Portugal Glorioso: Joana Amaral
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«Ontem os motoristas, hoje o pessoal da Ryanair, amanhã seremos nós»

 ● 20/08/19 coment
Como justificar que o governo português se coloque do lado de uma entidade patronal que, sistematicamente, viola a legislação laboral do nosso país? (Joana Amaral Dias)



O despacho interministerial que impõe serviços mínimos durante a paralisação dos tripulantes de cabine que afecta a Ryanair nos dias 21 a 25 de Agosto é, para o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), "abusivo dos direitos" dos trabalhadores da transportadora aérea irlandesa. (publico)

Ontem foram os motoristas, hoje o pessoal da Ryanair, amanhã seremos nós

Dá para explicar a imposição de serviços mínimos na greve de uma low cost irlandesa que não garante qualquer resposta de emergência, não belisca a soberania, não afecta o interesse nacional? Não dá mesmo.

Como justificar que o governo português se coloque do lado de uma entidade patronal que, sistematicamente, viola a legislação laboral do nosso país? Como desculpar um primeiro-ministro que defende os lucros de uma empresa privada e estrangeira em detrimento dos direitos de trabalhadores portugueses?!

Não se explica nem justifica nem desculpa. Mas percebe-se. Costa está do lado do dinheiro, continua a querer mostrar punho de ferro para comer os votos da direita dormente, o Bloco vive a líbido do poder e o PC foi engolido pela debulhadora rosa. Ontem foram os motoristas, hoje o pessoal da Ryanair, amanhã seremos nós. Estamos entregues aos bichos e, de novo, no salve-se quem puder. SOS.
Joana Amaral Dias
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«Requiem pelo direito à greve em Portugal» Joana Amaral

 ● 17/08/19 coment
Joana Amaral Dias: Passadeira vermelha estendida para todos os populismos virulentos.



Bloco de esquerda, Partido Comunista Português, ala esquerda do PS, fãs cegos da geringonça - cubram a vossa cara de vergonha, o corpo de penas e alcatrão e ponham -se a andar. Traidores. Pérfidos.

Então, um governo supostamente de esquerda, suportado pela esquerda parlamentar, levou ao colo uma associação empresarial e, apoiando todas as suas posições, imiscuindo-se de um conflito entre privados, esmagou os trabalhadores. Partiu-lhes a espinha. O executivo impôs medidas violentas suportadas pela força repressiva, mobilizou o seu poder para quebrar uma greve, abalroando os direitos constitucionais.

Requiem pelo direito à greve em Portugal. Passadeira vermelha estendida para todos os populismos virulentos. O pior ainda está para vir.
Joana Amaral Dias

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Salgado esconde 138 obras de arte em armazém

 ● 27/06/19 coment

O Dono Disto Tudo tinha ali uma almofada, uma reserva para uma emergência




Agora foi revelado que em Loures, Ricardo Salgado escondia uma colecção de arte, com 138 obras. Enfim, o Dono Disto Tudo tinha ali uma almofada, uma reserva para uma emergência. Tudo bem revelador do fino recorte do seu carácter. Tanto que, em 2015, o espólio foi transportado para uma empresa de leilões. O objectivo era vender para impedir o seu eventual arresto, como aliás veio a acontecer. O que ainda não veio a acontecer é detenção de Salgado. Nem dele nem de nenhum outro banqueiro.

10 anos depois de começarem os salvamentos aos bancos, 30 mil milhões de euros volvidos, andam todos por aí todos soltinhos ao vento. Este verão, como no passado, voltaremos a vê-los a gozar férias e liberdade, voltaremos a assistir ao pavoneio de Salgado pelos os melhores resorts do mundo. Nós pagamos.
Joana Amaral Dias

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30 mil milhões de euros depois, em Portugal não há um único banqueiro preso.

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Bens de Salgado no Paraguai escapam a arresto: 884 milhões

 ● 20/03/19 coment

Herdades com uma extensão equivalente a duas ilhas da Madeira

"Hoje, após lá termos posto nove mil milhões (dinheiro dos contribuintes, ao contrário do que diz Costa), o delinquente continua soltinho, a gozar a vida". (Joana Amaral)

portugalglorioso


Agora soube-se que Ricardo Salgado tem propriedades no Paraguai avaliadas em 884 milhões de euros, com uma extensão equivalente a duas ilhas da Madeira. Bens que não foram arrestados. E é possível que como esses haja outros.

