Portugal Glorioso

António Vitorino, Isabel dos Santos e a GALP

 ● 29/01/20
Em 2011, já ISABEL DOS SANTOS era accionista de referência na GALP. E então um famoso advogado e lobista português desenvolveu negociações para que Isabel dos Santos reforçasse o seu poder na GALP. (Paulo Morais)



Em 2011, já ISABEL DOS SANTOS (e a Sonangol) era accionista de referência na GALP.

E então um famoso advogado e lobista português desenvolveu negociações para que Isabel dos Santos aumentasse a sua participação e reforçasse o seu poder na GALP.

Isabel recusou.

É hoje Comissário das Nações Unidas para os Refugiados... talvez pela sua experiência em transferências internacionais.

Paulo de Morais
Fisco desistiu de cobrar 125 milhões à Brisa, cujo presidente da AG é António Vitorino
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«Bar aberto para os bancos, torneira fechada para o povo»

 ● 28/01/20
Novo Banco: em vez dos 700 milhões previstos, o Estado vai agora pagar 1400 milhões euros. (Joana Amaral Dias)


Filhos & enteados

Então, não há dinheiro? Há sim. Para o Novo Banco nunca falta. Há sempre mais. E mais. O respectivo contrato vai ser antecipado e, em vez dos 700 milhões previstos para 2020, o Estado vai agora pagar 1400 milhões de euros.

Para responder às populações e oferecer-lhes serviços públicos de qualidade não há dinheiro. Mas para servir os bancos há nota a rodes. Para pagar prestações sociais e cumprir os direitos dos mais frágeis não há verbas. Já para oferecer regalias aos fundos abutres, não há limite. Para acudir aos cidadãos há atrasos. Para auxiliar a banca há adiantamentos. Eis as prioridades do governo. O costume. Pois.

E isto era o Banco Bom, lembra-se? Já Ricardo Salgado continua livre como um passarinho.

Enfim, no ex-BES já foram enterrados 6 mil milhões sem que se discuta ou audite com seriedade as intrujices e jogadas que por lá se passam com os nossos dinheiros públicos.

E, como se não bastasse, para iludir, esta nova injecção de capital está a ser apresentada como a injecção final. É pena não ser a fatal, melhor seria. Mas não, não é a derradeira.

Relativamente aos bancos, os governos comportam-se como alcoólicos. É sempre a última. Depois há sempre outra. E mais uma a seguir. Bar aberto para os bancos, torneira fechada para o povo.
Joana Amaral Dias
https://www.facebook.com/joanamaraldias/posts/2842089822509107
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Luanda leaks: Interesses que os comentadores escondem dos telespectadores

ANGOLA CONNECTION: Porque os escondem? (Paulo Morais)




ANGOLA CONNECTION 1:
Luis Marques Mendes, como jurista, integra a Sociedade ABREU Advogados, com escritório (Desk) em Luanda (lmm@abreuadvogados.com). É ainda membro dos órgãos sociais da Caixa Geral de Angola. Com tantos interesses em Luanda , a sua opinião sobre Angola e "Luanda leaks" é informada. Mas não é certamente independente!

ANGOLA CONNECTION 2:
JORGE COELHO é VICE-PRESIDENTE da MOTA-ENGIL, empresa com imensos interesses, negócios e responsável por muitas obras públicas em Angola, hoje como nos últimas décadas. Com tantos interesses em Luanda , a opinião que emite na TVI sobre Angola e "Luanda leaks" é informada. Mas não é certamente independente!

ANGOLA CONNECTION 3:
PAULO PORTAS é alto dirigente da MOTA-ENGIL Internacional, empresa com imensos negócios e responsável por muitas obras públicas em Angola, hoje como nos últimas décadas. Com tantos interesses em Luanda , a opinião que emite na TVI sobre Angola e "Luanda leaks" é informada. Mas não é certamente nada independente! No mínimo, deveria (ele e a TVI) fazer a sua declaração de interesses. Porque os esconde?

Paulo de Morais

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Luanda Leaks: «A festa dos cínicos e dos hipócritas» Joana Amaral

 ● 22/01/20
Aquilo que me deixa alguma perplexidade é esta festa dos cínicos e dos hipócritas perante esta investigação. Só agora é que descobriram que Isabel dos Santos é corrupta e que é uma ladra? (Joana Amaral Dias)



Descobriram agora que Isabel dos Santos é corrupta e esbulhou Angola, construindo um império em cima do seu povo e das ossadas das suas crianças, sendo que se trata do país onde é mais perigoso nascer?

