademais especialista em questões constitucionais) que deve, "cumprir e fazer cumprir a Constituição" tem de intervir na defesa da Democracia.

Não precisamos de um Marcelo folclórico (na foto), mas de um Presidente da República respeitador das Instituições e defensor da Lei Fundamental.
Paulo de Morais
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A Galp, a Greve e os Partidos Políticos

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Paulo Morais: A GALP acumula lucros milionários (também) porque o transporte de combustíveis em território nacional é barato, graças às condições miseráveis de trabalho dos motoristas de matérias perigosas.



Luís Todo-Bom é o responsável, no PSD, pela área "Trabalho". Acompanha pois a greve dos motoristas de Matérias Perigosas com atenção. Mas como o maior prejudicado com a greve é a GALP, com a redução da venda de combustíveis e o Administrador da GALP é Luís Todo-Bom (esse, ele próprio!) - o PSD prefere esquecer os trabalhadores e pactuar, pelo silêncio com as atitudes do Governo. Luís é um Todo (não se divide) e só é Bom para a GALP.

Adolfo Mesquita Nunes é o coordenador do Programa Eleitoral do CDS e é, ao mesmo tempo, Administrador da GALP. A GALP acumula lucros milionários (também) porque o transporte de combustíveis em território nacional é barato, graças às condições miseráveis de trabalho dos motoristas de matérias perigosas. Não será certamente o Mesquita Nunes do CDS a incomodar o Mesquita Nunes (o mesmo!) da GALP. Com o apoio do CDS os motoristas não podem certamente contar! (nem com o do PSD, nem do PS, nem do Bloco nem do PCP).
Paulo de Morais
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«Salários de Miséria. 45 anos depois do 25 Abril» Paulo Morais

 ● 10/08/19 coment

Se há problema que Portugal não tem é o de salários altos.

(Paulo de Morais)



Salários de Miséria. 45 anos depois do 25 de Abril, 33 anos depois de entrarmos na União Europeia, um motorista de pesados tem, em Portugal, um ordenado base de cerca 630 Euros. Obviamente que os motoristas estão descontentes, como descontentes deveriam estar todos os milhões que em Portugal ganham miseravelmente, mas que infelizmente aceitam este fado sem reclamar, passivamente.

Inexplicavelmente, o Governo, ao mesmo tempo que concede a Magistrados aumentos de 700 Euros por mês (absurdo assunto a que voltarei aqui), arbitra o conflito entre motoristas e Transportadoras, a favor dos patrões - mesmo que para tal ponha em causa legislação fundamental como a do Direito à Greve. Seria normal que o Governo pugnasse a favor do aumento faseado de salários (acho!), não só nesta classe profissional, mas de uma forma generalizada.

Também inexplicavelmente, uma parte significativa da opinião pública acha que os Motoristas de Pesados devem continuar a ganhar como salário base aproximadamente o salário mínimo. Síndrome estranho em que os escravos não querem que outros escravos se libertem da opressão (neste caso da miséria salarial em que quase todos vivem).

Esta opressão tem, aliás, origem bem conhecida: se os recursos e a riqueza do País foram canalizados para a corrupção na EXPO 98 e no Euro 2004, para a corrupção no BPN e BPP, nas Parcerias Público-Privadas, na compra de submarinos, no BES e no Banif, na Caixa Geral e outros tantos casos - depois não há dinheiro para pagar salários dignos a quem trabalha.

Duas últimas notas: 1) se há problema que Portugal não tem é o de salários altos; 2) quando um Povo é oprimido, como o foi o polaco, na foto, a Greve é um recurso justo e necessário.

Paulo de Morais
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«Isto é um conflito entre as petrolíferas e os motoristas»

 ● 08/08/19 coment
"Quem fixa o preço por quilómetro nem são as empresas de transportes. Quem quer fixar o preço deste salário é a GALP é a REPSOL. Isto é um conflito entre as petrolíferas e os motoristas" Raquel Varela (ver video abaixo)


Porque os motoristas estão em greve?

