Portugal Glorioso: família
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Por detrás das redes sociais há centenas de bandidos. Lobos com pele de cordeiro

 ● 29/01/17 coment  ●
Aos pais.
Por detrás das redes sociais há centenas de bandidos. Que negoceiam droga, armas, corrompem, negoceiam escravos. E predadores que raptam crianças.





O rapto de Mariana, em Ponte de Lima, por um predador sexual não é o primeiro. Infelizmente, não será o último. A revolução cibernética está a entrar nos nossos quotidianos com rapidez inimaginável, alterando comportamentos, maneiras de pensar, as tradicionais visões do mundo sem aviso prévio.

Quando damos por nós, já lá estamos. Sobretudo no mundo das famílias, da escola, dos territórios onde se geram e aprendem os afectos. As verdadeiras revoluções transformadoras da vida, são invisíveis à discussão pública, indiferentes a manifestações, desprezam a política, ignoram utopias antigas. Foi assim com a descoberta do fogo, da roda, da revolução industrial, da pílula contracetiva que abriu as portas a autodeterminação das mulheres e, agora, com este imperialismo computorizado.

A Internet é o encontro com a Liberdade absoluta. O prazer maior de qualquer ser social, liberto das grilhetas da norma jurídica, social ou moral. É o acesso ilimitado ao conhecimento. E também é a maior estrumeira de dejectos a nível mundial.

A Liberdade tem esse risco. Precisa de ser aprendida. Os pais, os professores devem preparar, estão obrigados a preparar as suas crianças para perceber este admirável mundo novo. As redes sociais são a mistificação do real através de imagens que podem ser verdadeiras ou falsas.

Por detrás delas, estão milhões de pessoas interessantes e estão centenas de bandidos. Lobos com pele de cordeiro. Que negoceiam droga, armas, corrompem, negoceiam escravos. E predadores que raptam crianças. E todos nos chegam com a aparência de amigos. Não são. Educar deixou de ser a prática social e ética que herdámos da velha escola. Tem que incluir forçosamente o controlo educativo de crianças na iniciação ao mundo cibernético.

Para diminuir riscos. Para que gozem essa Liberdade com prazer. Os pais são os grandes motores desta domesticação do invisível. Para que casos, como o de Mariana, não se repitam.

Francisco Moita Flores
cmjornal.pt
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«Sou gay e nunca fui discriminado» Telespectador responsabiliza homossexuais

 ● 16/06/16 coment  ●

Polémica Colégio Militar

Opinião Pública com Paulo Côrte-Real - Vice-Presidente da ILGA Portugal. Intervenção do telespectador Casimiro Santos: "Sou homossexual e nunca fui discriminado. Nem eu, nem o meu companheiro, nem o nosso filho. E porquê? Porque temos um comportamento de casal normal".


Azeredo Lopes, a agenda LGBT e o desrespeito pelas Forças Armadas

16/4/2016
Azeredo Lopes pouparia um importante embaraço a António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa se apresentasse a sua demissão, colocando assim um ponto final na triste novela que ele próprio desencadeou


Os mais recentes esforços para impor a agenda LGBT no Colégio Militar poderiam ser apenas mais um episódio relativamente marginal de actuação infeliz da “geringonça” e dos seus aliados mas, infelizmente, a intervenção absolutamente desastrosa e gravemente desrespeitosa do ministro da Defesa Azeredo Lopes fez com que a situação transcendesse em muito esse patamar. De facto, Azeredo Lopes conseguiu o feito (de duvidoso mérito) de transformar um episódio de excitação mediática propiciado por uma das recorrentes indignações do influente lobby LGBT numa lamentável novela que conduziu à demissão do general Carlos Jerónimo de CEME e afectou de forma gravosa as Forças Armadas. A gravidade da conduta de Azeredo Lopes foi bem resumida numa contida – mas afirmativa – carta aberta dirigida pelo tenente-general Garcia Leandro ao ministro da Defesa:

“Acontece que V. Ex.ª se assustou, sem qualquer razão, com as declarações do BE, tratou do assunto nos OCS [órgãos de comunicação social] e pressionou o general CEME para tomar decisões em área da sua exclusiva responsabilidade; claro que qualquer general sério e que mereça tal designação, sendo ainda o n.º 1 do seu ramo, teria tomado a mesma decisão que o general Carlos Jerónimo, que saiu engrandecido de toda esta triste novela.”

