Portugal Glorioso: Islandia
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Na crise financeira, Islândia fez um mea culpa gigantesco

 ● 17/05/19

Se continuamos a fingir que toda a gente agiu lindamente, vamos fazer tudo igual.
Está toda a gente a sacudir a água do capote, menos o povo que continua a pagar! Portugal já injectou no sistema financeiro 25 mil milhões de euros.



Há uma crise de responsabilidade no sistema. Esta questão de sacudir a água do capote, claramente não nos vai ajudar. Vamos ver o que correu mal e aprender o que é que não vamos repetir. Agora, se continuamos a fingir que não correu nada mal, vamos fazer tudo igual.(...) A Islândia teve uma enorme crise financeira e fez um mea culpa gigantesco. Foi ver o que tinha corrido mal, houve uma clarificação e houve uma responsabilização.
(Susana Peralta, 17 Junho 2019|RTP3)


O que aprendemos com os "pecados" dos bancos?
video:

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Veja: Islândia saiu da crise porque «não deu ouvidos» à UE.

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Mais banqueiros condenados na Islândia

 ● 13/02/16

O país que prendeu banqueiros e demitiu dois primeiros-ministros



Sigurdur Einarsson, Hreidar Mar Sigurdsson, Magnus Gudmundsson e Olafur Olafsson

A sentença de dois tribunais islandeses foi pronunciada esta semana, com a condenação de mais cinco banqueiros a penas de prisão, acusados por crimes financeiros que conduziram ao colapso financeiro do país em 2008. Três antigos dirigentes do Banco nacional e dois do Banco Kaupthing, um dos maiores da ilha – e que chegou a empregar mais de três mil pessoas antes da crise – completam o grupo de 26 ex-gestores da banca e corretores financeiros que já foram condenados.

Ao todo, somam-se 74 anos de prisão prescritos para todos os condenados, segundo o site da Iceland Magazine. Os arguidos ligados ao Kaupthing receberam a pena mais dura, em processos ligados ao banco na Islândia e na sua filial luxemburguesa. Apesar de a pena máxima na ilha ser de seis anos para este tipo de crimes, avança ainda a revista, a repetição destes delitos pode aumentar a moldura penal prevista.

Ao contrário da União Europeia, à qual não pertence, a Islândia iniciou um processo de nacionalização dos bancos falidos, mas em que o estado manteve poder de decisão efectivo sobre quaisquer transacções. O país entrou em default, negociou com os credores e tem feito uma recuperação económica gradual desde que o processo de resposta à crise foi iniciado.
(SOL2016)

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Sociedade pequena, flexível e dinâmica, islandeses mudam com grande rapidez. Desde a crise foram presos 29 banqueiros e um ex-chefe do governo foi levado a tribunal. E porque não em Portugal? Simples. Falta consciência colectiva, participação cívica e coragem. (Paulo de Morais)

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Islândia saiu da crise porque «não deu ouvidos» à UE

 ● 17/02/15
O presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson, atribui parte do sucesso da recuperação da Islândia ao facto de o país não ter dado ouvidos aos organismos internacionais, especialmente à Comissão Europeia, que recomendavam a aplicação de medidas de austeridade.


Fonte: jornaldenegocios

O colapso da banca em 2008 arrancou mais de 10% da riqueza da Islândia em apenas dois anos e mais do que duplicou a taxa de desemprego para o nível recorde de 11,9%. No entanto, a Islândia foi um dos países europeus que mais depressa sacudiu a poeira da crise, tendo a economia regressado ao crescimento em 2011.

Assente no turismo, nas exportações de peixe e na indústria de alumínio, a economia islandesa recuperou o terreno perdido. A taxa de desemprego oscila, actualmente, entre 3% e 4%, e o Governo antecipa um crescimento de 3,3% do PIB este ano.

O presidente do país, Olafur Ragnar Grimsson (na foto), atribui parte do sucesso ao facto de não terem dado ouvidos aos organismos internacionais, especialmente a Comissão Europeia, que recomendavam a aplicação de medidas de austeridade para suportar a recuperação económica. O presidente sublinhou que, no caso da Islândia, a União Europeia se equivocou. "Porque deveriam ter razão noutros casos?", acrescentou.

Numa conferência realizada esta quinta-feira, em Espanha, Olafur Grimssom recomendou à União Europeia que retire conclusões sobre a crise e a recuperação da ilha, frisando que é necessário manter o equilíbrio entre "a democracia" e os "interesses económicos". "Os interesses económicos numa mão e a democracia na outra", frisou, citado pelo El País.

Questionado sobre a situação da Grécia, o responsável defendeu que a população não deve sofrer com os duros cortes orçamentais, e referiu a estratégia usada pelo seu país, que passou por renegociar a dívida – depois de um referendo em que os islandeses recusaram pagar pelos erros dos seus bancos – e desvalorizar a moeda. No entanto, a ilha manteve rigorosos controlos de capital desde 2008, e só agora começa a pensar eliminar as restrições que impossibilitam a livre circulação de fundos.

Recorde-se que, em 2008, a Islândia necessitou de recorrer ao FMI para obter financiamento, tendo sido dos primeiros países a ser alvo de um resgate na sequência da crise que teve início com a falência do Lehman Brothers.

Contudo, a recuperação foi muito rápida. Em Agosto de 2011, a Islândia já estava a terminar o programa de ajustamento do FMI, e com palavras elogiosas ao País. "O programa apoiado pelo Fundo foi um sucesso e os objectivos foram cumpridos", escreviam os técnicos na última avaliação do programa. A economia regressou ao crescimento logo nesse ano e o desemprego começou a cair. A moeda estabilizou, assim como a dívida.

Durante o programa de resgate, a Islândia deu também início às negociações para aderir à União Europeia mas, no ano passado, decidiu rompê-las. O presidente assegura agora que essa opção "não está esquecida", visto que uma parte da população ainda defende essa integração.

Olafur Grissom explicou ainda que a economia está hoje apoiada no turismo e nas exportações de peixe, sobretudo bacalhau. A indústria turística está a crescer há três anos, a um ritmo de 15% a 20%. O país, que tem 320 mil habitantes, recebe todos os anos cerca de um milhão de turistas, provenientes da Europa e Estados Unidos, e agora também da Ásia.
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Revolução na Islândia divulgada apenas pela Internet

 ● 10/09/14

Islândia: revolução silenciada. Por que será?

A recusa do povo em pagar as dívidas que as elites abastadas tinham contraído, gerou algum medo no seio da União Europeia. Prova disso, foi o absoluto silêncio nos media sobre o que aconteceu na Islândia.

A Islândia condenou quatro banqueiros do banco Kaupthing a penas de prisão.



Na Islândia: O povo obrigou a demissão em bloco do governo; Os principais bancos foram nacionalizados e foi decidido não pagar as dívidas que eles tinham contraído junto dos bancos do Reino Unido e da Holanda, dívidas geradas pelas suas más políticas financeiras; Foi constituída uma assembleia popular para reescrever a Constituição.

Em resumo: Demissão em bloco de um governo inteiro; Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais; Prisão dos responsáveis pela crise; Reescrita da Constituição pelos cidadãos.

Islândia: revolução divulgada apenas pela Internet. Por que será?
Veja o vídeo, legendado em português, e tire as suas conclusões.



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Veja: Islândia saiu da crise porque «não deu ouvidos» à UE.

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