Portugal Glorioso: TVI
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«Publicitários disfarçados de comentadores» Paulo Morais

 ● 27/09/17

"Estes advogados são publicitários disfarçados de comentadores"





PLMJ (TV):
À mesma hora, José Miguel Júdice (sócio principal da poderosa Sociedade de advogados PLMJ) e Morais Sarmento (também da mesma sociedade) comentavam política nos Telejornais da TVI e da RTP.

Comentavam autárquicas. Como são conhecidas as chorudas avenças que essa sociedade factura em algumas câmaras, estima-se que o negócio venha a crescer em breve; e em grande. Estes advogados são publicitários disfarçados de comentadores.
Paulo de Morais

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TVI: Falta de respeito inqualificável de Judite de Sousa

 ● 18/06/17
"Judite de Sousa passou-se. Ponto. Zero desculpas para uma profissional com aquela experiência. Uma vergonha e uma falta de respeito inqualificável."
(Bruno Costa)



Imagem e respectiva legenda da reportagem que a TVI emitiu esta noite.

Actualização:
ERC abre processo a reportagem da TVI em Pedrógão Grande
A entidade Reguladora para a Comunicação Social abriu esta segunda-feira um processo de averiguações "a uma reportagem emitida, na edição de ontem , do Jornal Nacional da TVI, sobre os incêndios em Pedrógão Grande". Em nota publicada no site, a ERC informa que lhe chegaram mais de 100 participações que "contestam o plano televisivo em que aparece um dos cadáveres da tragédia".

"A ERC, consciente do estado de choque em que o País se encontra, sintoniza-se com a sociedade portuguesa e espera que a comunicação social seja de uma sensibilidade profissional a toda a prova, neste momento de luto nacional", conclui a nota publicada pelo organismo. (fonte DN)

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«Lembram-se dos Panama Papers? Silêncio ensurdecedor» Paulo Morais

 ● 15/06/16

Panama Papers: Escândalo censurado na TVI e no Expresso




PANAMA PAPERS: SILÊNCIO ENSURDECEDOR.

Lembram-se dos Panama Papers?
A maioria dos envolvidos são POLÍTICOS. Mas, apesar de estarem identificadas, neste escândalo, 246 entidades com ligações a Portugal - não foram ainda revelados os nomes dos políticos envolvidos. Estão a ser protegidos porquê? Divulgaram 70 nomes, a maioria empresários e advogados. Porque esperam para difundir os dos políticos?.
O escândalo foi censurado. Na TVI e no Expresso.
O silêncio é ensurdecedor.

Paulo de Morais

actualização: 09-06-2017


PANAMA PAPERS: SILÊNCIO ENSURDECEDOR (e ETERNO?)
Os Panamá Papers foram anunciados, com pompa, pela TVI e pelo Expresso. Há um ano!
Na TVI, o assunto morreu há muito, o que é normal, pois este é um canal só de tele-vendas (da política à economia, da cultura ao desporto... tudo se vende).

Já o Expresso... anunciou que havia uma lista de pagamentos do BES de Ricardo Salgado a políticos e jornalistas. Uma lista de compras. "O Expresso decidiu publicar que a lista está no Ministério Público” diz o director do Expresso.

Mas, ao fim de um ano, o Expresso não divulgou ainda, nem a lista, nem os nomes. Porque não revelou ainda o Expresso os nomes?... E que fez, entretanto, o Ministério Público com a lista que o Expresso conhece?

Paulo de Morais

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Uma noticia que espantosamente passou despercebida!

 ● 14/03/14

Novo carro eléctrico português: Reportagem sobre o VEP da escola superior de tecnologia de Viseu.

Viram esta notícia? É espantoso como passou despercebida! Com este novo modelo de motor eléctrico podemos, apenas com 1 Euro, andar 100 Km. Deram o devido relevo a esta invenção? Pois... se alguém começasse a alterar os veículos em fim de vida, o que seriam dos lucros milionários da Galp ou dos impostos cobrados em combustíveis e em carros novos!?
(por Olivia Ferreira Martins)

video:


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Carta Aberta a Judite de Sousa - Professor aposentado

 ● 28/11/13
Exma. Sra. Dra. Judite de Sousa,

O programa Olhos nos Olhos que foi hoje para o ar [14/10/13] ficará nos anais da televisão como um caso de estudo, pelos piores motivos.

