Portugal Glorioso: Nascimento Portugal
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A Bandeira Nacional através dos tempos

 ● 29/08/17 coment



O mais remoto uso das armas reais com o valor de símbolo nacional parece ter sido feito pelo nosso Fundador, D. Afonso Henriques: um escudo de armas com uma cruz azul. Antes, já o seu Pai D. Henrique, tinha um escudo do Condado Portucalense que era constituído por uma simples cruz azul sobre fundo de prata.




De 1185 a 1248, que medeia o tempo entre os reinados de D. Sancho I "O Povoador" a D. Sancho II "O Capelo", o escudo era de prata. Nele se dispunham em forma de cruz, 5 escudetes azuis.



Com D. Afonso III " O Bolonhês", foi-lhe acrescentada uma bordadura vermelha, enfeitada com castelos de ouro.



Por sua vez, D. João I de "Boa Memória" aplicou-lhe a cruz de Avis, mais o campo branco das quinas.



D. João II  o nosso "Príncipe Perfeito", eliminou em 1485 a cruz de Avis e mandou endireitar os escudetes das quinas.  




D. Manuel I "O Venturoso", terá usado uma bandeira branca com o escudo nacional ao centro.

D. Sebastião "O Desejado", antes de partir em 1578 para o desastre de Alcácer-Quibir onde grande parte da nossa Nobreza e principalmente do Povo pereceu, mandou fechar a coroa real que se sobrepunha ao escudo.


Era um Alferes-Mor quem durante a Idade Média empunhava a Bandeira Real.

O mais famoso deles ficou na história como sendo Duarte de Almeida "O Decepado". Um Transmontano de rija cepa que em 1476 na Batalha de Toro se cobriu de glória, segurando a bandeira  com a mão esquerda quando lhe deceparam a direita, e com os dentes quando lhe deceparam também a esquerda. Foi capturado pelos Castelhanos e por eles tratado com o respeito devido a um herói, regressando meses depois a Portugal.

Os materiais que constituíam o pano da bandeira real, foram vários, desde cetim, tafetá, ruão, damasco, diversas qualidades de seda e as suas dimensões variavam entre o quadrado e o rectangular.

A Bandeira da Restauração em 1640 que medeia os reinados de D. João IV  "O Restaurador" até a El-Rei D.João VI, "O Clemente" era esta:
A bandeira branca foi mantida até1826, como símbolo representativo do Reino Unido de Portugal, do Brasil e dos Algarves, apenas com algumas variações nas armas.
Em 1830 no reinado de D. Pedro IV e por decreto Real, a bandeira passou a ter duas zonas, branco e azul, separadas na vertical.  Esta bandeira será a última da Monarquia (?). Vai desde o período de 1830 até 1910.



Após a proclamação da República e por uma comissão constituída por Columbano Bordalo Pinheiro, João Chagas e Abel Botelho, a quem foi encarregada a elaboração de um projecto com vista à nova bandeira, a mesma foi aprovada pelo Governo Provisório em 1911, que ficou inalterável até aos dias de hoje.


Por Herminius Lusitano, baseado nas Publicações Alfa,  edição das SELECÇÕES Reader´s Digest,SA.

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É além que Portugal começa

 ● 24/04/15 coment
Vista do céu, em voo de pássaro, a Ínsua assemelha-se a um gigantesco bacalhau que parece ter aflorado à tona de água. No entanto, é bem possível que o constante bater das ondas e o eterno alternar das marés já lhe tenha mudado a forma e pareça hoje outra coisa qualquer.