No fundo tudo se resume a isto, os motoristas exigem ganhar o mesmo que ganhavam antes, mas que as empresas passem a assumir os custos fiscais a que fugiam antes. Os motoristas ganhavam com 15 horas de trabalho diário 1200 a 1300 líquidos, e exigem ganhar agora cerca de 1150 líquidos com 8 horas de trabalho - o que corresponde a um salário bruto de 1550 porque obriga as empresas a pagarem impostos.

A Fectrans, afecta à GCTP, assinou com a Antram um acordo em 2018 - em vigor - onde prevê que os motoristas passam a ganhar 700 euros de base mais 280 de subsídios com isenção de horário. Ou seja, passam a trabalhar as mesmas 13, 14, 15 horas e trazem para casa 900 euros. Foi isto que levou à criação do novo sindicato, que reúne cada vez mais motoristas. É semelhante ao acordo que foi feito na Auto Europa e que então foi rejeitado - trabalham sempre, não interessa quando e como, com um limite de 300 por mês a mais. Tudo se resume a isto. Acrescento: não foram os motoristas que romperam o acordo assinado com a Antram, foram os sócios da Antram que recusaram em plenário pagar os 1550 brutos. É isso que leva a esta greve.

Esta greve coincide com um trabalho de enorme exigência na Faculdade que estou a realizar. Espero porém ter explicado o essencial neste vídeo, que aqui partilho, contribuindo para o esclarecimento do conflito em causa.
Raquel Varela

"Quem fixa o preço por quilómetro nem são as empresas de transportes. As empresas de transportes são a mediação entre as petrolíferas e estes trabalhadores. Quem quer fixar o preço deste salário é a GALP é a REPSOL. Isto é um conflito, de facto, entre as petrolíferas e os motoristas" (Raquel Varela, RTP3)
video:

«Vamos continuar a ser enganados sobre os preços dos combustíveis»
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«É o direito à greve espezinhado» João Paulo Batalha

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É claro que o Governo não pode alhear-se de uma disputa laboral entre privados (trabalhadores privados Vs empregadores privados) se essa greve prenuncia impactos económicos e sociais sérios. Mas o que compete a um Governo numa sociedade democrática, nestas circunstâncias, é: 1) Ser um mediador isento e empenhado; e 2) Fazer preparativos para garantir que uma eventual greve não põe em causa os abastecimentos essenciais.

O Governo está a fazer muito mais do que isso. Absolutamente alinhado com os patrões contra o sindicato (que é, não por acaso, um sindicato desalinhado da obediência partidária), define serviços máximos em vez de mínimos e decreta um estado de emergência que lhe permite accionar fura-greves pagos pelo contribuinte.

É o direito à greve espezinhado por um Governo "das esquerdas", que tem como único programa político evitar más notícias antes de eleições. Entre isto e o corporativismo salazarista, também ele assente na repressão violenta dos sindicatos independentes, há de haver alguma diferença. Não estou é a ver qual.
facebook.com/joao.p.batalha/
João Paulo Batalha


Comentários respostas

João Paulo Batalha (JPB): Se damos ao Governo do dia o poder de decidir quais as greves, de qual "natureza", que são intoleráveis, bem podemos riscar o direito à greve da Constituição. Assumamos então o corporativismo que continua a ser um traço do poder em Portugal.

JPB: Pode bem dizer que "o Governo nunca foi contra as greves", mas é seguramente contra esta. Podemos discordar amigavelmente se por boas ou más razões. Nem sei se as reivindicações do sindicato são justas, parece-me é que fica aberto um precedente que permite no futuro a qualquer Governo, de qualquer cor, decidir se permite ou não qualquer greve, de qualquer tipo. O único regime semelhante de que me recordo é o do corporativismo salazarista - e variantes do género noutros regimes totalitários.