Foi o mais execrável exercício de demagogia a que me foi dado assistir em toda a minha vida num programa de televisão. O que os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo disseram acerca das pensões de aposentação, de reforma e de sobrevivência é um embuste completo, como demonstrarei mais abaixo. É também um exemplo de uma das dez estratégias clássicas de manipulação do público através da comunicação social, aquela que se traduz no preceito: "dirigir-se ao espectador como se fosse uma criança de menos de 12 anos ou um débil mental".



Mas nada do que os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo dizem ou possam dizer pode apagar os factos. Os factos são teimosos. Ficam aqui apenas os essenciais, para não me alargar muito:

1. OS FUNDOS DO SISTEMA PREVIDENCIAL da Segurança Social (Caixa Nacional de Aposentações e Caixa Geral de Aposentações), com os quais são pagas essas pensões, NÃO PERTENCEM AO ESTADO (muito menos a este governo, ou qualquer outro). Não há neles um cêntimo que tenha vindo dos impostos cobrados aos portugueses (incluindo os aposentados e reformados). PERTENCEM EXCLUSIVAMENTE AOS SEUS ACTUAIS E FUTUROS BENEFICIÁRIOS, QUE PARA ELES CONTRIBUÍRAM E CONTRIBUEM DESCONTANDO 11% dos seus salários mensais, acrescidos de mais 23,75% (também extraídos dos seus salários) que as entidades empregadoras, privadas e públicas, deveriam igualmente descontar para esse efeito (o que nem sempre fazem [voltarei a este assunto no ponto 3]).

2. As quotizações devidas pelos trabalhadores e empregadores a este sistema previdencial, bem como os benefícios (pensões de aposentação, de reforma e sobrevivência; subsídios de desemprego, de doença e de parentalidade; formação profissional) que este sistema deve proporcionar, são fixadas por cálculos actuariais, uma técnica matemática de que o sr. Medina Carreira manifestamente não domina e de que o sr. Henrique Raposo manifestamente nunca ouviu falar. Esses cálculos são feitos tendo em conta, entre outras variáveis, o custo das despesas do sistema (as que foram acima discriminadas) cujo montante depende, por sua vez — no caso específico das pensões de aposentação, de reforma e de sobrevivência — do salário ou vencimento da pessoa e do número de anos da sua carreira contributiva. O montante destas pensões é uma percentagem ponderada desses dois factores, resultante desses cálculos actuariais.

3. Este sistema em nada contribuiu para o défice das contas públicas e para a dívida pública. Este sistema não é insustentável (como disse repetidamente o senhor Raposo). Este sistema esteve perfeitamente equilibrado e saudável até 2011 (ano de entrada em funções do actual governo), e exibia grandes excedentes, apesar das dívidas das entidades empregadoras, tanto privadas como públicas (estimadas então em 21.940 milhões de euros) devido à evasão e à fraude contributiva por parte destas últimas. Em 2011, último ano de resultados fechados e auditados pelo Tribunal de Contas, o sistema previdencial teve como receitas das quotizações 13.757 milhões de euros, pagou de pensões 10.829 milhões de euros e 1.566 milhões de euros de subsídios de desemprego, doença e parentalidade, mais algumas despesas de outra índole. O saldo é pois largamente positivo. Mas o sistema previdencial dispõe também de reservas, para fazer face a imprevistos, que são geridas, em regime de capitalização, por um Instituto especializado (o Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social) do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. Ora, este fundo detinha, no mesmo ano de 2011, 8.872,4 milhões de euros de activos, 5,2% do PIB da altura.

4. É o aumento brutal do desemprego (952 mil pessoas no 1º trimestre de 2013), a emigração de centenas de milhares de jovens e menos jovens, causados ambos pela política recessiva e de empobrecimento deste governo, e a quebra brutal de receitas e o aumento concomitante das despesas com o subsídio de desemprego que estes factos acarretam, que está a pôr em perigo o regime previdencial e a Segurança Social como um todo, não a demografia, como diz o sr. Henrique Raposo.

