Portugal Glorioso: fogos
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Relatório ARRASA contas da Protecção Civil: 67 milhões sem rasto

 ● 23/04/18

67 MILHÕES SEM RASTO NO COMBATE AOS FOGOS

Auditoria revela um verdadeiro buraco negro no que diz respeito à informação financeira nas entidades responsáveis pelo socorro e combate aos fogos.


Fonte: Rádio Regional 2018 / Edição: Portugal Glorioso

Em 2016, a Autoridade Nacional de Protecção Civil terá entregue 67,9 milhões de euros a associações humanitárias de bombeiros sem ter um sistema de gestão e controlo financeiro adequado.

Na sequência das conclusões do Tribunal de Contas que afirma continuarem a existir procedimentos inadequados no sistema de gestão e controlo dos apoios financeiros concedidos pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) às associações humanitárias de bombeiros (AHB), verifica-se um verdadeiro buraco negro no que diz respeito à informação financeira nas entidades responsáveis pelo socorro e combate aos fogos.

Segundo o Correio da Manhã, que cita o relatório, "continuou a verificar-se inadequação de diversos procedimentos, quer na ANPC quer no sistema de gestão e controlo dos apoios financeiros concedidos às Associações Humanitárias de Bombeiros, que totalizou, em 2016, 67,9 milhões de euros".

O Tribunal de Contas (TdC) procurava saber se as recomendações deixadas em anteriores auditorias foram implementadas e concluiu que estas não foram acolhidas e outras que o foram apenas parcialmente.

O mesmo jornal avança que a falta de transparência nas verbas entregues aos corpos de bombeiros levou mesmo o Tribunal de Contas a verificar os dados do Instituto dos Registos e Notariado.

O que foi encontrado é preocupante: para a ANPC há 412 associações humanitárias de bombeiros às quais foram atribuídos subsídios, mas para o IRN são 437, o que "evidencia a existência de falhas na articulação legal entre estas entidades e, consequentemente, na garantia de que a ANPC fiscaliza o cumprimento do Regime Jurídico das Associações Humanitárias de Bombeiros".

Na prática "a documentação apresentada pela ANPC revelou inconsistência nos registos e informação insuficiente que não permite a compreensão das mesmas e das operações efectuadas".
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Tenham vergonha e façam aquilo que desfizeram, reponham os Serviços Florestais

 ● 24/06/17
"Estás a ver no que dá terem acabado com os Serviços Florestais?"

Nos momentos em que escrevo estas linhas está a desenrolar-se uma das maiores tragédias florestais em Portugal, senão mesmo a maior. E estas notas não terão a ver directamente com o caos dos incêndios que nesta altura atacam o centro do nosso país mas têm indirectamente. E a resposta está no telefonema que me foi feito, a meio da manhã, pelo Prof. Jorge Paiva da Universidade de Coimbra, que me dizia desesperado: “Estás a ver no que dá terem acabado com os Serviços Florestais?”
(...)
Chamemos as coisas pelos seus nomes: foi num Governo PS que foi extinto o Corpo de Guardas Florestais que existia nos Serviços Florestais e os seus efectivos foram integrados na GNR. Erro crasso, naquela perspectiva neo-liberal de “menos Estado para melhor Estado”.
Está-se mesmo a ver, não está ?




Os guardas florestais não eram polícias, eram actores fundamentais da vigilância das matas, integrados numa cadeia de comando especializada que ia dos velhos Mestres Florestais aos Administradores Florestais e ate aos Chefes de Circunscrição. Eles não têm que ser comandados por sargentos ou tenentes, têm de ser comandados por quem sabe dos problemas das florestas.

Depois desta asneira socialista, o Governo PSD/CDS pela mão do sábio e secretário de Estado do queijo limiano, e perante a apatia da ministra do CDS e dos sociais-democratas (que tinham obrigação, pelo seu historial , de serem mais competentes em matéria ambiental) acabou de vez com os serviços florestais e integrou-os no Instituto da Conservação da Natureza. Cereja em cima do bolo da asneira!!

