Portugal Glorioso: Moita Flores
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«Os 'profissionais' da culpa» Moita Flores

 ● 19/07/19 coment

Portugal não é apenas o litoral. Não vale a pena discutir sobre a evidência mais cruel que se pode fazer a um País. Dividi-lo entre Vida e Morte.


A CULPA - Francisco Moita Flores

facebook.com/moitaflores/

Vivi num Monte alentejano - a Defesa de S.Brás - a poucos quilómetros de Moura, na margem do rio Ardila, até aos dezasseis anos. Nele viviam dezenas de famílias, dedicadas aos trabalhos agrícolas. Era tanta gente que havia uma escola primária com cerca de trinta crianças. Foi aí que aprendi as primeiras letras. Nas herdades vizinhas, a Rola, Eirinhas, Vale de Manantio, Ratinhos multiplicavam-se famílias e os campos habitados não permitiam que houvesse fogos com a dimensão daqueles que hoje encontramos. Todos acorriam ao sinal de rebate e quando chegavam os bombeiros já o incêndio tinha sido agarrado pelas goelas e estrebuchava. Hoje, no Monte, onde eu vivi, mora um ou dois casais de velhotes. Os restantes estão desertos. É assim em todo o interior do País. Foram-se os homens, os rebanhos e a florestas e as matas ficaram ao abandono. Aldeias semi-desertas, vilas envelhecidas, milhares de hectares sem vivalma.

Desiludam-se os 'profissionais' da culpa. Podem investir milhões e milhões em aviões, caldas, maquinaria, homens e sofrimento. Podem imputar a culpa a incendiários, a ministros, a autarcas. Não passa de um jogo de passa-culpas tão típico dos Pôncios Pilatos dos novos tempos. Os enormes incêndios são apenas um sintoma e não uma culpa imediata. Faltam homens, faltam mulheres, faltam crianças, faltam investimentos, faltam rebanhos e máquinas, falta actividade humana que vigie, que policie, que cultive e ocupe o deserto de pessoas em que se tornou mais de metade do País.

Desiludam-se! Os incêndios são apenas um dos lados por onde estão a morrer, ou a sobreviver com dificuldade, velhotes sem força para um último combate. Esqueçam as culpas pelo imediato. Olhem o interior do País como um território rico que, um dia, pode renascer sem houver condições para lá fixar pessoas. Portugal não é apenas o litoral. Não vale a pena discutir sobre a evidência mais cruel que se pode fazer a um País. Dividi-lo entre Vida e Morte.

Vale a pena terminar com esta brutal ausência de visão e de justiça económica e social. E assim continuará enquanto este problema de fundo não for resolvido. O resto é a confusão normal de quem não compreende que se gasta tanto dinheiro e os campos continuam a arder. E continuarão a arder até que, finalmente, o País seja uma distribuição democrática do investimento, da riqueza e do trabalho. Até lá, será sempre um imenso fogo e silêncio. E solidão. Um imenso velório!

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"Não consigo engolir esta lei que o Parlamento aprovou" diz Moita Flores

 ● 23/04/18 coment

Aos dezasseis anos? Um jovem pode decidir mudar de sexo, uma opção definitiva sobre o seu futuro, quando o mesmo Estado não os deixa viajar sem autorização dos pais?

Portugal glorioso

Marcelo prepara-se para vetar lei sobre mudança de sexo aos 16 anos - Divisão no Parlamento no momento da aprovação do diploma também pesa na decisão.

Mudança de sexo aos 16 anos?

Antes de ir ao assunto, devo dizer que sou indiferente às opções sexuais de cada um. Não é pelo sexo, pelo género, pela religião ou pela raça que se mede o mérito ou o demérito de cada um. Ainda por cima acredito que é o direito à diferença que pode potenciar a igualdade e a alteridade cívica.

Dito isto, não consigo engolir esta lei que o Parlamento aprovou. Aos dezasseis anos? Num tempo em que muitos adolescentes ainda estão a descobrir a sua sexualidade, assim como a aprender o mundo? Aos dezasseis anos? Um jovem ou uma jovem pode decidir mudar de sexo, uma opção definitiva sobre o seu futuro, quando o mesmo Estado não lhe permite tirar uma carta de condução? Que não lhe permite votar para os órgãos de soberania? Que impede que seja julgado como um cidadão porque se lhe reconhece responsabilidade atenuada? Que não os deixa viajar sem autorização dos pais ou dos encarregados de educação?