Resumo Analítico do video:
Ali começa Portugal- José Hermano Saraiva

Início com a referência aos monumentos sobre os quais versa o programa, a saber: Fortaleza da Ínsula da foz do rio Minho, a Igreja matriz de Caminha e a serra d"Arga; Caminha e a sua Igreja matriz; Convento da Ínsula que remonta ao século XIV e cuja História, José Hermano Saraiva explica, com destaque para o facto de ter sido construído por frades franciscanos e o mesmo ter chegado até ao liberalismo, período durante o qual foi abandonado; Realce para os canhões forjados em 1640, mandados instalar pelo rei D. João IV logo a seguir à Restauração; Última referência para o vandalismo ao qual o monumento tem estado sujeito desde pilhagens até à destruição do edifício; Exterior e interior da Igreja matriz de Caminha, construída entre os séculos XV e XVI e que está envolta por uma fortaleza cuja razão de ser o historiador explica;

Destaque no seu interior para a Capela dos Navegantes que comporta uma lenda que refere que, em 1539 os mareantes caminhenses a bordo de um barco proveniente de Inglaterra, terão encontrado á tona da água um caixote contendo objectos religiosos, nomeadamente paramentos, peças de ouro e uma figura que denominaram o Senhor da Cana Verde, que ainda hoje é o elemento principal da Capela dos Navegantes; Explicação da lenda de Santo Ojinha na Serra de Arga, cujo nome evoluiu de santo azinha que queria significar alguém que foi feito santo muito depressa; Terreiro do milagre de Santo Ojinha onde figura uma igreja de estilo românico com instalações para a pernoita dos peregrinos devotos daquele santo; Igreja matriz de Vila Nova de Cerveira; Rio Minho defendido pela fortaleza medieval de Vila Nova de Cerveira.

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Explorar a Insua 
Vista do céu, em voo de pássaro, a Ínsua assemelha-se a um gigantesco bacalhau que parece ter aflorado à tona de água. No entanto, é bem possível que o constante bater das ondas e o eterno alternar das marés já lhe tenha mudado a forma e pareça hoje outra coisa qualquer.

Lobrigada de terra, faz lembrar um estranho navio ancorado a dois passos da costa à espera de visitantes. Mas, para poder apreciar-se de mais perto, terá que transpor-se a cortina verde e fresca do pinhal do Camarido ou calcorrear os areais de Moledo, que distam apenas duzentos metros da pequena ilha. Uma coisa é certa: quanto mais perto chegamos, maior é a vontade de ir até lá explorá-la e de guardá-la só para nós.



Espreitar Caminha
Conquistada a Ínsua - que para muitos será razão mais do que suficiente para ter vindo até ao extremo noroeste de Portugal -, é chegada a hora de pôr pés ao caminho para mais um inesquecível trilho costeiro. Mas, antes de partir passo-a-passo num invulgar percurso transfronteiriço rumo a terras galegas, entregando-se à travessia contemplativa do estuário do Minho, vale a pena deambular pelas estreitas ruelas de Caminha, que alguns consideram ser a mais bela e graciosa vila do litoral minhoto.

Instalada numa pequena península encravada entre as fozes dos rios Coura e Minho, a modesta vila raiana é um lugar emocionante, quer se explore do chão, quer se contemple do ar. Muito antes de os romanos terem chegado a estas paragens já os terrenos pantanosos haviam sido cobiçados e ocupados. Primeiro como lugar de pescadores, depois como póvoa marítima, porto de mar e terra de mercadores e navegantes, acabando como povoação fortificada que por inúmeras vezes foi ganha e perdida nas contendas com nuestros hermanos.
//publico.pt/
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Nossa Senhora da Conceição, Padroeira e Rainha de Portugal

 ● 13/12/14 coment

Como se tornou Nossa Senhora a verdadeira Soberana de Portugal



O culto a Santa Maria nasceu nos primórdios da nacionalidade. Desde o nosso primeiro Rei D. Afonso Henriques - um grande devoto de Nossa Senhora e que fez várias concessões a Santa Maria Bracarense, como tributo pela ajuda concedida na manutenção do seu território, designadamente engrandecendo a Catedral de Braga elevando-a à categoria de templo nacional, passando deste modo, Santa Maria de Braga, a ser a Padroeira do território portucalense - que todos os Reis da 1.ª dinastia praticaram o seu culto, agradecendo-lhe o auxílio prestado para a manutenção da independência do novo reino.