JPB: Portanto, "há greves e greves" significa que algumas greves são um direito enquanto outras (as "selvagens") são um abuso. E quem define quais são as selvagens e quais são as legítimas? Desta vez é o Governo. Quer mesmo viver num país em que os sindicatos precisam de autorização do Governo para convocar greves?

JPB: Sobre a greve já lhe respondi. E já disse na publicação original que o Governo deve definir serviços mínimos. Mínimos não são máximos. A ideia de que a greve, qualquer greve, só é legítima se não incomodar ninguém é muito portuguesa mas não faz qualquer sentido. É uma ideia própria de uma cultura de "juizinho é muito bonito", que é por sua vez uma ideia irmã do "manda quem pode, obedece quem deve".

JPB: Não conheço as reivindicações em detalhe, não sei o que está nos contratos colectivos em vigor, não tenho dados para ter opinião sobre a justeza da greve convocada. O que me preocupa aqui não é saber se o sindicato tem razão; é conceder ao Governo o poder de anular as greves com que não concorde. Já houve gente a fazer greves com que não concordei, mas não me passaria pela cabeça ser eu a decidir se podem ou não podem convocá-las. É isso que está aqui em causa: retirar aos trabalhadores o direito a convocar greves e entregar esse direito ao Governo. É um precedente perigosíssimo, próprio de regimes totalitários.

JPB: Maria Magalhães, tem razão. O Governo não proibiu a greve. Limitou-se a decretar serviços mínimos de 100% e a recrutar agentes da PSP, GNR e das Forças Armadas para conduzirem os camiões. É completamente diferente.

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Requisição civil da Galp, paga com os nossos impostos

 ● 07/08/19 coment
Agora trabalham para uns duvidosos senhores, reunidos na Antram, que lhe pagam metade porque a Galp lhes paga metade. A Galp que anuncia, só para este ano, 109 milhões de euros de lucro.



Requisição civil da Galp


O que isto provou é que este país em matéria laboral é um atraso, confrangedor. Os trabalhadores não desrespeitaram os serviços mínimos. Limitaram-se a cumprir a lei, trabalhando 8 horas. E as empresas dependiam e dependem para sectores vitais de 14 e 15 horas diárias de cada um deles para assegurar o "regular abastecimento dos postos". Sim, jornadas de trabalho regulares do século do XIX. E o que a Antram quer é continuar a usar as mesmas 14 e 15 horas de trabalho pagando 700 euros, mas uma isenção de horário de 280 euros, ou seja 900 euros por 50 a 75 horas semanais de trabalho.

Agora pergunto, se este é um sector tão vital para a economia porque depende de horários de trabalho de 15 horas? E se é essencial ao país porque está entregue na mão de empresas privadas?

Reitero: há 20 anos estes homens trabalhavam numa empresa pública chamada Galp, 8 horas por dia e ganhavam o equivalente hoje a 1400 euros. Agora trabalham para uns duvidosos senhores, reunidos na Antram, que lhe pagam metade porque a Galp lhes paga metade. A Galp que anuncia, só para este ano, 109 milhões de euros de lucro.

Foi, portanto, não uma requisição civil, mas uma requisição da família Amorim e dos accionistas intermediários, paga com os nossos impostos, que usam as forças de segurança para fazer este papel acintoso.

A requisição civil não é mais do que a confissão pública daquilo que nós, especialistas em trabalho, temos vindo a alertar – em Portugal é um padrão haver horários de trabalho dignos de uma fábrica inglesa em 1830 e, segundo INE, mais de metade trabalha até 70 horas por semana.

Hoje o Governo explicou que é isto que defende. É a favor disto – e não contra Berardo, a Galp, ou a Banca – que o Governo enviou a GNR e o Exército. A menos que os sindicatos reajam juntos, esta tragédia nacional vai continuar. Contra o interesse social, económico e humano da larga maioria de nós portugueses.
Raquel Varela
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