Tenha sido impulsionada por medo das pressões do Bloco de Esquerda ou motivada por convicções pessoais profundamente enraizadas, a verdade é que esta actuação de Azeredo Lopes foi profundamente infeliz e reveladora de um inaceitável desrespeito pelas Forças Armadas. O comportamento ofensivo de Azeredo Lopes contraria aliás uma longa tradição estabelecida no PS de respeito pelas Forças Armadas, levantando a possibilidade de, também nesta área, estarmos a assistir a um nefasto efeito “geringonça”.

Em sua defesa, Azeredo Lopes estará porventura habituado a exercer impunemente o tipo de conduta agora manifestado (basta recordar, a título de exemplo, a forma como actuou na ERC), mas ao transpor esse padrão para o relacionamento com as Forças Armadas deixou de ter condições para exercer de forma eficaz o cargo de ministro da Defesa.

As demissões recentes do ministro da Cultura e do secretário de Estado da Juventude e Desporto – juntamente com a possibilidade de ser visto pelo Bloco de Esquerda como um valioso ponta de lança para o avanço da agenda LGBT nas Forças Armadas – funcionarão neste momento como factores de sustentação de Azeredo Lopes no cargo mas o actual ministro da Defesa pouparia um importante embaraço a António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa se apresentasse a sua demissão, colocando assim um ponto final na triste novela que ele próprio desencadeou.

Face à gravidade das ofensas e desconsiderações a que Azeredo Lopes os sujeitou, é de louvar a extraordinária contenção nas reacções públicas dos militares. Essa contenção constitui em si mesma uma elevada prova de respeito institucional e de sentido de serviço a Portugal. Resta esperar que os responsáveis políticos que transitoriamente ocupam cargos no executivo não cometam o grave erro de confundir essas virtudes com mansidão ou cobardia.

André Azevedo Alves
Professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa
fonte: Observador


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Paulo Morais: Há editoras que controlam os governantes

 ● 22/12/15 coment  ●
O Estado está obrigado, por lei, a ter em todas as escolas públicas bancos para troca de livros. E isso não acontece, "porque as editoras, Leya, Porto Editora e Santillana, controlam os governantes, são elas quem decide a política de manuais escolares e os preços", denúncia de Paulo Morais no debate com Marcelo.



a partir do minuto 23:00

ACTUALIZAÇÃO / 30-03-2016
A Porto Editora apresentou uma queixa-crime contra Paulo Morais por “prejuízo ao bom nome e reputação da empresa” ao associar a editora a corrupção e cartelização do mercado de manuais escolares. NOVE MESES DEPOIS: Paulo Morais acusado por ofensa à Porto Editora. – O Ministério Público deduziu acusação contra o ex-candidato à Presidência da República Paulo Morais pelo crime de ofensa à Porto Editora.

Não retiro nada do que disse até hoje e continuarei a falar até que o problema [dos manuais escolares] se resolva. Continuarei a denunciar o cartel dos livros escolares no uso dum direito constitucional: o de liberdade de expressão.
(Paulo Morais)

ACTUALIZAÇÃO / 27-10-2017
O Tribunal Judicial da Comarca do Porto absolveu o político e docente universitário português Paulo Morais em processo interposto pela Porto Editora. É já a 16ª decisão favorável que o líder da Associação Frente Cívica obtém em tribunal em processo por difamação ou injúrias.

MAIS UMA VITÓRIA da LIBERDADE DE EXPRESSÃO!!! Quero partilhar esta vitória com todos os que me têm apoiado e incentivado nesta luta difícil, mas justa e necessária.Um agradecimento muito especial ao meu amigo e defensor em todos os processos, o advogado José Puig Costa. Continuarei, como até aqui, mas com ânimo redobrado, a denunciar os casos de mau uso dos recursos públicos e os abusos cometidos contra os cidadãos. Não desistirei nunca de exprimir a minha opinião no exercício de um direito constitucional que todos temos de defender: o de LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
(Paulo Morais)

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Milhões de manuais escolares para o lixo! Quem lucra com isto?