Proclamação de Nossa Senhora como Soberana de Portugal

Também na 2.ª dinastia, iniciada com D. João, Mestre de Avis, este na Batalha de Aljubarrota incitou os seus companheiros de armas em nome de Deus e da Virgem Maria.

D. Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino, por ser devotíssimo da Virgem Santa Maria, que respondeu às suas preces em Valverde, Atoleiros e Aljubarrota, mandou construir a Igreja de N.ª Sr.ª da Conceição de Vila Viçosa, e encomendou, para o efeito em Inglaterra, a imagem de Nossa Senhora da Conceição. E quando ingressa no Convento do Carmo em Lisboa como irmão leigo, usa apenas o nome de Frei Nuno de Santa Maria.

A São Nuno de Santa Maria se deve a renovação de uma antiga Confraria de Vila Viçosa, existente pelo menos desde 1349 e por si consagrada a Nossa Senhora da Conceição, que ainda hoje subsiste, a “Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição”.

Mas foi após a Restauração de 1640, com D. João IV, que se verifica um grande impulso na devoção à Senhora da Conceição, por todo o país. No dia 8 de Dezembro de 1640, Frei João de S. Bernardino, ao pregar na capela Real de Lisboa na presença do Duque de Bragança, agora já Rei de Portugal, termina o sermão por uma solene promessa:

Seja assi, Senhora, seja assi; e eu vos prometo, em nome de todo este Reyno, que elle agradecido levante um tropheo a Vossa Immaculada Conceição, que vencendo os seculos, seja eterno monumento da Restauração de Portugal.

Em 25 de Março de 1646, o rei D. João IV organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, para agradecer a Nossa Senhora a restauração da independência em relação a Espanha. Foi até à igreja de Nossa Senhora da Conceição, ofereceu a coroa portuguesa a Nossa Senhora, colocando-a a seus pés proclamou-a Padroeira Portugal. O acto da proclamação alargou-se a todo o País, com o povo a celebrar, pelas ruas, entoando cânticos de júbilo.

Assim se tornou Nossa Senhora a verdadeira Soberana de Portugal, por isso, desde este dia, mais nenhum rei português usou a coroa real na cabeça, direito que passou a pertencer apenas à Nossa Senhora. Em cerimónias solenes, a coroa passou a ser colocada em cima de uma almofada, ao lado do rei. Um facto extraordinário e único no mundo.

Em 1648 D. João IV mandou cunhar medalhas de ouro e prata que correram como moeda, em honra da Padroeira de Portugal, tendo no reverso a imagem de Nossa Senhora da Conceição coroada de sete estrelas sobre o globo e a meia-lua, tendo aos lados o sol, o espelho, a casa de ouro, a arca da aliança, o porto e a fonte selada com a legenda: Tutelaris Regni. Foi, até, com duas destas moedas em ouro que o Rei pagou, nesse ano, o tributo prometido ao Santuário de Nossa Senhora de Vila Viçosa.

Outros reis, seus sucessores, continuaram a tradição deste culto de homenagem a Nossa Senhora, caso de D. João V, em 1717, que recomenda a todas as igrejas a celebração anual com pompa e solenidade da Festa da Imaculada Conceição, enquanto D. João VI emite um decreto criando a Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a Cabeça da Ordem (lugar principal) na Sua Real Capela.

Há uma grande peregrinação anual ao Santuário de Vila Viçosa que se celebra todos os anos a 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal. O Papa João Paulo II visitou este Santuário durante a sua primeira visita a Portugal, em 14 de Maio de 1982.
ADAPTAÇÃO DE PORTUGAL GLORIOSO. Fontes; http://www.arqnet.pt/ - http://refugiodomocho.blogspot.pt/ - http://risco-continuo.blogs.sapo.pt/

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Nascimento de Portugal - O Condado Portucalense -1095-1139

 ● 15/09/14 coment

O nascimento de Portugal


A invasão árabe foi rápida, mas a reconquista do território pelos Visigodos, foi bastante mais lenta. Esta reconquista originou o nascimento de pequenos reinos que iam sendo alargados à medida que a Reconquista era bem sucedida. Primeiro o Reino das Astúrias que viria a ser dividido entre os filhos de Afonso III das Astúrias quando faleceu. Assim nasceram os reinos de Leão e Castela, e mais tarde, de Navarra e Aragão e da Galiza.

