Portugal Glorioso: embaixadas
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Robert Sherman não era o diplomata-padrão do croquete e da conversa mole

 ● 13/01/17 coment  ●



Para a maior parte de nós, Robert Sherman foi o embaixador que "viralizou" [verbo cretino] nas redes sociais a apoiar a selecção no Euro. Foi o homem que levou a Embaixada dos EUA em Portugal aos quatro cantos do país, a conhecer Portugal e a dar-se a conhecer.
Para mim foi o homem que aceitou um convite delicado da Transparência e Integridade, Associação Cívica, em Maio de 2015, para vir falar de lóbi. E veio. E falou, frontalmente, sobre a inteligência da regulação, sobre o jogo do gato e do rato entre reguladores e regulados, sobre a captura da política e sobre o financiamento partidário, sobre as boas e más lições do seu país. Percebi nesse dia que Robert Sherman não era o diplomata-padrão, do croquete e da conversa mole. Foi um amigo e um parceiro de Portugal, para que o era fácil e para o que era difícil. Farewell, Mr. Ambassador. You will be missed.

João Paulo Batalha
Director Executivo - Transparência e Integridade, Associação Cívica


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Embaixador EUA: "Portugal não precisa de esperar mais pelo rei Sebastião, ele já regressou"


"Acreditem em vocês próprios", disse o diplomata aos portugueses. No seu discurso de despedida, o diplomata norte-americano fez questão de sublinhar que os portugueses estão hoje mais optimistas do que há três anos.


"Esta foi uma grande experiência em Portugal. Foi um emprego de sonho. E foi uma grande experiência porque observei a evolução de Portugal. De um país que não acreditava em si mesmo, que não pensava que podia desempenhar um papel importante a nível mundial, para um país que está a fazer coisas importantes no campo da tecnologia, no mundo da política, como no caso do António Guterres, e também no mundo do desporto com a vitória no Euro. Daqui a uns anos vou poder dizer, 'eu estava lá quando teve lugar esta grande transformação'", disse esta sexta-feira, 13 de Janeiro em Lisboa.

No momento de despedida dos portugueses, o embaixador deixou um conselho: "Acreditem em vocês próprios, e se jogarem em equipa, podem alcançar grandes coisas, tal como a selecção fez". E também não poupou nos elogios. "Os portugueses são as pessoas mais bondosas, calorosas, e acolhedoras que eu já encontrei em qualquer lugar do mundo. E vou ter-vos no meu coração para sempre".

No seu discurso de despedida perante mais de duas centenas de cidadãos portugueses e norte-americanos, o embaixador recordou quando chegou a Portugal há mais de dois anos. "Encontrei as pessoas muito derrotadas, que me diziam 'não conseguimos fazer isto, não conseguimos fazer aquilo'. Diziam-me, 'somos um pequeno país produtor de vinho, não conseguimos exportar. Ou então, 'não conseguimos vender os nossos produtos nos Estados Unidos a não ser para os portugueses que lá vivam'. E perguntaram-me até: Onde é que estão os americanos para nos ajudar?'".

"Uma vez perguntaram-me: 'os americanos tem uma opinião negativa dos portugueses?' E eu respondi que os portugueses é que têm uma opinião negativa dos portugueses, os americanos não conhecem Portugal", afirmou.

Comparou assim esta atitude com o sebastianismo e o regresso esperado do rei desaparecido na guerra em Marrocos há mais de 400 anos."Era como se os portugueses não tivessem a capacidade para resolverem os seus problemas e precisavam de um milagre ou do regresso do jovem rei".

Constatou que "existia uma atitude de auto-comiseração. Este pessimismo estava a corroer as pessoas. E eu não percebia isso, porque é que os portugueses têm tanta falta de confiança em si próprios"

E enumerou as várias qualidades que encontrou de Portugal durante o seu mandato. "Um país com beleza, com história, boa comida, bom vinho, uma nova geração cheia de ideias, com empreendedores. E sim, também as praias e o sol, mas também a generosidade e a bondade dos portugueses".

Concluiu então que "Portugal não precisa de esperar mais pelo rei Dom Sebastião, ele já está cá".
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A política nunca percebeu que a nossa alma é bem maior que o nosso chão

 ● 09/06/15 coment  ●


Ganhar a diáspora.

A emigração portuguesa não pára de crescer. Só nos últimos quatro anos emigraram 500 mil. Em todas as famílias há hoje, pelo menos, um emigrante. E, no entanto, o Estado não tem resposta adequada para o acompanhamento dos portugueses da diáspora. A nível do governo, os emigrantes são da responsabilidade do Ministro dos Negócios Estrangeiros! Há ainda quatro deputados para representar cerca de cinco milhões, um terço dos portugueses, o que é absurdo. E o Corpo Diplomático e Consular, que deveria apoiar as Comunidades, por regra ignora-as.

A um país com um terço da sua população expatriada exigir-se-ia uma rede consular capaz. Esta deveria consistir em pequenas lojas ou balcões de cidadão onde cada compatriota pudesse tratar de forma expedita de todos os assuntos respeitantes com a administração do seu país. A par destes serviços, e junto deles, deveriam existir escolas de português para divulgação da língua e da cultura pátria. Seria uma questão de preservação cultural do País, junto das famílias dos portugueses e de todos os lusodescendentes. Estas escolas seriam, aliás, maioritariamente rentáveis. Nos casos em que tal se justificasse, pela dimensão local das comunidades, poderia haver escolas com ensino integral em português. É este, aliás, o modelo doutros países, nomeadamente da ‘Alliance Française’ e da rede de liceus franceses.

Com que meios se implementaria este sistema? Com aqueles de que o Estado já dispõe: instalações de consulados e embaixadas, bem como os recursos humanos reforçados do Instituto Camões. Deveria ser peça fundamental nesta estratégia um serviço público de televisão, da responsabilidade da RTP, que permitisse uma ligação permanente a Portugal; bem diferente do que hoje é a maçadora programação da RTP Internacional e RTP África.

Agostinho da Silva defendia que a característica mais marcante do povo português é a universalidade. Um potencial que o estado português jamais soube interpretar. E aproveitar. A política nunca percebeu que a nossa alma é bem maior que o nosso chão.

Paulo Morais
CM
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«Embaixadas portuguesas na Europa não servem para nada» Paulo Morais

 ● 12/01/15 coment  ●

As Embaixadas portuguesas nas capitais europeias devem encerrar

São completamente inúteis.




As Embaixadas portuguesas nas capitais europeias devem encerrar

São completamente inúteis.
Não apoiam os emigrantes, pois esta é uma função dos Consulados.

Não apoiam empresas nacionais, pois na Europa não há quaisquer restrições formais à internacionalização.

Não definem políticas europeias, este é um assunto tratado pelas representações diplomáticas em Bruxelas, junto da UE.

Não servem para nada.
São residências de férias permanentes de embaixadores e hotéis de fim-de-semana para membros do governo. Encerrem-nas.

Paulo de Morais

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