Portugal Glorioso: Autarquias
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«Gondomar: Quinta do Ambrósio gerou margem de lucro de 300 por cento; em seis dias»

 ● 23/08/19 coment
Paulo Morais: Perante tantos casos de corrupção ao longo de tantos anos, Ambrósio, apetecia-me algo.

portugal glorioso

AMBRÓSIO: Na Câmara de Gondomar, com a participação ou patrocínio do então Presidente de Câmara Valentim Loureiro, um terreno agrícola, a Quinta do Ambrósio, foi adquirido por um milhão de euros. Quem adquiriu? Um filho e amigos de Valentim. A classificação do solo foi alterada, este é valorizado e em seis dias o terreno é vendido pelos protegidos de Valentim por cerca de quatro milhões. Estávamos em 2001. Esta operação de tráfico de terrenos, caucionada pela câmara, gerou uma margem de lucro de 300 por cento; em seis dias.

O terreno foi adquirido a um preço exorbitante por uma empresa pública, a STCP (Transportes Colectivos do Porto) cujo presidente de então dependia organicamente do próprio Valentim Loureiro. Na posse do terreno, a STCP deixou-o ao abandono. Até hoje.

Perante tantos casos de corrupção ao longo de tantos anos, Ambrósio, apetecia-me algo. Tomei a liberdade de pensar nisso. Talvez uma Revolução.
Paulo de Morais

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«Este é mais um sintoma de um país em decadência profunda» Paulo Morais

 ● 18/05/19 coment

«Este é mais um sintoma de um país em decadência profunda» Paulo Morais


Quem quiser um bom lugar na Administração Pública, pode comprá-lo na empresa da mulher do Presidente da Câmara de Santo Tirso.



Laranja Ponte (na foto) é Presidente do Instituto Português de Oncologia - Porto.
Sabe-se agora que manteve até hoje o seu lugar através de uma teia de favores. Pagava (com dinheiro do próprio IPO) uma avença à mulher (na foto) de Joaquim Couto, influente militante socialista; e este garantia-lhe, pela via partidária, a manutenção no lugar de presidente do IPO. Como a avença era avultada, ainda havia um bónus: o lugar de chefe de gabinete da Câmara de Matosinhos para a filha de Laranja Ponte.

Conclusão: quem quiser um bom lugar na Administração Pública, pode comprá-lo na empresa da mulher do Presidente da Câmara de Santo Tirso. E pagá-lo, mais tarde, com os dinheiros disponíveis na função que lhe atribuam.

Este é mais um sintoma de um país em decadência profunda.

Paulo de Morais

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«Todos os dias, a partir do poder autárquico, se vai matando a democracia»

 ● 17/05/19 coment
Nem todos os dias há notícias sobre corrupção nas Autarquias. Mas há corrupção todos os dias! Esta corrupção destrói os alicerces da nossa Democracia.
(Paulo de Morais)




Nem todos os dias há notícias sobre corrupção nas Autarquias. Mas há corrupção todos os dias! Esta corrupção destrói os alicerces da nossa Democracia.

Todos os dias autarcas contratam amigos e familiares para empregos de favor ou para lugares inúteis. Todos os dias atribuem negócios de favor a companheiros de partido e financiadores de campanhas eleitorais. Todos os dias se atribuem licenças de construção ou se emitem alvarás de loteamento que valorizam os terrenos em 400 ou 500%, margens obtidas nos negócios do urbanismo, apenas comparáveis com as do negócio do tráfico de droga. Todos os dias, a partir do poder autárquico, se vai matando a nossa democracia.
Os carrascos da Democracia não são apenas estes três (na foto do Observador). Estes são apenas a ponta do iceberg.

Paulo de Morais
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«Em pleno século XXI, temos ainda um Estado falhado» Paulo Morais

 ● 20/11/18 coment

O Estado, mais uma vez, falha com as obrigações que tem para com os cidadãos


Houve, em Borba, a derrocada de uma estrada. Morreram pessoas. O Estado português, mais uma vez, falha com as obrigações que tem para com os cidadãos. Em pleno século XXI, temos ainda um Estado falhado, gerido maioritariamente por incompetentes e corruptos.

(Paulo de Morais)




antes...


Perante esta calamidade, em qualquer país europeu do século XXI, os responsáveis pelas pedreiras em causa e os governantes que permitiram tamanha selvajaria já estariam a responder pelos seus actos. Mas estamos no habitual passa culpas, sacode a água do capote, empurra com a barriga. A tragédia de Borba também é a tragédia de Portugal.

(Joana Amaral Dias)
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«Basílio Horta deve retirar-se da Política» Paulo Morais

 ● 12/09/17 coment



Basílio Horta tinha uma conta no valor de 5.600 euros, que na verdade era de 5.600.000 euros.
Lapso, diz ele.
Se é verdade esta confusão, Basílio Horta deve retirar-se da Política. Quem confunde cinco mil com cinco milhões, com este nível de distracção, não pode ocupar cargos de responsabilidade.
Se é uma mentira (ou inverdade), Basílio Horta é mais um dos muitos políticos mentirosos; e deve retirar-se da Política.