A Reconquista (também referenciada como Conquista cristã) é a designação historiográfica para o movimento ibérico cristão com início no século VIII que visava à recuperação dos Ibéricos cristãos das terras perdidas para os invasores árabes durante a invasão muçulmana (no ano 711) da península Ibérica.

Houve resistência em várias partes da península e os muçulmanos não conseguiram ocupar o norte, (Covadonga/Astúrias) onde resistiram bravamente muitos refugiados; aí surgiria Pelágio (ou Pelaio) que se pôs à frente dos refugiados, iniciando imediatamente um movimento para reconquistar o território perdido. Houve retrocessos, como em Portugal que quase terminou sua Reconquista em 1187, mas o sul foi invadido pelo Califado Almóada do Norte da Africa ou no século X devido as constantes razias islâmicas e entre outros, a desunião ibérica favoreceu bastante os muçulmanos.



Os Cristãos consideravam que o seu protector era Santiago (ainda hoje patrono de Espanha), apelidado de Santiago Matamouros.

Os reinos ibéricos eram monarquias feudais, era eficiente para combater incursões muçulmanas e razias mas dificultava o processo de Reconquista devido a desunião e as guerras feudais. A ocupação das terras conquistadas fazia-se com um cerimonial: cum cornu et albende de rege, isto é, com o toque das trombetas e o estandarte desfraldado.

A ideia de guerra santa, pela cruz cristã, só veio a surgir na época das Cruzadas (1096) e já em 1085, os reinos ibéricos já haviam reconquistado mais da metade da península Ibérica.

A reconquista de todo o território peninsular durou cerca de sete séculos, só ficando concluída em 1492 com a tomada do reino muçulmano de Granada pelos Reis Católicos. Em Portugal, a reconquista terminou antes com a conquista definitiva da cidade de Faro pelas forças de D. Afonso III, em 1249, o extremo sul do país estava completamente despovoado, a população se encontrava no centro-norte até o sul de Évora e Santiago do Cacém, o Algarve foi repovoado na segunda metade do século XIII.
(continua...aqui)

Fonte; http://historia-portugal.blogspot.pt/
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Nascimento de Portugal - Batalha de São Mamede

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Batalha de São Mamede: 24 de Junho 1128


Combate travado no lugar de São Mamede, nas vizinhanças de Guimarães. Assinala a afirmação da independência portuguesa face à Galiza, pela vitória do jovem D.Afonso Henriques contra as tropas de sua mãe, D. Teresa, e do conde Fernão Peres de Trava.

Afonso Henriques comandava um exército de nobres do Condado Portucalense, descontentes com a hegemonia galega sobre os destinos do território de Entre-Douro-e-Minho, personificada na família dos Travas. Lutando contra os cristãos de Leão e Castela e os muçulmanos, Afonso Henriques conseguiu uma importante vitória contra os Mouros na Batalha de Ourique, em 1139, e declarou a independência.

Nascia, pois, em 1139, o reino de Portugal e a sua primeira dinastia, como rei Afonso I de Borgonha (Afonso Henriques)



Motivos da batalha

Após a morte de D. Henrique, em 1112, fica D. Teresa a governar o condado, pois achava que este lhe pertencia por direito, mais do que a outrem, já que lhe tinha sido dado por seu pai na altura do casamento. Associou ao governo o conde galego Bermudo Peres de Trava e o seu irmão Fernão Peres de Trava. Terá até talvez casado em segundas núpcias com Bermudo, do qual terá tido uma filha.

