Portugal Glorioso: grecia
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Será que é correcto pagar dívidas mal contraídas? - Paulo Morais

 ● 04/07/15

Gregos com a dívida.

Com este tipo de governação, corrupta, os grupos económicos do regime (Mota-Engil, EDP, Lena, Lusoponte...) garantem a sua prosperidade



Pagar ou não pagar – eis a questão da Grécia. Será que é correcto pagar religiosamente dívidas que foram mal contraídas? É este hoje o dilema com que se debate o governo em Atenas. Em Portugal, por outro lado, o governo não hesita: assume de forma acrítica o pagamento de empréstimos ruinosos e fá-lo à custa do sofrimento dos cidadãos. 

As dívidas públicas deveriam ser um factor de desenvolvimento. Os estados deveriam contrair dívida para, através de investimentos virtuosos, garantirem o bem-estar dos povos. 

Mas, nos últimos anos, na Grécia como em Portugal, o crescimento da dívida teve origem em mecanismos de corrupção, em investimentos faraónicos e inúteis, em empréstimos mal negociados. O estado adquiriu submarinos, num negócio marcado pela corrupção, construíram-se dez estádios de futebol caríssimos para o Euro 2004 e alguns estão agora a apodrecer; sucessivos governos contraíram empréstimos a taxas próprias de agiotas, de quase 6%, quando poderiam fazê-lo a 3%. Além disso, o Estado nacionalizou os prejuízos do BPN e dispõe-se a perder mais de dois mil milhões com a venda do Novo Banco. E ainda negociou parcerias público-privadas, garantindo taxas de rentabilidade milionárias aos privados, por décadas, muito para além do tempo do mandato de quem decidiu. Um regabofe! 

Com este tipo de governação, corrupta, os grupos económicos do regime (Mota-Engil, EDP, Lena, Lusoponte...) garantem a sua prosperidade. E o povo, eterno prejudicado, assume os prejuízos. Com sofrimento, reduções salariais, aumento de impostos, redução de serviços de saúde e educação. 

Para nos deixarmos de ver gregos, doravante deve ser estabelecido, como regra no Orçamento de Estado, um limite máximo a destinar ao pagamento de dívida. E, além disto, é imperioso que negócios do estado com custos demasiado elevados ou cujos pagamentos se prolonguem muito para além do tempo dos mandatos de quem os decide deverão ser referendados pelo povo. Já que os governos querem defender os grupos económicos, defendamos nós o futuro dos nossos filhos. 

Paulo Morais
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«Alemanha aterrorizada com a posição da Grécia» Garcia Pereira

 ● 22/04/15
"Quem está aterrado e desesperado, completamente desorientado a rosnar ameaças a torto e a direito, é a Alemanha, porque a Alemanha é o grande beneficiário da UE", Garcia Pereira (a partir do minuto 6:46)

O Caso "Swissleaks" / As Negociações na Grécia
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A verdadeira razão porque o governo grego IRRITA os políticos

 ● 24/02/15

A verdadeira razão pela qual o Governo grego irrita uma parte significativa dos políticos (portugueses e europeus) é esta: o primeiro-ministro grego diz, depois de eleito, o MESMO que dizia antes. O que é inédito e inadmissível para todos estes vira-casacas.

Paulo de Morais
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Grécia: Um grito de desespero - D. Manuel Clemente

 ● 18/02/15


D. Manuel Clemente afirmou em entrevista à Agência ECCLESIA que o resultado das eleições na Grécia são sinal de “desespero” e que, se o país tem “compromissos a cumprir”, também precisa de “ter possibilidade de se reformar”.

Para D. Manuel Clemente, os resultados das eleições legislativas na Grécia, com a vitória da coligação de esquerda radical Syriza, foram um “grito de desespero da parte de muitos gregos que não têm nem pessoalmente nem em família os recursos básicos para uma vida condigna”, que “tem de ser ouvido”.

“É isto que os responsáveis e líderes europeus têm de ter presente, e certamente têm: Não se trata de eliminar da Grécia as responsabilidades que tem, mas de lhe dar possibilidades de levar por diante o que é necessário para satisfazer os compromissos internacionais”, considera o patriarca de Lisboa.

D. Manuel Clemente sustenta que “há reformas a fazer” e “há muita coisa a corrigir no passado” na Grécia, porque a situação social e económica actual “não aconteceu por acaso”.

Para o futuro cardeal, é “imprescindível” incluir a “temática dos valores” na economia, garantindo que não se distancia do significado original da palavra, um “termo grego”, que significa “governo da casa”.



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