5. Em suma, é falso que o sistema previdencial seja um sistema de repartição, como gosta de repetir o sr. Medina Carreira. É, isso sim, um sistema misto, de repartição e capitalização. Está escrito com todas as letras na lei de bases da segurança social (artigo 8º, alínea C, da lei nº4/2007), que, pelos vistos, nem ele nem o senhor Henrique Raposo se deram ao trabalho de ler. É falso que o sistema previdencial faça parte das "despesas sociais" do Estado (educação e saúde) que ele (e o governo actual) gostariam de cortar em 20 mil milhões de euros. Mais especificamente, é falso que os seus benefícios façam parte das "prestações sociais" que o senhor Medina Carreira gostaria de cortar. Ele confunde deliberadamente dois subsistemas da Segurança Social: o sistema previdencial (contributivo) e o sistema de protecção da cidadania (não contributivo). É este último sistema (financiado pelos impostos que todos pagamos) que paga o rendimento social de inserção, as pensões sociais (não confundir com as pensões de aposentação e de reforma, as quais são pagas pelo sistema previdencial e nada pesam no Orçamento de Estado), o complemento solidário de idosos (não confundir com as pensões de sobrevivência, as quais são pagas pelo sistema previdencial e nada pesam no Orçamento do Estado), o abono de família, os apoios às crianças e adultos deficientes e os apoios às IPSS.

6. É falso que o sr. Henrique Raposo (HR) esteja, como ele diz, condenado a não receber a pensão a que terá direito quando chegar a sua vez, "porque a população está a envelhecer", "porque o sistema previdencial actual não pode pagar as pensões de aposentação futuras", "porque o sistema não é de capitalização". O 1º ministro polaco, disse, explicou-lhe como mudar a segurança social portuguesa para os moldes que ele, HR, deseja para Portugal. Mas HR esqueceu-se de dizer em que consiste essa mirífica "reforma": transferir os fundos de pensões privados para dentro do Estado polaco e com eles compensar um défice das contas públicas, reduzindo nomeadamente em 1/5 a enorme dívida pública polaca. A mesma receita que Passos Coelho, Vítor Gaspar e Paulo Portas aplicaram em Portugal aos fundos de pensões privados dos empregados bancários! (para mais pormenores sobre o desastre financeiro que se anuncia decorrente desta aventura polaca, ver o artigo de Sujata Rao da Reuters, "With pension reform, Poland joins the sell-off", 6 de Setembro de 2013, blogs.reuters.com/... e o artigo de Monika Scislowska da Associated Press, "Poland debates controversial pension reform", 11 de Outubro de 2013, news.yahoo.com/... ). HR desconhece o que aconteceu às falências dos sistemas de capitalização individual em países como, por exemplo, o Reino Unido. HR desconhece também as perdas de 10, 20, 30, 40 por cento, e até superiores, que os aforradores americanos tiveram com os fundos privados que geriam as suas pensões, decorrentes da derrocada do banco de investimento Lehman Brothers e da crise financeira subsequente — como relembrou, num livro recente, um jornalista insuspeito de qualquer simpatia pelos aposentados e reformados. O único inimigo de HR é a sua ignorância crassa sobre a segurança social.

Os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo, são, em minha opinião, casos perdidos. Estão intoxicados pelas suas próprias lucubrações, irmanados no mesmo ódio ao Tribunal Constitucional ("onde não há dinheiro, não há Constituição, não há Tribunal Constitucional, nem coisíssima nenhuma" disse Medina Carreira no programa "Olhos nos Olhos" de 9 de Setembro último;" O Tribunal Constitucional quer arrastar-nos para fora do euro" disse Henrique Raposo no programa de 14 de Outubro de 2013). E logo o Tribunal Constitucional ! — última e frágil antepara institucional aos desmandos e razias de um governo que não olha a meios para atingir os seus fins. Estes dois homens tinham forçosamente que se encontrar um dia, pois estão bem um para o outro: um diz "corta!", o outro "esfola!". Pena foi que o encontro fosse no seu programa, e não o café da esquina.

Mas a senhora é jornalista. Não pode informar sem estar informada. Tem a obrigação de conhecer, pelo menos, os factos (pontos 1-6) que acima mencionei. Tem a obrigação de estudar os assuntos de que quer tratar "Olhos nos Olhos", de não se deixar manipular pelas declarações dos seus interlocutores. Se não se sentir capaz disso, se achar que o dr. Medina Carreira é demasiado matreiro para que lhe possa fazer frente, então demita-se do programa que anima, no seu próprio interesse. Não caia no descrédito do público que a vê, não arruíne a sua reputação. Ainda vai a tempo, mas o tempo escasseia

José Manuel Catarino Soares
Professor aposentado
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