 ● 04/09/15 coment  ●
Quem lucra com este esbanjamento? Obviamente as editoras, que dominam o negócio, sem que o Ministério mostre vontade de impor uma nova política.

Ricos Livros


O fim do ano escolar aproxima-se. E milhões de manuais escolares irão em breve para o lixo: um desperdício. Poderiam ser reutilizados, como acontece em toda a Europa, por novos alunos. Mas não! Quem lucra com este esbanjamento? Obviamente as editoras, que dominam o negócio, sem que o Ministério mostre vontade de impor uma nova política. E sofrem as famílias que, no início de cada ano lectivo, gastam fortunas na aquisição de livros.

A inexistência de bancos para troca de livros em todas as escolas públicas é incompreensível. Aí todos os alunos poderiam levantar gratuitamente os seus manuais, a troco de deixarem os do ano anterior. É claro que famílias que queiram comprar livros novos seriam livres de o fazer. Mas, para as outras de orçamentos mais apertados, ou simplesmente combatentes do desperdício, as escolas deveriam instituir um sistema universal de entrega de manuais.

É assim em toda a Europa: da Dinamarca a Espanha, passando pela França ou pelo Reino Unido, em todos estes países os manuais são reutilizados. Esta medida é, aliás, também obrigatória em Portugal, pois a legislação determina que "escolas e agrupamentos de escolas devem criar modalidades de empréstimo de manuais escolares". Mas, como a Lei é desprezada, a cada ano, o esforço familiar é enorme e aumenta à medida que os alunos progridem no sistema escolar. Os valores superam as duas centenas de euros, numa escala crescente, insuportável então para quem tenha mais que um filho a frequentar a escola.

Estes preços incomportáveis só são possíveis porque são as editoras quem, no fundo, decide a política de manuais escolares e os preços. Dominam um sector que representa mais de cem milhões de euros, considerando que os cerca de milhão e meio de estudantes do ensino básico e secundário adquirem perto de dez milhões de livros.

O facto de estes bancos escolares para troca de livros não serem uma realidade sistemática e regular em Portugal é mais um exemplo das muitas políticas que o Estado não faz cumprir, permitindo que os cidadãos sejam, deste modo, e mais uma vez, defraudados.

Paulo Morais
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«Estou farto de ser orfão» - Lobo Antunes

 ● 24/04/15 coment  ●
Tivemos muita sorte, manos. Agora somos orfãos e não tenho jeito para orfão. Eles também não. E depois perdemos há pouco o Pedro que será sempre uma ferida aberta para nós. E depois da morte do Pedro a nossa mãe informou que não tinha o direito de estar viva com um filho morto


Carta aos meus pais


Em primeiro lugar quero dizer que estou farto de ser orfão, eu que, em criança, tantas vezes desejei a vossa morte, durante umas horas, quando ralhavam comigo ou não me deixavam fazer o que me apetecia e obrigavam-me a actos desnecessários tais como lavar os dentes, comer sopa ou pegar nos talheres como deve ser. A ordem

- Pega nos talheres como deve ser

ainda ecoa, horrível, dentro de mim, tal como a sinistra pergunta

- Não lavaste as mãos antes de vir para a mesa?

ou a resposta

- Um dia falamos sobre isso

quando calhava interessar-me pelo modo como as crianças apareciam dentro da barriga das mães. Apesar de tudo eu tinha alguma cultura: sabia, claro, que os rapazes faziam chichi pela pilinha, que as meninas por um buraquinho mas um dia vi uma mulher de cócoras no pinhal em Nelas e fiquei banzo: fazia por uma escova. Naturalmente interessei-me:

- Porque é que as mulheres fazem por uma escova?

e os meus pais primeiro banzos também e depois a lutarem para ficar sérios. Não me explicaram nada e vários mistérios subsistiram durante muito tempo. Primeiro, porque é que as mulheres têm uma escova ali. Segundo, porque é que as escovas, que passei a olhar com desconfiança, fazem chichi. Terceiro, isto acontecerá ao conjunto das meninas, ao crescerem, ou só àquela? Quarto, o exame minucioso a que submeti todas as escovas que encontrei em casa não me deu nenhum resultado esclarecedor: não havia uma que não estivesse seca. As de escovar a roupa, as de escovar o cabelo, as de esfregar o chão. E os meus pais sem responderem. A minha mãe ainda abriu a boca mas não chegou a falar, embaraçadíssima. O meu pai não abriu a boca mas qualquer parte dele parecia divertir-se às escondidas, quando qualquer parte dele parecia divertir-se às escondidas a minha mãe a censurá-lo