A crescente influência dos condes galegos no governo do condado Portucalense levou à revolta verificada em 1128, protagonizada pela grande maioria dos infanções do Entre Douro e Minho.

Estes escolheram para seu caudilho, D. Afonso Henriques, filho de D. Henrique e de D. Teresa. A Galiza, incluindo debaixo desta denominação a extensa província portugalense e que naturalmente se devia considerar como incorporado o território novamente adquirido ao Garb muçulmano, constituía já um vasto estado remoto do centro da monarquia leonesa.

Os condes que dominavam os distritos em que esse largo tracto de terra se dividia ficavam assaz poderosos para facilmente se possuírem das ideias de independência e rebelião comuns naquele tempo, tanto entre os sarracenos como entre os cristãos. Afonso VI pôde evitar esse risco convertendo toda a Galiza, na mais extensa significação desta palavra, em um grande senhorio, cujo governo entregou a um membro da sua família (...)"

História de Portugal de Alexandre Herculano

Na batalha de São Mamede defrontam-se os exércitos do conde Fernão Peres de Trava e o dos barões portucalenses. Estes últimos quando venceram Fernão Peres pretendiam apenas obriga-lo a ceder o governo do condado portucalense ao príncipe herdeiro.

A intervenção dos barões portucalenses, liderada pelos senhores de Sousa e de Ribadouro, resultava de um longo percurso, ao longo do qual as linhagens de Entre Douro e Minho tinham solidificado o poder que exerciam na região. Pretendiam, como desde o tempo da condessa Mumadona Dias ocupar um lugar que não estivesse subordinado a ninguém, a não ser uma autoridade local em serviço dos seus interesses. O jovem herdeiro do condado servia exactamente a essa pretensão.

Após a vitória Afonso Henriques tomou a autoridade com todo o vigor.

Afonso VII de Leão, ocupado com as vicissitudes da política leonesa, não atribui importância a esta mudança de poder no condado, e limita-se a aceitar o preito de fidelidade de D. Afonso Henriques em 1137. Porque isso contribuía para engrandecer o prestígio do imperador Afonso VII, a chancelaria leonesa não hesita em atribuir o título de rei ao príncipe português. Podia assim Afonso VII afirmar a sua condição de imperador, o qual tem reis por vassalos.

Entre os pricipais barões portucalenses que participaram na batalha de São Mamede ao lado de D. Afonso Henriques, estão Soeiro Mendes de Sousa «O Grosso» (1121-1137), Gonçalo Mendes de Sousa «Sousão» (1154-1167), Egas Moniz de Ribadouro «O Aio» (1108-1146), Gonçalo Mendes da Maia «O Lidador» e outros.

por João M. Tomas dos Anjos
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Nascimento de Portugal - Teresa Portucalensis Regina

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D. Teresa - Miniatura medieval


Desde 1095, portanto, Henrique e Teresa (que usava o título de rainha - "Portucalensis Regina" - governaram Portugal e Coimbra.
Com a morte de Alfonso VI as suas possessões passaram para a sua filha legítima Urraca e para o seu neto Alfonso VII.

Henrique de Borgonha, o bom gaulês, sonhou com o poder, mas tinha muito pouco quando morreu em 1112, deixando Teresa com o seu filho ainda criança, Afonso Henriques.

As intrigas de Teresa com o seu favorito Galego, Fernando Peres de Trava, perderam o favor dos barões portugueses, que em 1128 a derrotaram na Batalha de S. Mamede, e a exilaram.

D. Teresa começa (1121) a intitular-se «Rainha», mas os conflitos com o alto clero e sobretudo a intimidade com Fernão Peres, fidalgo galego a quem entregara o governo dos distritos do Porto e Coimbra, trouxeram-lhe a revolta dos Portucalenses e do próprio filho, sistematicamente afastados, por estranhos, da gerência dos negócios públicos.

Aos catorze anos de idade (1125), o jovem Afonso Henriques arma-se a si próprio cavaleiro – segundo o costume dos reis – tornando-se assim guerreiro independente.

