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Portugal a arder: Um crime organizado de destruição massiva!

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A meio do Verão já arderam mais de 140 mil hectares de floresta e mato. Nos últimos dias registaram-se mais de 200 incêndios em média por dia, as ignições essas contam-se aos milhares. Na maior parte dos casos o fogo aparece durante a noite, ou a partir das seis da tarde altura em que o vento sopra no máximo e o combate às chamas se torna mais difícil. Já não restam dúvidas para a maior parte das pessoas no terreno, de que se trata de mão criminosa. Mas, estranhamente, o governo teima em falar de falta de limpeza e prevenção, raramente fala em intenção criminosa e nunca admite a hipótese de crime organizado.

Negócios da Semana SICN, (video 6 min): Intervenção de Clemente Pedro Nunes, professor do Instituto Superior Técnico: "Não há dúvidas de que isto é mão criminosa e que se trata de um acto de terrorismo organizado. O que se está a passar hoje em Portugal, é o mesmo que tivéssemos tido 2 ou 3 atentados terroristas!

Dizem-me do terreno que o combate ao fogo neste momento é: deixem arder (*) tudo, tentem salvar as pessoas, porque se morrem mais 10 ou 15 pessoas há uma crise politica grave. Ora, isto é intolerável. 

O que se está a passar, nas zonas do interior a norte do rio Tejo, é um verdadeiro crime organizado de destruição massiva! Estamos perante uma situação que é gravíssima. O número de ignições é uma coisa absurda: 10 vezes mais que nos outros países. Se compararmos a área ardida em Portugal e Espanha, o factor de incidência em Portugal é 25 vezes maior do que em Espanha. Chegámos a um absurdo! (...) Nós não podemos ter mais um ano, ou dois, como este. A destruição patrimonial, a destruição social, a destruição demográfica que se está a passar em dezenas de milhares de quilómetros no território português, é inaceitável".

(*)Quem fala com os bombeiros ouve-os dizer que, deixar o fogo arder na floresta e proteger as casas, não é grande politica de combate ao fogo, na media em que ele ganha peito e depois é difícil de o combater. (Ver aqui).

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