Há quase cinco anos, fomos informados que o Dono Disto Tudo tinha levado o BES ao fundo. Hoje, após lá termos posto nove mil milhões (por enquanto), o delinquente continua soltinho, a gozar a vida. Sempre cultivou a promiscuidade com os vários governos, estando envolvido nos submarinos alemães, na implosão da PT, na privatização da EDP. Só isso pode justificar que não esteja atrás das grades. Isso, e o facto de muitos dos seus cúmplices na política também continuarem impunes. (Joana Amaral Dias)



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«Este juiz tem que ir para a rua. E é já!» Joana Amaral

 ● 26/02/19 coment

"Este magistrado da Relação do Porto tem que ir para a rua"

Joana Amaral Dias

Neto de Moura tirou pulseira electrónica a agressor que rebentou tímpano à mulher. O juiz que justificou um caso de violência doméstica com o adultério da mulher proferiu um acórdão no qual retirou a pulseira electrónica a um homem que rebentou o tímpano à mulher ao soco. Alegou que os juízes não pediram autorização ao agressor para lhe aplicar a medida. (SÁBADO)



Este juiz tem que ir para a rua. E é já. Neto de Moura, autor do célebre acórdão sobre o apedrejamento de mulheres adúlteras, voltou a pronunciar-se sobre violência doméstica. Num acórdão sobre um homem que rebentou um tímpano à mulher ao soco, retirou ao agressor a pulseira electrónica que os colegas de primeira instância lhe tinham aplicado para garantirem que não se voltava a aproximar da vítima, depois de o terem condenado a uma pena suspensa. Este magistrado do tribunal da Relação do Porto é um perigo para a segurança pública.

Neto de Moura não pode continuar a ser juiz. Quem confunde as suas convicções pessoais com Justiça não tem, evidentemente, condições para aplicar o poder que possui. Portugal tem um grave problema de Violência Doméstica e de Violência Contra as Mulheres. Entre as várias causas que subjazem a esta epidemia criminosa está a falta de formação dos diferentes agentes envolvidos, nomeadamente, no que às decisões judiciais diz respeito. Sucede que o caso de Neto de Moura que, com esta sua última deliberação, voltou a colocar em perigo a vida de uma mulher, passa o aceitável e o imaginável. Nenhum Magistrado pode viver acima da Lei.
Joana Amaral Dias
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Caixa: «Um crime contra o país, uma traição à pátria» Joana Amaral

 ● 21/01/19 coment

Portugal Glorioso

Foi feita uma auditoria à Caixa Geral de Depósitos de 2000-2015. Contudo, a Caixa tem-se recusado a entregar na assembleia da república o respectivo relatório. Entretanto, alguém que prefere ficar anónimo fez de mim fiel depositária desses dados que ontem partilhei. E a conclusão que se tira é que esses anos não são de gestão danosa. São um crime contra o país, uma traição à pátria.

Os jorros de dinheiro ofertados aos amigos sem V de volta, a fundo perdido, são mais que muitos. Créditos de elevadíssimo risco, injustificados e contra todos os pareceres, remunerações às cúpulas e aos gestores absurdas e desligadas dos resultados. É o pior que vocês podem imaginar e que está a ser pago por nós, por cada um de nós, com língua de palmo.

A Procuradoria-Geral da República investiga há dois anos mas não tem arguidos constituídos. Dizem que a lista com os 100 maiores devedores do banco estatal, com créditos em incumprimento cujo valor ascende a cerca de 2,5 mil milhões de euros, é considerada fulcral para a investigação mas ela aí está- nomeadamente o grupo Artlant (fábrica da ex-La Seda em Sines), a Acuinova (aquacultura da Pescanova em Mira), Vale do Lobo, o grupo Efacec e várias sociedades do Grupo Espírito Santo.
Joana Amaral Dias


Joana Amaral Dias, na CMTV

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«Este governo tem a sensibilidade social de um rinoceronte» Joana Amaral

 ● 03/12/18 coment

Feliz Natal também para si, Sr. Primeiro Ministro


portugal glorioso

A Bolsa ou a vida

O governo decidiu não pagar as bolsas de mérito a estudantes pobres. Há miúdos carenciados com média acima de 14 no Secundário e que recebem um subsídio que é, frequentemente, aquela pequena ajuda que lhes permite concluir o ensino obrigatório. Portanto, o Estado tem esse compromisso com estas crianças e respectivas famílias que contam com este auxílio. Algumas até já compraram material escolar na expectativa de serem ressarcidos.

Eis que Costa e Centeno decidem pagar apenas 50%, ao mesmo tempo que se vangloriam de embolsar totalmente o FMI ou de alcançar o Défice Zero. Os nossos estudantes que vingam apesar das suas dificuldades económicas são menos dignos de receberem o que lhes é devido?! Estão menos necessitados? O PS já se esqueceu como prometeu apostar na educação e recuperar a drenagem de jovens para o estrangeiro? Oferece manuais escolares a todos (desfavorecidos e muito ricos) mas corta nos que mais precisados e que, ainda por cima, se esforçam?

Este governo tem a sensibilidade social de um rinoceronte, as prioridades políticas de uma máquina de calcular. Não estima a meritocracia ou as bolsas de estudo. Deve preferir as bolsas de ar, as bolsas de valores, as bolsas das cunhas e dos amiguismos. Feliz Natal também para si, Sr. Primeiro Ministro.
Joana Amaral Dias (face)

adenda:
O Polígrafo foi verificar se eu que disse era verdade ou mentira. Confirmou que é verdade ;) Trata-se de um projecto jornalístico com o objectivo de apurar a verdade no espaço público e escrutinou uma das minhas crónicas para o jornal (partilhada em vários sítios, nomeadamente no site Portugal Glorioso). Nele lamento a retirada, pelo governo, das bolsas de mérito aos estudantes pobres.
Joana Amaral Dias
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