- João

e ele logo sério, ausente, a interessar-se pelos meus estudos que, em geral, o desgostavam porque os meus resultados escolares costumavam roçar o trágico e constituíam uma preocupação constante para a família. O facto de eu ser escritor

(sempre fui escritor desde que me conheço e a minha mãe previa-me um futuro de miséria negra)

não desagradava inteiramente ao meu pai, que tinha um respeito sagrado pelos artistas, mas os meus resultados escolares preocupavam-no, queria que eu tivesse uma profissão sólida que me amparasse as veleidades criativas. Para ele, a única profissão sólida e digna era ser médico

- E depois, nos intervalos, escreves

como Júlio Dinis ou Duhamel. Acabei por lhe fazer a vontade, pai, tornei-me médico, mas o meu curso foi um tormento para ele: reprovações, notas baixíssimas, os seus colegas, professores também, lá me iam deixando passar por amizade. Lembro-me que no fim da prova de Medicina Operatória o catedrático me disse com bonomia, diante do anfiteatro cheio:

- Olha, filho, tens treze e diz lá ao pai que não pôde ser mais.

Isto para além de cartas que ele me mostrava com desgosto, género

O seu rapaz esteve aqui e não sabia nada

ou, comparando-me com o meu irmão

- O Lobo Antunes tem dois filhos, um é bom, o outro é uma nódoa.

Ainda me espanta a razão pela qual o meu pai não me matou. Mas sei que lia às escondidas o que eu escrevia e tinha muitas esperanças literárias no filho, embora nunca me tivesse falado nisso, porque não era dado a confidências ou elogios. A mim não me disse nada mas dizia aos meus irmãos

- O António tem faísca, o António tem faísca

e que, quando comecei a publicar, se orgulhava dos meus produtos. Eu acho que os meus irmãos e eu tivemos muita sorte com os nossos pais, que eram pessoas de uma honestidade irrepreensível, inteligentes, cultas, complexas, rigorosas, com qualidades muito superiores aos defeitos que obviamente também possuíam. Tivemos muita sorte, manos. Agora somos orfãos e não tenho jeito para orfão. Eles também não. E depois perdemos há pouco o Pedro que será sempre uma ferida aberta para nós. E depois da morte do Pedro a nossa mãe informou que não tinha o direito de estar viva com um filho morto. E morreu de puro desgosto, sem doença. Somos orfãos do Pedro também. Sobramos cinco e eu não quero que nenhum deles morra antes de mim. Gostamos uns dos outros sem palavras, com o imenso pudor que herdámos dos nossos pais. Não suporto a ideia da morte do João, do Miguel, do Nuno, do Manuel, como continuo a não suportar a ideia da morte do Pedro. Vou dizer uma coisa. Não devia dizer mas vou dizer. Quando fomos contar à nossa mãe que o Pedro se tinha ido embora ela pronunciou só uma frase:

- Tenham misericórdia de mim.

Sentada na sua cadeira, na sua sala:

- Tenham misericórdia de mim.

Agora está com o nosso pai, a contar, entre muitos outros episódios

- Lembras-te daquela história da escova?

e o meu pai a responder

- Ah

que, no seu caso, às vezes, era um discurso muito comprido. Esta crónica saiu toda descosida e mal feita. Não importa, de que outra forma podia fazê-la? É a minha maneira aselha de pedir que tenham misericórdia de mim, porque não sou o adulto que pensam. Peguem-me ao colo. Às vezes tenho tão poucos anos nos meus anos todos e fico tão leve nessas alturas.
http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_antonioloboantunes/carta-aos-meus-pais=f814513
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Carta aberta a uma Mãe

 ● 15/06/14 coment  ●
"Nunca vi, nos vários Dias de Portugal, condecorar UMA MÃE como aquelas que esta Carta descreve de forma admirável. Já vi, porém, homenagear seres ignóbeis e imorais".
Comentário de Julio Ortiz, leitor do PG


Desculpa escrever-te uma pequena carta, mas estou tão confusa que pensei que escrevendo me explicava melhor. Vi ontem na televisão um senhor de cabelos brancos, julgo que se chama Catroga, a explicar que vai ter um ordenado de 639 mil euros por ano na EDP, aquela empresa que dava muito dinheiro ao Estado e que o governo ofereceu aos chineses.