Paulo de Morais

adenda: 21-02-2018
Ministério Público obriga Basílio Horta a explicar origem de 6,5 milhões de euros
O presidente da Câmara Municipal de Sintra vai ter de explicar a origem de 6,5 milhões de euros declarados ao TC em 2010. Basílio Horta diz que a fortuna resultou da acumulação de depósitos a prazo.
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Água: negócio capturado por interesses económicos gananciosos

 ● 27/04/17 coment
Paulo Morais: A água, que deveria constituir um serviço público essencial, e que constitui até um direito humano, está pois a transformar-se gradualmente num negócio capturado por interesses económicos gananciosos.


Água: negócio inquinado

A água é a riqueza nacional maior do século XXI. Mas este património colectivo está em vias de ser totalmente transferido para privados.

Nos últimos anos, foram já inúmeros concelhos que alienaram o negócio da distribuição de água, através de malfadadas parcerias público-privadas. Em Paços de Ferreira, Barcelos e muitos outros municípios, os autarcas assinaram contratos ruinosos, garantindo preços elevados na água a pagar pelos consumidores, ao mesmo tempo que se vinculavam a consumos colectivos mínimos.

Os cidadãos começam então a suportar preços elevados; e, quando o consumo não atinge os valores previstos, as Câmaras assumem os custos, a título de indemnizações compensatórias. Neste modelo, os cidadãos pagam sempre: de forma directa, enquanto consumidores, ou indirectamente enquanto contribuintes.

Os concessionários privados garantem rendas fixas num negócio em regime de monopólio. Ainda por cima, num serviço de primeira necessidade, de que os cidadãos não podem ser privados. Sabendo disto, os privados renegociarão os contratos sempre em situação de força, face a entidades públicas vulneráveis.

A agravar tudo isto, alguns contratos são celebrados por prazos obscenos. Em Vila Nova de Gaia, a concessão do serviço já vai em vinte e cinco anos e, em Braga, os parceiros privados da empresa municipal AGERE (nomeadamente a DST) têm rentabilidades obscenas garantidas por cinquenta anos!

É inaceitável que autarcas eleitos por mandatos de apenas quatro anos possam comprometer os orçamentos municipais ao longo de duas gerações.

A água, que deveria constituir um serviço público essencial, e que constitui até um direito humano, está pois a transformar-se gradualmente num negócio capturado por interesses económicos gananciosos.

Paulo de Morais
frentecivica.blogspot.pt/
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Paulo Morais: Autarcas corruptos, milionários e parolos

 ● 22/05/15 coment

"Com um salário de quatro mil euros, querer mostrar que tem uma casa de um milhão, isto chega a ser estupidez!"



"Com um salário de quatro mil euros, querer mostrar que tem uma casa de um milhão, isto chega a ser estupidez!(...) Quem está na politica tem que dar contas da sua vida patrimonial com clareza. Se qualquer cidadão tem que dar contas perante um fiscal das finanças, porque não há-de um politico ter que dar contas perante toda a população?" (Paulo de Morais)
Corrupção nas autarquias.



Actualização:

Menezes perde processo de difamação contra Paulo Morais

O Tribunal da Relação do Porto recusou mandar para julgamento Paulo Morais, ex-vereador da Câmara do Porto, num processo em que Luís Filipe Menezes se queixava de difamação e exigia 250 mil euros de indemnização.

Em concreto, estava em causa o facto de, num programa de debate com Marinho Pinto numa estação televisiva, Morais ter afirmado: "É claro que é muito estranho quando nós vemos pessoas como Luís Filipe Menezes ganhar quatro ou cinco mil euros por mês [...] depois apresenta propriedades de meio milhão um milhão de euros. Além disso, depois em Portugal a juntar à corrupção ainda há a parolice, é a vontade de ostentar. Já não basta serem corruptos, ainda são parolos e o resultado é esta tristeza que parece que estamos na América Latina. Uma pessoa que ganha um salário de quatro mil euros, querer mostrar que tem uma casa de um milhão, isto chega a ser estupidez [...]".

O tribunal superior assinala que "as concretas alusões ao assistente [Menezes] traduzem a 'estranheza' que o arguido afirma suscitar o facto de o assistente exibir propriedades de valores muito elevados e que não encontram justificação na remuneração inerente à titularidade do cargo público autárquico que ocupa, ou exprimem a opinião do arguido relativamente à ausência de explicação cabal da proveniência de fortuna acumulada pelo assistente, assim como outras figuras públicas, durante o exercício do cargo público autárquico, o que declara ser incompreensível ou 'inconcebível'". E conclui que a conduta de Morais é "isenta de censura", inserindo-se na liberdade de expressão. (JN)
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