É preciso ter bom senso e acabar de vez com esta situação anómala de sermos talvez o único país do mundo com tanta área florestal e não termos Serviços Florestais nem um Corpo de Guardas Florestais.

Perdeu-se a grande sabedoria do velhos Mestres Florestais, senhores das serras e das matas que eles conheciam como as suas próprias mãos; mas ainda há na GNR umas centenas de antigos guardas florestais que podem ser o embrião de um novo corpo especializado.

Tenham vergonha de dar a mão a palmatória e façam aquilo que desfizeram, reponham os Serviços Florestais no Ministério da Agricultura e Florestas (chamem-lhe Instituto, chamem-lhe o que quiserem), com a dignidade que eles nunca deviam ter perdido, reponham a funcionar a quadrícula de casas e postos florestais que são quem pode assegurar a vigilância permanente das serras do país, dêem a esses postos as novas tecnologias e os novos meios de comunicação e dêem de novo aos guardas florestais a capacidade legal de continuarem a vigiar as matas, de obrigarem os proprietários a limpar e a ordenar as matas.

Também acabaram com os guarda-rios e nunca mais as margens e leitos da maior parte das ribeiras foram limpas, como eram quando esses agentes obrigavam os proprietários marginais das linhas de água a limparem as margens dos seus terrenos.

A terrível tragédia que nos aflige, que ao menos sirva de aviso para o que pode acontecer este Verão, com tanta área de pastos secos debaixo de temperaturas cada vez mais quentes, já que ninguém liga aos avisos dos cientistas, portugueses e internacionais, sobre as alterações climáticas graves que estão em curso e que afectarão muito em especial o Mediterrâneo e a nossa Península. Lá que o Trump não acredite nisso, é lamentável mas para quem é poucochinho não se pode exigir mais. Mas a governos responsáveis temos de exigir muito mais.

A minha voz não tem peso político nem público, mas tem a experiência de muitos anos embrenhados nestes problemas. Outras vozes com maior ressonância certamente me darão razão.

fonte: https://www.publico.pt
Fernando Santos Pessoa.
Ex-Administrador Florestal, fundador e 1º Presidente do SNPRPP
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Portugal a arder: Crime organizado de destruição massiva!

Portugal a arder: Crime organizado de destruição massiva!

Portugal a arder!

"Na maior parte dos casos o fogo aparece durante a noite, ou a partir das seis da tarde altura em que o vento sopra no máximo e o combate às chamas se torna mais difícil. Já não restam dúvidas para a maior parte das pessoas no terreno, de que se trata de mão criminosa. Mas, estranhamente, o governo teima em falar de falta de limpeza e prevenção, raramente fala em intenção criminosa e nunca admite a hipótese de crime organizado".

video:


Negócios da Semana - intervenção de Clemente Pedro Nunes, prof. do Superior Técnico:
"Estamos perante uma situação que é gravíssima. O número de ignições é uma coisa absurda: 10 vezes mais que nos outros países. Chegámos a um absurdo! (...) A destruição patrimonial, a destruição social, a destruição demográfica que se está a passar em dezenas de milhares de quilómetros no território português, é inaceitável".

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«Há uma indústria do Fogo escondida dos portugueses» Hernâni Carvalho

 ● 17/08/16
«Há uma indústria do Fogo escondida dos portugueses» Hernâni Carvalho

«É para falar de fogo? Tenho muitas vergonhas para contar»

Porque é que a PJ só pode investigar até metade do caminho? A investigação da PJ pára, quando se descobre quem é o incendiário. A mim não me interessa saber quem é que pegou o fogo... É preciso é perceber quem é que lhes paga.

Há aqui alguma coisa que não joga. Acordem! O país já está todo ardido! Alguém tem que ter coragem para pegar nisto:"Porque é que os aviões militares não andam a apagar fogos?" (Hernâni Carvalho)


video:


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«Quem mais factura com incêndios, é alguém condenado por corrupção»

«Quem mais factura com incêndios, é alguém condenado por corrupção»

(Paulo de Morais)



"Provenientes do erário público, são gastos anualmente centenas de milhões de euros no combate aos fogos, sem que a opinião pública disponha de informação clara e transparente sobre o destino e os beneficiários destas verbas milionárias".