Sou capaz de ser bota de elástico e os nossos deputados, grandes iluminados cujo pensamento não entendo. Não se lhe reconhece capacidade ou discernimento para eleger esses mesmos deputados mas aceita-se discernimento de adolescentes, ainda putos, para mudar de sexo aos dezasseis anos? Isto é normal? É possível. Desculpem qualquer coisinha, mas não compreendo tão grandes inteligências!
Francisco Moita Flores

actualização: 09-05-2018
O Presidente da República vetou esta quarta-feira a lei da Assembleia da República que regula a mudança de género. A nova legislação incluía a possibilidade de esta intervenção se realizar aos 16 anos de idade da pessoa transgénero.
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Moita Flores REVOLTADO com caso Hugo Ernano

 ● 23/08/16 coment

Moita Flores REVOLTADO com caso Hugo Ernano

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O militar da GNR, Hugo Ernano (pai de dois filhos, uma de 11 anos e um de 3) está suspenso de funções até ao fim do ano e não consegue apoio do Estado. Moita Flores, na CMTV, mostrou-se indignado com todo este caso: "Isto é inaceitável num país democrático"
Flores diz ainda que "é bom que ninguém esqueça o arranque desta história: são ladrões que estão a roubar e um deles leva o filho de 13 anos para aprender a roubar".

video:


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«Enquanto somos distraídos com conversas da treta»

 ● 08/05/14 coment
Enquanto somos distraídos com conversas da treta, outro mundo está aí, bizarro, impune...

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Mete medo!

Francisco Moita Flores, fonte: CM

Enquanto somos distraídos com conversas da treta, todas elas dissimulando e escondendo a realidade, iludindo a verdade e ocupando a paródia politiqueira, tal como esta história de como saímos do esforço comum que fizemos com a troika, se à irlandesa, se à portuguesa, se à grega, outro mundo está aí, bizarro, impune, que dá cada vez mais razão ao autor do livro ‘A Suíça lava mais branco’.

Jean Ziegler, uma das referências mundiais do estudo das estruturas do Estado, admite que a curto prazo a principal organização criminosa de um país, sem referências éticas e judiciais bem firmes, é o próprio Estado. O Estado-Máfia que é, em si próprio, o promotor do crime organizado em grande escala. Não se passa uma semana em que as notícias não confirmem esta caminhada apressada para a evidência absoluta deste Estado-Bandido, cada vez mais dilacerado.

Ainda ontem, era noticiado que milhões de euros de fundos comunitários destinados às PME tinham escapado para contas bancárias nas Caraíbas. No arranque da semana, as notícias davam conta de que mais um grupo de funcionários do sistema de Saúde, logo funcionários do Estado, conseguira desviar milhões de euros. Na semana anterior, já fora notícia a absolvição de todos os intervenientes no chamado processo dos submarinos.

Os corruptores presos na Alemanha, os corrompidos, gente inocente aqui, na nossa terra. Na mesma semana, ficámos a saber que o Estado assumiu mais dezenas de milhões de euros desse buraco sem fundo que é o BPN. Das célebres PPP já nem vale a pena falar, embora a sangria de dinheiro do Estado não pare.

Isto é a ponta do icebergue. Se saímos à irlandesa desta terrível relação com a troika ou com programa cautelar é coisa irrelevante se esta hemorragia não parar. Se os negócios do Estado continuarem a ser movimentados nos interesses de alguns e bem se sabe até onde o negócio pode levar.

Veja-se esta entrada nos PALOP de uma das mais terríveis ditaduras do mundo apenas com a finalidade de salvar um banco. É cada vez mais evidente que não há negócio anunciado que não tenha comprador acertado. É cada vez mais evidente que não fomos nós que vivemos acima das nossas possibilidades durante muitos anos. Cada vez é mais claro que o Estado permitiu que um punhado de gente poderosa roubasse acima das nossas possibilidades durante muitos anos.
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