Pus-me a fazer contas e percebi que o senhor vai ganhar 1750 euros por dia. E depois ouvi o que ele disse na televisão. Vai ganhar muito dinheiro porque tem o seu valor de mercado, tal como o Cristiano Ronaldo. Foi então que fiquei a pensar. Qual é o teu valor de mercado, mãe?

Tu acordas todos os dias por volta das seis e meia da manhã, antes de saíres de casa ainda preparas os nossos almoços, passas a ferro, arrumas a casa, depois sais para o trabalho e demoras uma hora em transportes, entra e sai do comboio, entra e sai do autocarro, por fim lá chegas e trabalhas 8 horas, com mais meia hora agora, já é noite quando regressas a casa e fazes o jantar, arrumas a casa e ainda fazes mil e uma coisas até te deitares quando já eu estou há muito tempo a dormir.

O teu ordenado mensal, contaste-me tu, é pouco mais de metade do que aquele senhor de cabelos brancos ganha num só dia. Afinal mãe qual é o teu valor de mercado? E qual é o valor de mercado do avozinho? Começou a trabalhar com catorze anos, trabalhou quase sessenta anos e tem uma reforma de quinhentos euros, muito boa, diz ele, se comparada com a da maioria dos portugueses. Qual é o valor de mercado do avô, mãe? E qual é o valor de mercado desses portugueses todos que ainda recebem menos que o avô? Qual é o valor de mercado da vizinha do andar de cima que trabalha numa empresa de limpezas?

Ontem à tardinha ela estava a conversar com a vizinha do terceiro esquerdo e dizia que tem dias de trabalhar catorze horas, que não almoça por falta de tempo, que costumava comer um iogurte no autocarro mas que desde que o motorista lhe disse que era proibido comer nos transportes públicos se habituou a deixar de almoçar. Hábitos!

Qual é o valor de mercado da vizinha, mãe? E a minha prima Ana que depois de ter feito o mestrado trabalha naquilo dos telefones, o “call center”, enquanto vai preparando o doutoramento? Ela deve ter um enorme valor de mercado! E o senhor Luís da mercearia que abre a loja muito cedo e está lá o dia todo até ser bem de noite, trabalha aos fins de semana e diz ele que paga mais impostos que os bancos?

Que enorme valor de mercado deve ter! O primo Zé que está desempregado, depois da empresa onde trabalhava há muitos anos ter encerrado, deve ter um valor de mercado enorme! Só não percebo como é que com tanto valor de mercado vocês todos trabalham tanto e recebem tão pouco! Também não entendo lá muito bem – mas é normal, sou criança – o que é isso do valor de mercado que dá milhões ao senhor de cabelos brancos e dá miséria, muito trabalho e sofrimento a quase todas as pessoas que eu conheço!

Foi por isso que te escrevi, mãe. Assim, a pôr as letrinhas num papel, pensava eu que me entendia melhor, mas até agora ainda estou cheia de dúvidas.

Afinal, mãe, qual o teu valor de mercado? E o meu?
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Sónia Araújo na miséria?

 ● 07/05/14 coment  ●


Sónia Araújo está a viver uma fase conturbada na carreira. A apresentadora está prestes a ver o ordenado ser reduzido de 11.800 euros para metade. À família e aos amigos mais próximos já demonstrou preocupação com a redução do vencimento, principalmente por causa do futuro dos três filhos.

Se Sónia Araújo com cerca de 5.800 euros mensais está preocupada com o futuro dos três filhos, então as mães com salários de 485 euros e três filhos, deveriam cortar os pulsos?

Actualização NOV/2017:
Catarina Furtado renova com RTP por 15 mil euros mês

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