TIAC exige saber onde é gasto o dinheiro para combater os incêndios - Excerto da entrevista de Paulo Morais. (ver vídeo) "Quem mais factura hoje em Portugal, na área de operação de meios aéreos no combate a incêndios, é um empresário (Domingos Névoa/Everjets) que já foi condenado por corrupção. Que tranquilidade é que a população tem, quando vê que quem opera os principais meios aéreos de combate a fogos, é alguém que tem uma idoneidade duvidosa" (Paulo de Morais)

video:


actualização 30-04-2018
Everjets exige indemnização de quase 40 milhões euros.
A Everjets disse esta segunda-feira que foi ela mesma que fez a denúncia do contrato de operação e manutenção dos Kamov e não o governo, exigindo em tribunal quase 40 milhões euros ao Estado por incumprimento do contrato(...) danos e ofensas ao bom nome e reputação da Everjets. (jornal i)

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O negócio dos incêndios cheira a esturro!

 ● 22/05/15
Segundo o que se sabe dos contratos feitos com os privados, o Estado paga 1.500 euros(+ IVA) à hora por cada helicóptero. Assim sendo, uma pergunta importa fazer: não interessará a estas empresas, ou a quem os sub-contrata, que arda o maior número e a maior área de floresta possíveis e pelo maior período de tempo?

Simples, quanto mais fogos e mais tempo durarem os incêndios, mais estas empresas privadas lucram! A verdade é que estas empresas privadas, que ainda há pouco tempo tinham que alugar os meios aéreos a empresas estrangeiras, agora já têm as suas próprias frotas de helicópteros, hangares e pavilhões, e até já possuem aeródromos seus.


Por Sérgio Passos - fonte: euacuso 2013

E nem falamos aqui de ex-ministros, secretários de Estado e altos chefes de serviços públicos, ligados às florestas, à protecção civil e aos bombeiros, que adquiriram fortunas súbitas e que passaram ostentar sinais de riqueza de um dia para o outro.

E porque é que o Estado não entrega a actividade de apagar os fogos ao Exército e à Força Aérea, pois é uma actividade fundamentalmente de Segurança e Defesa nacionais?

Ora, se antes, até aos finais dos anos 80, era a Força Aérea que combatia, com sucesso assinalável, os incêndios, e possuindo meios e gente formada para tal, porque é que deixaram de o fazer e passou-se a entregar esta função, agora com lucros, aos privados?

E quem é que fiscaliza se estas empresas e os seus meios aéreos, apagam competentemente os fogos? Se o fazem com a qualidade necessária? Ou se empregam, ou não, todo o seu esforço e competência para tal? Como se fazem os contratos e como são avaliados os concurso? Etc., etc.

E porque é que os sucessivos Governos não mostram publicamente os contratos e os seus contornos e, tão-pouco, mostram os valores pagos aos privados e os critérios para tanto?

Porque é que os sucessivos Governos têm cortado verbas na prevenção florestal e extinguiram a função de guardas florestais?

Ou seja, porque é que não se incentiva a protecção e cuidado com a floresta e, em vez da prevenção, cada vez mais gasta mais no combate aos fogos que continuam a piorar, destruindo cada vez mais os recursos nacionais empobrecendo o país?

Já agora, a frota de 10 a 15 aviões canadair, meio essencial para combater os fogos e sempre reclamada por peritos e bombeiros, porque é que nunca foi adquirida e, ao invés, os Governos deixam que a floresta nacional continue a ser facilmente destruída por esta grosseira e criminosa negligência?

São demasiadas e sérias dúvidas, graves interrogações, muitas incertezas e ambiguidades. O que sabemos é que o lucrativo é concessionado aos privados, mas tudo o que dá prejuízo é suportado pelo Estado, ou seja, pelo dinheiro dos contribuintes. Afinal, isto cheira mesmo muito a esturro!
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