Até há pouco tempo a elite portuguesa escarnecia da justiça Angola e chamava-lhe ‘o irritante’. Até muito recentemente, Isabel dos Santos e toda uma corte pútrida jactava pelo nosso país, ostentando riqueza e branqueando dinheiro, enquanto o capital português beijava o chão que pisava e lhe lambia os pés.

A menina do ZéDu edificou a sua fortuna no petróleo e nos diamantes que passou sempre pelo nosso país, pela NOS, pela banca, pela Efacec.

Sempre houve bajulação e a cumplicidade na corrupção e no nepotismo angolanos por parte dos responsáveis portugueses: das autoridades judiciais à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e ao Banco de Portugal. Afinal, os dirigentes do CDS, PSD, PS e CDS participavam no congresso do MPLA.

Enfim, tudo pelo dinheiro. A pasta, a grana, o pilam. O Cumbu. Esperemos apenas que se faça justiça e que todos os cúmplices, lá como cá, paguem pelo saque que perpetraram.
Joana Amaral Dias

video

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«No Banco de Portugal, ninguém larga a cadeira»

 ● 21/01/20

Os critérios do Governador são de banda larga. (Paulo Morais)



foto do Expresso. edição PG.

O Banco de Portugal não contestou a idoneidade de Ricardo Salgado no BES, em 2014. Nem pôs em causa a idoneidade de Isabel dos Santos e Teixeira dos Santos, no Eurobic em 2020. Nem tão pouco da Sonangol, segundo maior accionista do BCP, em 2020.

Os critérios do Governador são de banda larga.

Um Governador demasiado distraído... mas mantém o lugar, se calhar por isso mesmo. Afinal um salário de 16926.82 Euros (por mês) parece justificar qualquer distracção.

No Banco de Portugal, ninguém larga a cadeira.
Paulo de Morais
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Luanda Leaks: Paulo Morais sem papas na língua na CMTV

Paulo Morais revela ligações, aliados e cúmplices da corrupção entre Angola e Portugal.


PAULO DE MORAIS

Há aqui dois grupos que se digladiam para ver quem é que rouba mais o povo angolano: Um que gira em torno da histórica Sonangol, liderado por Manuel Vicente - que inclui o Presidente João Lourenço, o governo em funções, o banqueiro Álvaro Sobrinho, os seus parceiros chineses e os governantes portugueses.

Um outro é dominado pelo ex-Presidente Eduardo dos Santos, a maioria do MPLA, a própria Isabel dos Santos e os seus amigos russos.

Em Angola acontecem estes cenários: por um lado a filha do actual vice-presidente casa e gasta 200 mil dólares num vestido, e ao mesmo tempo as crianças morrem na rua - uma em cada quatro crianças morre até aos 5 anos. É este contraste selvagem que existe em Angola.

(...) Eu não confio assim tanto na Justiça angolana. Bastará lembrar-nos que o Procurador Geral em Angola é um General, não é propriamente um Juiz renomeado.

Paulo Morais na CMTV.


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«Foi você que pediu este orçamento?» Joana Amaral

Convidado especial

A esquerda queixa-se do populismo depois de o ter convidado para jantar.
Joana Amaral Dias



Foi você que pediu este orçamento? Quem se sente representado quando o maior instrumento político conserva e aumenta os privilégios dos poderosos e castiga os que menos têm?

Desde logo continuam as injecções de capital nos bancos delinquentes financeiros, desde o BES ao BPN. Sim, leu bem, os de Ricardo Salgado e de Oliveira e Costa, sendo que ambos continuam soltos por aí.

Pois, uma das maiores rubricas deste orçamento, como habitualmente, refere-se às despesas excepcionais, 7 mil milhões que passam quase sem escrutínio, mesmo que seja uma verba superior à da Justiça, por exemplo.

Também continuam as ruinosas parcerias público-privadas, uma hemorragia dos cofres públicos que este governo quer até engrossar. Enquanto isso, a electricidade continua a ser taxada como bem de luxo (não admira que ainda se morra de frio), não se vinca a progressividade do IRS nem o englobamento dos rendimentos para promover maior equidade.

Também não consta a reposição do investimento público (lá vem mais degradação do serviço nacional de saúde). Claro que para manter esta aberração nada melhor do que o défice de meios na PJ e no combate à corrupção.

Enfim, a esquerda deixou passar e amanhã estará a carpir o aumento da extrema direita. Queixa-se do populismo depois de o ter convidado para jantar.
Joana Amaral Dias

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