Em 1128, trava-se a Batalha de São Mamede (Guimarães) entre os partidários do infante Afonso e os de sua mãe. Esta é vencida, D. Afonso Henriques toma conta do condado e dele vai fazer o reino de Portugal.

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Fonte; //historia-portugal.blogspot.pt/
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Nascimento de Portugal - Henrique de Borgonha

 ● 14/09/14 coment

Henrique de Borgonha
(Borgonha 1066 - Astorga, 24 Abril 1112) foi Conde de Portucale desde 1093 até à sua morte.

Filho de Henrique de Borgonha, herdeiro de Roberto I, Duque de Borgonha e de Beatriz ou Sibila de Barcelona. Era irmão de Eudes I.

Sendo um filho mais novo, Henrique tinha poucas possibilidades de alcançar fortuna e títulos por herança, tendo por isso aderido à Guerra de Reconquista. Ajudou, enquanto cruzado, o Rei Afonso VI de Leão e Castela a conquistar o Reino da Galiza, que compreendia aproximadamente a moderna Galiza e o norte de Portugal, recebendo como recompensa a filha dele, Teresa de Leão com a qual casou.

Deve ter casado em finais de 1095 com a jovem e formosa Teresa, filha de Afonso VI e de Ximena Moniz. Durante os primeiros anos de matrimónio viveram em Toledo. Alguns anos mais tarde, em 1096, Henrique tornou-se também o Conde Portucalense, condado até à data dependente do reino de Galiza, devido à pouca habilidade bélica que o seu primo, o Conde Raimundo da Galiza, conduzia contra os Mouros.

Henrique teve vários filhos de Teresa. O mais novo, o único que sobreviveu à infância, foi Afonso Henriques, que se tornou o segundo Conde de Portugal em 1112. No entanto, o jovem Afonso tinha outros planos; em 1128 rebelou-se contra sua mãe que pretendia o condado devolvido a ela e a junção de novo com o reino de Galiza. Por isso, em 1139 reafirmou-se independente de Leão e proclamou-se Rei de Portugal.

O reconhecimento oficial só ocorreu em 5 Outubro de 1143, com a assinatura do tratado de Zamora, após ter vencido a sua mãe e Afonso VI de Leão com Raimundo de Borgonha como aliado, na Batalha de São Mamede em Guimarães.


Assinatura do Tratado de Zamora




Zamora, nas margens do rio Douro.

O conde D. Henrique, apoiado pelos interesses políticos clunicenses, introduz-se ambiciosamente na política do Reino, conquistando poder junto das cortes. Vendo-se na condição de subordinados ao rei, os condes ou governadores tinham amplos poderes administrativos, judiciais e militares, e o seu pensamento orientava-se, naturalmente, para a aquisição de uma completa autonomia quando, no caso português, as condições lhe eram propícias.

A fim de aumentar a população e valorizar o seu território, D. Henrique deu foral e fez vila (fundou uma povoação nova)  em várias terras, entre elas Guimarães, na qual fez vila de burgueses, atraindo ali, com várias regalias, muitos francos seus compatriotas. Em Guimarães, D. Henrique fixou a sua habitação, em Paços próprios, dentro do castelo que ali fora edificado no século anterior.

Falecido o conde D. Henrique (1112), passa a viúva deste, D. Teresa, a governar o condado durante a menoridade do seu filho Afonso Henriques.

O Conde D. Henrique, como já se disse, foi o quarto filho de Henrique de Borgonha, neto do Duque Roberto, bisneto de Roberto I de França, irmão dos Duques Hugo e Eudes de Borgonha, sobrinho-direito da rainha Constança de Leão, sobrinho-neto de S. Hugo, abade de Cluny, e primo co-irmão de Henrique IV de Alemanha. Morre em 24 de Abril de 1112 na cidade de Astorga e está sepultado em Braga.
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Fonte; http://historia-portugal.blogspot.pt/
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